quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eleições CRBio04 - Chapa AFIRMAÇÃO é a única inscrita


A Comissão Eleitoral do CRBio04 informa que foi registrada apenas uma única chapa para concorrer ao pleito eleitoral, mandato para o período de 07 de novembro 2011 a 06 de novembro de 2015.

Para ver os nomes dos 20 Biólogos inscritos na Chapa AFIRMAÇÃO, acesse o link: http://migre.me/5902t .

O processo de votação se dará por meio eletrônico exclusivamente, utilizando-se a página do CRBio04 (http://www.crbio04.gov.br), sendo inválido o voto por qualquer outro meio.

A votação ocorrerá eletronicamente tendo início as 10 horas do dia 16 se setembro de 2011 com encerramento às 17 horas do dia 21 de setembro de 2011, horário de Brasília.

Mais informações em breve.

V Semana da Biologia UFOP


A partir do dia 06 de julho estarão abertas as inscrições para a V Semana da Biologia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

O evento técnico-científico e cultural é uma realização do Centro Acadêmico dos cursos de Bacharelado e Licenciatura de Ciências Biológicas da UFOP, e será realizado entre os dias 12 e 17 de setembro, no Instituto de Ciências Exatas e Biológicas (ICEB).

As inscrições devem ser feitas pelo e-mail semanadabiologiaufop@gmail.com . Ao entrar em contato através do e-mail, a produção envia a ficha de inscrição.

Mais informações:

7th International Conference on Urban Pests (ICUP)


Técnicas alternativas para o controle de pragas e vetores serão discutidas durante a 7th International Conference on Urban Pests.

O evento acontecerá em Ouro Preto (MG), nos dias 07 e 11 de agosto de 2011.

Os inscritos no evento irão participar de Workshops de Atualização para o Controlador de Pragas e de Pragas em Patrimônio Histórico.

A conferência contará com tradução simultânea.

Mais informações:
www.icup2011.com (site em inglês)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

IV Simpósio de Restauração Ecológica


O Instituto de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente da cidade de São Paulo realizará, entre os dias 16 a 18 de novembro de 2011, o IV Simpósio de Restauração Ecológica: Desafios Atuais e Futuros.

Serão apresentados casos de sucesso na restauração ecológica, envolvendo pesquisa, aspectos econômicos e toda a interdisciplinaridade exigida pela busca de sustentabilidade.

O evento abordará temas relacionados ao cenário atual das pesquisas científicas, políticas públicas, legislação ambiental, evolução dos processos históricos e legais envolvendo restauração e impactos das alterações do código florestal e das mudanças climáticas na restauração ecológica.

03 de agosto é a data-limite para envio de resumos.

Mais informações:

Déficit precoce


Em 2004 pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) financiados pela FAPESP, descobriram que uma mutação no gene VAP-B, presente no cromossomo 20, causa uma forma atípica de esclerose lateral amiotrófica (ELA). Batizada de ELA do tipo 8, a doença provoca a morte dos neurônios motores, tornando progressivamente rígidos e frágeis os músculos dos pacientes.

Os doentes manifestam a ELA8 por volta da quarta década de vida e, após o aparecimento dos primeiros sintomas, sua sobrevida varia de 5 a 25 anos. Agora o mesmo grupo da USP, em colaboração com colegas brasileiros e estrangeiros de centro de estudos norte-americanos, encontrou uma pista do mecanismo que parece estar envolvido na destruição desse tipo de neurônio. Os cientistas conseguiram gerar neurônios motores de pacientes com ELA8 e constataram que os níveis da proteína VAP-B, cuja produção é controlada pelo gene homônimo, se encontram mais reduzidos nesse tipo de célula.

“É a primeira vez que isso foi feito com essa forma hereditária de esclerose lateral amiotrófica”, diz a geneticista Mayna Zatz, coordenadora do Centro de Estados do Genoma Humano e uma das coordenadoras do trabalho, que rendeu um artigo publicado no dia 17 deste mês na edição eletrônica da revista científica Human Molecular Genetics. Os neurônios motores foram derivados in vitro de células-tronco de pluripotência induzida (iPSC, na sigla em inglês) que, por sua vez, haviam sido geradas a partir de um tipo de célula da pele, os fibroblastos, de pacientes com a doença.

Essa parte do trabalho foi feita no laboratório do brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), outro coordenador do estudo. O biólogo Miguel Mitne-Neto, então aluno de doutorado de Mayana, passou um ano, entre setembro de 2009 e outubro de 2010, na UCSD aprendendo a técnica e fez a reprogramação celular dos fibroblastos. “ Como geramos iPSC a partir de um modelo genético de ELA, pudemos seguir o comportamento do gene relacionado à doença”, afirma Muotri. “Nossas descobertas podem agora ser testadas em outras formas de ELA”.

Em 2008, um grupo da Universidade Harvard já havia gerado células iPSC e, em seguida, neurônios motores a partir dos fibroblastos de um paciente com uma forma não herditária de ELA, cuja origem era incerta e podia se dever a um misto de fatores ambientais e genéticos.

No estudo da Human Molecular Genetics, foram gerados neurônios motores de sete pessoas, quatro doentes e três sadias, provenientes de duas famílias de brasileiros. “Nossa ideia no experimento era imitar o que ocorre com as células nervosas dos pacientes”, diz Mitne-Neto. “Constatamos que, desde o estágio de pluripotência celular, a expressão da proteína VAP-B é menor nos portadores da mutação associada à ELA8 do que nos membros do grupo de controle.” Em outras palavras, mesmos antes de se diferenciar em neurônios, as células iPSC dos doentes já apresentam níveis até 50% menores do que o normal da proteína.

Como a doença só se manifesta clinicamente quando os portadores da mutação atingem a meia idade, os cientistas trabalham com a hipótese de que o organismo consegue funcionar a contento durante um bom tempo apesar de apresentar precocemente um déficit na produção da VAP-B. Por algum motivo ainda ignorado, depois da quarta década de vida, os neurônios motores dos pacientes começam a morrer e a falta da proteína se torna fatal. “A deficiência em VAP-B desde os estágios iniciais do desenvolvimento pode servir como um biomarcador da doença, possibilitando um planejamento e intervenção antes dos sintomas aparecerem” diz Muotri.

Segundo os pesquisadores, a tecnologia das iPSC pode ser importante para gerar modelos in vitro desse tipo de esclerose e, assim, descobrir eventualmente alguma forma eficaz de intervir nesse processo neurodegenerativo.

Fonte: Agência FAPESP

Festival Internacional reunirá fotógrafos de natureza na Alemanha


Fotógrafos e visitantes de todo o mundo se reunirão nos dias 29 e 30 de outubro em Lünen, na Alemanha, para o 19º Festival Internacional de Fotografia da Natureza.

Além de palestras e seminários, serão divulgados durante o evento os resultados de dois prêmios de fotografia promovidos pela Gesellschaft Deutscher Tierfotografen, a Sociedade Alemã de Fotógrafos de Natureza: o GDT European Wildlife Photographer 2011 e o Fritz Pölking Award 2011.

Em um dos seminários programados para o evento, o biólogo marinho Alexander Mustard falará sobre o avanço das tecnologias nas fotografias subaquáticas. Já o fotógrafo finlandês especializado em pássaros Markus Varesvuo dará uma palestra sobre a arte de fotografar aves na neve.

"Fotografar aves é muito divertido, seja pela aparente infinita variedade de cores e desenhos na plumagem, suas variadas técnicas de sobrevivência, sua incansável procura por alimento e capacidade de caça, seja pela maneira como elas criam filhotes na natureza e em meio aos homens ou pelo fatos de que elas voam - algo que os distingue da maioria das outras criaturas", declarou Varesvuo.

O russo Sergey Gorshkov vai apresentar sua visão do Delta do Okavango, na África. "Cada dia na África traz algo novo. Nunca sabemos o que vai acontecer em um minuto. É impossível tirar só uma foto de uma paisagem porque ela muda o tempo todo, ela renova a cada dia. É impossível até haver imitação. E, como cada fotógrafo vê o mundo de forma diferente, todos tiramos fotografias únicas", disse Gorshkov.

Para o fotógrafo britânico David Maitland, que fará palestra sobre a essência da fotografia da natureza, as formas e a beleza desse tipo de imagens são melhor capturadas em close. "É o aspecto efêmero e intocável da natureza que move minha fotografia", explicou.

Sandra Bartocha apresentará no festival sua visão do Parque Nacional de Müritz, na Alemanha. Lagos tranquilos, florestas e pântanos serão mostrados em várias perspectivas. O casal Verena Popp-Hackner e Georg Popp, que trabalha em conjunto e muitas vezes leva os filhos em suas viagens pelo mundo, especializou-se em fotografias de paisagens.

"Enquanto nosso principal foco é registrar áreas incomuns, raramente fotografadas, quando viajamos para regiões exóticas, a fotografia em casa (Áustria) segue a ideia de cativar com novas composições de locais conhecidos, revelando luz e atmosfera inesperadas", afirmou Sandra.

Para ver algumas fotos que irão estar presente no evento, clique aqui

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 28 de junho de 2011

Instituto Inhotim oferece 10 bolsas para a área Ambiental


O Instituto Inhotim, por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC/ FAPEMIG 2011, irá selecionar 10 bolsistas de iniciação científica.

PARTICIPANTES
Podem participar da seleção alunos matriculados em cursos de graduação relacionados à área ambiental.

BOLSAS
Serão destinadas 10 (dez) bolsas de Iniciação Científica PIBIC no valor mensal de R$360,00 (trezentos e sessenta reais), com duração de 12 (doze) meses, divididas entre projetos nas áreas de:

- Educação Ambiental (3 bolsas)
- Biologia Vegetal (4 bolsas)
- Gestão Ambiental: Saneamento, Recursos Hídricos e Fauna (3 bolsas)

CARGA HORÁRIA
20 horas semanais

REQUISITOS DO BOLSISTA
- Estar matriculado regularmente em um curso de graduação em áreas afins;
- Estar cursando 2º período em diante, faltando um ano para se formar;
- Não acumular bolsa nem ter vínculo empregatício de qualquer natureza;

INSCRIÇÃO
Os currículos devem ser enviados para o e-mail meioambiente@inhotim.org.br até as 17 horas do dia 30 de junho de 2011 (quinta-feira) e devem constar no campo assunto a área em que o candidato deseja se inscrever.

Processo Seletivo UTFPR (01 vaga para Professor)

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) abriu processo seletivo para professor temporário na área de Biologia / Química.

O candidato teve ter licenciatura em Biologia ou Química, com pós-graduação em áreas afins.

A remuneração variá conforme titulação (entre R$1.536,46 e R$4.300,00).

As inscrições ficam abertas entre os dias 27 de junho e 06 de julho de 2011, através do site www.utfpr.edu.br .

Mais informações:

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Blog "Opinião Sustentável"


O Biólogo Joaquim Maia Neto, especialista em regulação de Serviços de transportes aquaviários, criou o blog "Opinião Sustentável" em maio de 2011.

O objetivo é discutir dois temas que o tempo todo se relacionam de forma direta e indireta: meio-ambiente e política.

Do blog "Atualmente as estratégias do imperialismo estadunidense são mais complexas. A simples ocupação de um território estrangeiro para tomar seus recursos naturais ou o financiamento de governos autoritários de direita não são ações toleradas pela opinião pública internacional e por isso foi necessário criar os “ditadores da vez” e disseminar a ideia da “guerra contra o terror”, para tornar aceitáveis as intervenções militares dos EUA".

Para acessar o "Opinião Sutentável", clique no link:
http://opiniaosustentavel.blogspot.com/

Mini-curso Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS): Oportunidades e desafios


Data
22 de julho de 2011 (sexta-feira)

Horário
09h às 12h e 13h às 17h

Local
IMA ( Instituto Mineiro de Agropecuária)
Endereco: Av. dos Andradas, 1220 - Centro ( proximo ao Parque Municipal e ao lado DER) - Belo Horizonte-MG
OBS: Posui estacionamento próprio.

Ministrante
Marcos Alves de Magalhães - Eng. Agrônomo, Especialização em Desenvolvimento e Gestão Ambiental, Mestre em Tratamento de Resíduos Sólidos e Doutor em Recursos Hídricos.

Informações e inscrições
31-3892-4960 e 31-3891-0220

Biotecnologia brasileira precisa de dinheiro privado


A biotecnologia no Brasil é representada por 237 empresas, sendo 63% delas criadas na última década. A maior parte (78%) depende de financiamento do governo.

Os dados fazem parte de um mapeamento feito pela BrBiotec (Associação Brasileira de Biotecnologia) e divulgados com exclusividade para a reportagem da Agência de Notícias Jornal Floripa.

A pesquisa foi feita em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos) e o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), e será apresentada nesta semana na Bio Convention, em Washington, EUA.

Nas empresas de biotecnologia, o país se destaca na pesquisa em saúde humana (40% das companhias), saúde animal (14%), reagentes (13%), agricultura (10%) e ambiente e bioenergia (15%) ""os mais "promissores".

Eduardo Giacomazzi, diretor-executivo da BrBiotec, diz que, apesar de incipiente, o setor tem potencial para crescer. "Precisamos incentivar as empresas a olhar para o mercado externo e atrair investimentos", diz.

Isso porque o retorno do investimento em pesquisa é incerto, especialmente nas empresas pequenas e micros, que compõem 80% do setor de biotecnologia no Brasil.

Sem dinheiro

O problema é que cerca de 20% das empresas de biotecnologia do país trabalham sem gerar receita porque estão em fase de desenvolvimento do produto ""o que pode levar em média dez anos.

Com isso, poucas conseguem sair das chamadas incubadoras de empresas e não sobrevivem no mercado. "Há recursos para a fase inicial de pesquisa. Mas falta para investir nos testes dos produtos e para sair das incubadoras", diz José Maria Silveira, economista da Unicamp e estudioso da área.

De acordo com ele, os fundos setoriais têm um papel importante para colocar dinheiro nos polos tecnológicos e nas incubadoras. Os 16 fundos que existem hoje são mantidos com recursos federais pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

"Parte das empresas de biotecnologia não sobrevive porque é comprada por empresas maiores", explica a bióloga Marie-Anne Sluys, especialista no assunto.

Esse foi o caso da Alellyx, empresa muito atuante no genoma da xylella fastidiosa (o "amarelinho" dos laranjais). Ela foi comprada pela Monsanto em 2008.

Um dos criadores da Alellyx, o biólogo Fernando Reinach, hoje trabalha no desenvolvimento de um fundo que visa justamente investir em empresas de base tecnológica para gerar inovação.

Segundo Giacomazzi, o setor, apesar de movimentar US$ 27 trilhões no mundo, ainda atrai pouco investimento estrangeiro ao Brasil.

A Invent Biotecnologia, empresa do setor de fármacos, de Ribeirão Preto, conhece essa realidade.

"Seriam necessários de R$ 5 a R$ 6 milhões para escalonar [aumentar] a empresa, mas os recursos públicos chegam no máximo a R$ 3 milhões", diz Sandro Soares, diretor da Invent.

Fonte: Jornal Floripa

Pesquisa sobre aves é premiada


Biólogo, Willian Menq, ganha prêmio Helmut Sick em Congresso de Ornitologia

Oito espécies da ordem Strigiformes, que inclui aves de rapina noturnas, tais como corujas, mochos, urutaus, curiangos e noitibós, foram objeto de um estudo feito pelo biólogo Willian Menq e apresentado XVIII Congresso Brasileiro de Ornitologia, que ocorreu este mês no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Ele terminou por conquistar o prêmio Helmut Sick na categoria Comunicação Oral – Estudante de Pós-Graduação. O evento é um dos mais importantes da área e contou com a participação de pesquisadores de vários pontos do Brasil.

O pesquisador se debruçou sobre a ecologia da comunidade de corujas da Reserva Biológica (Rebio) das Perobas, no Paraná. As oito espécies estudadas por ele correspondem a 47% da riqueza conhecida para o Estado.

Entre elas merecem destaque o mocho-dos-banhados (Asio flammeus) e a coruja-do-mato (Strix virgata), ambas listadas no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Paraná.

A ordem Strigiformes é formada essencialmente caçadoras eficientes, que usam com maestria seus olhos extremamente aguçados e movimentos rápidos para cercar suas presas.

Além disso, são extremamente atentas ao ambiente em que vivem, podendo girar sua cabeça em até 270° e voar silenciosamente devido a penas muito macias e numerosas que compõem suas asas. São aves tímidas, geralmente solitárias, consideradas entre os predadores mais sofisticados do mundo.

Fonte: EPTV

Cursos de Biologia de todo o País terão de se adaptar


Quase mil cursos de Biologia em todo o País, responsáveis pela formação de cerca de 40 mil alunos por ano, devem ser revistos por suas instituições. Duas resoluções do Conselho Federal de Biologia do ano passado definem padrões mais rigorosos para certificar profissionais que se formem a partir do final de 2013.

A primeira, promulgada em 20 de março de 2010, visa a garantir maior carga horária nos conteúdos específicos de biologia e tem duas fases. Uma, já em vigor desde a publicação da norma, exige 2.400 horas de aulas em conteúdos específicos da área para que a emissão do registro de biólogo seja emitido por um dos conselhos regionais.

Neste ponto, a medida tem o objetivo de diferenciar cursos que formam biólogos dos que visam preparar professores de biologia – os cursos de licenciatura na área que são aproximadamente metade do total (veja tabela completa abaixo).

Desde 2008, o Ministério da Educação (MEC) exige uma carga horária mínima de 3.200 horas para os bacharelados e de 2.800 horas para as licenciaturas. Nestes últimos, no entanto, 1.000 horas devem ser dedicadas à formação pedagógica e sobram apenas 1.800 para conteúdos específicos. “Nós concordamos plenamente com a posição do governo, a licenciatura deve mesmo se preocupar em garantir que professores saibam dar aula, o problema é que pela legislação atual esta pessoa tem a mesma certificação do especialista”, diz Inga Ludmila Veitenheimer Mendes, coordenadora do Conselho Federal de Biologia.

Para quem entrou na faculdade a partir do ano passado a regra é ainda mais rígida. Os formados depois de dezembro de 2013 terão que comprovar 3.200 horas de aulas específica em biologia. “Estamos exigindo o mesmo que o MEC, apenas sendo mais específicos. Hoje há uma tendência à interdisciplinaridade que deve mesmo existir, mas não em detrimento dos amplos conhecimentos necessários dentro da área.”

Mais enfoque

A segunda resolução trata do ênfase de cada curso. Para o conselho, biologia é uma área muito ampla e uma formação genérica protela a entrada do egresso da faculdade no mercado de trabalho. A recomendação é que os cursos escolham uma ênfase em um dos três seguintes itens: Saúde; Meio Ambiente e Biodiversidade; e Biotecnologia e Produção.

Neste caso, a adaptação não é obrigatória, mas a falta de atualização pode prejudicar os formados. Ao solicitar uma Anotação de Responsabilidade Técnica a uma regional do conselho, por exemplo, registro exigido para que o biólogo tenha autorização para assinar um parecer, a análise será feita considerando as aulas e experiência em um dos enfoques. “As instituições têm autonomia para fazer o que quiserem, mas se fizerem uma salada de frutas obrigarão os alunos a fazer uma pós depois para realmente se inserir no mercado de trabalho”, explica Inga.

MBA em Perícia e Auditoria Ambiental


A Faculdade Internacional de Curitiba-FACINTER está com as inscrições abertas para o curso MBA em Perícia e Auditoria Ambiental.

As aulas serão realizadas um final de semana por mês (sábado e domingo).

Os interessados devem realizar suas inscrições pela internet e comparecer na unidade: Av. Pres. Carlos Luz, 535, Caiçara - No Instituto Sagrada Família em posse dos documentos necessários para efetivar sua matrícula.

As aulas começarão no dia 13 de agosto de 2011.

Funcionários públicos estatais e empregados da COHAB, EPAMIG, EMATER, MGS e PRODEMGE possuem descontos.

Mais informações:
bh@ibpex.com.br

Quantidade não se traduz em qualidade


O número de títulos conferidos pela USP não atrai só elogios. Para alguns pesquisadores, deveria levar gestores públicos a um exame de consciência. A ciência do País - em geral - e a da maior universidade da América Latina - em particular - ainda têm impacto tímido no cenário mundial.

A USP é responsável por 25% da produção acadêmica nacional. Forma um porcentual semelhante dos doutores no País. Mas não alcança posições empolgantes nos principais rankings internacionais. Na lista do Instituto de Educação Superior da Universidade de Xangai Jiao Tong, ficou na 143.ª posição. No índice do jornal The Times, obteve o 232.º lugar. Em 2009, por exemplo, a USP publicou praticamente o mesmo número de artigos que a Universidade Stanford - mas os da instituição americana receberam três vezes mais citações que os da brasileira.

O reitor da USP, João Grandino Rodas, considera a posição da USP nos rankings "boa", mas afirma que ela "pode e deve melhorar". Para o físico José Goldemberg, que construiu sua carreira na universidade, é preciso fazer com que a quantidade de teses e artigos científicos se transforme em qualidade. "Publicar muito não significa publicar bem", resume.

Sérgio Ferreira, do Departamento de Farmacologia, em Ribeirão Preto, destaca que muitas teses de doutorado não podem ser consideradas ciência. "Não devemos confundir pesquisa com pós-graduação", aponta o cientista, que realizou estudos importantes na área de analgésicos anti-inflamatórios. "Quando você obriga um estudante a publicar vários papers em um período curto, ele pode publicar porcaria. É o caso da maioria dos trabalhos brasileiros. Só foram feitos para cumprir uma demanda burocrática. Mas isso não é ciência: é burocracia."

O biólogo Marcelo Hermes-Lima, da Universidade de Brasília (UnB), vai mais longe. "Metade da produção científica nacional é lixo", afirma, sem rodeios. "Não acredito que o número de pessoas interessadas em fazer ciência cresceu. O que aumentou foi o número de pessoas atrás de um título para enfeitar o currículo." Ele atribui o aumento no número de mestres e doutores no País a uma política "fast food" para julgar produção acadêmica e conferir títulos. Coeditor da revista científica PLoS One, argumenta que ninguém é reprovado nas bancas de mestrado e doutorado. "Não é academicamente honesto. Os avaliadores são escolhidos para garantir a aprovação", critica.

Novas ideias

Goldemberg reconhece uma resistência à aplicação de critérios meritocráticos. "Quando fui reitor da USP (entre 1986 e 1990), decidimos publicar um relatório com os artigos mais importantes feitos pelos pesquisadores da universidade", recorda. "Quem não tinha nada relevante para mostrar, reclamou." Ele diz que a atual Pró-Reitoria de Pesquisa está no caminho certo ao entregar recursos diretamente aos pesquisadores, com base no impacto da ciência que realizam, em vez de pulverizar o dinheiro de forma igualitária. "A melhor forma de estimular excelência é premiar quem faz um bom trabalho."

A química Ohara Augusto coleciona vários artigos científicos sobre radicais livres que alcançaram excelente impacto nos últimos anos. Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Redoxoma, pondera que há muita pressão hoje por inovação. "Ninguém é contra inovação", afirma. "Mas precisamos melhorar o nível da ciência nacional para ter ideias realmente novas. Até lá, só faremos melhoras incrementais."

Fonte: Jornal o Estado de São Paulo

Em Bonaire, caçar peixes-leões virou atração turística


Caçar peixes-leões virou uma febre em Bonaire nos últimos meses, desde que os primeiros arpões ELF começaram a ser distribuídos pela administração do Parque Nacional Marinho (que cobre todos os ecossistemas costeiros da ilha, até 60 metros de profundidade). Algumas operadoras de turismo já oferecem mergulhos guiados do tipo safári, especificamente para caçar peixes-leões, e vários moradores também mergulham quase que diariamente para isso, praticando uma mistura de serviço ambiental com esporte radical.

Há até um grupo no Facebook, no qual caçadores trocam informações sobre a localização de peixes-leões e as melhores técnicas para caçá-los e cozinhá-los.

John e Cindi Jensen, um casal de americanos aposentados, são os maiores predadores da espécie na ilha, com mais de 800 peixes-leões arpoados desde janeiro de 2010. Eles mergulham regularmente para caçar, de três a quatro vezes por semana, e competem com os amigos para ver quem mata mais peixes-leões.

A motivação principal, segundo eles, é ambiental. "Isso aqui é a nossa casa", afirma John, apontando para o mar de águas transparentes, logo ali ao lado. "Não podemos deixar que o peixe-leão tome conta de tudo." Ao mesmo tempo, não conseguem mascarar a adrenalina que sentem durante as caçadas. "Temos de admitir que é um esporte viciante", afirma Cindi, que já se picou várias vezes manuseando os peixes debaixo d'água, e nem por isso perdeu o entusiasmo pela caça. (O veneno dopeixe-leão não é letal para seres humanos, mas causa dor intensa e inchaço por várias horas se não for tratado rapidamente. O melhor remédio é colocar a área afetada em água quente, o que "quebra" a proteína do veneno.)

Uma vez, Cindi e John arpoaram 69 peixes-leões em um único mergulho, com um casal de amigos. Mas não dizem exatamente onde, para evitar que caçadores menos experientes vão para lá e espantem os peixes que sobraram, ou danifiquem os corais com seus arpões. "Você percebe claramente os peixes que já foram atacados mais de uma vez", afirma Cindi. "Eles ouvem nossa respiração debaixo d'água e se escondem imediatamente." Por isso, diz ela, é importante matar os peixes logo na primeira tentativa, para evitar que eles aprendam a reconhecer os mergulhadores como uma ameaça.

Por enquanto, somente residentes recebem autorização para portar ELFs. Há 220 deles espalhados pela ilha. Cada arpão tem um número de série e o usuário assina um contrato com o Parque Nacional, comprometendo-se a não emprestar a arma para ninguém e não matar nenhuma outra espécie além do peixe-leão (o que seria um crime pela legislação local). A administração do parque, porém, tem planos de autorizar turistas a caçar com ELFs também, desde que façam um cursinho preparatório e mergulhem com um guia de mergulho profissional. "Tenho mais cem ELFs reservados para isso", disse ao Estado o gerente do parque, Ramón de León.

Cindi e John são radicalmente contra isso. Temem que os turistas, sem treinamento adequado, assustarão os peixes-leões, tornando cada vez mais difícil caçá-los. Para León, porém, quanto mais gente caçando debaixo d'água, melhor. "A grande vantagem de Bonaire é que temos mergulhadores o ano todo, em grande número, e eles querem ajudar", diz. "Não podemos deixar a população de peixes-leões aumentar demais, e a única maneira de fazer isso é mergulhando."

A moda de caçar peixes-leões é tão intensa que já incomoda algumas pessoas, como o holandês Niels Bouman, um instrutor de mergulho que mora em Bonaire há vários anos. "Não me agrada a ideia de transformar isso num esporte, de transformar opeixe-leão numa espécie de troféu", diz ele. "Entendo que é necessário caçá-lo, e não sou contra isso, mas temos de respeitar todas as formas de vida marinha, incluindo o peixe-leão. Matar animais não é algo que deveria ser divertido em hipótese alguma."

Já Patrick Holian, outro americano aposentado que adotou Bonaire como residência, não se incomoda. "Desde que estejam matando peixes-leões, não me importo se estão se divertindo com isso ou não", argumenta ele. "Eu odeio esse peixe. Quanto mais matarem, melhor."

Se esse esforço de caça está, de fato, tendo um impacto na multiplicação do peixe-leão na ilha, é prematuro dizer. A impressão geral é que sim. Nos recifes que são mergulhados com mais frequência, e o esforço de caça é maior, a abundância de peixes-leões é tipicamente menor do que nos recifes mais afastados e menos visitados, onde o esforço de caça é menor.

"Não tenho dúvida de que a caça está fazendo a diferença", avalia Jerry Ligon, biólogo e instrutor de mergulho em Bonaire há 17 anos. "Não quero nem imaginar como estariam nossos recifes se não estivéssemos fazendo isso."

Há cinco meses Ligon mergulha regularmente com seu arpão no Recife Bari, em frente à empresa onde trabalha, para tentar mantê-lo livre de peixes-leões. Em todos os mergulhos ele mata alguns. E mesmo assim, no mergulho seguinte, sempre aparecem mais, de algum lugar. Para cada peixe-leão morto, sempre parece haver outro pronto para substituí-lo pouco tempo depois.

Os caçadores, infelizmente, nunca voltam de mãos vazias.

Fonte: Jornal o Estado de São Paulo

Expectativa da construção de Belo Monte fez desmatamento crescer em Altamira


De acordo com dados divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Altamira, no Pará, onde será construída a hidroelétrica de Belo Monte, foi o município que mais desmatou o bioma amazônico no mês de maio. Ambientalistas acreditam que o aumento do desmate se deve a expectativa quanto à construção da usina, que recebeu licença de instalação no começo deste mês.

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), desenvolvido pelo Imazon, que realiza monitoramento via satélite, detectou um crescimento da devastação amazônica de 72% no mês passado em relação a maio de 2010. Em toda a região foram perdidos 165 quilômetros quadrados de floresta.

Altamira desmatou sozinha 22 quilômetros quadrados durante o mês de maio. Segundo Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon, a expectativa da construção de Belo Monte é o fator que melhor explica o dado.

"O desmatamento está concentrado perto da sede, e não em outras regiões do município", afirmou Veríssimo.

Em segundo lugar na lista de desmatadores do mês de maio está Porto Velho, que também abriga uma mega-hidrelétricas (Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira).

Fonte: AMDA

Biólogo captura beleza da vida marinha em águas russas


O biólogo russo Alexander Semenov transformou em livro as imagens que ele e seus colegas produziram durante quatro anos de estudos da vida marinha na Estação Biológica do Mar Branco, centro de pesquisas no noroeste da Rússia.

As imagens de Semenov foram feitas em uma região gélida e inóspita, que passa a metade do ano congelada. Ainda assim, as criaturas marinhas fotografadas por ele são ricas em cores.

Ele relata que algumas das criaturas são comuns em diversos lugares do mundo; outras, porém, foram vistas por alguns poucos especialistas até hoje.

A espécie favorita dele é o molusco Coryphella polaris, uma lesma que vive a 30 metros [de profundidade] no escuro e em águas geladas. "É tão bonito", disse ele ao site TreeHugger.

O livro de Semenov já foi lançado na Rússia e agora está sendo traduzido para o inglês.

Para ver imagens do livro, clique aqui

Fonte: BBC Brasil

Workshop in Bioprocess for Mining Industry and Environment


O Workshop in Bioprocess for Mining Industry and Environment (Jornada Workshop em Bioprocessos para a Mineração e o Meio Ambiente) será realizado entre os dias 13 e 15 de novembro, no Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP).

Nos últimos anos, os processos biológicos aplicados à mineração e à redução da contaminação ambiental experimentaram um grande auge, devido principalmente às vantagens que apresentam quando comparados aos processos físico-químicos tradicionais.

Atualmente, existe uma forte demanda por métodos que não geram efluentes secundários e que possuem um menor custo operacional. O programa científico aborda os aspectos mais importantes da aplicação de bioprocessos na indústria mineira e no meio ambiente. O evento homenageará o biólogo Oswaldo Garcia Junior, professor do IQ-Unesp, especialista no tema, morto em 2010.

Mais informações:

Bolsas TWAS


A Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS) abriu inscrições para bolsas de estudo referentes ao ano acadêmico de 2012. O prazo para as inscrições varia de acordo com o programa. Enquanto alguns se encerram no dia 29 de julho, outros seguem com inscrições abertas até o dia 1º de outubro.

São mais de 280 vagas para pesquisadores interessados em cursar doutorado ou fazer pós-doutorado, além de realizar pesquisa avançada em países em desenvolvimento. Também há oportunidades para visitas de curta duração.

As bolsas são oferecidas em cooperação com agências e organismos nacionais de ciência e tecnologia, universidades e centros de pesquisa. Há oportunidades tanto no Brasil como na China, Índia, Quênia, Malásia, México, Itália, Tailândia e Paquistão.

As áreas contempladas incluem Ciências Naturais, Biotecnologia, Ciências Físicas, Ciências Moleculares, Química, Ciências Biológicas, Farmacologia e Nutrição.

Os critérios de participação variam de acordo com cada país. No entanto, os interessados não podem se candidatar para bolsas de estudos em seu próprio país. Também serão considerados inelegíveis profissionais que já residam no país almejado para estudar.

O limite de idade para os programas de doutorado e pós-doutorado varia de 30 a 40 anos. Para as pesquisas avançadas o limite de idade sobe para 55 anos. Todos os candidatos devem ainda ter relevância científica na área de atuação, além do título de mestre, para os programas de doutorado, e título de doutor, para os programas de pós-doutorado e pesquisa avançada.

Mais informações:

Processo Seletivo UFU – MG (03 vagas para Professor)

O processo seletivo da UFU – Universidade Federal de Uberlândia admitirá Professores Doutores em caráter temporário.

São 03 vagas para as áreas de Morfofisiologia Vegetal; Ecologia; Prática de Ensino de Ciências e Biologia.

A remuneração mensal é de R$4.300,00, acrescido de auxílio-alimentação no valor de R$304,00.

As inscrições devem ser feitas presencialmente entre 05 a 19 de julho de 2011, no Instituto de Biologia, localizado no Bloco 2D, Sala 28 Campus Umuarama.

Mais informaões:

O ICMS Ecológico como uma das formas de pagamento por serviços ambientais (PSA): mercado onde todos ganham


A cada dia vem conquistando mais espaço o entendimento de que os serviços ambientais prestados pela natureza devem ser remunerados. Esse entendimento se baseia na lógica de que a “floresta em pé” vale mais do que a “floresta derrubada”, pois, silenciosamente, ela presta serviços à coletividade.

A ideia básica do PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) é remunerar quem, direta ou indiretamente, preserva o meio ambiente. Isso significa recompensar com dinheiro, ou outros meios, aqueles que ajudam a conservar ou produzir serviços ambientais mediante a adoção de práticas, técnicas e/ou sistemas que privilegiem a manutenção da floresta em pé.

Para que esse novo mercado faça sentido, naturalmente a preservação do meio ambiente deve gerar mais benefícios econômicos do que a sua destruição. É nesse contexto que o ICMS Ecológico surge como uma das formas de Pagamento por Serviços Ambientais.

Por se tratar de um mecanismo fiscal que não mexe no bolso do contribuinte, pois diz respeito ao repasse obrigatório de parte dos valores do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS recolhidos pelos estados, o ICMS Ecológico passa a ser um dos critérios para o repasse desses valores e premia os municípios que possuem, por exemplo, Unidades de Conservação e áreas de mananciais. Em outras palavras, aquele município que preserva suas florestas e conserva sua biodiversidade ganha uma pontuação maior nos critérios de repasse e recebe recursos financeiros a título de compensação pelas áreas destinadas à conservação, e, ao mesmo tempo, um incentivo para a manutenção e criação de novas áreas para a conservação da biodiversidade. Nesse sentido, o ICMS Ecológico é uma forma de Pagamento por Serviços Ambientais pela conservação de biodiversidade.

Em Minas Gerais, a Lei Robin Hood foi criada por iniciativa do governo estadual, com a intenção de atenuar os graves desequilíbrios regionais por meio de uma distribuição socialmente mais justa e que incentivasse o investimento em áreas prioritárias como: educação, saúde, agricultura, patrimônio cultural e preservação do meio ambiente.

A inovação da legislação mineira, em relação às normativas de outros estados existentes à época, foi a adoção dos critérios socioculturais, o que permitiu ao governo estadual trabalhar esse instrumento de modo mais amplo. Com o passar do tempo, a aplicação do mecanismo consolidou-se e os critérios ambientais foram regulamentados para que a variável qualitativa fosse considerada. A perspectiva para o estado é o aperfeiçoamento da técnica de apuração de qualidade para o critério de conservação das áreas, o que deve refletir em nova Deliberação Normativa do Conselho Estadual de Política Ambiental – COPAM e o início da efetivação do mecanismo de repasse dos municípios às RPPNs, como forma de incentivo aos proprietários particulares para a boa gestão de suas áreas e criação de novas UC’s particulares nos respectivos municípios.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Curso teórico-prático de metodologias de amostragem de fauna, análise e apresentação de dados biológicos


A Bicho do Mato Instituto de Pesquisas abre inscrições para o I curso teórico-prático de metodologias de amostragem de fauna, análise e apresentação de dados biológicos.

As aulas serão realizadas no município de Vargem Alegre, Serra da Canastra, no período de 15 a 24 de agosto de 2011.

O curso, com vagas limitadas (20 vagas), tem como público-alvo profissionais da área ambiental que buscam aprimorar seus conhecimentos sobre medotologias de amostragem de fauna, bem como a aplicação de resultados para distintas situações que exigem decisões com base em dados biológicos.

Mais informações:
contato@bichodomato.net.br

Curso de Fundamentos Básicos de Geoprocessamento

A Bicho do Mato Instituto de Pesquisas abre inscrições para o I curso de Fundamentos Básicos de Geoprocessamento aplicado às questões ambientais, utilizando o software ArcGIS.

O curso será realizado na sede da Bicho do Mato Meio Ambiente (Rua Perdigão Malheiros, 222- Coração de Jesus- Belo Horizonte/MG), no período de 11 e 15 de julho de 2011.

O curso, com vagas limitadas (10 vagas), terá como público-alvo biólogos e outros profissionais que atuam na área ambiental que buscam aprimorar seus conhecimentos em geoprocessamento, com aplicações em análise espacial e tratamento das informações espaciais.

Mais informações:
contato@bichodomato.net.br

IV Congresso Mineiro de Apicultura e I Simpósio de Apicultura e Meliponicultura


De 26 a 28 de agosto de 2011, será realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IFSULDEMINAS) - Campus Muzambinho o IV Congresso Mineiro de Apicultura e I Simpósio de Apicultura e Meliponicultura.

No evento, serão abordados temas diversos relacionados à apicultura e à meliponicultura. O objetivo é reunir contribuições teóricas e práticas no manejo destas culturas, estimular o uso de tecnologias corretas e novas relacionadas à atividade, divulgar a produção científica do setor e promover estudos interdisciplinares e oficinas voltados para a atualização e o aperfeiçoamento no manejo de abelhas.

O programa consiste em minicursos, palestras, debates, painéis, oficinas e mesas-redondas, além de trabalhos científicos apresentados na forma de painel.

Os resumos dos trabalhos deverão ser enviados até o dia 10 de julho de 2011.

Mais informações:

Processo Seletivo UDESC (02 vagas para Professor)

A Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC) abriu processo seletivo para o preenchimento de vagas abertas temporariamente.

Biólogos podem concorrer para a área de Microbiologia dos Solos e Bioquímica.

O vencimento será definido de acordo com a titulação e jornada de trabalho do contratado.

As inscrições ficam abertas de 20 a 30 de junho de 2011 e são recebidas nas unidades da UDESC descritas no item 3.3 do edital oficial.

Para mais informações, clique aqui

Parceria verde


As possibilidades de cooperação entre brasileiros e britânicos em atividades de pesquisa e negócios relacionados à construção de sociedades sustentáveis foram o tema central do Seminário Reino Unido e Brasil: Parceria para Desenvolver Negócios Verdes, realizado nesta terça-feira (21/6), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

O evento teve a participação do governador Geraldo Alckmin, do vice- primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, do presidente da FAPESP, Celso Lafer, e de outras autoridades e empresários dos dois países.

O objetivo da visita de Clegg ao Brasil é encontrar representantes do governo e do setor privado para discutir a cooperação entre Reino Unido e Brasil nos setores de ciência, tecnologia e ensino superior.

A programação do evento também incluiu uma reunião de trabalho, organizada pela FAPESP e pelo Consulado Britânico com o objetivo de discutir a cooperação entre Brasil e Reino Unido na área científica e anunciar uma chamada de propostas de pesquisa com foco no setor de segurança alimentar, bioenergia e biotecnologia industrial.

A reunião teve a participação do diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, do ministro do Ensino Superior e Ciência do Reino Unido, David Willetts, e do vice-reitor da Universidade de Exeter, Steve Smith.

De acordo com Alckmin, o Brasil – e em particular o Estado de São Paulo – é uma referência na área de economia verde, por possuir imensos recursos ambientais e uma matriz energética essencialmente limpa, graças ao uso da hidreletricidade e potencial eólico, além de ser o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar, usado como biocombustível em grande escala.

“São Paulo quer juntar forças com aqueles que têm a intenção de trabalhar por uma economia mais verde. E nessa área temos uma colaboração histórica com o Reino Unido. Estamos aqui para promover acordos que tragam objetividade à aliança entre a o desenvolvimento e a melhora da qualidade ambiental de São Paulo, com empregos, investimentos e indústrias mais verdes”, disse.

Clegg destacou que as parcerias entre Brasil e Reino Unido remontam ao século 19 e que agora é o momento de direcionar essa parceria para a construção do modelo de economia verde do século 21. Segundo ele, a visita é um passo concreto na renovação de laços com a América Latina.

“Há uma grande diversidade de relações e uma imensa complementaridade entre o Brasil e o Reino Unido. O Brasil possui vastos recursos naturais, tem uma matriz energética limpa, gera cada vez mais conhecimento científico e tem se tornado mais importante para a produção global. Enquanto isso, o Reino Unido tem uma tradição científica de excelência, um setor financeiro muito inovativo e investimentos cada vez maiores em energia sustentável”, disse.

Lafer apresentou detalhes da história e da missão da FAPESP e comentou os grandes programas da Fundação que têm relação direta com a construção da economia verde: o Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), o Programa Biota-FAPESP e o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

“O PFPMCG investiga os processos críticos envolvidos com as mudanças climáticas e procura orientar políticas públicas efetivas para redução e mitigação de emissões de gases de efeito estufa. As pesquisas feitas pelo BIOTA-FAPESP, desde 1999, resultaram em um mapeamento sem precedentes da biodiversidade paulista, com grande impacto nas políticas públicas de conservação. Além disso, o programa formou mais de 150 mestres e 90 doutores, produzindo 130 projetos de pesquisa. O BIOEN contribui para o avanço do conhecimento na área de biocombustíveis, que é fundamental para o crescimento econômico sustentável”, destacou.

Willetts demonstrou interesse no aprofundamento da colaboração entre o Brasil e o Reino Unido, especialmente em áreas como o ensino superior. "O Brasil é um grande gerador de conhecimento científico e é cada vez mais importante para a produção global. O Reino Unido tem uma relação tecnológica importante com o Brasil e somos os segundos maiores parceiros em ciência", disse.

Brito Cruz afirmou que a busca de um maior impacto mundial para o conhecimento criado no Brasil é um dos mais importantes desafios da ciência nacional nesta década.

“A produção de ciência de maior qualidade requer a colaboração entre os cientistas mais capazes e por isso, em muitos casos, é importante ultrapassar as fronteiras nacionais”, disse.

Luciano Almeida, presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe SP), afirmou que a agência tem potencial de investimentos de US$ 22 bilhões e investe em diversos projetos ligados à busca da sustentabilidade econômica e ambiental.

“O Estado de São Paulo possui diversas oportunidades de investimento em economia verde. Já temos diversas parcerias com órgão e entidade do Reino Unido e esperamos ampliar esse contato com as empresas britânicas”, disse.

O seminário contou ainda com exposições de empresas e universidades que têm contribuições importantes em áreas ligadas à economia verde no Brasil e do Reino.

Participaram da exposição George Gillespie, presidente da empresa britânica Mira, James Pessoa, presidente da Vale Soluções em Energia, Américo de Oliveira Sampaio, superintendente de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Sabesp, Margarida de Ordaz Caldeira, diretora-geral da Brodway Malyan, Mark Spearing, vice-reitor da Universidade Southampton, e Glaucia Mendes de Souza, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo e membro da coordenação do BIOEN-FAPESP.

No mesmo dia, a FAPESP e o Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), um dos Conselhos de Pesquisa do Reino Unido, lançaram chamada de propostas .

O objetivo da chamada é apoiar o desenvolvimento de parcerias entre grupos de pesquisa do Estado de São Paulo, financiados pela FAPESP, e grupos de pesquisa patrocinados pelo BBSRC no Reino Unido.

Fonte: Agência FAPESP

terça-feira, 21 de junho de 2011

Paraplégico mexe pernas após terapia com células-tronco


Um paraplégico de 47 anos voltou a ter sensibilidade nas pernas e nos pés e a movimentar os membros inferiores após ser submetido a tratamento experimental à base de células-tronco, na Bahia.

Desenvolvido por cientistas do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael, em Salvador, e da Fiocruz, o tratamento consiste na retirada de células-tronco adultas do osso da bacia e no reimplante no local da lesão.

O primeiro paciente, um policial militar de Salvador cuja identidade foi preservada, ficou paraplégico há nove anos, após uma queda que traumatizou a coluna na região lombar.

Seis semanas após a implantação de células-tronco adultas no local da lesão, o paciente já voltou a sentir as pernas e os pés.

Ele iniciou fisioterapia para fortalecer os músculos que ficaram muito atrofiados após o longo período de inatividade.

A bióloga Milena Soares, que participa do projeto, é cautelosa ao prever se o paciente voltará a andar um dia.

Segundo ela, isso vai depender, sobretudo, da fisioterapia. "Ele já consegue fazer alguns movimentos com a perna, e os resultados já mostram avanços muito significativos para a qualidade de vida do paciente", diz.

Os pesquisadores afirmam que houve um aumento do controle da bexiga e do esfíncter. Com isso, o paciente ficará livre de cateterismos diários feitos para retirar urina.

"Houve uma resposta muito boa no pós-operatório. Quatro dias depois [da cirurgia], o paciente já demonstrou melhora", diz Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião que integra o grupo.

Nessa fase experimental, que visa atestar a segurança do procedimento, a técnica será aplicada em 20 voluntários. Dois deles receberam as células anteontem e ontem. O próximo fará o procedimento na semana que vem.

Segundo Mendonça, características do pós-operatório verificadas no primeiro paciente, como ausência de dores neuropáticas (característica de lesões neurológicas), se repetiram nos outros dois pacientes.

Fonte: Folha Online

Processo Seletivo IFRO (01 vaga para Professor)

O Instituto Federal de Rondônia (IFRO) abriu processo seletivo visando a admissão de profissionais para cargos de professor temporário.

As vagas são para os campus de Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena do IFRO.

Os interessados devem se inscrever através de www.ifro.edu.br, entre os dias 20 e 24 de junho de 2011.

O cargo professor de Biologia tem 03 meses como prazo de contrato.

A remuneração varia conforme a titulação do professor (R$2.434,33 a R$3.982,74).

Para mais informações, clique aqui

III Curso de Identificação em Campo das Famílias Botânicas da Mata Atlântica Aplicado à Restauração Ambiental


PERÍODO
13 e 14 de agosto de 2011

REALIZAÇÃO
Viveiro Maria Tereza

LOCAL DO CURSO
Juquitiba / SP (60 km de São Paulo)

INSCRIÇÕES ATÉ
20 de julho ou até encerrarem as vagas

CARGA HORÁRIA
20h

MAIS INFORMAÇÕES
nest_usp@yahoo.com.br (com o Assunto: III Curso de Identificação Voltado à Restauração Ambiental)
Twitter: @brasilbioma
Facebook: Brasil Bioma

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Curso de Estatística Aplicada Utilizando o R


Para os pesquisadores, a ferramenta estatística é indispensável para a análise dos resultados de suas pesquisas por ser o único meio fidedigno capaz de inferir sobre o objeto de estudo.

O curso de Estatística Aplicada Utilizando o R surgiu o propósito de capacitar os pesquisadores e técnicos a realizar suas próprias análises estatísticas em um software gratuito.

As aulas serão realizadas de 11 a 22 de julho de 2011, de segunda a sexta, de 18h às 22h, na sede da empresa que organiza o curso: ABG Consultoria Estatística (Av. Raja Gabáglia, 1492 - Sala 302 - Bairro Gutierrez - Belo Horizonte/MG).

Biólogos registrados no CRBio04 possuem desconto.

Mais informações:

Curso Estruturação e Apresentação de Dados Utilizando o Excel


O curso Estruturação e Apresentação de Dados Utilizando o Excel surgiu da necessidade das pessoas em saber como organizar seus dados para realizar uma boa análise descritiva.

A disposição dos dados e sua organização em variáveis é fundamental para que se possa retirar as informações de maneira eficiente.

Apresentando as principais características dos software e capacitando o aluno participante a dominar os “pontos chave” do Excel para se realizar uma análise descritiva, se destinando tanto à usuários iniciantes quanto àqueles que já o utilizam.

As aulas serão oferecidas na ABG Consultoria Estatística (empresa que promove o curso): Av. Raja Gabáglia, 1492 - Sala 302 - Bairro Gutierrez - Belo Horizonte/MG.

O curso será realizado de 22 de agosto a 1º de setembro de 2011, 2ª, 4ª e 5, de 19h às 22h.

Biólogos registrados no CRBio04 possuem desconto.

Mais informações:

FAPEMIG e CEMIG lançam edital destinado a pesquisas do setor elétrico


A Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) lançaram o edital 11/2011, que vai destinar R$ 30 milhões a pesquisas relacionadas ao setor elétrico.

O valor será destinado a pesquisas em desenvolvimento científico, tecnológico e inovação em áreas como meio ambiente, fontes alternativas de energia, planejamento elétrico e energético, operação e manutenção de sistemas elétricos, supervisão e controle de automação.

O edital recebe propostas até 12 de agosto, por meio da plataforma eletrônica AgilFap (www.fapemig.br/agilfap).

As empresas interessadas em apresentar propostas também podem estabelecer parceria com uma Instituição Científica e Tecnológica (CIT).

Mais informações:

Workshop sobre Gestão de Bacias Hidrográficas


Nos dias 11 e 12 de agosto de 2011 será realizado na UFMG o Workshop sobre Gestão de Bacias Hidrográficas, com o objetivo de discutir bases teóricas, políticas públicas e ações transdisciplinares em bacias hidrográficas.

Este evento é resultado de uma iniciativa conjunta do Programa de pós-graduação em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre da UFMG e do Projeto Manuelzão/UFMG, e tem o apoio do Programa de pós-graduação em Ecologia da UFLA, AGB Peixe Vivo, CBH Rio das Velhas, SECTES-MG, CNPq, FAPEMIG e CAPES.

As inscrições serão realizadas através do site da Fundep/UFMG (http://www.cursoseeventos.ufmg.br/CAE/).

Mais informações:

Curso Ecologia e Conservação da Mata Atlântica


O curso “Ecologia e Conservação da Mata Atlântica” é um curso de campo oferecido durante a Expedição Mata Atlântica. Ele acontecerá de 21 a 31 de julho de 2011.

São onze dias viajando por Unidades de Conservação e outras áreas naturais protegidas particulares, municipais, estaduais e federais, além de instituições de pesquisas do Paraná. Além de visitas técnicas, são ministradas aulas e palestras, além de muito bate papo e discussão sobre ecologia e conservação.

As atividades são coordenadas pelo Prof. Geraldo Majela Moraes Salvio, professor de Ecologia e Biologia da Conservação do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais – Campus Barbacena, e conta com a participação de outros professores convidados e destina-se a qualquer pessoa interessada no assunto, independente de formação ou origem. São oferecidas 20 vagas para brasileiros e estrangeiros, interessados em conhecer melhor a Mata Atlântica e questões relacionadas à sua conservação, inclusive sobre o planejamento e o manejo de áreas naturais protegidas. Também são abordados temas relacionados à história, cultura, populações tradicionais, turismo de base comunitária e sustentabilidade.

O curso é uma promoção do Grupo Brasil Verde, da Fundação Diaulas Abreu, do IF Sudeste MG – Campus Barbacena, do Grupo de Pesquisas em Planejamento e Gestão de Áreas Naturais Protegidas e do IF Sudeste MG – Campus Barbacena.

Mais informações:
andersonpedrosa@grupobrasilverde.org
gbv@grupobrasilverde.org
centrodecapacitacao@grupobrasilverde.org
geraldo.majela@ifsudestemg.edu.br

I Workshop de Modelos Preditivos de Distribuição de Espécies


O I Workshop de Modelos Preditivos de Distribuição de Espécies: Aplicações, Desafios e Perspectivas acontecerá nos dias 29 e 30 de agosto de 2011, em Belo Horizonte, no campus Pampulha da UFMG.

O evento contará com palestras, mesas-redondas e apresentações orais.

05 de agosto é a data-limite para envio de resumos e inscrições com desconto.

Mais informações:

Cetebio inicia oferta de tecidos em setembro


A implantação do primeiro banco de tecidos biológicos da América Latina reuniu representantes do setor de saúde e deputados estaduais em audiência pública com os pesquisadores do Centro de Tecidos Biológicos (Cetebio). Foram apresentadas informações sobre o processo de validação técnica e metodológica para sua implantação no estado. A audiência da Comissão de Saúde aconteceu na manhã de quarta-feira (15), na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

A deputada estadual Luzia Ferreira (PPS), que é autora do requerimento de solicitação da audiência, destaca que esta é uma oportunidade de conhecer os processos de validação técnica e metodológica para a implantação do Centro. “É de extrema relevância para o estado e o país a implantação do Cetebio e esta audiência vem dar visibilidade e apresentar à sociedade o quão ela será beneficiada por este empreendimento”, explica.

Luzia Ferreira destacou, ainda, a importância do centro para a saúde pública do estado e o seu pioneirismo no Brasil, por reunir vários tecidos diferentes. “O Cetebio vai preencher uma lacuna”, considerou a deputada.

A grande novidade revelada na audiência publica é que, a partir de setembro de 2011, o Cetebio deve começa a oferecer, através do Sistema Único de Saúde (SUS), peles para as vítimas de queimaduras. A informação foi trazida pela assessora de Projetos Internacionais e pesquisadora do Hemominas, Anna Bárbara de Freitas Carneiro Proietti. Ela explicou que, enquanto a sede do Cetebio está sendo construída em Lagoa Santa (Região Central), os pesquisadores já estão desenvolvendo paralelamente bancos pilotos para disponibilizar os tecidos para a população.

Serão criados bancos de sangue raros, de sangue de cordão umbilical e placentas, de medula óssea, de pele, de tecidos musculoesqueléticos e de válvulas cardíacas. Segundo Anna Bárbara de Freitas, o Cetebio, que faz parte da estrutura do Hemominas, será o maior centro público integrado de tecidos biológicos da América Latina. “Em relação ao banco do cordão umbilical, nós fazemos parte da rede mundial, que reúne os bancos de vários países, aumentando as possibilidades de tratamento dos pacientes”, explicou.

Segundo a doutora Anna Bárbara os tecidos serão utilizados a partir de demandas de médicos e serão disponibilizados na rede de hospitais do SUS. “O funcionamento será semelhante ao que acontece com o banco de sangue hoje. Os médicos verificam a necessidade e fazem o pedido”, explicou. Em relação à coleta, ela também será feita dentro dos hospitais parceiros da rede do SUS, de acordo com as determinações da Coordenação Estadual do Sistema Nacional de Transplantes.

A pesquisadora destacou que ainda existe um grande leque de pesquisas na área de implante de tecidos. “Nós acreditamos que centros como o Cetebio devem investir em pesquisas para ampliar a utilização e o alcance dos tecidos”, considerou. Ela explicou que já está previsto que o Cetebio, além de cuidar dos bancos, irá desenvolver pesquisas na área. Outra questão destacada por Anna Bárbara de Freitas é de que os doadores serão mais aproveitados já que, além dos órgãos, será possível também colher tecidos.

O centro irá oferecer para a população usuária do SUS hemácias fenotipadas raras, células-tronco hematopoiéticas, pele alógena, peças ósseas, tecidos musculares e válvulas cardíacas. Os tecidos poderão ser usados na recuperação e tratamento de pacientes com doenças como leucemia e anemia, queimaduras de alto grau, doenças degenerativas e cardiovasculares, vítimas de politraumatismo, entre outros.

Em relação ao banco de pele, a bióloga e pesquisadora da Hemominas, Flávia Marques de Mello, explicou que o único banco do Brasil se localiza em Porto Alegre. Assim, de acordo com ela, todas as peles utilizadas hoje no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, são trazidas da capital gaúcha. “O novo banco de pele irá reduzir os custos para a saúde pública de Minas Gerais”, esclareceu.

Durante a audiência a Comissão de Saúde propôs um requerimento para ser encaminhado à Anvisa solicitando rapidez na compra do equipamento ACP215 primordial para a conservação dos tecidos.

Fonte: Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Homem evolui 1/3 mais lentamente do que se pensava, diz estudo


Os seres humanos podem estar evoluindo um terço mais lentamente do que se pensava. Essa é a conclusão de um estudo sobre mudanças genéticas feito com duas gerações de famílias.

O código genético compreende cerca de 6 bilhões de nucleotídeos ou blocos de construção de DNA, sendo a metade herdada do pai e a outra metade, da mãe.

Até agora, a teoria convencional entre os cientistas era de que os pais contribuíam, cada um, com cem a 200 mudanças nestes nucleotídeos.

O novo estudo, porém, aponta para a ocorrência de muito menos mudanças. Cada pai contribuiria com 30, em média.

"A princípio, a evolução acontece um terço mais lentamente do que se pensava anteriormente", disse Philip Awadalla, da Universidade de Montreal (Canadá), que conduziu o estudo realizado pelo grupo CARTaGENE.

A descoberta se deu a partir de uma análise detalhada dos genomas de duas famílias, cada uma composta de mãe, pai e filhos.

O estudo abre novas perspectivas na área, apesar de o tamanho de sua amostra ser muito pequeno.

Se confirmado em maior escala, repercutirá na cronologia evolutiva e mudará a forma como calculamos o número de gerações que separam o Homo sapiens de um antepassado primata, ancestral comum dos símios.

O estudo também mudará o pensamento sobre se as mudanças de DNA são mais propensas de serem transmitidas pelo pai ou pela mãe.

A ideia geral é que as alterações de DNA --conhecidas em termos científicos como mutações-- são mais provavelmente transmitidas pelo homem.

Isto porque as mutações acontecem durante a divisão celular ou replicação de DNA e, portanto, são muito mais possíveis de ocorrer no esperma, que contém milhões de espermatozóides, do que nos óvulos.

Em uma das famílias, 92% das mudanças derivaram do pai. Mas na outra família, apenas 36% das mutações vieram do lado paterno.

"A taxa de mutação é extremamente variável de indivíduo para indivíduo ou (...) algumas pessoas têm mecanismos que reduzem a probabilidade de mutações", concluiu Awadalla.

Esta variabilidade poderia levar a reconsiderar a previsão de riscos de doenças hereditárias, causadas por genes defeituosos, transmitidos por um ou ambos os pais.

Segundo os cientistas, alguns indivíduos podem ter uma doença genética mal diagnosticada se tiverem uma taxa de mutação natural maior do que a taxa de referência.

Fonte: FRANCE PRESS

Cientistas programam geneticamente célula para emitir luz laser


Cientistas americanos induziram uma célula a produzir luz laser, diz artigo publicado na revista científica "Nature Photonics".

A técnica se baseia em uma célula programada geneticamente para produzir uma proteína --encontrada naturalmente em uma espécie de água-viva-- capaz de emitir luz.

Quando a célula é iluminada com uma tênue luz azul, passa a emitir luz laser verde direcionada.

O trabalho pode ter aplicações na geração de imagens microscópicas de qualidade superior e também em tratamentos médicos que utilizam luzes.

A luz laser se diferencia da luz normal porque tem um espectro mais reduzido de cores, como ondas de luz que oscilam juntas, em sincronia.

As formas mais modernas de laser utilizam materiais sólidos construídos cuidadosamente para produzir lasers usados em diversos aparelhos eletrônicos, entre eles, escaneadores de supermercados, tocadores de DVDs e robôs industriais.

AVANÇO

O trabalho dos cientistas Malte Gather e Seok Hyun Yun, do Wellman Center for Photomedicine do Hosptial Geral de Massachusetts (EUA), estabelece um precedente importante: esta é a primeira vez que um organismo vivo produz luz laser.

A dupla usou uma proteína verde fluorescente (Green Fluorescent Protein, ou GFP, na sigla em inglês) como um meio de ganho, para a amplificação da luz.

Objeto de muitos estudos, a molécula GFP --encontrada originariamente em uma espécie de água-viva-- revolucionou a biologia ao agir como uma "lanterna" que pode iluminar sistemas vivos.

Gather e Yun programaram células do rim humano para produzir GFP.

BANHADAS EM LUZ

As células foram colocadas, uma de cada vez, entre dois minúsculos espelhos com 20 milionésimos de um metro de comprimento.

Os espelhos funcionaram como uma "cavidade laser" na qual raios de luz foram refletidos múltiplas vezes, banhando a célula.

Quando a célula foi exposta à luz azul, passou a emitir luz verde que, quando direcionada pelos espelhos, gerou o raio laser.

As células continuaram vivas durante e depois do experimento.

Em uma entrevista que acompanha o artigo na "Nature Photonics", os cientistas observaram que o sistema vivo é "autorregenerativo". Ou seja, se as proteínas que emitem luz são destruídas no processo, a célula simplesmente produz mais proteínas.

"Em terapias baseadas em luz, diagnóstico e geração de imagens, as pessoas procuram formas de transportar luz emitida por uma fonte externa de laser para um ponto profundo no interior do tecido."

"Agora, podemos abordar o problema de outra forma: amplificando a luz no (próprio) tecido."

Fonte: BBC Brasil