quinta-feira, 31 de março de 2011

Processo Seletivo Professor IFRS (01 vaga para Biólogos)

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) que visa admitir docente por tempo determinado para as disciplinas de Biologia geral, Zoologia, Ecologia e Meio ambiente.

O admitido ao IFRS cumprirá 40 horas semanais e terá remuneração correspondente ao valor da classe de Professor Substituto.

Os requisitos são os seguintes: Graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas com, no mínimo, Curso de Pós‑Graduação Lato Sensu na área Ambiental ou Zoologia.

Os interessados devem comparecer no Campus Sertão do Instituto Federal – RS entre os dias 30 de março e 08 de abril de 2011. O atendimento aos candidatos será das 8h às 12h e das 14h às 17h e os telefones para contato são (54) 3345-8007 ou 3345-8002.

Para mais informações, clique aqui

Curso de Capacitação em Consultoria Ambiental em BH


A GS Educacional irá realizar o curso de Capacitação em Consultoria Ambiental.

As aulas começarão em Belo Horizonte no dia 07 de maio de 2011, aos sábados, quinzenalmente, de 8h às 12 h e 13h às 17h.

Biólogos registrados no CRBio04 terão desconto no curso.

Mais informações pelo e-mail contato@gseducacionalbh.com.br, pelo telefone (31) 3327-7779 e pelo site www.gseducacionalbh.com.br

Vaga na área de Bioinformática em BH


O CEBio - Centro de Excelência em Bioinformática irá contratar profissional para a área de Bioinformática. O local de atuação é em Belo Horizonte (MG).

É necessário que o candidato tenha bom conhecimento de Biologia Molecular e domine pelo menos uma linguagem de programação (Perl, Java, C, ou C++).

Um treinamento complementar será oferecido, caso seja necessário.

O profissional irá tuar em diferentes áreas da genômica, metagenômica, genômica funcional, metabolômica e bioinformática e irá interagir com grupos de várias instituições de MG, do Brasil e do exterior.

A bolsa é no valor de R$3.169,37 e sua duração vai até junho de 2013.

Os currículos devem ser enviados até o dia 08 de abril, para o e-mail: cebio@cebio.org

Banco de Currículos / CRBioDigital


Biólogos registrados no Conselho Regional de Biologia - 4ª Região contam agora com mais uma ferramenta da internet para divulgar seus trabalhos: o CRBioDigital.

O espaço virtual, que funciona como uma rede social, possibilita aos profissionais criarem suas páginas pessoais inserindo currículo, serviços, portfólios, fotos e artigos. É possível também a interação com os demais profissionais integrantes da rede, por meio de fóruns e mensagens eletrônicas.

O CRBioDigital já está sendo utilizado por profissionais registrados nos Conselhos Regionais de Biologia da 1ª, 2ª e 3ª Região.

O cadastro não terá custos para os profissionais, que deverão realizar as atualizações das informações, e se responsabilizar civil e criminalmente pelo conteúdo divulgado.

Somente poderão integrar o catálogo profissionais em dia com o Conselho e cadastrados no CRBio04 Online.

Os Biólogos deverão atualizar as informações periodicamente, já que o CRBioDigital poderá ser acessado por qualquer pessoa e não só por aqueles que estivem cadastrados.

Após a criação da homepage do profissional, os dados são incluídos no catálogo virtual e já podem ser consultados por visitantes do site. A busca pelo currículo ou trabalho dos profissionais deve ser efetuada com o uso de filtros de pesquisa, como nome, área de atuação, tipo de trabalho ou palavra-chave que conste em algum dos textos produzidos pelo autor (artigos, cases ou notícias).

O cadastro deverá ser feito pelo site do CRBio04 (www.crbio04.gov.br), link "Banco de Currículos/CRBioDgital" - menu direito vertical.

O CRBioDigital vai ao encontro de uma das sugestões de ações enviadas pelos Biólogos em 2010, que seria a criação de um Banco de Currículos. Empregadores, prestadores de serviços, empresas e instituições conveniados com o CRBio04 poderão utilizar o CRBioDigital como ferramenta de busca para procurar profissionais com perfis adequados para vagas em aberto.

Grã-Bretanha: a nova arca de Noé?


De acordo com matéria publicada pelo jornal The Independent, uma nova pesquisa aponta que as ilhas britânicas poderiam se tornar uma vasta arca dedicada à biodiversidade - ou ARC, sigla em ingês para área de colonização assistida regional. São locais onde espécies da flora e da fauna ameaçadas pelas mudanças climáticas podem iniciar uma nova vida.

O lince ibérico, a águia imperial espanhola, borboleta de anelzinho de Prunner e outras estão entre as espécies potencialmente cotadas para se mudar para a Grã-Bretanha em regime de urgência. Segundo os pesquisadores, as ilhas estão idealmente posicionadas para se tornar um ARC.

"Há urgência nessas ações e precisamos desenvolver uma longa "lista de compras" das espécies que poderiam ser transferidas para lá, monitorando-as para que ações sejam tomadas quando necessário. Esse tipo de deslocamento á a única opção realista de onservação para espécies que não têm como escapar das ameaças climáticas", afirma o biólogo Chris Thomas, da Univerisdade de York.

Segundo a matéria, tais deslocamentos foram realizados em pequena escala, por razões de conservação, e muitas foram bem sucedidas. Cientistas da Nova Zelândia e Austrália, países que perderam boa parte de sua biodiversidade devido à introdução de espécies exóticas - têm desenvolvido uma estratégia exitosa de criação de espécies ameaçadas de extinção em ilhas onde os predadores, como os ratos, não estão presentes.

"A Inglaterra contém poucas espécies nativas, tem a sua vegetação fortemente modificada pelo homem e parece quase imune à extinção por espécies introduzidas; portanto, representa um destino ideal para as espécies deslocadas pela mudança climática.'', acrescenta Thomas.

Fonte: Estadão

Mestrado e Doutorado Ecologia UFV


Estão abertas as inscrições para o Programa de Pós-graduação em Ecologia da Universidade Federal de Viçosa (Mestrado e Doutorado).

A seleção para o ingresso de estudantes consiste em uma prova escrita (de caráter eliminatório) e da avaliação de currículos.

Para os estudantes de Doutorado será feita ainda uma arguição oral.

As inscrições devem ser feitas presencialmente ou por correio durante todo o mês de abril.

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Prêmio Marcos Luiz dos Mares Guia de Pesquisa Básica


O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e com o apoio da FAPEMIG, promove o Prêmio de Marcos Luiz dos Mares Guia de Pesquisa Básica.

As inscrições deverão ser feitas entre os dias 1º de abril e 08 de julho de 2011, das 9h às 17h, na Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes-MG).

O Prêmio este ano será dado a Unidades de Pesquisa de Universidades, Institutos de Pesquisa e Empresas sediadas em Minas Gerais, que tenham se distinguido no desenvolvimento de estudos e pesquisas básicas. Além disso, as instituições devem ter contribuído, de forma significativa, para o avanço do conhecimento científico e devem apresentar potencial para subsidiar o desenvolvimento de soluções, produtos ou processos para problemas da humanidade.

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II Simpósio da Biodiversidade


A Universidade Federal de Viçosa - UFV irá promover em Rio Paranaíba (MG), de 17 a 20 de maio de 2011, no auditório do Parque de Exposições, o II Simpósio da Biodiversidade.

O evento contará com apresentação de trabalhos, concurso de fotografias, palestras e mesas-redondas.

As inscrições poderão ser realizadas até o dia 10 de abril.

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Potências científicas emergentes


A ciência dos países em desenvolvimento é destaque no relatório Knowledge, Networks and Nations: Global scientific collaboration in the 21st century, produzido pela Royal Society, a academia de ciências do Reino Unido, e divulgado no dia 28.

De acordo com o documento, Brasil, China, Índia e Coreia do Sul estão “emergindo como atores principais no mundo científico para rivalizar com as superpotências tradicionais” – Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão.

Na China, o investimento em pesquisa e desenvolvimento tem crescido a uma média de 20% ao ano desde 1999, chegando aos US$ 100 bilhões (ou 1,44% do PIB) em 2007. E o país pretende investir ainda mais, alcançando um investimento no setor de 2,5% do PIB até 2020.

“O crescimento da China é sem dúvida o mais impressionante, mas Brasil, Índia e Coreia do Sul estão rapidamente no mesmo caminho e (com base na simples extrapolação de tendências existentes) poderão ultrapassar a produção [científica] da França e do Japão no início da próxima década”, disse o relatório.

“O Brasil, na linha de sua aspiração de se tornar uma ‘economia do conhecimento natural’, com base em seus recursos naturais e ambientais, está trabalhando para aumentar o investimento em pesquisa de 1,4% do PIB, em 2007, para 2,5%, em 2022”, apontou o relatório – segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o país aplicou 1,1% do PIB em ciência em 2007.

O documento também identifica outros países que estão se destacando no cenário internacional, ainda que não tenham uma sólida base no setor, como Cingapura, Irã, Tunísia e Turquia.

Colaboração internacional

A publicação também enfatiza a crescente importância da colaboração internacional na condução e no impacto da ciência global e sua capacidade para resolver desafios globais, tais como segurança energética, mudanças climáticas e perda de biodiversidade.

O relatório concluiu que a ciência está se tornando cada vez mais global, com pesquisas cada vez mais extensas e conduzidas em mais locais. A colaboração tem crescido rapidamente e atualmente 35% dos artigos publicados em periódicos internacionais resultam da cooperação entre pesquisadores e grupos de pesquisa. Há 15 anos, o total era de 25%.

Língua da pesquisa

O relatório ressalva que, embora o inglês seja a “língua franca” da pesquisa, há ainda barreiras linguísticas importantes para a ciência mundial. No Brasil e na América Latina, por exemplo, há dificuldade em avaliar o impacto da pesquisa produzida no país e na região, uma vez que a maioria dos artigos é publicada em português ou espanhol e não é capturada pelas métricas globais.

As barreiras impostas pelas diferentes línguas ajudam a fazer com que a colaboração entre os países em desenvolvimento ainda seja mínima.

O relatório Knowledge, Networks and Nations: Global scientific collaboration in the 21st century está disponível em:

Fonte: Agência FAPESP

Mestrado na Alemanha


O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) abriu inscrições para a seleção de bolsistas para o Programa de Pós-Graduação em Temas com Relevância para Países em Desenvolvimento 2012-2014.

As inscrições poderão ser feitas no escritório do DAAD no Rio de Janeiro até o dia 31 de julho, ou podem ser enviadas para o DAAD em Bonn (Alemanha) até o dia 31 de agosto. Caso a documentação seja enviada diretamente para as universidades, a data-limite é o dia 15 de outubro.

O programa oferece, nesta edição, 43 cursos de mestrado em diferentes áreas: Water Resources and Environmental Management; Renewable Energy; Tropical and International Forestry; International Studies in Aquatic Tropical Ecology.

Na última seleção, dos 40 brasileiros que se candidataram, nove foram contemplados com bolsas de estudos.

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14ª Reunião Latino-Americana de Fisiologia Vegetal e 13º Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal


Com o tema “Mudanças Climáticas Globais: Do gene à planta”, a 14ª Reunião Latino-Americana de Fisiologia Vegetal e o 13º Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal serão realizados entre o dia 19 e 22 de setembro, em Búzios (RJ).

Os eventos serão promovidos pela Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal. O Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal é bienal, enquanto a Reunião Latino-Americana ocorre com intervalo de três anos alternando a sua ocorrência coincidindo com a reunião brasileira e a argentina.

Os encontros têm o objetivo de promover a apresentação, a discussão e a divulgação de trabalhos nas diversas áreas com aderência à área da fisiologia vegetal. Os organizadores pretendem também que a organização dessas reuniões estimule a integração dos profissionais que atuam na área.

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terça-feira, 29 de março de 2011

ICB integra rede que vai restaurar vegetação na cadeia do Espinhaço


Até recentemente, segundo o professor Geraldo Wilson Fernandes, do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, a cultura de recuperação de ambientes degradados era baseada na utilização de espécies exóticas, de baixo valor ecológico, que pouco ou nada interagem com o ambiente nativo. Hoje, se trabalha com o conceito de ecoeficiência aplicado à recuperação da biodiversidade. E esse é o princípio de pesquisa que acaba de ser iniciada e pretende aumentar o conhecimento sobre espécies nativas que serão propagadas nos campos rupestres da cadeia do Espinhaço.

A pesquisa Diversidade Florística e Padrões Sazonais dos Campos Rupestres e Cerrado integra a rede Restaurar, que conta com financiamento (R$ 1,35 milhão) das fundações de amparo à pesquisa de São Paulo, Minas Gerais e Pará, além da Vale S.A. Em Minas Gerais, o trabalho, que teve início este mês, é coordenado pelo professor Geraldo Fernandes, que será auxiliado, além de pesquisadores da UFMG, por equipes das universidades federais de Lavras e Viçosa, e da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). A pesquisa conta ainda com a participação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro.

“O desafio é grande porque essas regiões, de campos rupestres, quartzíticos e ferruginosos, têm solo pobre. E as tentativas feitas até agora utilizaram espécies inadequadas”, explica Geraldo Wilson Fernandes.

Os campos rupestres estão em solos rasos e pobres em nutrientes, com alta concentração de alumínio e relevo movimentado. Como destaca ainda matéria recente da Agência Fapesp, a vegetação tem grande riqueza de flora, estimada em mais de quatro mil espécies, várias delas endêmicas, ou seja, que só aparecem naquelas regiões. Os campos rupestres dificilmente conseguem se regenerar de forma espontânea. Até 2015, os pesquisadores das instituições de Minas Gerais e de São Paulo vão gerar novas informações informações sobre a região da Serra do Cipó, na cadeia do Espinhaço.

Vertentes

O trabalho que será desenvolvido no Espinhaço está dividido em seis subprojetos. Em primeiro lugar, os estudos visam entender a composição das vegetações na região. Uma segunda linha vai investigar o papel dos fungos no crescimento das plantas. “Estamos começando a dominar esse tema, e sabemos que pelo menos 23% da diversidade mundial de fungos que auxiliam no crescimento das plantas está na Serra do Cipó”, informa Geraldo Fernandes (imagem), que integra o Departamento de Biologia Geral do ICB.

Outro subprojeto tem o objetivo de estabelecer conhecimento sobre como germinam as espécies. Serão selecionadas 20 espécies de grande importância para o funcionamento da região, chamadas basais, para os estudos. Numa outra linha, os pesquisadores vão estudar o potencial regenerativo do solo. O professor da UFMG explica que boa parte das sementes que caem no solo não chegam a germinar, e esperam por muitos anos que um distúrbio (como uma queimada, por exemplo) estimule a germinação. “A ideia é entender esse processo para que se possam aprimorar os estudos de restauração em tempo recorde e ainda economicamente viável”, conta Fernandes.

Como as plantas nos campos rupestres vivem em condições altamente adversas, elas exigem muito pouco em termos de nutrientes. E fornecer nutrição em excesso pode ter efeito tóxico. Por isso é importante conhecer os requerimentos nutricionais das espécies. “Como parte de um dos nossos subprojetos, vamos examinar aquelas 20 espécies selecionadas para definir as necessidades em termos de nutrientes e aprender como manter as mudas que serão usadas nos projetos de restauração da vegetação”, explica o pesquisador da UFMG.

Finalmente, uma última linha de investigação está relacionada à obtenção de plântulas a partir de cultura laboratorial. Os trabalhos de propagação in vitro, de acordo com Geraldo Fernandes, têm extrema relevância, pois não há estudos sobre o tema para essas espécies dos campos rupestres. A pesquisa vai envolver alunos de mestrado e doutorado em áreas como genética, ecologia e botânica.

Fonte: UFMG

Folha artificial gera energia por fotossíntese


Da teoria para a prática. A busca pela fotossíntese artificial acaba de dar mais um importante passo. A novidade foi apresentada neste domingo (27/3) em Anaheim, nos Estados Unidos, por um grupo de cientistas que desenvolveu uma folha artificial capaz de produzir energia elétrica.

Na 241ª reunião nacional da American Chemical Society, o grupo liderado por Daniel Nocera, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), descreveu uma célula solar do tamanho de um baralho de cartas capaz de imitar a fotossíntese, processo por meio do qual as plantas convertem luz e água em energia.

Em busca da energia barata

A fotossíntese artificial é investigada em centros de pesquisa de diversos países. Foi um dos principais assuntos debatidos no Workshop Bioen/PPP Ethanol on Sugarcane Photosynthesis, realizado pelo Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia em 2009.

“Uma folha artificial funcional tem sido uma espécie de cálice sagrado da ciência há decadas e acreditamos que tenhamos conseguido desenvolvê-la. Nossa folha se mostrou promissora como uma fonte de energia de baixo custo para residências pobres em países em desenvolvimento, por exemplo. Nosso objetivo é fazer com que cada casa tenha sua própria geração de eletricidade”, disse Nocera.

Fonte: Revista Exame

II Encontro Paranaense de Microbiologia


O II Encontro Paranaense de Microbiologia acntecerá de 10 a 13 de agosto de 2011, em Londrina (PR).

O evento é organizado pelo Programa de Pós-graduação em Microbiologia da Universidade Estadual de Londrina – UEL.

O objetivo é o de divulgar pesquisas e abordar temas como: Microbiologia Ambiental; Médica; Veterinária; Genética e Biologia Molecular; Antimicrobianos e Microbiologia de Alimentos. Estes temas serão abordados e discutidos na forma de palestras e mesas redondas e, além disso, serão ofertados mini-cursos.

O prazo para envio de resumos vai até o dia 10 de junho.

Mais informações:

Concurso Público Contagem - MG (Cadastro de Reserva para Biólogos)

Foi divulgado o edital para concurso público da Prefeitura de Contagem (MG).

Mediante acesso a www.gestaodeconcursos.com.br as inscrições podem ser efetuadas entre os dias 13 de abril e 12 de maio de 2011.

O cargo Biólogo é destinado a cadastro de reserva - vencimento de R$2.350,00.

O cargo Professor de Educação Básica - Ciências possui o salário de R$1332,31 e também é destinado a cadastro de reserva.

Mais informações:

Curso à distância Fundamentos em Ecologia e Tópicos em Gestão Ambiental da UFMG


O curso à distância Fundamentos em Ecologia e Tópicos em Gestão Ambiental da UFMG procura atender uma crescente demanda de qualificação na área de Ciências Ambientais. Ele está voltado para o público universitário em geral, especialmente aqueles cuja atuação profissional demanda ou irá requerir familiaridade com conhecimentos básicos da Moderna Teoria Ecológica.

Os principais temas abordados são: Introdução à Ecologia (histórico, definições básicas, etc), Ecologia de Populações (competição, predação, simbioses), Ecologia de Comunidades (atributos, biodiversidade, sucessão, equilíbrio ecológico, etc) e Ecologia de Processos (Produçao, ciclos biogeoquímicos, etc.).

O curso tem procurado atender igualmente um segmento de alunos voltado para as questões atuais da Gestão Ambiental. Sendo assim ele apresenta capítulos voltados para uma introdução a legislação ambiental tais como os EIA/RIMA, as licenças ambientais (LP, LI, LO), auditorias ambientais, Lei de Crimes Ambientais, resoluções do CONAMA, o que é o SISNAMA, Sistema Nacional de Rec. Hídricos, etc. Essa parte do curso ainda enfoca problemas específicos tais como o caso dos grandes reservatórios, gestão de rios, desmatamento, anomalias climáticas, dentre outros tópicos de interesse. Um capítulo a parte é dedicado ao tema da ISO 14001, ou seja, do processo voltado à certificação ambiental de empresas.

As aulas serão realizadas de 18 de abril a 08 de julho de 2011.

Mais informações:

Concurso Público Alto Alegre – SP (Cadastro de Reserva para Biólogos)

Estão abertas as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Alto Alegre (SP), que objetiva o provimento de cargos através do Regime Celetista.

O cargo Biólogo é destinado a cadastro de reserva e o vencimento é de R$2.456,78.

Acessando o endereço www.consesp.com.br é possível se inscrever até o dia 08 de abril de 2011.

Mais informações:

Estágio Natura 2011


Estão abertas inscrições para o programa de estágio da Natura 2011, que selecionará estudantes com previsão de conclusão do curso de graduação bacharelado entre julho de 2012 e julho de 2013.

Locais das vagas
São Paulo, Cajamar, Campinas Itapecerica da Serra, Alphaville, Benevides/PA, Porto Alegre/RS Salvador e Rio de Janeiro.

Duração do programa
2 anos

Início
Junho/2011

Prazo para inscrições
Até 11 de abril

Mais informações

segunda-feira, 28 de março de 2011

Curso de Gestão de Resíduos Sólidos


Apresentação
O Curso de Gestão de Resíduos Sólidos visa abordar o controle sistemático da geração, redução, segregação, armazenamento e coleta de resíduos atendendo a legislação aplicável, normas técnicas, exigências de órgãos ambientais e boas práticas industriais por meio das melhores ferramentas de gestão, contemplando o controle de documentos e interfaces necessárias para a implementação de um programa de gestão de resíduos funcional.

Dia
16 de abril de 2011 – sábado

Hora
9h às 18h

Local
Instituto Tecnológico CoopFurnas (ITEC)
Av. Graça Aranha, 81/4º Andar – Centro – RJ

Instrutor
Carlos Eduardo Moura Pedreira - Biólogo

Informações e inscrições

Concurso de vídeo Minuto Científico prorroga inscrições


Foram prorrogadas as inscrições para o Concurso Latinoamericano e Caribenho de Vídeo Minuto Científico, organizado pelo Museu Exploratório de Ciências (MC), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Com as novas datas, os interessados têm até 8 de abril para realizar o pagamento da taxa de inscrição, e até o dia 11 para enviar os trabalhos. Os autores que já enviaram os links das produções podem também retornar ao sistema, caso queiram realizar alterações ou mesmo enviar nova proposta.

Com o tema “Transformação”, o concurso tem como objetivo estimular divulgação e difusão da pesquisa científica. Podem participar iniciativas individuais ou de institucionais diversas, tais como, escolas, universidades, museus de ciência e tecnologia, sites, ONGs, centros culturais, empresas de base científica e tecnológica, entre outros.

São duas categorias de participação: Jovem, para participantes com até 18 anos de idade, e Adulta. Os vídeos com duração entre um e dois minutos, deverão ser inscritos em apenas uma, das três grandes áreas do conhecimento: ciências humanas e sociais, exatas e tecnológicas e biológicas. Para cada vídeo submetido, o participante deverá encaminhar um resumo de até 250 palavras, link da produção no Youtube, declaração de posse e cessão de direitos autorais e ficha técnica da obra.

Os interessados podem inscrever quantos trabalhos desejar, sendo necessário efetuar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de 10 dólares americanos (ou o seu correspondente em reais), para cada produção inscrita.

Ao todo, o Minuto Científico terá seis vencedores. Os trabalhos serão premiados nas duas categorias e em cada uma das áreas de conhecimento. Para cada obra vencedora, será oferecido prêmio no valor de 500 dólares. Além disso, os vídeos premiados têm garantida a sua exibição nos portais da Revista Fapesp Online, da 17ª Mostra Ver Ciências, do Museu Exploratório de Ciências, do Portal do Professor do Ministério da Educação e da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Mais informações:

Fonte: Portal Brasil

Japoneses criam primeiros espermatozoides em laboratório


Pesquisadores japoneses conseguiram criar em laboratório os primeiros espermatozoides de animais mamíferos. A técnica, publicada na edição desta quarta-feira, 23, da Nature, era dada até então como impossível. Os cientistas acreditam que a descoberta pode ajudar a revelar como se dá a formação dos espermatozoides e, no futuro, auxiliar no tratamento da infertilidade em homens.

Takehiko Ogawa e seus colegas da Universidade de Yokohama descobriram que a chave para a obtenção dos espermatozoides através da meiose estava em uma simples mudança das condições de cultura. "O relatório é muito emocionante, pois representa o cumprimento de uma meta defendida por muitos biólogos durante muitos anos", diz Mary Ann Handel, especialista em genética reprodutiva no Laboratório Jackson, em Bar Harbor, nos Estados Unidos.

Por tentativa e erro, a equipe observou quais métodos de cultura permitiram que o esperma retirado de fragmentos de testículos dos camundongos amadurecessem. Para acompanhar o desenvolvimento dos espermatozoides, eles usaram uma proteína fluorescente que marcou células que passavam - ou já haviam passado - pela meiose.

Ali Honaramooz, biólogo reprodutivo da Universidade de Saskatchewan, em Saskatoon, no Canadá, diz que a técnica poderia ajudar os meninos pré-púberes prestes a passar por terapias contra o câncer, por exemplo, que destrói a fertilidade. A descoberta também poderia proteger o potencial reprodutivo de animais em extinção que morrem antes da maturidade sexual, acrescenta.

O procedimento também será útil para estudar os eventos moleculares subjacentes à produção de esperma, diz Martin Dym, biólogo celular da Universidade de Georgetown em Washington. Mas, antes que a técnica possa ser usada em tratamentos para a infertilidade masculina, os investigadores terão de gerar milhões de espermatozoides e traduzir o trabalho para as condições humanas, ele ressalta.

Fonte: Estadão

5º Congresso Brasileiro de Biometeorologia


A Sociedade Brasileira de Biometeorologia (CBB) promoverá, de 17 a 19 de abril de 2011, o 5º Congresso Brasileiro de Biometeorologia que discutirá as Mudanças climáticas e seus impactos e consequências nos seres vivos.

O encontro tem por finalidade trazer à sociedade científica brasileira, novos conceitos e tecnologias, que ajudem a minimizar os efeitos climáticos adversos sobre a saúde, reduzir a poluição ambiental, melhorar a produtividade agropecuária e gerar novas oportunidades de emprego e uma melhor distribuição de renda.

O evento contará com conferências, mesa-redonda e apresentações orais.

Mais informações:

5° Encontro da Biologia Comparada


Data
26 a 29 de julho de 2011

Local
FFCLRP - USP Ribeirão Preto

Tema
"A diversidade de formas no tempo e no espaço"

Envio de resumo
Até 17 de junho de 2011

Mais informações

Biólogos descobrem nova espécie de peixe no rio Amazonas


Um grupo de biólogos brasileiros descobriu uma nova espécie de peixe no rio Amazonas, no santuário ecológico Calha Norte, informou a ONG Conservação Internacional, que promoveu a expedição.

Só se obteve um único exemplar do Stenolicmus ix, como foi denomado o pequeno peixe de água doce que difere de outros semelhantes pelo tamanho dos barbilhões nasais e maxilares --filamentos olfativos ou gustativos.

A nova espécie se destaca também por uma coloração com manchas na região dorsal do tronco, da qual herdou seu nome científico.

"É um peixe muito pequeno, que foi coletado quase no fim dos trabalhos no igarapé. Devido ao seu tamanho, acreditamos ser uma espécie difícil de ser encontrada, tanto que só conseguimos coletar um único individuo", explica o biólogo Wolmar Wosiacki, organizador da coleção ictiológica do Museu Paraense Emílio Goeldi e um dos responsáveis pela descrição da nova espécie.

O peixe foi encontrado no Igarapé Curuá, afluente da margem esquerda do rio Amazonas, em uma das expedições realizadas à Calha Norte por pesquisadores do museu e da Universidade Federal do Pará.

Seu habitat é uma reserva no estado amazônico do Pará, que é considerada como o maior bloco de selva-floresta tropical protegido no mundo por seus quatro milhões de hectares de extensão.

Em associação com o Museu Goeldi, a ONG organizou sete expedições biológicas à Calha Norte entre 2008 e 2010.

A descoberta científica está publicada na última edição da "Revista Zootaxa".

Fonte: Efe

Concurso Prefeitura de Jarinu – SP (Cadastro de Reserva para Biólogos)

Estão abertas as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Jarinu (SP).

O cargo Biólogo é destinado a cadastro de reserva e o vencimento base é de R$1.586,94.

Através do endereço www.rboconcursos.com.br é possível efetuar a inscrição até o dia 20 de abril de 2011.

Mais informações:

Prêmio Pemberton

A Coca-Cola Brasil lançou a segunda edição do Prêmio Pemberton, que tem o objetivo de estimular pesquisas científicas na área da saúde.

O prêmio destinará um total de R$ 55 mil aos três trabalhos finalistas, dos quais R$ 20 mil irão para a instituição em que for realizada a pesquisa classificada em primeiro lugar.

O pesquisador vencedor também receberá uma viagem aos Estados Unidos para conhecer a sede da Coca-Cola Company, em Atlanta.

Podem concorrer ao prêmio pesquisadores de universidades e instituições de pesquisa de qualquer área da saúde.

As inscrições podem ser feitas até 31 de março.

Mais informações:

sexta-feira, 25 de março de 2011

Curso de Ornitologia


O Instituto Sul Mineiro de Estudos e Conservação da Natureza (ISMECN) irá promover o Curso de Ornitologia - Da Teoria ao Campo.

As aulas serão realizadas nos dias 03 e 04 de setembro de 2011, na RPPN Fazenda Lagoa, no município de Monte Belo, sul de Minas Gerais. A cidade fica a cerca de 30 km de Alfenas.

Terão descontos as inscrições feitas até o dia 15 de maio.

Mais informações:

XX Simpósio de Mirmecologia


O XX Simpósio de Mirmecologia acontecerá de 16 a 20 de outubro de 2011 no Instituto Teológico Franciscano, na cidade de Petrópolis (RJ).

O evento este ano inaugura o I Encuentro de Mirmecologistas de las Americas.

Mais informações:
www.myrmeco2011.com.br (site ainda em contrução)

XXII Encontro Brasileiro de Malacologia (XXII EBRAM)


Promoção
Sociedade Brasileira de Malacologia (SBMa)

Programação
Palestras, Mesas-Redondas, Conferências, Mini-cursos, Apresentações Orais

Local
Universidade Federal do Ceará, Fortaleza

Data
04 a 08 de setembro de 2011

Prazo para envio de resumos
Até 30 de abril

Inscrições com desconto
Até 30 de junho

Mais informações

O Direito de Muitos se Sobrepõe ao de Poucos


Por Geraldo Wilson Fernandes (Prof. Titular de Ecologia, Universidade Federal de Minas Gerais) & Patrícia Angrisano (Estudante de Administração, Centro Universitário Newton Paiva)

Em uma sociedade civilizada o direito da maioria deverá sempre se sobrepor ao direito da minoria, pois o importante é o bem da coletividade. Esta constatação deve ser o eixo norteador para a aplicação de políticas públicas. Deste modo, são os cidadãos comuns, trabalhadores que constituem a força fundamental ao desenvolvimento e progresso sociais, que devem ter seus direitos assegurados sobre os interesses de uma minoria.

Na expectativa de que o progresso e conseqüente melhoria de vida alcancem o interior de Minas, várias obras foram iniciadas nas estradas mineiras; um benefício oferecido pelo programa ProAcesso (Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários aos Municípios), do Governo de Minas. Segundo a fonte oficial do ProAcesso (www.transportes.mg.gov.br), o programa criado em 2004, ligará por asfalto 225 municípios desprovidos deste tipo de benefício. Até o fim de 2010, todos os acessos deveriam estar concluídos: 5.502 quilômetros de rodovias asfaltadas que beneficiariam diretamente mais de 1.5 milhão de pessoas.

Ao fazer uma análise detalhada sobre quais seriam os direitos e benefícios proporcionados por este programa observamos um paradoxo. O exemplo é a obra de pavimentação de um trecho de estrada que dá acesso a Congonhas do Norte (5.500 habitantes) por meio da rodovia MG 10 em Conceição do Mato Dentro. O trecho a ser asfaltado é de 43 km e conta com um orçamento de 37 milhões de Reais. A obra iniciou-se em 14 de setembro de 2009 com previsão de conclusão para março de 2011. Este trecho sempre foi precário dificultando a circulação de seus usuários. No período das chuvas a situação se agrava impossibilitando o transito de doentes, trabalhadores e mercadorias instalando o caos na região. Só este fato já justifica a importância do ProAcesso para a população local, contudo, a falta de capacidade técnica e seriedade no tratamento e manejo das questões ambientais por parte da empreiteira e órgãos envolvidos na obra, conduz ao questionamento título deste artigo, o direito de muitos se sobrepõe ao de poucos.

Os drásticos danos ambientais causados pela obra de asfaltamento da Rodovia MG 10 são evidentes. Até mesmo o usuário leigo perceberá os numerosos problemas resultantes dessa falta de capacidade técnica e seriedade aludidas, destacando-se a desnecessária ampliação lateral e desvios do leito estradal, erosões ativas que comprometem nascentes, cânions, açudes e córregos (que correm ao lado da estrada), desmatamento desnecessário da já fragmentada Mata Atlântica e, como se não bastasse, a criminosa introdução intencional de espécies exóticas. Os efeitos dos danos que ocorrerão em conseqüência da obra mal administrada segundo princípios de preservação ambiental não serão apenas locais, mas se difundirão por toda a região, pois comprometerão, entre outros, a biodiversidade e os serviços ambientais, o turismo e a saúde dos que dependem deste meio ambiente para viver.

É vital que os responsáveis pelo fomento do desenvolvimento econômico e social do Estado de Minas Gerais entendam os fundamentos da auto-sustentabilidade, mesmo que esta esteja distante em alguns casos. O discurso da auto-sustentabilidade que hoje aparece em propagandas de grandes empresas é por vezes enganoso e certamente faz parte do discurso do governo mineiro. Não se discute sobre a importância do desenvolvimento, mas desenvolvimento a todo custo pode resultar em danos econômicos e sociais maiores que os propagados benefícios futuros. Nessa equação custo-benefício devem ser contempladas outras variáveis tais como mitigação de impactos e capacidade de recuperação do meio ambiente e também as conseqüências da própria estrada para a sociedade. Por exemplo, um agricultor que teve suas nascentes ou açude assoreados não poderá permanecer na localidade e ao mudar-se para o meio urbano deixará de produzir. Assim, no caso da rodovia MG 10, postulamos a obediência do que foi indicado no título deste artigo devido aos danos que serão causados em consequência de uma execução incapaz e irresponsável desta obra.

É imprescindível que o programa ProAcesso e o Estado encontrem uma forma de levar desenvolvimento sócio-econômico à região reduzindo ao mínimo os impactos danosos ao meio ambiente. Deste modo evitarão o esgotamento dos recursos naturais para as gerações futuras e respeitarão o direito de todos os cidadãos mineiros de desfrutar de uma melhor qualidade de vida. Em especial, para que o desrespeito ao meio ambiente praticado por todos os órgãos responsáveis por esta obra não a transforme em um caminho facilitador de catástrofes sócio-ambientais de proporções exponenciais.

Instituto de Biociências da Unesp/Rio Claro busca professor

O Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (UNESP), no campus de Rio Claro (SP), abriu concurso para preencher vaga de professor assistente doutor no Departamento de Botânica. As inscrições poderão ser feitas até o dia 31 de março de 2011.

O profissional selecionado deverá atuar no conjunto de disciplinas “Reprodução em Angiospermas” e "Análise de Colunidades Vegetais", trabalhando em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa. Para concorrer, o profissional deverá ter titulação mínima de doutor.

A remuneração será de R$ 7.574,75. A seleção incluirá prova de títulos – considerando os últimos cinco anos –, prova didática e prova prática.

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XVIII Congresso Brasileiro de Ornitologia


Data
05 a 09 de junho de 2011

Realização
Sociedade Brasileira de Ornitologia (SBO) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Local
Campus da UFMT - Cuiabá (MT)

Descontos nas inscrições
Até 15 de abril

Mais informações

Pesquisadores estudam capacidade evolutiva de bactérias


Desde a época de Darwin, os biólogos reconhecem a evolução da vida. Porém, nos últimos 25 anos, alguns pesquisadores argumentam que certos organismos são melhores em evoluir do que outros pelas diferenças de seus genomas.

As espécies com menos probabilidade de evoluir, em contraste, são rígidas demais para tirar vantagem das novas mutações ou para encontrar novas soluções para a sobrevivência.

Muitos biólogos concordam que a capacidade de evoluir faz sentido na teoria. No entanto, encontrar evidências no mundo natural tem se mostrado difícil.

Parte do problema é que a seleção natural pode levar um longo tempo para agir numa espécie. Também é difícil para os pesquisadores identificarem as mutações por trás da evolução.

Mas na edição mais recente da "Science", uma equipe de pesquisadores relata um exemplo detalhado sobre a capacidade evolutiva em ação, que ocorreu bem diante de seus olhos num laboratório.

"Acho um trabalho brilhante", diz um dos pesquisadores líderes sobre a capacidade evolutiva, Massimo Pigliucci, professor do Lehman College no Bronx, Nova York.

PESQUISA DESDE 1988

O novo estudo surgiu a partir do experimento contínuo mais duradouro sobre a evolução, iniciado em 1988 quando Richard E. Lenski, hoje na Universidade do Estado de Michigan, colocou em 12 frascos cópias idênticas de Escherichia coli. Ele e seus colegas cultivaram a bactéria com uma dieta escassa de glicose desde então.

Ao longo das 52 mil gerações, a bactéria se adaptou ao ambiente peculiar. A cada 500 gerações, Lenski e seus colegas congelam algumas das bactérias, que podem ser aquecidas para serem comparadas a seus descendentes evoluídos.

Lenski e seus colegas selecionaram uma das 12 linhagens para um estudo mais próximo. "Queríamos rastrear a ordem nas quais as mutações apareciam e tirar um sentido disso", conta.

Os cientistas observaram que, após 500 gerações, dois tipos de E. coli eram dominantes no frasco, cada uma com um conjunto distinto de mutações. No entanto, após mil gerações, apenas um tipo permaneceu. Lenski e seus colegas o batizaram de "ganhadores".

Eles quiseram demonstrar o curso dessa vitória sobre os perdedores e aqueceram ambos os tipos da 500ª geração, e fizeram com que competissem entre si. Os cientistas esperavam que o resultasse fosse uma conclusão inevitável: os vencedores já estariam mostrando sua superioridade. Ainda assim, o experimento foi feito em nome da exatidão.

"Queríamos colocar os pingos nos is", explica Lenski.

NÃO É O QUE PARECE

Para surpresa dos pesquisadores, eles estavam errados. Na 500ª geração, os supostos perdedores eram muito superiores, crescendo 6,5% mais rápido do que os que seriam vencedores. Nesse ritmo, eles levariam os supostos vencedores à extinção em 350 gerações.

Os cientistas viram duas possíveis explicações para essa reviravolta. Uma é que os vencedores eram mais propensos a evoluir e tinham mais potencial para aumentar seu índice de crescimento, permitindo que chegassem e ganhassem a corrida evolucionária.

A outra possibilidade é a de que os vencedores eram apenas seres de sorte: em algum momento após a 500ª geração, desenvolveram mutações benéficas que lhes trouxeram vantagem.

"Uma pessoa que não sabe jogar cartas pode ser um jogador melhor de vez em quando só por ter pego uma sequência real", ilustra Lenski.

Ele e seus colegas organizaram um novo experimento para analisar as duas possibilidades, descongeladno alguns dos vencedores da 500ª geração que foram usados para dar origem a 20 novas linhagens de bactérias. Da mesma forma, iniciaram 20 outras novas linhagens com os supostos perdedores.

A partir daí, os cientistas permitiram que todas as bactérias descongeladas se reproduzissem por 883 gerações.

Os supostos vencedores ainda derrotaram consistentemente os supostos perdedores, como descobriram os pesquisadores. Em média, eles acabaram crescendo 2,1% mais rápido que seus rivais. Em outras palavras, seu sucesso não foi resultado de boa sorte. Eles eram mais bem preparados para aproveitar ao máximo as mutações benéficas.

Os experimentos permitiram que os cientistas reconstruíssem a corrida evolucionária. Os supostos perdedores inicialmente assumiram a liderança com mutações que lhes deram um aumento de curto prazo em seu ritmo de crescimento.

Porém, essas mutações levaram a uma derrota no longo prazo porque, quando as mutações benéficas adicionais apareceram, os perdedores tiveram apenas um pequeno aumento em seu ritmo de crescimento. Os ganhadores, por outro lado, apresentaram maior benefício com mutações posteriores, permitindo que abrissem vantagem e dominassem o frasco.

Pigliucci afirma que a capacidade evolutiva poderia explicar vários importantes padrões na natureza, como por que alguns animais possuem muitas formas diferentes, enquanto seus parentes próximos não mudaram muita coisa em centenas de milhões de anos.

Isso significaria que a capacidade de evoluir precisaria estar presente na luta pela sobrevivência geração após geração. E o experimento de Lenski documenta que isso pode, de fato, fazer a diferença para organismos reais.

Fonte: NEW YORK TIMES

RS tinha "dente-de-sabre" herbívoro e com molar no céu da boca


A criatura possuía dentes-de-sabre, como os famosos "tigres", mas não tinha nada de carnívora. O resto da dentição até lembrava a dos mamíferos atuais, com uma diferença crucial: o céu da boca servia para mastigar.

Essa anatomia bucal inusitada, nunca vista antes num vertebrado, justifica o nome científico do bicho. O Tiarajudens eccentricus era, de fato, excêntrico --talvez a mais estranha das espécies que povoavam o Rio Grande do Sul há 260 milhões de anos.

Um grupo de paleontólogos está apresentando o animal ao mundo hoje, em artigo na prestigiosa revista americana "Science".

Com 12 centímetros de comprimento e bastante afiados, os caninos parecem máquinas de matar, mas há raros casos de herbívoros com dentes desse tipo, como certos veados asiáticos.

Com base nesses exemplos, dá para traçar algumas hipóteses. Os "sabres" poderiam servir para afugentar predadores. Talvez fossem exibidos e/ou empregados durante disputas por poder e parceiros sexuais.

DE FIBRA

Esquisitices à parte, o bicho é importante por mostrar um evento evolutivo crucial: como surgiram os especialistas em devorar plantas.

"A alimentação dele envolvia algum tipo de material vegetal fibroso. A gente sabe que não era capim, porque a grama ainda não havia surgido naquela época. Talvez algo como folhas e caules", diz Juan Carlos Cisneros, paleontólogo nascido em El Salvador, atualmente na Universidade Federal do Piauí.

Ele é o coordenador do estudo, do qual participaram cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da sul-africana Universidade do Witwatersrand.

Timidamente, Cisneros pede que não se use a palavra "réptil" para se referir ao T. eccentricus. De fato, o bicho não cabe nas classificações tradicionais que usamos para as espécies de hoje.

Embora tenha algo de lagartão (o tamanho era o de uma capivara), faz parte de um grupo de animais ligados aos avós dos mamíferos, os chamados terápsidos.

A evolução dos terápsidos foi a responsável por criar os primeiros ecossistemas terrestres com cara "moderna", nos quais os herbívoros são maioria. E os estranhos dentes no céu da boca do T. eccentricus ajudam a documentar essa transição.

É que esses dentes apresentam formato diferenciado e padrão de desgaste característico, lembrando os molares dos mamíferos de hoje.

Permitiam processar cuidadosamente os vegetais fibrosos, extraindo deles mais nutrientes do que os dentes de répteis, que só permitem arrancar bocados da comida.

"Há lagartos hoje com dentes no palato [céu da boca], mas eles só servem para prender a comida, nunca para mastigar", diz Cisneros.

Mas como mastigar com o céu da boca sem morder a língua?

"Boa pergunta", ri o paleontólogo. "Achamos que os dentes de baixo, que ainda não foram achados, provavelmente estavam mais para dentro, o que evitaria isso."

SAIBA MAIS

Dentes-de-sabre parecem ser o tipo de "invenção" evolutiva que aparece com alguma frequência. Só entre mamíferos que habitaram a América do Sul, há dois exemplos famosos.

O mais conhecido é o Smilodon, o dente-de-sabre por excelência (o termo "tigre" não é adequado; o bicho não é parente próximo de nenhum felino vivo e não era tigre). Sumiu há 10 mil anos e conviveu com os primeiros habitantes humanos do Brasil.

E há também uma versão marsupial (primo, portanto, dos cangurus), o Thylacosmilus, desaparecido há 3 milhões de anos.

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 24 de março de 2011

Curso Bem-estar animal e enriquecimento ambiental da fauna silvestre cativa


A PUC Goías irá promover o curso "Bem-estar animal e enriquecimento ambiental da fauna silvestre cativa".

A aulas começarão no dia 13 de abril e acontecerão segunda e quarta-feira, das 19h às 22h.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 07 de abril.

O curso será ministrado na Av. Universitária 1.440, Setor Universitário, Goiânia (GO).

Mais informações:

Série Diálogos Minas Recicla - Resíduos e Drenagem Urbana

Concurso Público Professor UFPA (04 vagas para Biólogos)

A UFPA - Universidade Federal do Pará lançou edital para contratar Professor - Classe Adjunto.

Biólogos podem concorrer para as áreas de: Zoologia de Invertebrados; Ecologia; Anatomia Humana e Botânica.

É exigido doutorado do candidato e a remuneração mensal é de R$7.333,67.

As inscrições serão realizadas exclusivamente via internet, no endereço eletrônico www.ceps.ufpa.br, até o dia 05 de abril de 2011.

Mais informações:

I Encontro Internacional de Anomalias Craniofaciais: Fenótipo Clínico, Genes Relacionados e Novas Perspectivas


Entre os dias 27 e 30 de abril, a cidade de Bauru (SP) vai sediar o “I Encontro Internacional de Anomalias Craniofaciais: Fenótipo Clínico, Genes Relacionados e Novas Perspectivas”, reunindo um time de sete geneticistas estrangeiros e mais cinco brasileiros com reconhecida atuação nas áreas de sindromologia e genética molecular das anomalias craniofaciais.

O evento é realizado pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Centrinho-USP, com organização da Divisão de Sindromologia da instituição, dirigida pelo médico geneticista Antonio Richieri-Costa. Fazem parte da programação palestras, conferências, simpósios e exposição de painéis científicos, todos com tradução simultânea.

Entre os participantes está uma das figuras mais preeminentes da genética mundial: John Marius Opitz. Aos 76 anos, ele é editor-chefe emérito e editor associado da revista American Journal of Medical Genetics.

Terão descontos as inscrições feitas até o dia 16 de abril.

Interessados poderão inscrever trabalhos para apresentação durante o evento até dia 1º de abril, via internet.

Mais informações:

17º Congresso Brasileiro de Sementes


A Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates) promoverá, com apoio da Embrapa Tecnologia de Transferência, o 17º Congresso Brasileiro de Sementes entre os dias 15 e 18 de agosto.

O evento, a ser realizado no Centro de Convenções de Natal, no Rio Grande do Norte, tem como objetivo divulgar resultados de pesquisas recentes, além de proporcionar a troca de experiências entre profissionais e pesquisadores a respeito de novidades para o setor de sementes.

Sob o tema “A Semente no Contexto da Inovação e da Sustentabilidade”, a programação do evento abrangerá palestras e painéis.

O congresso irá abrigar também o 11º Simpósio Brasileiro de Patologia de Sementes e o 6º Simpósio Brasileiro de Tecnologia de Sementes Florestais. Ambos acontecerão no último dia do evento.

A data limite para o envio dos resumos é 20 de maio de 2011.

Mais informações:

4ª Conferência Regional Sobre Mudanças Globais


Para contribuir com o aprimoramento do Plano Brasileiro de Mudanças Climáticas, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo, em parceria com o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, a Rede Clima, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Mudanças Climáticas e a Academia Brasileira de Ciências realizarão, de 04 a 07 de abril, a 4ª Conferência Regional Sobre Mudanças Globais.

O tema desta edição é “O Plano Brasileiro para um Futuro Sustentável” e tem como objetivo principal a reunião de diversos atores envolvidos na questão – academia, setor privado e sociedade civil –, na busca de soluções científicas, tecnológicas, economicamente sustentáveis e socialmente viáveis para esse grande desafio.

A conferência será realizada das 9h às 18h30, no Memorial da América Latina, localizado na Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, na Barra Funda, em São Paulo.

Mais informações:

Concurso Público Montauri – RS (01 vaga para Biólogos)

Está aberto o concurso público da Prefeitura de Montauri (RS), que visa a seleção de profissionais para ocupar cargos vagos.

Acessando o site www.precisaoconcursos.com.br é possível se inscrever entre os dias 29 de março e 18 de abril de 2011.

O cargo Biólogo possui o vencimento básico mensal de R$2.721,29 e 30 horas semanais de jornada de trabalho.

Mais informações:

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pós-graduação IPOG na área Ambiental


O IPOG (www.ipog.edu.br) está com as inscrições abertas para pós-graduações na área ambiental: MBA Construção Sustentável (início dia 22 de julho); MBA Engenharia Sanitária e Ambiental (início dia 26 de agosto); MBA Perícia, Auditoria e Governança Ambiental (início dia 28 de outubro).

Biólogos registrados no CRBio04 possuem desconto nos cursos.

As aulas serão realizadas em Goiânia (GO).

Caso haja procura de alunos de outros estados interessados pelos cursos, o IPOG poderá formar turmas em Minas Gerais, Distrito Federal e Tocantis.

Mais informações:

02 vagas para Biólogos em Anápolis (GO) - Ramo Farmacêutico


A Neo Química (www.neoquimica.com.br), empresa da área farmacêutica sediada em Anápolis (GO), está com 02 vagas em aberto para Biólogos: Analista de Laboratório e Analista de Qualidade.

O candidato deve ter disponibilidade para trabalhar em turno e na cidade de Anápolis. É necessário experiência em indústria, desejável do ramo farmacêutico.

Os interessados no cargo Analista de Qualidade devem cadastrar o currículo no site da empresa, especificamente na vaga de interesse.

Já os profissionais interessados no cargo Analista de Laboratório devem enviar currículo para o e-mail recrutamentoanapolis@hypermarcas.com.br, informando no assunto o nome da vaga.

36º Congresso da Sociedade Brasileira de Imunologia


Entre os dias 15 e 19 de outubro, a Sociedade Brasileira de Imunologia realizará, em Foz do Iguaçu (PR), a 36ª edição de seu tradicional congresso.

O Immuno Foz 2011 pretende permitir aos participantes o acesso a resultados de recentes pesquisas em imunologia, principalmente nas vertentes: molecular e celular, imunoparasitologia, transplantes, doenças autoimunes e respostas imunes a tumores, entre outras.

O congresso será composto por plenárias, simpósios, painéis e palestras de especialistas e pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

O prazo para submissão de resumos encerra-se em 02 de agosto.

Mais informações:

terça-feira, 22 de março de 2011

II Seminário sobre Inventário Florestal


Data
04 a 06 de maio de 2011

Local
Teatro Carlos Gomes - Blumenau (SC)

Composição do evento
Conferências, palestras, mesas-redondas e sessões de painéis.

Prazo para submissão dos resumos e inscrições com desconto
30 de março de 2011

Mais informações

Concurso Público Infraero (03 vagas para Biólogos)

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) lançou edital de concurso público para 93 vagas em cargos de nível superior.

O cargo Analista Superior I - Biólogo possui 03 vagas em aberto e o salário é de R$ 7.086,68. Há ainda os seguintes benefícios: programa de alimentação no valor de R$ 669,50, cesta alimentação de R$ 44,63, programa de assistência médica, auxílio-odontológico, auxílio-babá ou auxílio-creche no valor de R$ 248,45 e auxílio-combustível de R$ 150 ou vale-transporte.

As vagas são para São Paulo, Curitiba e Florianópolis.

As inscrições devem ser feitas até às 14h do dia 8 de abril.

Mais informações:

Humano evoluiu impulsionado por desenvolvimento social e armas


Cada vez que algum atributo do homem é considerado exclusivo --seja a fabricação de ferramentas, a linguagem ou as guerras --, cientistas tratam de descobrir um possível precursor entre os animais que torna a habilidade humana menos distinta.

Ainda que muito diferente de outros animais, uma cascata de eventos causados pela seleção natural e outros por simples acidentes impulsionou a linhagem humana muito além do destino de ser apenas mais um macaco.

O motor principal que colocou essa movimentada cascata em movimento talvez seja a invenção das armas --evento que permitiu a nossos ancestrais escapar da brutal tirania do macho alfa dominante nas sociedades símias.

Além das armas, biólogos não hesitam em vincular o sucesso dos humanos à sociabilidade --a capacidade de cooperar, de fazer indivíduos subordinarem seu interesse pessoal às necessidades do grupo.

"Os humanos não são especiais devido ao tamanho de seu cérebro", diz Kim Hill, antropóloga social da Universidade do Estado do Arizona (EUA). "Não é por isso que conseguimos construir foguetes espaciais. Nenhuma pessoa consegue. Temos foguetes porque dez mil indivíduos cooperam para produzir a informação."

Os dois principais traços que sustentam o sucesso evolutivo humano, na visão de Hill, são a incomum capacidade de cooperação entre pessoas sem laços familiares (em quase todas as outras espécies, apenas indivíduos de íntimo parentesco ajudam uns aos outros) e o aprendizado social (a habilidade de copiar e aprender a partir do que os outros estão fazendo).

Explica-se: uma rede social grande pode gerar conhecimento e adotar inovações com muito mais facilidade do que uma aglomeração de pequenos grupos hostis, constantemente em guerra entre si --o estado padrão da sociedade dos chimpanzés.

SOCIEDADES

A resposta sobre como os humanos se tornaram únicos está no estudo do momento em que as sociedades humanas começaram a se separar dos macacos.

Paleoantropólogos costumam afirmar que as sociedades de chimpanzés são um substituto razoavelmente aceitável para a sociedade ancestral de macacos, que deu origem às linhagens de humanos e chimpanzés.

A estrutura social das duas espécies não podia ser mais diferente. A sociedade dos chimpanzés consiste de uma hierarquia de machos, dominada pelo alfa e seus aliados, e uma hierarquia de fêmeas em seguida.

O macho alfa contabiliza a maioria das paternidades, compartilhando outras com seus aliados. As fêmeas tentam se acasalar com todos os machos disponíveis, então cada um deles pode achar que é o pai --e poupar o filhote.

Como uma sociedade similar a essa poderia originar a estrutura igualitária e basicamente monogâmica dos grupos humanos que se enquadram como caçadores-coletores, há 15 mil anos atrás?

Uma nova e abrangente resposta foi desenvolvida por Bernard Chapais, da Universidade de Montreal (Canadá), primatologista que passou 25 anos analisando sociedades de macacos.

Recentemente, ele dedicou quatro anos à análise de literatura sobre antropologia social, buscando definir a transição entre a sociedade não-primata e os humanos --seu "Primeval Kinship" (Parentesco Primitivo, em tradução livre) foi publicado em 2008.

NOVA ABORDAGEM

Chapais enxerga a transição como uma série de acidentes, cada um permitindo que a seleção natural explorasse novas oportunidades.

Os primeiros humanos começaram a caminhar sobre duas pernas por parecer mais eficiente do que se locomover sobre as juntas das mãos, como os chimpanzés. Isso deixou as mãos livres para que pudessem gesticular ou construir ferramentas.

Na opinião de Chapais, uma ferramenta em formato de arma que tornou possível a sociedade humana.

Entre os chimpanzés, os machos alfa são fisicamente dominantes e conseguem derrotar qualquer rival, mas as armas ajudam a equalizar o jogo: quando todos os machos se armaram, o custo para monopolizar uma grande quantidade de fêmeas se torna muito mais alto.

Na sociedade hominídea incipiente, as fêmeas ficaram mais igualmente distribuídas entre os machos e a poligamia se tornou a regra geral, passando em seguida à monogamia.

Essa tendência levou ao surgimento de uma importante mudança no comportamento sexual: a substituição da promiscuidade dos macacos pela ligação em pares entre macho e fêmea.

Com apenas uma parceira, na maior parte das vezes, o macho tinha um incentivo para protegê-la de outros machos e defender sua paternidade. Esse elo entre casais foi o principal evento que abriu caminho para a evolução hominídea, segundo Chapais.

No nível fisiológico, ter um casal de pais permitiu que os filhos fossem dependentes por mais tempo, um requisito para o crescimento cerebral contínuo após o nascimento. Com isso, a seleção natural foi capaz de ampliar o volume do cérebro humano até ele ficar três vezes maior que o do chimpanzé.

No plano social, a presença de ambos os pais revelou a estrutura genealógica da família, que na sociedade dos chimpanzés fica pelo menos parcialmente oculta.

Um chimpanzé sabe quem são sua mãe e seus irmãos, pois cresce com eles, mas não conhece seu pai ou os parentes de seu pai.

Dessa forma, os grupos vizinhos aos quais as fêmeas se dispersam na puberdade, evitando o incesto, são vistos como conjuntos de machos estranhos --e tratados com incessante hostilidade.

Na linhagem hominídea incipiente, os machos conseguem reconhecer suas irmãs e filhas nos grupos vizinhos.

Eles também descobrem se o companheiro da filha ou da irmã compartilha algum interesse genético comum pelo bem-estar dos filhos da fêmea. Os machos vizinhos deixam de ser inimigos e passam a ser parentes por afinidade.

A presença dos parentes da fêmea em grupos vizinhos se tornou, pela primeira vez, uma ponte entre eles --criando também uma estrutura social nova e mais complexa.

Os grupos que trocavam fêmeas entre si aprenderam a cooperar, formando um conjunto que protegia seu território contra outras tribos.

Mesmo tendo a cooperação como norma interna, as tribos travavam combates tão obstinadamente quanto os grupos de chimpanzés.

COOPERAÇÃO É A CHAVE DE TUDO

Para Chapais, a evolução humana é uma progressão sobre diversos acidentes. "A capacidade de reconhecer o parentesco paterno não foi algo selecionado, mas a partir do momento que eles tinham isso, foi possível caminhar adiante e estabelecer relações pacíficas com outros grupos", afirma ele.

"Pessoalmente, estou certo de que a cooperação é o que realmente diferencia humanos de macacos", diz Michael Tomasello, psicólogo do desenvolvimento do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha. Um sistema de grupos cooperativos "proporciona o tipo de infraestrutura social que pode fazer as coisas funcionarem."

Numa série de experimentos comparando bebês humanos e filhotes de chimpanzés, Tomasello mostrou que crianças muito jovens possuem uma compulsão por ajudar os outros.

Uma dessas habilidades é o que ele chama de intencionalidade compartilhada, a capacidade de formar um plano com terceiros para atingir uma meta comum.

As crianças, mas não os chimpanzés, apontam objetos para transmitir informações. Elas intuem as intenções dos outros pela direção de seu olhar e os ajudam a alcançar um objetivo.

Os primeiros humanos, deixando o abrigo ancestral dos macacos, as florestas, e se aventurando nas savanas, teriam enfrentado muitos predadores e uma violenta competição por comida.

A cooperação pode ter sido imposta a eles como condição de existência. "Os humanos foram inseridos sob algum tipo de pressão coletiva para colaborar na busca por alimentos, tornando-se colaboradores por necessidade, de uma forma que não ocorreu com seus parentes primatas mais próximos", escreve Tomasello no livro "Why We Cooperate" (Por que Cooperamos, em tradução livre).

Fonte: NEW YORK TIMES