quinta-feira, 12 de abril de 2012

WWF Brasil lança site sobre unidades de conservação ambiental



As principais características de algumas unidades de conservação (UCs) brasileiras, como espécies que habitam o local e biomas existentes, começaram a ser reunidas no site Observatório de UCs: http://observatorio.wwf.org.br/ , criado pela organização não governamental (ONG) WWF Brasil. 

Mesmo com a falta de dados de algumas regiões, o Observatório de Unidades de Conservação, como foi batizado o projeto, já pode ser consultado por qualquer pessoa. O espaço virtual concentra dados como o tamanho das unidades, mapas, fotos, principais ameaças, legislação e informações sobre outros sistemas oficiais, como o monitoramento de chuvas ou o Cadastro de Conservação, mantido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Com o sistema de busca, é possível organizar informações por Estados, categoria (se é parque nacional, reserva extrativista ou floresta estadual, por exemplo), esfera (federal ou estadual) e grupo (proteção integral ou uso sustentável). 

Para Giovanna Palazzi, do Departamento de Áreas Protegidas do MMA, o banco de dados pode contribuir para o mapeamento e o acompanhamento feitos pelo governo, que já cadastrou e validou, tecnicamente, 1.700 unidades de conservação (UCs) do país. "Hoje temos 100% das UCs federais, além de quase 95% das estaduais. Agora estamos entrando com as informações municipais. A ideia é aprimorar o cadastro com esses outros instrumentos criados por parceiros". 

Maria Cecília Wey de Brito, secretária geral da WWF Brasil, afirma que, além de ser uma fonte atualizada de informações, o observatório também vai funcionar como um instrumento de cobrança de políticas e ações do poder público. "Para os tomadores de decisão, a importância das UCs já deveria estar clara. Se não está, os dados mostram o capital que o país tem, o que está faltando para fazer melhor e as ameaças (às unidades). Quando (o poder público) vê que só tem uma unidade em Mato Grosso do Sul que conserva o que restou do Rio Paraná, não vai ter argumentos para, naquele pedaço do rio, fazer uma obra". 

A representante da ONG acredita que as autoridades brasileiras precisam rever conceitos de valor dessas unidades. Ela lembra que, recentemente, a WWF precisou reunir estudos e promover debates para garantir a preservação de uma área de restinga no litoral paulista que poderia ter se transformado em mais uma área de exploração imobiliária. 

Fonte: Agência Brasil
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