sexta-feira, 27 de julho de 2012

Garimpo submarino ameaça biodiversidade



A busca por uma nova compreensão da geologia marinha levou à descoberta de centenas de inesperados corpos de minério, conhecidos como sulfetos maciços, devido à sua natureza sulfurosa.

Estes achados estão fazendo com que países, empresas e empresários se apressem para reivindicar direitos sobre as áreas ricas em sulfureto presentes nas nascentes vulcânicas das geladas profundezas marinhas.

Segundo publicação do G1, motivados pelas previsões de escassez de metal, nos continentes, nas próximas décadas e pela melhoria do acesso ao fundo do mar, exploradores estão ocupados em adquirir amostras e aferindo depósitos no valor de trilhões de dólares. É o caso do cobre. Muitos minérios comerciais têm concentrações de apenas 0,5% do elemento químico. Mas, eles encontraram, no fundo do mar, minérios com uma pureza de pelo menos 10% - transformando os obscuros depósitos em possíveis fontes de fortuna.

Para os ambientalistas a situação é preocupante. Ainda não são suficientes as pesquisas realizadas sobre os riscos da mineração nos fundos marinhos. John Delaney, oceanógrafo da Universidade de Washington, estuda fontes vulcânicas há décadas e diz que as ameaças de prejuízos ambientais da mineração das profundezas marinhas são provavelmente menos centradas nos projetos conduzidos em alto-mar por países desenvolvidos do que nas águas dos territórios de ilhas do Pacífico. "Eles estão mais preocupados com suas economias do que com o meio ambiente", disse ele. 

Exploração

Grupos apoiados pelos governos na China, Japão e Coréia do Sul estão em busca de sulfetos nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. Empresas privadas realizaram centenas de avaliações das profundezas e reivindicaram propriedade sobre sítios em zonas vulcânicas em torno de nações insulares do Pacífico: Fiji, Tonga, Vanuatu, Nova Zelândia, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné.

Fonte: G1
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