quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL! FELIZ 2012!


Processo Seletivo CEFET – MG (01 vaga para Professor)


Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do CEFET – MG, destinado a designação temporária de professores substitutos.

Existe uma vaga para a área de Biologia. É exigido que o candidato tenha licenciatura plena em Biologia e especialização em Microbiologia.

O edital do concurso não possui informações sobre remuneração. A área de atuação é na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

As inscrições devem ser feitas através do site www.cefetmg.br, até o dia 29 de janeiro de 2012.

Mais informações:

Residência em saúde do Centrinho-USP



Estão abertas, até o dia 30 de dezembro, as inscrições para o processo seletivo do “Programa de Residência Multiprofissional em Saúde: Síndromes e Anomalias Craniofaciais”, oferecido pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP) desde 2010. Em sua terceira turma, o programa disponibiliza, ao todo, 17 vagas, distribuídas entre as áreas de Ciências Biológicas (1 vaga), Enfermagem (3 vagas), Fonoaudiologia (3 vagas), Odontologia (6 vagas), Psicologia (2 vagas) e Serviço Social (2 vagas). O residente receberá uma bolsa mensal no valor bruto de R$ 2.384,82.

Realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Bauru, o programa oferece aos ingressos atividades práticas em suas áreas, além da oportunidade de atuação interdisciplinar em hospital especializado e em programas de saúde do município. “Além de desenvolver competências nos campos do saber e da prática, fundamentadas nas diretrizes do SUS, o programa complementa a formação desses profissionais para diagnósticos, prognósticos, tratamentos ambulatoriais e cirúrgicos e internações”, afirma Esiquiel de Miranda, biólogo e presidente da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu) do Centrinho-USP.

Oferecida como formação pós-graduada “especialização lato sensu, modalidade treinamento em serviço”, a residência tem duração de dois anos, de fevereiro de 2012 a janeiro de 2014. A prova teórica está marcada para o dia 19 de janeiro de 2012. Edital completo e todos os detalhes no site www.centrinho.usp.br/hospital/pesquisa (clicar em Ensino, Editais), pelo e-mail coremu@centrinho.usp.br ou ainda pelo telefone (14) 3235-8420, da secretaria da Seção de Apoio Acadêmico do Hospital.

Instituição pública de ensino, pesquisa e prestação de serviços, o Centrinho-USP é referência internacional no tratamento das fissuras de lábio e palato (céu da boca) e há mais de quatro décadas vem sendo campo de estudo para profissionais de todo o país e também do exterior.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Concurso Público Ipatinga – MG (02 vagas para Biólogos e 02 para Professor)


Foram publicado dois editais destinados a concurso público da Prefeitura de Ipatinga (MG).

O edital 001/2011 possui 02 vagas disponíveis para o cargo de Biólogo. O vencimento é de R$1.786,09 e a jornada de trabalho é de 30 horas semanais.

As incrições devem ser feitas entre 16 de janeiro e 16 de fevereiro de 2012.

O edital 002/2011 irá contratar Professor de Ciências. Existem 02 vagas em aberto, a remuneração é de R$1.382,29 e a carga horária semanal é de 20h.

As inscrições devem ser feitas no site www.imam.org.br . Para o edital 001/2011, elas devem ser realizadas entre 16 de janeiro e 16 de fevereiro de 2012. Já as inscrições para o edital 002/2011, deverão ser feitas entre 16 de fevereiro e 15 de março de 2012.

Mais informações:

Concurso Público FUB – DF (02 vagas para Professor)


A FUB – Fundação Universidade de Brasília lançou 02 editais de concurso público para admissão de docente adjunto.

O edital 520/2011 é para contratação de professor da área de Biologia Molecular e Bioinformática (inscrições até 1º de fevereiro de 2012).

Já o edital 570/2011 visa admitir docente para a área de Fisiologia de Plantas Vasculares (inscrições até 10 de fevereiro de 2012).

É exigido doutorado dos candidatos e a remuneração mensal é de R$7.333,67.

Os interessados devem se inscrever no site www.cespe.unb.br/concursos/docentesunb/ .

Para efetivar a inscrição de ambas as oportunidades é necessário entregar a documentação no Instituto de Ciências Biológicas (ver todas as orientações em edital).

Mais informações:

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Concurso Público Ribeirão Preto - SP (02 vagas para Biólogos)

A Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) lançou edital destinado a concurso público.

Somente será admitida inscrição via internet, até o dia 09 de janeiro de 2012, através do endereço eletrônico do Instituto Cetro: www.institutocetro.org.br .

São 02 vagas disponíveis para Biólogos. O vencimento base é de R$2.439,14 e a jornada de trabalho é de 20 horas semanais.

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Consulta Pública - Metas Nacionais de Biodiversidade para 2020


O Ministério do Meio Ambiente lançou a iniciativa “Diálogos sobre Biodiversidade: construindo a estratégia brasileira para 2020” com o principal objetivo de construir de forma participativa as metas nacionais relacionadas ao Plano Estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica para 2020. Durante o ano de 2011, aconteceram grandes reuniões de consulta presenciais, além de inúmeras reuniões de preparação e qualificação junto a setores da sociedade.

Durante essas reuniões, os setores elaboraram propostas de metas nacionais de biodiversidade, considerando as 20 Metas Globais de Biodiversidade (Metas de Aichi) e as visões e necessidades específicas dos setores.

Como resultado dos trabalhos desenvolvidos, foram gerados 25 documentos contendo proposta de metas nacionais de biodiversidade para 2020 e de submetas intermediárias para serem alcançadas nos anos de 2013 a 2017. Todas essas propostas foram consolidadas em um único documento chamado de “Documento base da consulta pública”.

Esse documento consolidado estará em consulta pública até o dia 31 de janeiro de 2012 e tem como objetivo obter mais contribuições da sociedade brasileira para a elaboração das metas nacionais de biodiversidade para 2020, além de uma análise crítica sobre as metas que já foram propostas pelos setores consultados.

Mais informações:

Concurso Público Parnamirim - RN (01 vaga para Biólogos)

A Prefeitura de Parnamirim (RN), a 12 quilômetros de Natal, abriu as inscrições para concurso público.

O cargo Biólogo possui vencimento mensal de R$1.268,87.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.funcern.br/concursos, até 05 de janeiro de 2012.

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Inventário da Fauna Silvestre e Biologia da Conservação


A Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, está com inscrições abertas para o curso Inventário da Fauna Silvestre e Biologia da Conservação, que ocorrerá entre 6 e 10 de fevereiro de 2012.

O curso, que conta com a parceria do Instituto de Biociências da universidade, consiste em atividades práticas sobre métodos de coleta e análise de material genético.

Serão abordados assuntos como “Coleta de fezes de mamíferos de médio e grande portes”, “Coleta de sangue de mamíferos domésticos”, “Citogenética animal e suas aplicações”, “Delineamento, análise de dados e apresentação de relatórios de fauna silvestre” e “Cultura de tecidos para análise citogenética”.

O curso terá a duração 44 horas e tem como público-alvo profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de Ciências Biológicas, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária e Zootecnia.

Para mais informações, clique aqui

How to Prepare More Effective Scientific Documents


O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Paulista (Unip) promoverá, nos dias 31 de maio e 1º de junho de 2012, o workshop “How to Prepare More Effective Scientific Documents”.

O evento será dirigido por Donald Huisingh, fundador e editor-chefe do Journal of Cleaner Production e cofundador do The International Journal of Sustainability in Higher Education.

A oficina, voltada a pesquisadores e estudantes de programas de pós-graduação stricto sensu de áreas que abrangem os temas da produção e meio ambiente, tem como objetivo o aperfeiçoamento na redação de artigos científicos em língua inglesa para publicação em periódicos internacionais.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 1º de fevereiro a 30 de março. Os interessados deverão fazer a inscrição pelo e-mail workshop_scidocs@advancesincleanerproduction.net, encaminhando a mensagem com o assunto “Inscrição de processo seletivo”.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Curso de Capacitação: Perito Ambiental em Mato Grosso do Sul


O Conselho Regional de Biologia da 1ª Região realizará a sexta edição do “Curso de Capacitação: Perito Ambiental” em Campo Grande (MS), em local a ser definido.

O curso, destinado aos Biólogos registrados no CRBio-01 (e em outros CRBios), terá 40 vagas e será ministrado pelo Biólogo Prof. Dr. Murilo Damato, no período de 06 a 10 de fevereiro de 2012.

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Guia de Vigilância do Culex quinquefasciatus


A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde elaborou o Guia de Vigilância do Culex quinquefasciatus.

O mosquito Culex quinquefasciatus é espécie sinantrópica cujas formas imaturas estão associadas a criadouros contaminados com resíduos orgânicos, comuns em áreas urbanas com falhas no saneamento.

Esse mosquito é vetor de Wulchereria bancrofti, agente da filaríose, infecção que predispõe à elefantíase. Na dispersão da Febre do Nilo Ocidental para as Américas, ocorrida a partir de 1999, o Culex pipiens, espécie próxima ao Culex quinquefasciatus, entre outros mosquitos, foi reconhecida como veiculadora do flavivírus, agente dessa meningoencefalomielite, que acomete animais e humanos.

A elaboração do Guia de Vigilância do Culex quinquefasciatus norteia as ações de Manejo Ambiental e Controle que deverão ser executadas nos criadouros existentes a nível nacional.

Clique abaixo para visualizar o Guia:

Concurso Público UFU (01 vaga para Professor)

A Universidade Federal de Uberlândia - UFU realizará concurso público de provas e títulos, para o cargo de Professor da área de Anatomia Vegetal do Instituto de Biologia.

É necessário o candidato ter Doutorado em Ciências Biológicas (área de concentração Botânica ou Biologia Vegetal), Botânica, Biologia Vegetal ou Biodiversidade Vegetal.

A remuneração é de R$7.333,67.

As inscrições serão feitas na Secretaria do Instituto de Biologia, no Bloco 2D, sala 28, no Campus Umuarama em Uberlândia;MG, no período de 02 a 20 de janeiro de 2012,das 8h às 11h e das 14h às 16h, em dias úteis.

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Concurso Público FATMA - SC (06 vagas para Biólogos + CR)

A Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) lançou edital de concurso público para suprir necessidade de reforço no quadro técnico do órgão ambiental.

As inscrições poderão ser realizadas até 16 de fevereiro de 2012, através do endereço eletrônico: http://fatma2011.fepese.org.br .

Existem 06 vagas para Biólogos e ainda o concurso prevê cadastro de reserva.

O vencimento mensal é de R$1.200,00 mais gratificação ambiental de R$2.014,11.

Os exames vão acontecer nas cidades de Blumenau, Caçador, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joaçaba, Joinville, Lages, Mafra e Rio do Sul.

O concurso prevê a realização da prova escrita no dia 04 de março de 2012, no período matutino.

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Concurso Público Lontras - SC (01 vaga para Biólogos)

A Prefeitura de Lontras (SC) anunciou que estão disponíveis as inscrições para o concurso público, que visa a contratação de profissionais efetivos.

O cargo Biólogo possui remuneração mensal de R$1.640,70.

Pelo site www.intelectussc.com.br, as inscrições podem ser feitas até 16 de janeiro de 2012.

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Concurso Público Petrópolis – RJ (01 vaga para Biólogos)

A Prefeitura de Petrópolis (RJ) divulgou a abertura das inscrições para o Concurso Público, cuja finalidade é preencher o quadro efetivo de servidores locais.

O cargo Biólogo possui 01 vaga disponível e a remuneração mensal é de R$1.438,37.

A inscrição será realizada exclusivamente no endereço www.domcintra.org.br, até 18 de janeiro de 2012.

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Concurso Público IFG – GO (05 vagas para Professor)

O Instituto Federal de Goiás (IFG) publicou edital para concurso público com vistas a contratação de docentes para preencher o quadro de servidores da instituição.

Os professores contratados irão atuar com o Ensino médio, Técnico e Tecnológico. O vencimento mensal poderá chegar á R$3.678,74, de acordo com aa titulação do candidato.

Existem vagas para as áreas de Ciências Biológicas (04 vagas) e Ciências Biológicas/Educação em Biologia (01 vaga).

Através do endereço eletrônico www.ifg.edu.br/concursos, as inscrições podem ser feitas até o dia 09 de janeiro de 2012.

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Concurso Público UnB (01 vaga para Professor)

A Universidade de Brasília divulgou que estão disponíveis as inscrições para concurso público, que rege a contratação de docentes em regime de dedicação exclusiva.

Através do edital 536/2011 está sendo ofertada 01 vaga no Instituto de Ciências Biológica. O candidato inscrito deverá possuir o Título de Doutor e o salário do contratado será de R$7.333,67.

A vaga é para a área de Empreendedorismo, Legislação e Patentes em Bioecnologia.

As inscrições só serão aceitas através do endereço da CESPE em www.cespe.unb.br/concursos, até o dia 1º de fevereiro de 2012.

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Pós-graduação em Jornalismo Científico


A Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) está com inscrições abertas para um curso de pós-graduação em jornalismo científico.

O objetivo do curso é preparar o aluno para a compreensão das especificidades da cobertura de temas relativos à ciência, bem como dos aspectos culturais, sociais, médicos, jurídicos, políticos e administrativos que hoje atravessam as ciências e seus subprodutos.

A grade curricular do curso será composta por disciplinas como comunicação corporativa em organizações científicas, crítica da mídia científica, edição e reportagem, filosofia da ciência, gêneros jornalísticos e técnicas de texto.

O curso tem início previsto para o dia 20 de março de 2012. A carga horária será de 408 horas, distribuídas ao longo de 18 meses, com aulas às terças e quintas-feiras, das 19h30 às 22h45, e em um sábado por mês, das 9h30 às 12h45.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Curso sobre Técnicas de Levantamento de Fauna para Licenciamento Ambiental


Local
Reserva Ecológica de Guapiaçu - Cachoeiras de Macacu - RJ

Carga Horária
24horas/aula

Data das aulas
20,21 e 22 de Janeiro de 2012

Objetivo
Ao final do curso o aluno estará apto a realizar as principais técnicas de levantamento e análise de biodiversidade faunística.

Objetivos Específicos
- Executar as técnicas de captura e identificação de anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
- Executar técnicas de quantificação de fauna.
- Elaborar relatórios de dados de levantamentos faunísticos .
- Complementar a carga horária prática dos cursos de graduação.

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Campanha da WSPA propõe tema para discussão na Rio+20


A Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA na sigla em inglês), na tentativa de incluir o bem-estar animal na lista de discussões da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), está promovendo a campanha online Pegada Animal, que convida as pessoas a enviarem uma carta virtual de apoio à iniciativa. A conferência ocorrerá em junho de 2012 e as cartas serão enviadas a representantes da ONU.

Na campanha, a WSPA aponta que bilhões de animais são criados todos os anos para produção de carne, leite e ovos, vivendo em sistemas intensivos com baixo nível de bem-estar.

Além disso, a campanha defende que as boas práticas na criação de animais de produção têm um papel importante não só para a proteção da saúde da população e de recursos naturais, mas também para a subsistência de muitas famílias.

Conforme coloca a entidade, a ONU, na condição de mediar as discussões sobre sustentabilidade, tem uma grande responsabilidade de promover diálogos entre as autoridades para criação de novas alternativas para produção de alimentos, baseados em práticas sustentáveis de criação de animais em benefício de todos os setores de nossa sociedade, tanto em países no hemisfério norte quanto no hemisfério sul.

O futuro que queremos baseia-se em um mundo onde as pessoas produzam alimentos de acordo com as suas necessidades, respeitando a nossa saúde, o bem-estar dos animais e o meio ambiente. Ao todo, 6.300 pessoas já demonstraram seu apoio e enviaram a carta online. Seja você o próximo.

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Ativistas protestam contra o apoio público do governo federal e do MMA ao Código Florestal


Aconteceu na manhã de ontem (dia 15), em Brasília, protesto contra o apoio público do governo federal e do Ministério do Meio Ambiente ao texto-base do Código Florestal Brasileiro (PLC 30/2011), aprovado na última semana pelo Senado. O ato, organizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, contou com apoio do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, coalizão formada por 163 organizações da sociedade civil brasileira.

Os manifestantes hastearam a bandeira da SOS Mata Atlântica e distribuíram o “Manifesto ao Governo Brasileiro contra os Retrocessos na Gestão Ambiental do País”.

No documento, a Fundação destaca a importância de uma Política Nacional de Florestas robusta e uma agricultura sustentável que atenda às necessidades do país com responsabilidade socioambiental. É questionado também o apoio público do governo federal e do Ministério de Meio Ambiente ao projeto que altera o Código Florestal, apesar dos estudos científicos e campanhas que já comprovaram que a maioria da sociedade é contra o novo texto.

Paralelo à manifestação, que foi transmitida ao vivo pelo site Floresta Faz a Diferença, foi realizado um twittaço para mobilizar a sociedade de todas as partes do país em relação ao tema.

Atualmente, o Projeto de Lei que modifica o Código Florestal está sendo discuto na Câmara dos Deputados. Depois de aprovado, ele ainda precisa ser sancionado pela presidente da Dilma Roussef, que prometeu durante sua campanha eleitoral em 2010 que vetaria qualquer alteração no Código que incentivasse novos desmatamentos. Apesar da pressão da bancada ruralista para que a matéria seja votada e entre em vigor ainda este ano, líderes da Câmara sinalizaram que o assunto só entrará na pauta em março de 2012.

Fonte: AMDA

Concurso Público UFV (01 vaga para Professor)

A UFV – Universidade Federal de Viçosa está com as inscrições aberta para preencher uma vaga no departamento de Microbiologia.

A instituição oferece remuneração de R$ 7.333,67 para candidatos que possuam o título de doutor.

As inscrições devem ser feitas pessoalmente ou por meio de procurador legalmente constítuído, até o dia 11 de janeiro de 2012, nas cidades de Viçosa, Belo Horizonte ou Brasília (endereço no edital do concurso).

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Processo Seletivo UFU – MG (01 vaga para Professor)

A Universidade Federal de Uberlândia anunciou essa semana a abertura do edital que visa a contratação de Professor Substituto com Título de Especialista.

A vaga disponibilizada por meio do edital 103/2011 demanda carga horária semanal de 40 horas e está sujeita a remuneração da ordem de R$2.569,78. O Professor contratado atuará junto a área de Genética – Biologia Evolutiva no curso de Ciências Biológicas do Campus Avançado do Pontal – Ituiutaba.

As inscrições devem ser feitas presencialmente, de 09 e 23 de janeiro de 2012, junto a Secretária do curso de Ciências Biológica, sito a Rua 20, nº 1.600, Bairro Tupã – Ituiutaba – MG (Campus Pontal).

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Seminário - Gestão Chapa Afirmação


Nos dias 09 e 10 de dezembro, aconteceu na sede do CRBio04, o Seminário da Gestão da Chapa Afirmação.

O evento, que contou com a participação dos conselheiros, delegados e funcionários, teve como objetivo apresentar aos novos conselheiros o CRBio04, sua estrutura e suas atribuições, além de elaborar e priorizar as ações para os próximos quatro anos, de acordo com a plataforma da Chapa Afirmação.

O relatório do Seminário, com as ações propostas pela atual gestão, será divulgado no começo de 2012. Cumprindo o compromisso de garantir a participação efetiva dos profissionais na gestão, os Biólogos do CRBio04 poderão dar sugestões e opinar sobre as propostas via e-mail.

Também deverão ocorrer (ou estão previstos) encontros em fevereiro e março de 2012, nas capitais dos estados do Regional (Belo Horizonte, Palmas, Goiânia e Brasília), para apresentação das ações e acolhimento de sugestões sobre o programa da Gestão da Chapa Ampliação.

Concurso Público Unesp Botucatu (01 vaga para Professor)

A Unesp, campus de Botucatu (IBB), está com edital aberto para preenchimento de uma vaga no departamento de Microbiologia e Imunologia.

O cargo exige Nível Superior em Biologia, Medicina Veterinária ou Zootecnia, sendo que o candidato deverá possuir no mínimo titulo de Doutor. O salário para Professor Assistente Doutor é da ordem de R$ 8.211,02, enquanto para o candidato que tenha título de Livre-Docente chega a R$ 9.789,18.

As inscrições serão realizadas presencialmente na Seção de Comunicações do Instituto de Biociência do Campus de Botucatu, em Rubião Junior, Botucatu/SP, entre 05 de janeiro e 03 de fevereiro de 2012.

Mais informações:
http://migre.me/79YTi

Concurso Público IFRN (03 vagas para Professor)

Está aberto o concurso público do IFRN – Instituto Federal do Rio Grande do Norte, que tem como objetivo a contratação de professores.

Existem cargos disponíveis para 02 matérias/disciplinas: Biologia (02 vagas); Biologia, Bioquímica e Microbiologia (01 vaga).

A remuneração varia entre R$2.762,36 a R$3.344,15.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.funcern.br, até 1º de janeiro de 2012.

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Animais preveem tremores por mudanças na água, dizem cientistas


Cientistas dizem que animais podem ser capazes de perceber mudanças químicas que ocorrem na água quando um terremoto está prestes a ocorrer.

Este fenômeno poderia explicar os estranhos comportamentos apresentados por animais em períodos que antecedem um tremor de terra.

Os especialistas sugerem que as mudanças no comportamento dos animais passem a ser observadas e integradas aos mecanismos de previsão de terremotos.

As conclusões dos cientistas foram publicadas na revista científica International Journal of Environmental Research and Public Health.

O artigo descreve um processo pelo qual rochas sob estresse na crosta terrestre liberam partículas carregadas eletricamente que reagem com a água no solo.

Animais que vivem na água ou perto dela são altamente sensíveis a mudanças na sua composição química, então é possível que eles sejam capazes de sentir essas alterações dias antes de as rochas finalmente se moverem, provocando o terremoto.

A equipe, liderada por Friedemann Freund, da Nasa, e Rachel Grant, da Open University, espera que sua hipótese inspire biólogos e geólogos a trabalhar juntos para descobrir exatamente como os animais poderiam nos ajudar a reconhecer alguns dos sinais sutis de um terremoto iminente.

Comportamento estranho

Os sapos de L'Aquila não são o primeiro exemplo de comportamento animal estranho antes de um grande abalo sísmico. Ao longo da História, houve muitos relatos de répteis, anfíbios e peixes se comportando de maneira pouco usual nesses períodos.

Em julho de 2009, horas após um grande terremoto na cidade de San Diego, na Califórnia, Estados Unidos, residentes encontraram dezenas de lulas Humboldt nas praias da região. Essas lulas são normalmente encontradas no fundo do mar, a profundidades de entre 200 a 600 metros.

Em 1975, em Haicheng, na China, muitos moradores relataram ter visto cobras saindo de suas tocas um mês antes de a cidade ser sacudida por um grande tremor.

O comportamento das cobras era particularmente estranho por ter ocorrido no inverno, período em que elas deveriam estar hibernando. Em temperaturas próximas de 0ºC, sair da toca era praticamente suicídio para répteis, que dependem de fontes externas de calor para aquecer seus corpos.

Cada um dos exemplos de comportamento animal anômalo citados é único. Terremotos de grandes magnitudes são tão raros que fica quase impossível estudar detalhadamente os eventos associados a eles.

E é nesse aspecto que o caso dos sapos de L'Aquila se diferencia.

Êxodo de sapos

A bióloga britânica Grant estava monitorando a colônia de sapos como parte de um projeto de PhD.

"Foi muito dramático", ela lembrou. "(O número de sapos) foi de 96 sapos para quase zero em três dias".

As observações de Grant foram publicadas na revista científica Journal of Zoology.

"Depois disso, fui contatada pela Nasa", ela disse à BBC.

Cientistas da agência espacial americana vinham estudando as mudanças químicas que ocorrem quando as rochas estão sob extremo estresse. Eles se perguntaram se essas alterações estariam associadas ao êxodo em massa dos sapos.

Agora, exames laboratoriais feitos pela equipe revelaram que a crosta da Terra pode afetar diretamente a composição química da água dentro do lago onde os sapos viviam e se reproduziam naquele momento.

O geofísico americano Friedemann Freund demonstrou que quando rochas estão sob níveis muito altos de estresse – provocado, por exemplo, por imensas forças tectônicas logo antes de um terremoto – elas liberam partículas carregadas eletricamente.

Essas partículas se espalham pelas rochas nas imediações, explicou Freund. E quando chegam à superfície da Terra, reagem com o ar, convertendo moléculas de ar em partículas carregadas eletricamente.

"Íons positivos presentes no ar são conhecidos na comunidade médica por provocar dores de cabeça e náusea em seres humanos e por aumentar o nível de serotonina, um hormônio associado ao estresse, no sangue de animais", disse Freund.

Essa reação química em cadeia poderia afetar matéria orgânica dissolvida na água do lago, transformando substâncias orgânicas inofensivas em materiais tóxicos para animais aquáticos.

Trata-se de um mecanismo complicado e os cientistas enfatizaram que a teoria precisa ser testada.

Grant disse, no entanto, que esta é a primeira descrição convincente de um possível mecanismo que funcionaria como um "sinal pré-terremoto" que animais aquáticos, semi-aquáticos ou que vivem em tocas seriam capazes de perceber, reagindo a ele.

"Quando você pensa em todas as coisas que estão acontecendo com essas rochas, seria estranho se os animais não fossem afetados de alguma forma", ela disse.

Freund disse que o comportamento de animais poderia ser um entre vários acontecimentos interligados que poderiam prever um terremoto.

"Quando pudermos compreender de que forma todos esses sinais estão conectados”, disse Freund, “se virmos quatro ou cinco sinais, todos apontando na (mesma) direção, poderemos dizer, ok, algo está prestes a acontecer."

Fonte: BBC News

Meio ambiente, a nova forma de fazer política


Por LUIS CARRASCO , MATEUS DOS SANTOS - O Estado de S.Paulo

Quando ainda estava na faculdade, Alexandre Braz, de 23 anos, fundou com colegas o Instituto Muda. Em quatro anos, eles montaram um sistema de coleta seletiva em 35 condomínios de São Paulo e reaproveitaram mais de 170 toneladas de lixo. "Hoje, são 14 pessoas trabalhando na coleta e triagem. Nós atuamos onde o governo não atua." O engajamento em questões ecológicas, a exemplo de Alexandre, é considerado uma das novas formas de fazer política.

É o que dizem especialistas como Marcos Sorrentino, ex-diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. "Enquanto todos falam que é preciso reduzir a emissão de poluentes e o consumo, o governo discute leis para diminuir áreas de preservação. Isso só faz o ceticismo dos jovens crescer, pois eles não se sentem representados politicamente." E é o que mostra a enquete E você, pelo que se mobiliza?, promovida pelo Estado em sua página no Facebook. A opção "meio ambiente" foi a mais votada, com 31% dos cliques.

"Pela via do meio ambiente, ele pode se satisfazer na atuação política", confirma a pedagoga Leila Chalub, coordenadora do Observatório da Juventude da UnB. Essa é também uma maneira de se desprender dos modelos convencionais da sociedade, acredita o educador ambiental Renato Tagnin. "Os mais velhos não enxergam a crise em que estamos. A política não dá conta das demandas da população e a economia a agrava ainda mais." Segundo ele, a situação só vai mudar com mobilização coletiva.

O consultor de empresas João Paulo Amaral, de 25 anos, faz sua parte. Em dezembro passado, criou o Bike Anjo, projeto com voluntários - 200 só em São Paulo - que traçam rotas e acompanham quem deseja enfrentar o trânsito pedalando. No Brasil, outras 27 cidades aderiram à iniciativa que, junto com a de Alexandre, representou o País no Programa Jovens Embaixadores Ambientais, em parceria entre uma farmacêutica e o Programa da ONU para o Meio Ambiente.

João Paulo diz que a vontade de ajudar a natureza surgiu no colégio. Para o biólogo Gustavo Borges, está aí outra explicação para a onda verde. Desde 1999, a Política Nacional de Educação Ambiental prevê a abordagem multidisciplinar de questões ecológicas nas escolas. "Antes, só havia programas de política conservativa, do tipo 'salve o

mico-leão-dourado'. Hoje, existe uma consciência socioambiental e as pessoas já sabem que meio ambiente é o bairro onde elas vivem e trabalham."

A tolerante lei da selva


Por Manuela Carneiro da Cunha, Ricardo Ribeiro Rodrigues, Jean-Paul Metzger

Há alguns anos, podia-se ainda apostar com certa segurança que o Estado não teria nem condições técnicas nem vontade política suficientes para fazer cumprir a lei e conter o desmatamento. Mas várias iniciativas nos últimos 13 anos mostraram aos infratores que estava em risco sua imunidade diante do Estado: medidas legislativas, intervenções de comando e controle – embora às vezes só pontuais e efêmeras – e aperfeiçoamento da capacidade de monitoramento via satélite começaram a mudar a situação. Diante disso, parece ter surgido nova estratégia: se a lei passa a ter de ser cumprida, mude-se a lei.

É isso talvez que explique o paradoxo a que estamos assistindo: o Poder Executivo brasileiro pode se gabar hoje na COP-17 de mudanças climáticas, em Durban, da redução do desmatamento; ao mesmo tempo, o Poder Legislativo está enfiando goela abaixo uma legislação que flexibiliza a proteção das florestas e anistia boa parte do passivo ambiental.

Desde o Código Florestal de 1965, muita coisa mudou. A locomotiva econômica deixou de ser a indústria e passou a ser o agronegócio. Alguns dirão que voltamos à nossa vocação colonial. A produção de alimentos passou ao primeiro plano.

Mas mudou também a ciência desde essa época e isso graças a investimentos em ciência, tecnologia e inovação que, entre outros, deram grandes frutos no agronegócio. Ora, as duas mais importantes entidades científicas do Brasil, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências, passaram um ano e meio preparando e divulgando documentos e recomendações para o aperfeiçoamento do novo Código Florestal. O que restou disso?

Sim, o texto que saiu do Senado é melhor do que o texto absurdo que tinha saído da Câmara. Já se aventou que tenha sido essa mesmo a ideia, usar-se a já consagrada estratégia do bode: põe-se um bode na sala, todos reclamam, tira-se o bode e há uma melhora.

O novo código parece apostar num futuro de obediência à lei: estabelece mecanismos de estimulo à conservação e restauração, os pagamentos por serviço ambiental e indica algumas fontes importantes de recursos; condiciona o credito agrícola e a liberação das multas à regularização ambiental; estabelece o Cadastro Ambiental Rural, que poderá se tornar um poderoso instrumento de monitoramento e controle ambiental; e aumenta a proteção em áreas urbanas.

Mas, por outro lado, o código cedeu a injunções descabidas: a proteção das nascentes e dos pequenos rios foi diminuída; as áreas úmidas na Amazônia e Pantanal ficaram mais desprotegidas, assim como grande parte das várzeas de todos os rios de planície; foi criada na 25ª hora uma regra de ocupação de apicuns e manguezais que não teve nenhum estudo científico, mas obedece a interesses empresariais; abriu-se mão de uns 20 milhões de hectares de áreas a serem restauradas.

Isso sem falar das brechas conscientemente abertas: enquanto é consenso que a agricultura familiar deveria ter tratamento privilegiado, o texto atual do projeto de lei estendeu abusivamente a proprietários de quatro módulos fiscais, o que deveria ser restrito à agricultura familiar. Fez passar gato por lebre, pois agricultura familiar se define (desde a Lei 11326/2006 art 3º) por quatro critérios que devem ser simultaneamente observados: uso de mão de obra e gestão familiar, ser a principal fonte de renda da família e, finalmente, tamanho. Estender o tratamento diferenciado a qualquer proprietário de área inferior a quatro módulos fiscais pode, é evidente, incitar a usar os bem conhecidos “laranjas”.

Tenta-se caracterizar o embate no Congresso em torno do Código Florestal como uma luta entre dois campos extremados, de ambientalistas e ruralistas. Na realidade, os atores em jogo são muito mais diversos. Uma parte dos produtores rurais está consciente dos problemas de sustentabilidade do agronegócio e sabe que o aumento da produção reside no aumento da produtividade, que cresceu muito em alguns setores, e não na derrubada de novas florestas e na redução das áreas de reserva legal para alargar a área de produção. Mas quem vem se considerando vencedor e celebrando ruidosamente é a parte mais retrógrada do ruralismo. É aquela que nunca quis cumprir a lei, sempre teve baixa produtividade na sua atividade agrícola e ficou apostando na anistia que, em larga medida, conseguiu. Pois anistiar-se quem desmatou ilegalmente até 2008 não faz sentido algum. Muito antes disso, os infratores já sabiam o que estavam fazendo. Data mais justificável, e olhe lá, seria 24 de agosto de 2001, data da medida provisória que definia e regulamentava as atividades em reserva legal e áreas de proteção permanente. Ou a data de 1998, da Lei de Crimes Ambientais. Quem obedeceu e tem consciência limpa deve hoje se sentir “otário”. Coincidência ou não, consta que “otário” na gíria policial é justamente quem tem ficha limpa.

O Brasil está perdendo uma ocasião histórica de ficar à frente de uma política que alie de forma inteligente e equitativa a produção e a sustentabilidade. Maior proteção da vegetação natural assegura sustentabilidade ambiental, maior produtividade assegura sustentabilidade econômica. Quanto à sustentabilidade social, ela seria servida pela compensação da reserva legal fora da propriedade, na forma de servidão florestal, uma maneira inteligente de distribuição de renda, onde o grande, para regularizar sua reserva legal, paga para o pequeno proprietário (geralmente em regiões de menor aptidão agrícola).

Precisamos, em suma, de uma política que pense no futuro e não só no imediato. Que se dê conta de que, tendo o País, por si só, a maior biodiversidade do planeta – 1/5 de todas espécies vivas –, ele não pode dilapidar essa riqueza não renovável. Que saiba que a reserva legal e a proteção das nascentes e de outras áreas de proteção permanente trazem enormes benefícios ao próprio agronegócio. As florestas preservadas à beira dos rios filtram a água e retêm agrotóxicos, amortizam enchentes, previnem a erosão da terra e o assoreamento dos rios. Graças a elas, ainda há peixes e navegação possível em vários rios.

Daqui a alguns meses se celebram os 20 anos da Cúpula do Rio. O país terá de explicar um novo Código Florestal que retrocede.

Mais da metade do litoral paulista tem nível máximo de sensibilidade ao óleo


Estudo inédito de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que 52% do litoral do Estado de São Paulo é formado por ambientes muito sensíveis a vazamentos de petróleo. Isso significa que mais da metade das áreas litorâneas paulistas devem ser priorizadas em caso de vazamento.

Para fazer o mapeamento, foram usados três critérios: a complexidade do ecossistema, o nível de exposição dele à ação do mar e o tipo de solo que possui. "O tipo de solo dá a medida da penetração do óleo no ambiente e da dificuldade da limpeza", explica o ecólogo Arthur Wieczorek, um dos responsáveis pelo trabalho.

Segundo a escala de sensibilidade utilizada por ele e seus colegas, chamada de Índice de Sensibilidade Litorânea (ISL), os ambientes mais sensíveis são manguezais, brejos, banhados, deltas e barras de rio com vegetação. A escala vai de um a dez, classificando os ambientes em ordem crescente (dez é o mais alto grau de sensibilidade).

"A sensibilidade dos manguezais é imensa, pois são ambientes abrigados das correntes. O óleo que entra lá, fica lá. E tentar remover é pior porque, ao pisotear a lama, o óleo desce e penetra no solo", esclarece Dimas Dias Brito, geólogo e professor da Unesp.

Wieczorek explica que 80% das espécies de peixes marinhos se reproduzem e se alimentam nos manguezais. Além disso, muitas aves migratórias usam os manguezais para descansar. O levantamento na costa paulista foi feito pelo Grupo de Sensibilidade Ambiental a Derramamentos de Petróleo, da Unesp. Os dados farão parte do Atlas de Sensibilidade Ambiental a Vazamentos de Óleo do Litoral Paulista em Escala Detalhada, com lançamento previsto para 2012.

Pré-sal

Para João Carlos Milanelli, biólogo e gerente da agência ambiental da Cetesb em Ubatuba, a discussão é fundamental em tempos de pré-sal.

"A vulnerabilidade de uma área aos vazamentos é determinada pelo cruzamento da sensibilidade com a suscetibilidade", explica.

"Uma área pode ter alta sensibilidade, mas se não for rota de petrolíferos e não estiver próxima a campos de exploração, é pouco suscetível." Segundo ele, para definir a suscetibilidade são levadas m conta as correntes marinhas, a intensidade e a direção dos ventos e as características do óleo explorado.

Microescala. Dividida em litoral sul, Baixada Santista e litoral norte, a região costeira paulista abriga praticamente todos os ecossistemas que existem no litoral brasileiro, podendo ser vista como uma representação, em microescala, do que há no País. Boa parte do litoral sul é formada por manguezais e marismas (os equivalentes aos manguezais em regiões frias). Estas paisagens - nível dez de sensibilidade - são encontradas no estuário de Cananeia, que abrange Iguape e Ilha Comprida.

Há ainda uma extensão do litoral sul composta por praias de areia fina, como a região de Itanhaém e Peruíbe, que são nível três, ou seja, menos sensíveis.

Logo em seguida, subindo pela costa, está o estuário de Santos, com muitos manguezais, principalmente em Santos, São Vicente e Cubatão.

"A baía de Santos está ficando cada vez mais suscetível, pois além de abrigar o maior complexo portuário do País, o transporte petrolífero vai aumentar com o pré-sal. É preciso redobrar a atenção", afirma Brito, da Unesp.

Finalmente, no litoral norte, predominam as praias e os costões rochosos. "Além de ser mais visitado por turistas, ele tem maior quantidade de ecossistemas diferentes: praias de areia fina, praias de areia grossa, costões expostos, costões abrigados, e até alguns manguezais", diz Wieczorek.

"Encontramos áreas de nível máximo de sensibilidade nas regiões de Picinguaba e Praia Dura, em Ubatuba, e nas praias de Castelhanos e Barra Velha, em Ilhabela", lembra Milanelli.

Vulnerabilidade. A região de São Sebastião também apresenta nível alto de vulnerabilidade por que lá está o maior terminal da Transpetro do País, com capacidade para armazenar mais de 1 milhão de metros cúbicos de óleo, e por onde passa mais da metade do petróleo nacional - além de óleo importado por navios-petroleiros. "A história mostra que a maioria dos vazamentos acontece no transporte do óleo, e não na extração", diz Brito.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Estudo de casos de sucesso da biotecnologia no Brasil


A ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, está elaborando um documento com diagnóstico dos gargalos para o desenvolvimento da biotecnologia no Brasil que será apresentado ao Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior – MDIC, no próximo dia 19/12/2011, segunda-feira. A ABDI gostaria de incluir no texto alguns casos de sucesso de empregas brasileiras desse setor, comprovando que apesar das dificuldades existe grande potencial e qualidade nas empresas usuárias e/ou de base biotecnológica no país.

Para fins do referido documento o critério de sucesso utilizado para inclusão dos casos será o lançamento por parte da empresa de produto biotecnológico novo/inovador, no período entre 2010 e 2011. Trata-se de documento de livre circulação e, portanto, o envio das informações implica em tácita autorização para sua divulgação em palestras ou eventos realizados pela ABDI.

Caso haja interesse na participação, é necessário enviar as respostas para o roteiro de perguntas abaixo para o endereço eletrônico: wilker.filho@abdi.com.br . Se for verificada necessidade de complementação de informações, a ABDI entrará em contato por telefone para realização de entrevista.

Segue abaixo roteiro de questões para a realização do estudo de caso mencionado:

ROTEIRO DE PERGUNTAS

1) Nome da empresa:

2) Endereço completo com cidade, estado e cep:

3) Telefones:

4) Nome do dirigente:

5) Contatos do dirigente (e-mail, telefones):

6) Número de colaboradores em 2009, 2010 e 2011

7) Faturamento bruto em 2009, 2010, 2011

8) Produtos produzidos:

9) Produtos biotecnológicos produzidos:

10) A produção dos produtos biotecnológicos envolve biotecnologia moderna (engenharia genética), biotecnologia clássica (sem manipulação gênica) ou ambas?

a) Biotecnologia moderna (engenharia genética): ( ) Sim ( ) Não

b) Biotecnologia clássica (sem manipulação gênica): ( ) Sim ( ) Não

11) Cite o(s) produto(s) biotecnológico(s) lançado(s) no mercado em 2009, 2010 e/ou 2011.

12) Apresente em até duas páginas a história do processo que ocorreu na sua empresa desde a pesquisa e desenvolvimento até o lançamento de um produto no mercado. Pedimos a gentileza de tentar responder no texto às questões abaixo:

a) Quais as principais dificuldades encontradas? Ex.: recursos humanos, obtenção de insumos, financiamento, gestão, relação universidade-empresa, questões regulatórias, propriedade intelectual, entre outras.

b) Como superou estas dificuldades?

c) Conhece os instrumentos disponíveis hoje para utilização por parte das empresas de biotecnologia?

1. Caso conheça e tenha utilizado algum instrumento de financiamento ou de política governamental seja no nível federal, estadual ou municipal, quais utilizou?

2. Teria sugestões de aperfeiçoamento dos instrumentos utilizados?

3. Caso não tenha utilizado nenhum instrumento, quais as razões o levaram a não utilizá-los?

Mestrado e Doutorado Gestão Ambiental


O Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental, da Universidade Positivo - Curitiba (PR), através dos seus cursos de Mestrado e Doutorado, visa complementar a formação de uma vasta gama de profissionais, transformando-os em especialistas em Meio Ambiente, através da realização de pesquisa aplicada para a solução de problemas ambientais.

Assim, o programa se destaca pelo caráter multidisciplinar, com linhas de pesquisa que envolvem as áreas de Ciências Humanas (Administração, Direito, Economia), Ciências Exatas e Tecnológicas (Engenharias, Física, Matemática, Química), e Ciências Biológicas e da Saúde (Biologia, Farmácia, Medicina).

Mais especificamente, o programa visa formar profissionais capacitados a analisar situações de risco ao meio ambiente, e apontar soluções através do desenvolvimento e aplicação de ferramentas e modelos de gestão ambiental.

Mais informações:

A Plataforma de Durban: divisor de águas na política global do clima


Por Sérgio Abranches, do Ecopolítica

Quando a presidente da COP17 bateu o martelo pouco antes da cinco e meia da manhã de domingo estava fazendo história. Declarava aprovada uma decisão política de longo alcance, que parecia improvável menos de uma hora antes. A Plataforma de Durban dá início à negociação de um novo regime global legal para mudança climática e decide o último período de compromissos do Protocolo de Quioto. Uma decisão que se vinha buscando desde, pelo menos, a COP13, em Bali, em 2003.

Durban será um divisor de águas. Abre um novo capítulo da política global para mudança climática. Também marcou a data para outro momento decisivo: 2015, quando a COP21 deverá aprovar o novo marco legal e rever as metas do Protocolo de Quioto e do Acordo de Cancún. Até lá, nas três próximas COPs, o mundo discutirá como será esse novo regime legal sobre mudança climática. Aqui o relato completo dessas dramáticas horas finais.

A mais longa COP da história terminou com a decisão de iniciar imediatamente a negociação de um novo regime global para mudança climática, que inclua todos os grandes emissores sob o mesmo marco legal. Encerra o capítulo do Protocolo de Quioto, cujo segundo período de compromissos também foi aprovado. Ele será substituído pelo novo marco legal a ser decidido até 2015, na COP21. É um grande salto político para a frente, embora não produza ações concretas antes, no mínimo, de 2015.

Mas é um divisor de águas. Como foi Copenhague, onde, pela primeira vez, os grandes emissores que estavam fora do Protocolo de Quioto, Estados Unidos, China, Índia e Brasil, aceitaram compromissos quantitativos para redução de emissões de gases estufa. Esses compromissos foram oficializados em Cancún, no ano seguinte. Em Durban, esses mesmos países reconheceram que, ao serem reafirmados no Acordo de Cancún, um acordo oficial sob a Convenção do Clima, haviam se tornado legais, embora não compulsórios. Mais ainda, foram adiante e aceitaram negociar esse novo quadro legal comum a todos.


O pacote de Durban incluiu o segundo período de compromissos para o Protocolo de Quioto, mas Canadá, Japão e Rússia ficaram de fora. Aprovou o que chamei de “Pacote de Cancún”, com a operacionalização final do Fundo Verde para o Clima, do Centro de Tecnologia do Clima, do Comitê Executivo para Adaptação e do novo regime de transparência para acompanhamento dos compromissos de redução de emissões assumidos em Copenhague e reafirmados em Cancún. Nada adicionou de ações concretas que possam aproximar mais o que os países se comprometeram a fazer, da meta de manter o aquecimento em 2 graus Celsius. Essa decisão ficou para 2015.

Para se chegar ao acordo em Durban, batizado, na hora final, de “Plataforma de Durban”, os negociadores começaram uma dramática sequência de conversas tensas, em alguns momentos com ênfase que elevou perigosamente o tom de voz. Essas negociações atravessaram a sexta-feira, último dia oficial da COP17, ocuparam todo o sábado, para terminar apenas perto das seis da manhã de domingo.

O momento da Índia

A COP17 foi paralisada na noite de sexta-feira, quando deveria terminar, porque os impasses se sucediam e ia ficando claro que, na reta final, o consenso ainda estava muito longe. Os negociadores, após duas noites sem dormir, buscavam incansavelmente salvar a cúpula de Durban, na África do Sul.

Todos queriam um acordo, mas ninguém parecia conseguir encontrar a fórmula do consenso. A COP17 foi a mais longa das COPs. A COP3, em Kyoto, em 1997, que aprovou o Protocolo que recebeu o nome da cidade, terminou na manhã do sábado. A COP 13, em Bali, em 2007, terminou por volta das três da tarde. A COP15, de Copenhague, em 2009, foi até as seis da tarde de sábado. Durban, foi até praticamente as seis da manhã de domingo.

Pouco depois de uma hora da manhã de sábado, os negociadores saíram de uma Indaba, e a ministra do Meio Ambiente e Água da Índia, Jayanthi Natarajan, foi abordada por jornalistas, no corredor do primeiro andar, para onde ela havia descido. Aproximei-me e perguntei a ela como estavam as negociações.

Ela respondeu “ainda não tenho certeza sobre qual será o resultado dessa reunião. Ainda precisamos conversar mais.” Alguém perguntou o que o BASIC pensava das conversas até ali: “falo por mim, não pelo BASIC”. Perguntei a um outro negociador do BASIC, se essa resposta indicava alguma divisão no grupo. “O BASIC está totalmente unido”, ele respondeu. “A ministra Natarajan virou a mesa na Indaba, saiu do córner em que a colocaram brilhantemente”, contou.

Aconteceu assim: ao responder ao Canadá e a um representante das ilhas, que falavam sobre o sacrifício que “os grandes” estavam impondo aos “pequenos”, Natarajan cresceu com um inspirado improviso. Ela começou a ler a declaração que havia preparado, mas deixou-a de lado e fez um emocionado e firme discurso dizendo que ninguém podia dar lições de pobreza à Índia, nem de vulnerabilidade à mudança climática.

A Índia “tem centenas de milhões de pobres e perto de 600 ilhas ameaçadas de serem submersas pela elevação do nível do mar”. E terminou dizendo que a Índia queria que os países elevassem suas ambições em relação ao futuro acordo sobre mudança climática. Foi aplaudida. A ministra Izabella Teixeira, do Brasil, contou que foi um discurso emocionado e de alto impacto político. Nenhuma decisão seria mais possível sem sua participação.

No mesmo movimento, ela neutralizou a oposição daqueles países entre as pequenas ilhas e do grupo Alba, dos países da “aliança bolivariana”, que sempre falavam em nome dos mais pobres e vinham denunciando os “acordos do Hilton”. Era uma referência a negociações fechadas que o BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China), os Estados Unidos, a União Europeia vinham tendo no hotel ao lado do centro de convenções.

O Brasil no jogo

O momento mais desconcertante e aflitivo de uma COP é quando se encontra negociadores importantes zanzando pelos corredores. Afinal, eram as últimas horas da reunião, as correntes de tensão eram evidentes e, ainda assim, nada parecia estar acontecendo. Na mesa do café mais próximo à sala “Baobab”, onde se reunia o plenário da COP17, no ICC, estava sentada a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chefe da delegação brasileira.

Com ela estavam Fernando Coimbra, seu assessor internacional, e Luciana Abade, assessora de imprensa. Cercada por um grupo de jornalistas brasileiros conversava descontraidamente.

Disse que as reuniões vinham sendo complicadas, mas construtivas. “Todos querem um acordo aqui”, contou. Havia várias reuniões técnicas e políticas em andamento naquele momento. “Estamos esperando”, explicava. Os técnicos estavam ainda fechando detalhes dos textos para negociações, decidindo tudo que podiam decidir.

A orientação é que deixassem só as questões centrais e ainda sem consenso para os negociadores principais. Estes, numa rodada “de alto nível”, tentariam reduzir ainda mais o número de questões em aberto que os ministros teriam que decidir. Estava acontecendo uma naquele momento, sobre os pontos centrais relacionados ao acordo futuro cujo roteiro a Europa exigia como condição para dar continuidade ao Protocolo de Quioto. Pelo Brasil, participava o negociador-chefe, embaixador Luiz Alberto Figueiredo.

Izabella Teixeira estava tranquila. “É preciso ficar frio nessas horas. Isso aqui é um jogo de xadrez, no qual se planeja cinco jogadas à frente.” De fato, não demonstrava muita ansiedade, embora não estivesse, também, relaxada. Estava, claramente de prontidão.

Conversamos com Izabella, até que Figueiredo chegou. Entrou sorridente na roda de conversas, contou que as reuniões estava indo bem, “vários pontos já estão consolidados”, mas ainda havia muito o que fazer. Um dos pontos consolidados é que o novo acordo deveria ser aprovado em 2015. Nem a ministra, nem Figueiredo tinham muita expectativa de que as reuniões fossem retomadas muito cedo, nem que pudessem acabar antes do fim do dia.

Vazamento na Bacia de Campos pode afetar saúde da população


O vazamento de óleo no Campo de Frade, explorado pela Chevron, na Bacia de Campos, pode chegar às praias do Rio, Espírito Santo e São Paulo dentro de duas semanas, afetando uma população estimada em 15 mil pessoas. O alerta foi feito por técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em reunião com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc. "Cerca de dois terços de todo o óleo derramado, sobretudo aquele mais grosso, ainda está abaixo do espelho d'água. Esse óleo vai passando por processo físico-químicos e vira pelotas que vão acabar nas praias", explicou Minc, em entrevista recente ao jornal O Globo.

Para o biólogo Salvatore Siciliano, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e coordenador do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (Gemm-Lagos), é difícil mensurar o dano ambiental. Segundo ele, a maior parte das carcaças dos mamíferos marinhos vai afundar e o que vai chegar às praias é o piche. Salvatore está participando de reuniões regulares com técnicos do Inea. Na quinta-feira (24/11), ele destacou Jailson Fulgêncio de Moura, doutorando da Ensp, para um sobrevoo na Bacia de Campus, a convite do Inea. "Ele verificou que ainda existe uma considerável quantidade de óleo na superfície", comentou o biólogo. E faz um alerta: peixes e crustáceos consumidos pela população podem ser contaminados por hidrocarbonetos e muitos desses compostos são potencialmente cancerígenos. Leia, a seguir, entrevista com Siciliano.

Qual é a extensão do dano provocado pelo vazamento do óleo da Chevron no Campo de Frade, na Bacia de Campus?

Salvatore Siciliano: É difícil medir a extensão do dano ambiental. No acidente provocado por uma explosão na plataforma de perfuração da British Petroleum, no Golfo do México, em 2010, 800 milhões de litros de óleo vazaram por 87 dias. Apenas 2% das carcaças dos animais atingidos chegaram ao litoral. A informação que temos sobre o impacto do acidente sempre será muito limitada. A maior parte das carcaças vai afundar. O que vai chegar à praia é o piche, que suja o pé. Mas o que está por trás disso é de uma escala enorme. As empresas têm de estar preparadas para esse risco. O ônus não pode caber a todo mundo. Elas têm de monitorar e sanar o problema.

Em sobrevoo realizado na Bacia de Campos, região do vazamento de óleo, qual foi a situação encontrada?

Salvatore Siciliano: O sobrevoo na região da Bacia de Campos foi feito, na quinta-feira (24/11), a convite do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), para avaliar a extensão do vazamento e o comprometimento dos mamíferos e aves marinhas. Quem fez o sobrevoo foi Jailson Fulgêncio de Moura, aluno de doutorado em Saúde Pública e Meio Ambiente da Ensp e pesquisador do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (Gemm -Lagos). Ele verificou que ainda existe uma considerável quantidade de óleo na superfície. A mancha maior, ou principal, foi dividida em várias manchas menores por ação mecânica dos jatos de água com areia. Uma boa parte pode ter afundado ou está sendo levado rapidamente pelas correntes, que nessa área são fortíssimas.

A previsão é de que o óleo derramado pela Chevron chegue às praias do Estado do Rio, sobretudo Búzios e Angra dos Reis, além de praias do Espírito Santo e de São Paulo (Ubatuba), dentro de duas semanas. Quais seriam as consequências para a população que vive nessa região?

Salvatore Siciliano: Uma porção desse óleo cru, ou alcatrão, sempre chega nas praias. Aliás, desde criança aprendi que às vezes pisar na areia da praia pode acabar em sujeira nos pés! Aquele piche que gruda na sola do pé é o resultado desses acidentes - um pequeno vazamento aqui outro maior acolá e todos pagam o pato. Risco de chegar à praia sempre há. Boa parte desse óleo se sedimenta no fundo, permanece na coluna d'água, ou evapora, mas uma parte acaba nas praias. O que fica na água acaba sendo incorporado por bioacumulação pelos organismos, do fitoplâncton à baleia. Não é confortável pensar que uma parte dos peixes que vamos consumir no almoço está contaminada por hidrocarbonetos. Muitos desses compostos são potencialmente cancerígenos.

E para os mamíferos e aves marinhas, quais são os riscos?

Salvatore Siciliano: Para as aves marinhas é um enorme desastre. Acredita-se que elas confundam a mancha de óleo com cardumes e, por isso, mergulhem no petróleo. As penas funcionam como esponjas, ficam encharcadas de óleo. As aves tentam se limpar e acabam ingerindo mais alcatrão, se contaminam gravemente, entram em hipotermia, não se alimentam, morrem em poucos dias. Esse ano recebemos muitos pinguins oleados - foi triste de ver. Algumas aves têm o comportamento migratório dos cetáceos, como albatrozes e petréis, outras são residentes daquela região. É o exemplo de atobás, fragatas e algumas gaivotas. Para os mamíferos marinhos o risco maior é a exposição crônica, ou seja, de longo prazo. Assim como nós, os mamíferos marinhos vão comer peixes ou crustáceos contaminados.

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, teria avistado três baleias nadando perto da mancha, a menos de 300 metros de distância. Como está a situação desses cetáceos?

Salvatore Siciliano: Nesta época do ano, as baleias jubarte estão retornando para o Polo Sul. Depois de se alimentar durante o verão, no inverno elas nadaram em direção à linha do Equador, em busca de águas mais quentes para se reproduzir. Agora, voltam para a Antártica, acompanhadas de seus filhotes. O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, viu três delas nadando perto da mancha. Mas não foram mais avistadas no sobrevoo realizado na quinta-feira (24/11).

De que forma a Fiocruz pode trabalhar para ajudar o governo do Estado nessa questão?

Salvatore Siciliano: A Fiocruz, por meio do Gemm-Lagos, nosso grupo de pesquisa que inclui diversos estudantes, estagiários e colaboradores voluntários, vai continuar monitorando as praias da região e fazendo as avistagens de mamíferos e aves marinhas - atividades que realizamos desde 1999, na Região dos Lagos e no Norte Fluminense, entre Saquarema e São Francisco do Itabapoana.

Estamos participando de reuniões no Inea e conversando sobre as possibilidades de aplicação dos recursos advindos da multa pelo vazamento de óleo. Uma das nossas propostas é a construção de um centro de reabilitação de animais marinhos na Região dos Lagos. Essa proposta também é apoiada pelo Programa Institucional em Biodiversidade e Saúde da Fiocruz, coordenado pela pesquisadora Marcia Chame.

O que pode ser feito para reduzir o impacto que o vazamento terá no ambiente e na saúde da população e dos animais marinhos?

Salvatore Siciliano: O efeito combinado do vazamento e de toda ação humana na Bacia de Campos, que inclui aumento do tráfego de navios, ruídos, descarga de lixo e esgoto, compromete a saúde do ambiente costeiro-marinho. Só vamos nos dar conta quando perdermos tudo isso. Lembro que quando criança ia à praia na Ilha do Governador, Paquetá e Urca... Quem se arrisca hoje em dia?

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

Pesquisa comprova que pós-graduação gera maior chance de aumento salarial


O mercado brasileiro vive um aquecimento como há muito não se via. Obras de infraestrutura, necessárias para a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016; parques tecnológicos; investimentos em mineração; pré-sal... a lista de áreas que tem demandado maior número de profissionais especializados é extensa, assim como as oportunidades.

O número de vagas disponíveis é diretamente proporcional ao aumento dos investimentos. Mas isso não significa que qualquer profissional será contratado. Mais do que isso. Poucos serão os que terão ascensão na carreira. “Os megaprojetos que o Brasil tem atraído, demandam profissionais com alta qualificação. As empresas tornaram-se muito rigorosas na seleção de pessoas, buscando profissionais completos, que já entrem dando resultado, que dominem inglês, espanhol e outras competências necessárias ao novo contexto corporativo. Sabemos que possuir uma graduação ou mesmo uma especialização não é mais um diferencial de mercado, analisa Marli de Paula, professora do IETEC e especialista em Talentos Humanos, com mais de 20 anos de experiência na área.

Pesquisas promovidas tanto pelo MEC quanto pela iniciativa privada revelam falta de profissionais qualificados e a alta empregabilidade de pessoas com formação profissional especializada. Pesquisa da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo) diagnosticou que o número de empresas brasileiras que investem em educação corporativa cresceu 40 vezes entre 2000 e 2009. Em média, os gastos de companhias brasileiras e multinacionais no setor são de R$11 milhões anuais. “Esse aumento no volume de investimento é reflexo da preocupação empresarial em melhorar a educação dos seus funcionários, ampliando também sua própria valorização no mercado”, afirma José Ignácio Villela Jr., diretor do IETEC.

O próprio Instituto realiza, anualmente, levantamento com o objetivo de avaliar a evolução profissional de seus alunos e ex-alunos, tanto do aperfeiçoamento quanto do MBA. De acordo com a pesquisa, 58% dos entrevistados obtiveram acréscimo no salário. Desse total, 21% declarou ter dito aumento de cerca de 20% dos vencimentos.

Um dos dados mais relevantes da pesquisa foi que 97% dos ex-alunos disseram que sentem falta de continuar estudando. “Esse dado demonstra a preocupação desses profissionais com sua carreira, com o cuidado ininterrupto com o processo de aprendizado”, analisa Marli de Paula.

Um bom exemplo dessa preocupação com a qualificação de seus colaboradores é a empresa Comau do Brasil. Somente nos últimos 24 meses, mais de 20 de seus colaboradores cursaram pós-graduações com subsídio da empresa, “Nós encaramos essa ação como um investimento no futuro da organização. Estes profissionais trarão maior conhecimento e melhor gestão dos processos para todos os níveis, dando um retorno infinitamente maior do que o valor investido”, diz Veronica Bistene Salas, Gerente de Desenvolvimento de RH da empresa.

A retenção e promoção de talentos é outro efeito desse maior investimento em educação empresarial. Um bom exemplo é o gestor de negócios Renison Canesso Moreira. Quando iniciou a pós-graduação, ele era gerente pleno na Mecan, ‘braço industrial’ do Grupo Orguel. Durante o curso, recebeu duas promoções, e hoje exerce o cargo de gerente nacional Brasil. “Esse crescimento na hierarquia da empresa se deve a um somatório de fatores. Entre eles, claro, listaria essa melhor qualificação profissional. Esse tipo de iniciativa faz com que o profissional passe a possuir uma maior visão de mercado. Hoje, gerencio mais pessoas, e participo de decisões estratégias do Grupo, alem de interagir com clientes nacionais e internacionais da empresa”, analisa.

Moreira avalia que o desenvolvimento profissional é um dos principais pontos que o diferenciam no mercado. “de nada adianta possuir experiência ou ter um excelente networking. Se a pessoa não possui condições técnicas para desempenhar a função, sua carreira corre sérios riscos de se estagnar ou mesmo de ser superado por outros profissionais”, analisa.

In company

Cursos realizados dentro da empresa têm uma série de vantagens. “Eles permitem a aplicação direta do conteúdo estudado nas atividades do dia a dia da empresa, contribuindo, assim, com o desenvolvimento da organização e das pessoas. Não por acaso, esta é a modalidade de estudo empresarial que mais cresce no país”, afirma Villela.

Segundo ele, as empresas que optam por essa modalidade de curso levam em consideração, três fatores: menor investimento, datas e horários mais adequados à empresa e ao colaborador e, principalmente, adaptação do conteúdo às necessidades da companhia.

As vantagens deste tipo de curso, de acordo com especialistas, também são estratégicas. Por levar em conta as demandas da empresa, os cursos possibilitam a aplicação direta do conteúdo apreendido no trabalho – o que o torna alinhado com os objetivos da empresa, representando um significativo aumento da massa crítica de um número maior de colaboradores, possibilitando a construção do conhecimento coletivo. O curso, portanto, está focado no desenvolvimento da organização e das pessoas de forma a transformar e alcançar resultados corporativos superiores.

Fonte: IETEC

Curso de redação científica


A partir de 15 de dezembro estarão abertas as inscrições para o curso de extensão de Redação Científica, oferecido pelo Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Com início previsto para 3 de março e término em 14 de abril de 2012, o curso tem como objetivo capacitar os alunos para a redação de textos acadêmicos, que incluem relatórios, artigos para revistas especializadas e resumos para congressos.

As aulas do curso abordarão características estruturais e estilísticas dos textos acadêmicos; recursos textuais: coesão, coerência, referenciação e progressão tópica; adequação do vocabulário; a função das notas de rodapé; formatação da bibliografia; expressões; e reciclagem gramatical.

O curso de Redação Científica tem como público-alvo pesquisadores, estudantes de graduação ou de pós-graduação e demais interessados pelo tema.

As inscrições se encerram em 28 de fevereiro.

10º Congresso Internacional de Biologia Celular


A Sociedade Brasileira de Biologia Celular (SBBC) e a Federação Internacional de Biologia Celular (IFCB) promoverão, entre 25 e 28 de julho de 2012, o 10º Congresso Internacional de Biologia Celular.

Destinado a pesquisadores, estudantes e profissionais do setor, o evento – que ocorrerá junto ao 16º Congresso Brasileiro de Biologia Celular – tem como objetivo a discussão de novos temas, técnicas e abordagens que consolidem colaborações nacionais e internacionais.

O encontro será realizado no Rio de Janeiro e contará com cursos, palestras, simpósios, mesas-redondas, sessões de pôsteres, apresentações orais e conferências.

O envio de resumos poderá ser feito até 30 de janeiro de 2012.

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