sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Iniciativa dos EUA para reduzir poluição do ar tem adesão de mais sete países



Liderado pelos Estados Unidos, a Iniciativa para o Clima e o Ar Limpo, projeto que busca redução da fuligem e outros poluentes do ar na tentativa de "ganhar tempo" na luta contra as mudanças climáticas, recebeu adesão de mais sete países. Grã-Bretanha, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália e Jordânia uniram-se formalmente aos EUA, elevando o total de membros para cerca de 20 desde que o plano foi lançado, em fevereiro.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a poluição atmosférica, proveniente de fontes que vão dos fogões a lenha da África aos carros na Europa, pode ser responsável por até seis milhões de mortes por ano no mundo e ainda contribui para o aquecimento global.

"Se formos capazes de fazer isso, poderíamos de fato ganhar tempo no contexto do problema global de combater a mudança climática", disse em Paris o enviado especial adjunto dos EUA para mudança climática, Jonathan Pershing. Para ele, é preciso "desesperadamente" de tempo para desacelerar o aquecimento global. Ao contrário de outros países desenvolvidos, os EUA não aprovaram leis para cortar as emissões de gases de efeito estufa, apesar da tentativa do presidente Barack Obama.

O governo dos EUA está tentando atrair mais países para o projeto sobre poluição atmosférica, incluindo China e India, que estão respectivamente na posição um e três no ranking de emissões de gases de efeito estufa. Os Estados Unidos estão em segundo lugar.

O plano liderado pelos EUA em Paris concentra-se em impor limites à fuligem, ao metano, ao ozônio no nível do solo e aos gases hidrofluorocarbonetos (HFC). A fuligem, por exemplo, é capaz de acelerar o derretimento do gelo do Ártico quando cai como um pó escuro que absorve mais calor e derrete o gelo.

Em contraste, os planos da Organização das Nações Unidas (ONU) para combater a mudança climática concentram-se principalmente no dióxido de carbono, principal gás de efeito estufa liberado pela queima de combustíveis fósseis, aos quais se atribui um aumento na ocorrência de estiagens, inundações, incêndios florestais e a elevação do nível dos oceanos.
  
Fonte: G1
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