quinta-feira, 22 de março de 2012

Procura por certificação "verde" para imóveis quase dobrou no Brasil no ano passado



Entre 2010 e 2011, a procura pelo selo Leed (sigla em inglês para Liderança em design em energia e meio ambiente), ou certificação “verde”, quase dobrou no Brasil. Além de colaborar com o meio ambiente, o selo garante redução dos custos operacionais e melhora na imagem das empresas – o "carimbo" demonstra que um empreendimento adota medidas sustentáveis e ecologicamente corretas tanto na obra como no dia a dia.

Apesar do custo da construção ser de 1% a 7% mais caro, em média, a valorização estimada na revenda é de 10% a 20%. O investimento proporciona até 30% de redução no valor do condomínio e diminuição média de 9% no custo de operação durante toda a vida útil, de acordo o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), que orienta a respeito do selo Leed no país.

Dados do conselho apontam que o número de empreendimentos na fila para conseguir o certificado passou de 237 ao fim de 2010, para 434 em 2011. Até a terceira semana de fevereiro deste ano, já eram 475. A expectativa é fechar 2012 com aproximadamente 650.

Em função do tempo necessário para realização das obras após o pedido da certificação, o número de prédios já certificados com o Leed estava em 43 até o final de fevereiro. “Os prédios demoram dois, três, quatro anos para ficarem prontos. Agora é que os empreendimentos [na fila para ter o selo] estão começando a ficar prontos”, explica o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado. A expectativa é encerrar este ano com 75 selos.

No ranking mundial do número de empreendimentos registrados em busca da certificação, o Brasil aparece em quarto lugar, atrás dos Estados Unidos (38.940), China (com 807) e Emirados Árabes Unidos (758).

De acordo com o GBC, os prédios verdes ainda representam apenas 1%, em média, dos lançamentos imobiliários nas cidades brasileiras. “Hoje temos uma possibilidade de crescimento muito grande. Em países mais engajados, o mercado já é de 10%, 15%”, diz Casado.

Conforme noticiou o site de notícias G1, as estimativas do Green Building Council EUA, usadas pelo conselho no Brasil, apontam que o gasto nos prédios verdes com energia é 30% menor, há redução de até 50% no consumo de água, de até 80% nos resíduos e uma valorização de 10% a 20% no preço de revenda, além de redução média de 9% no custo de operação do empreendimento durante toda sua vida útil.

Selo nacional

De acordo com o site, outro selo verde existente no mercado brasileiro é o Aqua, criado pela Fundação Vanzolini, ligada à Universidade de São Paulo (USP) em 2008. “Percebemos um mercado que tinha interesse muito grande pela sustentabilidade do empreendimento da construção em si”, afirma Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do processo Aqua. Atualmente são 39 empreendimentos certificados, que compreendem 53 edifícios. Os números também crescem a cada ano: foram nove edifícios certificados em 2009, 16 em 2010, 26 em 2011 e, até o começo de fevereiro de 2012, mais dois.

“A quantidade de selos está crescendo, e entre empreendedores que são formadores de opinião [citando varejistas e grandes construtoras]. O número, perto do que se constrói no Brasil, ainda é pequeno, mas grandes construtoras já têm [o selo] e pensam em fazer mais. Acho que a preocupação começa a se formar”, afirma Martins.

Fonte: AMDA
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