segunda-feira, 4 de junho de 2012

Biólogo e patologista vencem Príncipe das Astúrias de Pesquisa



O biólogo britânico Gregory Winter e o patologista americano Richard A. Lerner foram anunciados nesta quinta-feira como os vencedores do Prêmio Príncipe das Astúrias de Pesquisa Científica e Técnica 2012.

"Os cientistas Gregory Winter e Richard A. Lerner estão na vanguarda das pesquisas sobre o sistema imunológico", afirma o júri do prêmio, presidido pelo físico Pedro Miguel Echenique, que elegeu a dupla de pesquisadores entre 45 candidaturas procedentes de 19 países.

"Os avanços na utilização de anticorpos como ferramentas terapêuticas proporcionaram novos métodos para prevenir e tratar desordens imunes, doenças degenerativas e diferentes tipos de tumores", afirma a nota do júri.

De acordo com o júri, "Winter descobriu a forma de modificar células animais produtoras de anticorpos de modo que estes possam funcionar sem rejeição no organismo humano". "A criação de Lerner, de bibliotecas combinatórias de anticorpos, permite a construção de repertórios imunológicos muito superiores aos produzidos pelo sistema imunitário humano", afirmou o júri.

"Como consequência destas pesquisas já é possível tratar doenças degenerativas e tumorais com anticorpos desenhados especificamente, um fato que abre novas vias para a medicina personalizada, para a medicina preventiva e outras aplicações, como a catálise química", conclui a nota do júri.

A geneticista Helen Hobbs, o oncologista Charles L. Sawyers, o neurologista Vladimir Hachinski e os engenheiros técnicos Kirill N. Shikhaev e Victor A. Anokhin também apareciam entre os indicados ao prêmio.

Além da quantia de 50 mil euros, o prêmio inclui uma escultura desenhada expressamente pelo artista Joan Miró, um diploma e uma insígnia.

Sir Gregory Winter (Reino Unido, 1951) estudou Ciências Naturais no Trinity College de Cambridge e fez doutorado no Laboratório de Biologia Molecular (LMB) do Medical Research Council (MRC).

Richard Alan Lerner (Chicago, EUA, 1938) estudou Medicina nas universidades Northwestern e Stanford, na qual obteve doutorado em 1964. Trabalhou no Palo Alto Stanford Hospital e desenvolveu a trajetória de pesquisador e professor no Departamento de Patologia Experimental do Research Scripps Institute de La Jolla (Califórnia).

Com informações da AP e Efe
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