terça-feira, 19 de junho de 2012

Concursos previstos devem oferecer mais de 126 mil vagas este ano



O número de vagas previstas para a segunda metade de 2012 em órgãos de nível federal e estadual, além de capitais, chega a 126.097, segundo levantamento feito pelo G1, sem contar as instituições que lançarão concursos para cadastro de reserva, isto é, quando os aprovados são chamados conforme a necessidade do órgão, como é o caso do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Só no Ministério da Educação são 71.589 vagas.

Entre as vagas levantadas estão cargos que foram criados e oportunidades que já foram autorizadas ou aguardam autorização dos respectivos órgãos competentes.

Entre os concursos mais esperados do ano estão os da Receita Federal, Polícia Federal e Correios, já confirmados e autorizados. No caso da PF, 600 vagas de nível superior foram autorizadas pelo Ministério do Planejamento. As 328 para agente administrativo ainda aguardam aval do governo. Em relação à Receita, o Planejamento autorizou no dia 25 de maio a realização de concurso para 950 vagas de auditor e analista, ambos de nível superior em qualquer área. Já os Correios anunciaram que precisarão de mais 10 mil vagas para preencher seu quadro, mesmo após a nomeação dos 9.190 aprovados no concurso realizado no ano passado.

A Petrobras confirmou ao G1 a realização de dois concursos em 2012, para cargos de nível médio/técnico e superior. Um deles já foi realizado este ano para 1.521 vagas. Até o final de 2015, a Petrobras pretende atingir um efetivo de 76 mil empregados - um aumento de aproximadamente 30% em relação ao efetivo atual, que é de cerca de 58.500 empregados. Deverão ser admitidos nos próximos quatro anos mais de 22 mil pessoas para dar suporte aos projetos previstos no Plano de Negócios da companhia.

A Polícia Rodoviária Federal teve autorização da presidente Dilma Rousseff para contratar 1.500 policiais rodoviários em 2012. Desse total, 750 serão preenchidas do concurso de 2009 que ficou parado dois anos devido a impasses judiciais e foi retomado. Outras 750 serão abertas em novo concurso. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, os servidores serão lotados nas fronteiras. Os estados participantes do Plano Estratégico de Fronteiras do governo federal são Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Três ministérios tiveram concursos autorizados pelo governo federal: Fazenda, Cultura e Planejamento. 

Já a Defensoria Pública da União, o Ministério da Agricultura, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Educação aguardam autorização do Ministério do Planejamento para abrir as seleções.

No caso das agências reguladoras do governo federal, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) teve autorização para 46 vagas, a Agência Nacional de Cinema (Ancine), para 82 vagas, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), para 152 vagas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para 170 vagas, e a Agência Nacional de Águas (ANA), para 45 oportunidades.

Em alguns concursos, a organizadora já está definida, como é o caso da Câmara dos Deputados e da Companhia Nacional de Abastecimento.

16,3 mil terceirizados serão substituídos

O Ministério do Planejamento informou ao G1 que não tem o quantitativo total das vagas a serem liberadas até o final do ano, pois leva em conta para a decisão as negociações feitas com os órgãos, procurando conciliar os pedidos apresentados, as necessidades mais imediatas da administração e as condições orçamentárias.

Na administração federal, de acordo com o ministério, há 16,3 mil terceirizados ainda para serem substituídos, principalmente nas autarquias e fundações. Nos ministérios o saldo é de cerca de 2 mil e deverá ser trocado dentro do prazo fixado com o Ministério Público do Trabalho, que é de 31 de dezembro. “A prioridade da substituição de terceirizados pode ser comprovada nas autorizações mais recentes de concursos, publicadas no portal do Ministério do Planejamento. Das 825 vagas autorizadas para analista técnico de políticas sociais, por exemplo, 616 são para substituir terceirizados", informou o Planejamento por meio de sua assessoria de imprensa.

A ocupação das vagas já autorizadas pelo Planejamento ainda em 2012 depende do tempo da publicação e da conclusão de todo o processo de realização da seleção.

O Ministério do Planejamento esclarece que não deixou de autorizar concursos e nomeações, mas que “apenas tornou mais racional o processo de liberação de vagas a partir da edição da Portaria 39/11, com a análise caso a caso das demandas”.

As áreas prioritárias continuam sendo educação, saúde, previdência social e segurança pública, além dos setores responsáveis pelos atendimentos do Plano Brasil Maior e Erradicação da Pobreza, e grandes eventos como Copa e Olimpíadas. 

Fonte: G1
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