quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ministra inaugura laboratório florestal



A ministra do Meio Ambiente, a Bióloga Izabella Teixeira, inaugurou no começo de abril, as áreas de secagem e de preservação do Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). O prédio de dois pavimentos possui área total de 428m2, onde serão instalados equipamentos de testes, estufas de secagem de madeira, câmaras de climatização, planta para impregnação com produtos preservantes, balanças e instrumentos de medição.

A importância dessa estrutura vai além dos campos da pesquisa e capacitação científica pois, a partir do conhecimento das madeiras aqui analisadas é que aprimoramos a chave de identificação de espécies cadastradas on line em base de informação", explica a ministra. A partir daí, o fiscal do Ibama no campo pode identificar que tipo de madeira é aquela que está sendo objeto de desmatamento e se ela esta protegida na lista de espécies ameaçadas de extinção.

O outro importante ganho com a inauguração do laboratório é aumentar o conhecimento técnico e científico a respeito da biodiversidade brasileira e o aproveitamento e possíveis usos daquilo que são os recursos madeireiros no Brasil. "Com isso, conseguimos um espaço laboratorial que testa, com equipamentos e recursos de pesquisa, toda a parte de compostos da madeira seca, qual o tipo de madeira analisado e a sua efetiva durabilidade", destaca Izabella Teixeira.

Qualidade

Por fim, a ministra ressaltou a importância de conhecer a biodiversidade não só para protegê-la, mas para os usos sustentáveis daquilo que é o avanço do domínio tecnológico, buscando sempre proteger o homem e o meio ambiente. "Esse é mais um avanço naquilo que o Ministério do Meio Ambiente faz e mostra, ainda, que trabalhamos com pesquisa e conhecimento, oferecendo benefícios para aprimoramento da gestão ambiental no Brasil".

Os estudos em secagem da madeira têm impacto na indústria madeireira, uma vez que por se tratar de uma etapa crítica do processamento desse produto, as indústrias do setor madeireiro e moveleiro necessitam de informações sobre as madeiras que processam, tal como o seu comportamento na secagem e o programa de secagem adequado para que se possa garantir a qualidade do produto final, evitando-se defeitos como rachaduras e empenamentos, resultantes de uma secagem deficiente.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro
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