sexta-feira, 9 de março de 2012

Marina Silva e dez organizações lançam carta aberta contra política ambiental do governo Dilma



A ex-senadora Marina Silva participou ontem (06), em São Paulo, do lançamento de carta aberta contra a política ambiental do governo federal. De acordo com o texto, assinado por dez organizações não governamentais, "o primeiro ano do governo da presidente Dilma Rousseff foi marcado pelo maior retrocesso da agenda socioambiental desde o final da ditadura militar".

O documento, intitulado “Sobre os retrocessos do governo Dilma”, aponta as alterações do Código Florestal Brasileiro; a redução de Unidades de Conservação; a redução do poder de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama); os atropelos no licenciamento ambiental; a paralisação da agenda climática; a lentidão no saneamento, na mobilidade urbana, na regularização fundiária; o aumento da violência no campo e um Ministério do Meio Ambiente (MMA) inerte como os principais pontos negativos da política ambiental no governo Dilma.

Segundo os signatários do documento, a presidente inverteu "uma tendência de aprimoramento da agenda de desenvolvimento sustentável que vinha sendo implementada ao longo de todos os governos desde 1988". Para as organizações, Dilma estaria contrariando compromissos assumidos na campanha presidencial, entre eles o de recusar artigos no texto do Código Florestal que resultassem em anistia a desmatadores ilegais.

"É a primeira vez que 100% das demandas do atraso vêm sendo contempladas", disse Marina em entrevista após o anúncio da carta, referindo-se a concessões do governo. Na avaliação da ex-senadora, o Brasil precisa de dirigentes que tenham visão estratégica e não apenas gerencial.

No período em que chefiou o MMA, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Marina teve frequentes desentendimentos com Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil.

Marina participou do evento como representante do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), do qual é diretora. O documento também foi assinado pela Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Socioambiental e outras sete organizações.

Se você concorda com as questões abordadas por Marina, clique aqui para assinar também a carta aberta.

Fonte: AMDA
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