segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Governo cria tropa especial para conter corte de árvore ilegal na Amazônia



Será criado um grupo da Força Nacional de Segurança voltado exclusivamente para combater o desmatamento na Amazônia. A afirmação foi da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no dia 09 de outubro, durante coletiva de imprensa.

A tropa já começou a atuar no fim de agosto na região da Amazônia Legal (que abrange nove estados), quando o desmatamento na floresta triplicou em relação ao mesmo período do ano passado - aumento de 220%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Para o ministro, a lógica utilizada será da integração dos órgãos do Meio Ambiente, das Forças Armadas, do Ministério da Justiça, da Polícia Federal, com o grupamento da Força Nacional. "Não que ele vá atuar sozinho. É justamente mais um elemento nesse processo de integração", explica ele. A nova estratégia ambiental federal na Amazônia passa a ser em caráter permanente e ostensivo.

Izabella Teixeira informou que é necessário sofisticar cada vez mais a fiscalização ambiental. "O crime organizado evoluiu, temos que estar à frente deles. Faremos isso com nossas ações integradas", afirmou a ministra do Meio Ambiente.

Ainda foi anunciada a criação de programa de cooperação entre Exército e órgãos de fiscalização ambiental para a proteção da Amazônia que será chamado "Proteger Ambiental".

O programa prevê o compartilhamento de estruturas das Forças Armadas com órgãos ambientais para desenvolver ações de combate ao desmatamento. "Equipes de inteligência do Exército estarão a serviço das ações no bioma. 'Proteger Ambiental' deve ser instituído por decreto, que será publicado no 'Diário Oficial da União' ainda nesta semana", disse ela.

Ainda na coletiva, foi informado que Inpe e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) passarão a compartilhar estruturas e informações sobre ocorrências de desmatamentos.

A ministra disse que o desmatamento na Amazônia Legal foi de 282 km² no mês de setembro - uma queda de 45% em relação a agosto (522 km²), considerado o pico do desmatamento neste ano. Entretanto, na comparação com o mesmo período d e 2011 houve aumento de 11%.

A Ministra explicou que o pico de agosto está muito ligado à degradação. "Tivemos uma seca forte e atípica neste ano, que favoreceu as queimadas. As áreas onde houve o desmatamento sugerem que sejam locais de exploração ilegal. Essas áreas estão sendo usadas para plantio de soja e, em alguns casos, exploração de ouro", contou ela.

Fonte: Ambiente Brasil
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