sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Copa do Mundo de 2014 deve emitir 14 milhões de toneladas de CO2



Enquanto a maioria dos brasileiros já sonha com a sexta taça brasileira na Copa do Mundo de 2014, poucos conseguem imaginar quanto este mega evento custará ao meio ambiente. Segundo projeção elaborada pela consultoria Personal CO2 Zero, as emissões de gases do efeito estufa da Copa e dos preparativos para a realização do torneio no Brasil irão atingir 14 milhões de toneladas, aproximadamente 0,8% das emissões anuais do país.

Conforme a estimativa, novas construções e projetos de transporte que estão sendo executados nas preparações para o segundo maior evento esportivo do mundo podem acrescentar 11,1 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e).

Durante o evento, as emissões acumulariam 3,01 milhões de toneladas de CO2e, principalmente associadas às viagens aéreas e terrestres entre as 12 cidades anfitriãs das partidas, de acordo com o estudo.

O Brasil, que também irá sediar a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro, está investindo pesado para expandir aeroportos e a infraestrutura de transporte, uma tentativa de aliviar o congestionamento crônico nas maiores cidades.

Contudo, a CO2 Zero pontuou que a Fifa precisaria gastar em torno de US$ 15 milhões para compensar as emissões produzidas apenas durante o campeonato, por meio de compras de créditos de carbono no mercado.

Se a conta incluísse a construção dos estádios, a quantia a ser gasta para as compensações subiria para US$ 18,5 milhões. Em junho, a Fifa apresentou no Rio de Janeiro um projeto de sustentabilidade para a Copa do Mundo no Brasil que incluía a intenção de neutralizar as emissões do evento. A entidade afirmou que gastaria em torno de US$ 20 milhões no projeto, mas não especificou quanto usaria para comprar as compensações ou como as faria.

De acordo com publicação do portal de notícias G1, as emissões de gases do efeito estufa da Copa do Mundo de 2010 foram estimadas em 2,75 milhões de toneladas em um estudo financiado pelos governos da Noruega e da África do Sul, país anfitrião do Mundial. Contudo, o número não considerou as emissões do igualmente grande número de projetos de infraestrutura executados no país africano.

Fonte: AMDA
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