terça-feira, 30 de novembro de 2010

1º Seminário Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres


A Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) em parceria com seu órgão executivo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realiza no próximo dia 03/12, o primeiro Seminário Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (TAS). O evento, que acontecerá no auditório do INEA, tem como objetivo promover a discussão sobre as formas de combate ao Tráfico de Animais Silvestres e apresentar as recentes ações desenvolvidas pela SEA/Inea e demais instituições.

A abertura oficial do seminário será realizada pela Secretária de Estado do Ambiente, Marilene Ramos e pelo presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Luís Firmino. O evento vai contar com duas mesas redondas, que serão abertas para debate com o público. Na parte da manhã o tema discutido será a Educação Ambiental e Direito dos Animais no Combate ao Tráfico de Animais Silvestres. Na segunda parte do seminário, o Cenário Atual do Tráfico de Animais Silvestres vai ser discutido por meio de quatro palestras.

Para divulgar o "Dia de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres" também será realizada a Campanha Educativa de Combate ao TAS, que vai acontecer no Largo da Carioca, no dia 01/12. Durante o evento serão realizadas oficinas de Educação Ambiental (Gaiolão Humano, Beija Flor, Solte seu Bicho), exposição de gaiolas reutilizadas, exibição de vídeos, além de apresentação de teatro e grafite.

Quando: sexta-feira (03/12), a partir de 9h.

Onde: Auditório SEA/INEA. Avenida Venezuela 110/6º andar, Praça Mauá, Rio.

Pleno Preparatório-Curso para cargo de Professor de Biologia do Concurso Público da Prefeitura de BH


Conhecido inicialmente como Curso BMW, o Pleno Preparatório (www.soupleno.com.br) reúne uma trajetória de quase 21 anos de aprovação em concursos públicos.

A empresa irá realizar um curso preparatório específico para o cargo de Professor de Biologia do concurso da Prefeitura de Belo Horizonte (http://migre.me/1L9yy).

Serão 02 turmas: uma com início para o dia 15 de dezembro (noite) e outra com data prevista para começar no dia 10 de janeiro (manhã).

Biólogos registrados no CRBio04 possuem 10% de desconto no curso.

Mais informações:

Evolução dos grandes mamíferos


Houve um tempo em que os mamíferos não passavam de pequenos animais com, no máximo, 15 quilos, e andavam humildemente sobre a Terra. Mas há cerca de 65 milhões de anos o tamanho deles explodiu e o responsável não foi nenhuma habilidade específica, mas a extinção dos dinossauros. Esta é a história nua e crua de como os mamíferos passaram a dominar o mundo segundo estudo publicado nesta quinta-feira pela revista Science.

Os pesquisadores, liderados por Felisa Smith, da Universidade de Albuquerque, nos Estados Unidos, analisaram dados de fósseis de mamíferos terrestres de todos os continentes ao longo de sua história evolutiva. “Fizemos duas grandes descobertas em nosso estudo. Primeiro que a curva do tamanho máximo do corpo (..) é quase exponencial após a extinção dos dinossauros e durou por quase 20 milhões de anos. Depois houve um platô que começou há cerca de 42 milhões de anos no qual o tamanho flutuou, mas ficou razoavelmente constante. Segundo, os padrões foram semelhantes em cada continente. Esta última observação sugere que houve restrições universais na evolução dos mamíferos”, afirmou Felisa ao iG.

A curva de aumento do corpo dos mamíferos parece ter sido resultado dos nichos ecológicos deixados vagos pela extinção dos dinossauros, segundo os pesquisadores. Mas o tamanho se estabilizou num limite máximo por conta de dois fatores básicos: temperatura e espaço físico. “A temperatura provavelmente restringiu o crescimento dos mamíferos por conta do problema da 'carga de calor' nos animais maiores. Se fica muito quente eles não conseguem se livrar do excesso de calor, e para os mamíferos é muito importante manter a temperatura do corpo constante. No caso do espaço físico foi a questão da busca por energia e comida,” explica Felisa. Ou seja: independente do local, houve uma mesma regra que regeu o crescimento (extinção dos dinossauros e subsequente preenchimento dos nichos ecológicos deixados por eles) e estabilização do tamanho dos mamíferos (temperatura e espaço físico).

Fonte: Último Segundo

1º Simpósio Brasileiro de Bem-estar de Animais de Produção


A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) sediará, nos dias 8 e 9 de dezembro, o 1º Simpósio Brasileiro de Bem-estar de Animais de Produção, em Piracicaba (SP).

O evento, organizado pelo Núcleo de Pesquisa em Ambiência (Nupea), pretende discutir aspectos técnicos relacionados com a produção industrial de animais, principalmente nas áreas de avicultura, suinocultura e bovinocultura leiteira.

O encontro é destinado a produtores, técnicos, pesquisadores, além de estudantes de áreas correlatas.

Serão abordados temas relacionados aos sistemas de produção, principais demandas, visão do mercado, perspectivas a médio e longo prazo e também visão econômica do processo frente às mudanças em prol do bem-estar de animais.

“Bem-estar animal: mitos e a produção”, “Estresse animal e bem-estar”, “Bem-estar em na produção de aves (corte e postura)” e “Bem-estar na produção de suínos” são algumas das palestras previstas.

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pesquisadores detectam em macacos comportamento similar à amizade


A tendência humana de formar laços próximos com pessoas de fora da família pode ter origens primitivas. Pesquisadores da Alemanha relatam no jornal "Current Biology" que macacos do sexo masculino exibem um comportamento de ligação social similar à amizade humana.

Os macacos do gênero Macaca vivem em grupos de 50 a 60 indivíduos, mas "todos os machos do grupo possuem alguns poucos macacos com quem eles interagem mais que os outros", disse Oliver Schuelke, principal autor do estudo e biólogo evolucionário da Universidade de Gottingen.

Schuelke e colegas estudaram macacos asiáticos do sexo masculino na Tailândia ao longo de cinco anos, monitorando seu comportamento.

Os macacos que passaram muito tempo a menos de 1,5 metros uns dos outros foram considerados amigos, já que é mais fácil atacar outro macaco a essa distância.

Machos que cuidavam do corpo de outros macacos com frequência e por períodos longos também eram considerados amigos. Muitas vezes, eles cuidavam de áreas de que o próprio macaco poderia cuidar sozinho.

"Esse ato de cuidar do outro parece funcionar para alimentar esses laços", disse Schuelke. "O aspecto da higiene era apenas uma parte disso".

Os laços podem levar à formação de coalizões, onde um grupo de machos pode brigar com outro macho para melhorar o status social, de acordo com os pesquisadores.

"O interessante é que essas coalizões podem ajudar indivíduos com baixo status a 'subir' e ajudar os machos que já têm bom status a permanecer ali", disse Schuelke. "Ambas as coisas ocorrem ao mesmo tempo".

Aparentemente, assim como nos humanos, algumas amizades eram duradouras, enquanto outras terminaram após um período curto. Não está claro por que isso acontece.

Já se sabia que as macacas formam fortes laços sociais, mas esses laços tendem a ser com parentes. As fêmeas preferem formar relacionamentos próximos com as mães, irmãs e filhas.

Fonte: The New York Times

I Simpósio de Genética Geral e Citogenética


As discussões sobre Citogenética vêm crescendo no Brasil. O ramo, que estuda os cromossomos e suas implicações na genética, é relativamente novo e ganha cada vez mais espaço pelas possibilidades de descoberta de tratamento para doenças consideradas graves ou raras.

Para promover o aprimoramento dos profissionais que atuam na área, o Hermes Pardini realiza, no próximo sábado, 04 de dezembro, o I Simpósio de Genética Geral e Citogenética.

O evento, voltado para profissionais formados e estudantes de pós-graduação da área, acontece das 8h às 13h, no Royal Savassi Hotel (Rua Alagoas, 699, Savassi), em Belo Horizonte.

De acordo com Charles Oliveira, coordenador do evento, trata-se de um dos poucos simpósios no país que se propõem a discutir o tema. Originado a partir do curso de Citogenética realizado pela Universidade Corporativa Hermes Pardini, o encontro contará com a presença da pesquisadora dra. Ângela Morgante, docente da Universidade de São Paulo (USP) e uma das pioneiras no estudo da Citogenética no Brasil; e da dra. Cleide Borovik, do laboratório Hereditas - Serviços de Genética Humana. A profissional atua diretamente nos estudos que relacionam Citogenética e Leucemia, uma das áreas mais desenvolvidas em termos de conhecimento da área.

Haverá ainda a apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos da instituição.

Para mais informações, entre em contato pelo (31) 3228-4803.

SERVIÇO:
DATA: 04 de Dezembro de 2010
HORÁRIO: das 08:00 às 13:00
LOCAL: Royal Savassi Hotel (Rua Alagoas, 699, Savassi),

PROGRAMAÇÃO
08:00 - Receptivo e credenciamento
08:10 - Welcome coffee
08:30 - Abertura
09:00 - Palestra Ângela Morgante
10:00 - Coffee break
10:20 - Visitação dos Pôsteres
10:30 - Apresentação dos trabalhos selecionados
11:30 - Palestra Cleide Borovik
12:30 - Menção honrosa aos professores e trabalhos selecionados
13:00 - Encerramento

Concurso Público Belford Roxo – RJ (11 vagas para Professor)

O concurso público de Belford Roxo (RJ) objetiva suprir vagas permanentes abertas no quadro da prefeitura.

O cargo professor de Ciência possui o vencimento mensal de R$1.210,40.

São 10 vagas para ampla concorrência 01 vaga para deficientes.

Acessando o endereço www.ceperj.rj.gov.br é possível se inscrever até o dia 28 de dezembro de 2010.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

King Kong ainda é o maior de todos os mamíferos


Com o anúncio de que o maior mamífero da pré-história foi o Indricotherium, de 17 toneladas e 5,5 metros, o primata King Kong (Megaprimatus kong), cuja altura varia de um mínimo de 6 a um máximo de 18 metros — dependendo do filme e da cena — e cujo peso estimaremos abaixo, mantém a coroa de maior mamífero de todos os tempos.

O tamanho dos animais reais e ficcionais é tema de um ensaio clássico do biólogo JBS Haldane, que qualquer pessoa que se interesse por ciência em geral — e por um bom texto sobre ciência, em particular — deveria conhecer de cor. Ele aparece em inúmeras antologias, a mais recente provavelmente sendo The Oxford Book of Modern Science Writing, e pode ser lido aqui.

O primeiro ponto que Haldane apresenta no ensaio é o de que, quando se multiplicam os medidas lineares de um ser vivo — com 6 metros de altura, Kong é três vezes maior que um gorila ordinário — as áreas de seu corpo são multiplicadas pelo mesmo fator ao quadrado (no caso de Kong, por nove), e os volumes, pelo fator ao cubo (27, no rei-primata da Ilha da Caveira).

Isso tudo pode parecer muito acadêmico até que nos damos conta de que a massa — e por tabela, o peso — do bicho varia junto com o volume (já que a densidade dos materiais de que o corpo é feito se mantém constante), e que a capacidade do animal de suportar o próprio peso segue a área da seção transversal de ossos e músculos.

Resumindo: Kong é 27 vezes mais pesado que um gorila africano comum, mas apenas nove vezes mais forte. Um gorila africano macho pesa, em média, 200 kg. Então, Kong pesa assustadoras 5,4 toneladas, com uma estrutura óssea e muscular que estaria confortável deslocando, no máximo, 1,8 tonelada.

Há ainda a questão da temperatura: o corpo gera calor de forma proporcional ao volume, mas só consegue dissipá-lo de modo proporcional à área.

No clima úmido-tropical da Ilha da Caveira, isso deveria bastar para deixar Kong prostrado. Nesse aspecto, ao menos — abstraindo, claro, a presença de Fay Wray/Jessica Lange/Naomi Watts– Nova York deve ter lhe parecido muito mais agradável.

Enfim, o corpo do Megaprimatus kong deve se submeter a pressões enormes apenas para caminhar; talvez respirar já seja até um pouco demais. Não admira que ele grite o tempo todo e, no geral, demonstre tanto mau humor. Também não surpreende que a espécie tenha sido extinta.

Fonte: Estadão.com.br

Concurso Público Aperibé – RJ (01 vaga para Professor)

O concurso público da Prefeitura de Aperibé (RJ) irá contratar Professor de Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) – Ciências Biológicas (salário de R$758,00).

Até o dia 15 de dezembro de 2010 as inscrições estão liberadas no site www.incp.org.br .

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Concurso Público Famcri – SC (01 vaga para Biólogos)

Encontram-se abertas as inscrições para o concurso público da Famcri – Fundação do Meio Ambiente de Criciúma/SC, onde são ofertadas diversas vagas efetivas constantes do quadro da entidade.

O cargo Biólogo possui a remuneração mensal de R$3.288,68.

A solicitação da inscrição deve ser feita em www.mmeducar.com.br, até o dia 17 de dezembro de 2010.

Inicialmente a prova objetiva está marcada par o dia 23 de janeiro de 2011.

Mais informações:

Biodiversidade norte-americana vigiada


Os Estados Unidos devem iniciar em 2011 a montagem de uma das maiores redes de observatórios ecológicos do mundo. Trata-se da National Ecological Observatory Network (Neon), que tem como objetivo reunir dados de experimentos e de observações ecológicas e climáticas feitas em todo o país.

Será a primeira rede do tipo projetada especialmente para identificar e prever mudanças ecológicas em uma escala de décadas. Com custo estimado de US$ 433 milhões, financiados pela National Science Foundation (NSF), a rede terá participação de diversas outras agências e instituições e está em fase final de planejamento.

O presidente Barack Obama solicitou a inclusão da Neon no orçamento do país para 2011 e a NSF já autorizou a concessão da verba para o projeto. Só estamos esperando ela ser aprovada no Congresso para iniciar a construção, que deve levar cinco anos”, disse Michael Keller, ex-cientista-chefe da rede, à Agência FAPESP.

Keller, que participou da fase de desenho do projeto e teve que se desligar dele há cerca de um mês para assumir um novo posto no Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, esteve no International Workshop on Long-Term Studies on Biodiversity, promovido pelo programa Biota-FAPESP no dia 23 de novembro.

“A ideia do projeto é reunir informações que costumam estar muito dispersas e ter extensão espacial limitada, disponibilizando-as o mais rapidamente possível e da melhor forma aos pesquisadores para que eles possam testar seus modelos”, disse o cientista que foi pesquisador visitante na Universidade de São Paulo e integrou o Programa da Grande Esfera-Atmosfera da Amazônia (LBA).

As informações integradas pelo sistema de monitoramento serão disponibilizadas em um site na internet no qual poderão ser acessadas gratuitamente por cientistas de qualquer país.

“Os dados de longo prazo e em escala continental, coletados e fornecidos pela Neon, possibilitarão compreender melhor e fazer previsões em grande escala dos impactos das mudanças climáticas, do uso do solo e da ação de espécies invasivas na biodiversidade”, apontou.

Keller explicou que, para realizar a coleta de dados que abastecerão a Neon, o território dos Estados Unidos foi dividido por meio de uma técnica multigeográfica em 20 partes, batizadas de “domínios ecoclimáticos”.

Nesses locais, que representam diferentes tipos de vegetação, geografia, clima e ecossistemas, serão coletadas informações referentes a mais de 500 variáveis definidas pelos cientistas da rede, entre as quais temperatura, pluviometria e diversidade de organismos.

“Em função das restrições orçamentárias do projeto, teremos que medir um grande número de variáveis em poucos lugares. A rede Neon não é um programa de monitoramento tradicional que tem diversas instâncias espaciais”, disse.

Dados abertos

A coleta de dados representará o maior trabalho a ser feito pela rede de observatórios ecológicos. Reunidos, eles formarão um conjunto de 130 mil amostras, entre organismos individuais, partes deles ou tecidos.

As informações serão coletadas por meio de 20 estações de observação fixas e 40 realocáveis, distribuídas pelos 20 domínios ecoclimáticos do país.

Compostas por torres com instrumentos de observação como sensores remotos, as estações fixas permitirão realizar observações sobre os impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas. Já as realocáveis, que mudarão de posição em períodos de cinco a dez anos, serão focadas na observação de alterações promovidas na biodiversidade pelo uso da terra e por espécies invasivas.

Para complementar as observações realizadas pelas 60 estações de observação terrestres também serão utilizadas três plataformas de observação aérea. Os dispositivos medirão propriedades bioquímicas e biofísicas e o tipo de cobertura de vegetação, entre outras características, por meio de instrumentos como espectrômetro de massa.

“Instalaremos três conjuntos desses instrumentos em aeronaves, que realizarão medições nas estações de observação da Neon e em seu redor, em um raio de até 200 ou 300 quilômetros”, disse Keller.

Os dados coletados pelas estações de observação serão analisados em campo ou em um dos dez laboratórios móveis que também integrarão a infraestrutura da Neon. E, de acordo com Keller, deverão ser disponibilizados rapidamente no site do projeto.

“Todos os dados serão abertos e fornecidos gratuitamente a cientistas de qualquer região do mundo. Queremos que as informações geradas pela Neon sejam utilizadas e analisadas pelo maior número de pesquisadores para que as previsões ecológicas possam ser as mais exatas possíveis”, afirmou.

Mais informações:
www.neoninc.org

Fonte: Agência FAPESP

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Concurso Público Dom Pedrito – RS (01 vaga para Biólogos)

Estão abertas as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Dom Pedrito (RS), que visa seleção de pessoal sendo que o Regime Jurídico aplicado aos contratados será o Estatutário.

Existe apenas 01 vaga destinada a Biólogos. A remuneração varia conforme a carga horária semanal (no edital não é especificado se serão 20 ou 40 horas semanais): entre R$2.280,00 e R$1.140,00.

As inscrições devem ser feitas até 09 de dezembro de 2010, pelo site www.objetivas.com.br .

Mais informações:

Bolsa de Pós-doutorado Em Ecologia de Fragmentação

A UNIFAL - Universidade Federal de Alfenas lançou edital para seleção de bolsita de pós-doutrado em Ecologia de Fragmentação, dentro do projeto intitulado: A INFLUÊNCIA, NAS COMUNIDADES DE PLANTAS E ANIMAIS, DO TIPO DE MATRIZ AO REDOR DE FRAGMENTOS FLORESTAIS DE MATA ATLÂNTICA ESTACIONAL, NO SUL DE MINAS GERAIS.

O PNPD consiste de uma bolsa de auxílio mensal de Pós-Doutorado, no valor de R$3.300,00, paga ao bolsista diretamente pela CAPES, durante o período de execução do projeto (até 60 meses). Haverá um repasse de recursos para custeio, no valor de R$12.000,00 anuais.

As inscrições podem ser realizadas até o 1º de dezembro de 2010.

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Vaga para Analista de Meio Ambiente Pleno - PA

Analista de Meio Ambiente Pleno

Local de Trabalho
Canaã dos Carajás (PA)

Formação
Graduação em Ciências Biológicas. Preferencialmente com pós- graduação em Meio Ambiente.

Requisito
Inglês Básico; CNH Tipo B.

Remuneração
A combinar.

Atividades
Realizar acompanhamento do plano de gestão de fauna; Realizar monitoramento de fauna; Realizar o resgate e afugentamento de fauna nas atividades de supressão vegetal; coordenar ações do meio biótico para as operações da mina sossego; fiscalizar contratos, realizar reuniões com contratadas; acompanhar fiscalização de órgãos ambientais; emitir pareceres técnicos na área de Biologia e promover a educação ambiental no âmbito das operações do projeto; promover a sustentabilidade ambiental nas minas de cobre. Conhecimentos necessários: Legislação ambiental geral e específica da área de fauna; conhecimento de gestão ambiental na mineração; práticas de educação ambiental; práticas de manejo de fauna; experiências em condução de trabalho que envolvem resgate, levantamento, monitoramento de fauna; registro no conselho de
classe e preferencialmente prática de direção "off road".

Observação
O candidato deve possuir disponibilidade para residir em Canaã dos Carajás/PA.

Interessados favor encaminhar currículo para o e-mail renata.armond@adaptpa.com.br com o código da vaga: Analista de Meio Ambiente Pleno, até o dia 07 de dezembro de 2010.

Site com mais informações sobre as atividades da vaga:

Seminário “O olhar da UFMG sobre as Serras do Gandarela e do Caraça: patrimônio socioambiental e sustentabilidade”


Data: 30 de novembro e 01 de dezembro de 2010.

Local: Auditório do Instituto de Geociências/IGC da UFMG – Belo Horizonte/MG.

Inscrições: seminariogandarela@gmail.com

Prêmio Hugo Werneck homenageia boas praticas ambientais


Na última segunda-feira (22), em solenidade no auditório Presidente Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, aconteceu a entrega do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza, para os vencedores. A premiação, considerada o Oscar da natureza, é concedida pela revista ‘Ecológico’ a pessoas e organizações que, por meio de atitudes e projetos, contribuam para a proteção do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida. A iniciativa está integrada à 1ª Semana Mineira de Redução de Resíduos, que acontece de 20 a 28 de novembro.

Neste ano foram indicados 152 projetos, cases, pessoas e instituições públicas e privadas divididos em 22 categorias. O Projeto Manuelzão, iniciativa que luta pela recuperação da bacia hidrográfica do rio das Velhas, foi um dos destaques da premiação, eleito como melhor exemplo em Comunicação e Mobilização Social de 2010.

Na solenidade de entrega, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, observou que se o Brasil foi o primeiro país do mundo a incluir a preservação da natureza em sua Constituição, muito se deve ao ambientalista Hugo Werneck. "Ser finalista de um prêmio que leva esse nome já é uma vitória", afirmou.

José Aparecido Gonçalves, o "Cido", recebeu o prêmio de ‘Melhor Exemplo em Resíduos Sólidos’ por seu trabalho no Festival Lixo e Cidadania que acontece em Belo Horizonte. Já Alice Lorentz Godinho foi eleita ‘Melhor Exemplo do Terceiro Setor’ por sua atuação como militante na luta pela despoluição dos rios, especialmente no rio Todos os Santos, no vale do Mucuri. O Mover - Movimento Verde de Paracatu, também foi homenageado durante a solenidade.

O troféu de Melhor Ação em Ecoturismo foi de Henri Collet, gerente do Parque Nacional da Serra do Cipó. Responsável pela implantação da administração participativa na unidade de conservação, ele vem desenvolvendo um trabalho de estímulo à prática sustentável de turismo ecológico junto às comunidades que vivem próximas ao Parque.

O Grupo Plantar recebeu o prêmio ‘Exemplo Florestal’ por suas práticas em silvicultura. A empresa é a que mais realiza plantios no Estado e foi o primeiro do país a adotar Mecanismos de Desenvolvimento Limpo previstos pelo Protocolo de Kyoto. A rede de supermercados Verdemar foi eleita a Melhor Empresa de 2010 por seus investimentos em iniciativas sustentáveis. A utilização de material reciclado nos pisos do estacionamento e instalação de captação da luz solar numa das unidades recentemente inaugurada são duas delas.

A lista com todos os indicados do Prêmio, assim como o regulamento e os critérios para seleção dos premiados, estão disponíveis no site: http://www.revistaecologico.com.br/premio/

Fonte: AMDA

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Concurso Público Professor UNESP (01 vaga para Biólogos)

A Universidade Estadual Paulista lançou edital destinado a concurso público de provas e títulos para provimento de 01 (um) cargo de PROFESSOR ASSISTENTE, com titulação mínima de Doutor, em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa – RDIDP, junto ao Departamento de Ecologia, do Instituto de Biociências, do Campus de Rio Claro, no conjunto de disciplinas “Ecologia Geral e Aplicada” e “Saúde e Meio Ambiente”.

O vencimento corresponde à referência MS-3 (R$7.574,75). Para o candidato portador do título de Livre-Docente, o vencimento será na referência MS-5 (R$9.030,61).

As inscrições serão recebidas, em dias úteis, até 08 de dezembro de 2010, no horário das 9h às 11h30 e das 14h às 17h, na Seção de Comunicações do Instituto de Biociências, sito à Avenida 24-A nº 1515 – Bela Vista – Rio Claro - SP, telefone: (19) 3526-4107.

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CRBio04 e MPE assina Termo de Cooperação Técnica na área de perícia ambiental


O Conselho Regional de Biologia - 4ª Região firmou um Termo de Cooperação Técnica (TCT) com o Ministério Público Estadual (MPE), no dia 17 de novembro, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais.

O convênio visa aumentar o dinamismo das perícias realizadas a pedido do MPE. "A grande vantagem é que esse tipo de convênio reforça a capacidade da Instituição de dar apoio técnico aos promotores de Justiça", afirma o Procurador de Justiça, Dr. Edson de Resende Castro, coordenador da Central de Apoio Técnico (CEAT).

Segundo ele, os promotores e Justiça se deparam todos os dias com situações que exigem conhecimento em áreas específicas, daí a necessidade da atuação de peritos. Não é viável manter um corpo de especialistas que abranja todas as áreas do conhecimento necessárias para que o Ministério Público exerça suas atribuições. Por isso, a necessidade de que sejam firmados termos como esse com Conselhos Profissionais.

Segundo o presidente do CRBio04, Biólogo Gladstone Corrêa de Araújo, o convênio firmado entre as duas instituições será vantajoso para os Biólogos, com a ampliação do mercado de trabalho, para o MPE, que terá acesso a profissionais qualificados de uma categoria altamente especializada e principalmente para a sociedade que terá um ganho de agilidade nas atividades do Poder Judiciário. Com essa medida os biólogos poderão prestar serviços de assessoria e elaboração de laudos periciais para o MPE, mediante anotação de ART.

Curso Biologia e Evolução dos Anfíbios


Nos dias 11 e 12 de dezembro de 2010 irá acontecer em Belo Horizonte, no Centro Universitário UNA, o curso Biologia e Evolução dos Anfíbios.

As aulas serão ministradas por Carlos Jared e Marta Maria Antoniazzi, Biólogos e pesquisadores do Instituto Butantan - SP.

Mais informações:

Processo Seletivo Professor UFCSPA – RS (02 vagas para Biólogos)

Estão sendo recebidas as inscrições para o Processo Seletivo da UFCSPA – Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre/ RS, cuja contratação de pessoal prevista se dará por tempo pré-estabelecido.

Biólogos podem se candidatar para 02 áreas: Ciências Básicas da Saúde/Biossegurança, Gerenciamento Laboratorial e Bioética; Ciências Básicas da Saúde/Genética Humana.

É exigido doutorado do candidato.

As inscrições devem ser feitas presencialmente entre os dias 22 e 30 de novembro de 2010 no Protocolo da UFCSPA, localizada na Rua Sarmento Leite, 245, no centro de Porto Alegre (RS), o atendimento será das 09h às 17h.

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Concurso Público Ananindeua - PA (10 vagas para Professor)

Iniciaram as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Ananindeua (PA).

O cargo Professor de Ciências possui a remuneração mensal de R$1.082,90 + vantagens. São 09 vagas disponíveis para amplca concorrência e 01 vaga reservada aos portadores de deficiência.

Mediante acesso ao site www.cetapnet.com.br, a inscrição é liberada até o dia 26 de dezembro de 2010.

Mais informações:

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Brasil pode ser a maior potência ambiental do planeta


Se hoje falamos em biodiversidade, muito se deve ao biólogo americano Thomas Lovejoy, ou apenas Tom, como gosta de ser chamado. Lovejoy criou o termo "biodiversidade" na década de 1980, bem antes da Rio 92, a primeira conferência mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) que tratou especificamente dos problemas de biodiversidade e mudanças climáticas. O evento reuniu 175 países e desenvolveu a Agenda 21, uma base para que cada nação construísse seu próprio plano de preservação do meio ambiente.

Lovejoy hoje é o conselheiro-chefe de biodiversidade do Banco Mundial e orienta programas voltados para o meio ambiente. De gravata borboleta e falando um excelente português - Lovejoy trabalhou 45 anos na floresta amazônica - o biólogo veio ao Brasil para falar sobre a preservação das espécies e do meio ambiente na Conferência do Ano Internacional da Biodiversidade que ocorre nesta terça-feira, em São Paulo. Antes, conversou com o site de VEJA e explicou como e por que o Brasil poderá se tornar uma potência ambiental com um papel chave na preservação da biodiversidade mundial.

Trinta anos atrás o senhor fez uma projeção de que entre 10% e 20% dos animais estariam extintos até 2020. O senhor ainda acredita nisso?Pode ser que demore mais, mas não muito. Se não mudarmos nossos hábitos, chegaremos lá. Mas não temos que seguir esse caminho.

O senhor acredita que estamos passando pela sexta maior extinção em massa da Terra?Estamos no início do que poderia ser a sexta maior extinção em massa. Se continuarmos indo na direção que estamos, com certeza. Se olharmos os dados, todas as taxas de extinção estão cerca de 1.000 vezes maiores do que normalmente ocorreria.

O homem vai causar sua própria extinção?Não, pois vivemos muito bem em condições miseráveis [risos]. Podemos dizer que a humanidade prospera onde a natureza floresce. E fizemos o experimento de mostrar o que acontece onde a natureza não floresce — o Haiti. O Haiti era a colônia mais rica da França na época da revolução americana. Seu valor era maior do que as treze colônias americanas juntas. É nessa direção que não devemos ir. Se acontecer com o mundo o que aconteceu com o Haiti, a extinção em massa já terá ocorrido.

Desde que o senhor cunhou o termo ‘biodiversidade’, muitas coisas aconteceram. O que mudou desde a década de 1980 até agora?A biodiversidade foi elevada ao status de problema internacional. Em muitos países é uma prioridade nacional. A Rio 92 deu início a muitas medidas em todos os países. Em alguns países funcionou muito bem e em outros nem tanto. Demos passos importantes, mas ainda temos muito o que fazer.

Por que funcionou em alguns países e em outros não?Primeiro porque é uma questão de cultura. É também um problema das instituições e dos recursos daquele país. É também uma dança política, que depende da vontade dos governos. Porém, não acho que em 1992 alguém imaginava que o mundo abrigaria tantas regiões protegidas como hoje. No entanto, muitas promessas foram feitas e nem todas cumpridas.

O que não funcionou na Eco 92 que não conseguiu impedir animais de serem ameaçados da extinção?O maior fracasso foi a promessa de dinheiro. Na ocasião fizeram muitas promessas de recursos que não foram cumpridas. Tudo foi construído no sentido de arrecadar assistência financeira para os países em desenvolvimento. A história mostra que essas promessas não duram muito tempo.

O senhor acha que os países irão apontar culpados em 2012?Isso pode acontecer. Mas o mais importante é o compromisso de alternativas aos recursos. A compra e venda de carbono é uma saída. Se houver um acordo com relação a isso, o recurso aparecerá. Não dependerá de votações complicadas nos governos de origem.

A preservação da biodiversidade está nas mãos de poucas pessoas, de seus representantes?A resposta é sim e não. Se as pessoas escolhem seus representantes, o poder não está mais na mão deles. O maior problema na maioria das democracias é que as pessoas pensam que a natureza é legal mas não é necessária. E isso é errado. Não podemos considerar a natureza separada da humanidade.

Por que os objetivos que visam a salvar o meio ambiente levam décadas para serem atingidos? Por que as metas estão tão longe?Creio que o problema começa por convencer as pessoas de que se trata de um grande problema. O que era um problema pequeno há 50 anos pode ser um grande problema hoje. É preciso fazer essa transição. As pessoas também são resistentes a mudanças. A maioria delas não tem consciência do impacto individual que cada uma tem no planeta. Temos a ilusão de que está tudo bem, mas não é bem assim. A poluição que emitimos hoje não será sentida por 30 anos. Mas desse modo estamos comprometendo o futuro.

Qual é o impacto individual de cada ser humano?Todas as pessoas contribuem com uma quantia. Que tipo de energia e recursos naturais utilizam e em qual escala. Às vezes estou no avião e recebo um prato com frutos do mar. Isso nos faz pensar que aquele alimento representa um animal que um dia viveu no mar. As pessoas precisam perceber essa cadeia de acontecimentos que existe entre essas duas pontas.

Alguns cientistas dizem que a mudança do clima não ocorre por causa do homem. Eles argumentam que para avaliar o clima, precisamos levar em consideração escalas geológicas e não apenas dezenas de anos. Como o senhor enxerga essa argumentação?Isso está errado por dois motivos. O primeiro é que a ciência climática é muito boa. Os modelos simula o comportamento do clima muito bem. Sabemos como era o tempo antes do ser humano. Sabemos que nos últimos 10.000 anos foi um período muito estável. Os ecossistemas se adaptam ao clima estável. Então, a ciência, nesse sentido, é forte. O segundo motivo é que o seu bem estar e o da sua família não se mede pela escala geológica.

Qual é o papel do Brasil no contexto da biodiversidade?Acredito que o Brasil está em uma posição muito especial. Digo isso baseado na atuação do país em Nagoia. Foi o Brasil que ajudou o Japão a montar um acordo com que todos os países concordaram. Conseguimos acertar em proteger 10% de todas as áreas marinhas e reduzir pela metade a perda de habitats naturais. São coisas substanciais nas quais o Brasil desenvolveu um papel fundamental. Isso porque o Brasil é uma nação importante, com estabelecimento científico forte e uma opinião pública impressionante. O país está em posição de ser a ‘potência ambiental’. Se considerarmos o que o Brasil fez para proteger áreas nos 40 anos que estive aqui, é impressionante. Existia apenas uma floresta nacional. Hoje, 57% da Amazônia está sob algum tipo de proteção, federal ou estadual. Não é suficiente, mas saindo de zero até mais da metade — e a maior parte nos últimos 10 anos — é algo substancial.

O Brasil quer utilizar o petróleo do pré-sal para resolver problemas sociais. O senhor acha contraditório utilizar um combustível fóssil, não renovável, em uma era em que estamos discutindo soluções sustentáveis?Eu sei que o mundo poderia parar de usar combustíveis fósseis hoje. Também sei que se isso acontecesse, seria o caos absoluto. Além disso, se quisermos que a Terra só aqueça mais dois graus teríamos que parar de emitir gás carbônico (CO2) até 2016. E isso não vai acontecer. Haverá um período de transição. Quanto mais curto ele for, mais fácil será lidar com as consequências. Temos que encontrar formas de retirar o CO2 da atmosfera. A boa notícia é que uma das formas se chama ‘biologia’. Talvez metade do CO2 da atmosfera veio do que fizemos com os ecossistemas, incluindo desflorestamento ou degradação de ambientes, e assim por diante. Talvez os 300 bilhões de toneladas de CO2 entraram na atmosfera dessa forma. Eu diria que podemos devolver grande parte disso com reflorestamento e reconstrução desses ecossistemas. Temos que pensar em uma escala mundial.

Como o senhor acha que o resultado da eleição presidencial no Brasil irá afetar as políticas do meio ambiente do país?Depende de quem for colocado no Ministério do Meio Ambiente. Além disso, com boa ciência e com boa divulgação. Acho que será possível fazer a coisa certa. As boas políticas começaram há bastante tempo, desde antes do governo do Fernando Henrique, e felizmente os governos têm mantido as boas práticas. A nova geração de políticos que surgiu no Amazonas também contribuiu para o cenário otimista. Antes da COP15, os governadores da Amazônia enviaram uma carta ao presidente Lula sobre a venda de carbono e as florestas. Isso mudou a posição do Brasil em Copenhague.

O que o Brasil precisa fazer para proteger a biodiversidade da Amazônia?Acredito que é preciso repensar os planos de integração e infraestrutura utilizando abordagens mais modernas. Isso também vale para o projeto de energia para o país. É preciso encontrar formas de fazer dinheiro vendendo carbono para o resto do mundo. Para que isso melhore a vida das pessoas sem ter que derrubar a floresta. Existe um fundo da Amazônia no BNDES que pode ficar maior facilmente. É preciso melhorar a fiscalização e os incentivos. É um problema grande pois é preciso vontade política a longo prazo. E no Brasil a vontade política é inconstante. Quando vejo o que o Brasil fez em Nagoia, vejo um dos maiores contribuidores. O Brasil ajudou remover os obstáculos para que os países agissem em Nagoia. O Brasil agora precisa saber administrar os próprios recursos e economia de modo a estabelecer-se como potência ambiental. O segredo da sustentabilidade depende da preservação dos sistemas biológicos, pois são todos renováveis se não forem extintos. Não somos muito bons em ganhar dinheiro com o meio ambiente, mas estamos aprendendo.

Qual é a mensagem que os brasileiros devem levar consigo para a preservação da natureza?Eu diria que existe um motivo para a bandeira brasileira ser verde e amarela.

Fonte: Veja.com

Biólogo luta por tigres na Rússia


O biólogo Anatoly Belov vem protegendo tigres e leopardos de reservas russas há 22 anos.

Graças a gente como ele, a população do maior felino do mundo passou de 50 a cerca de 400 nos últimos 50 anos naquela região.

Há pouco mais de cem anos, em todo o mundo, a população de tigres ultrapassava 100 mil animais, com nove espécies.

Hoje, dessas, três já são extintas, e o número total é de cerca de 3,2 mil.

Caçadores ainda ameaçam os animais da região. Diariamente, Belov e outros funcionários patrulham a reserva.

Nos últimos anos, já detiveram centenas de caçadores e apreenderam dezenas de armas.

A população de tigres siberianos vem crescendo nas últimas décadas

Na segunda-feira, foi registrada a segunda morte de um tigre de amur, também conhecido como tigre siberiano, nos últimos seis meses no extremo oriente da Rússia.

O problema é que a equipe de dez pessoas tem nada menos que 150 mil km² para vigiar.

Caçadores vendem partes de tigre no mercado negro, principalmente para a China, onde elas são utilizadas na medicina tradicional.

Só a pele de um tigre pode ser vendida por até US$ 25 mil no mercado negro. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: BBC Brasil

Processo Seletivo Professor Ilhabela – SP (Cadastro de Reserva)

Abriram as inscrições para o Processo Seletivo da Prefeitura de Ilhabela – SP, objetivando suprir a área da educação mediante contratações no Regime Celetista.

As inscrições devem ser feitas através do site www.institutomais.org.br, até o dia 03 de dezembro de 2010.

O cargo Professor de Ciências Físicas e Biológicas é destinado a cadastro de reserva (salário de R$12,79 hora/aula).

Para mais informações, clique aqui

Cientistas analisam tipos de alga que teriam um bilhão de anos


Cientistas que estudavam duas espécies de algas que crescem em regiões profundas dos oceanos concluíram que elas podem ter surgido cerca de um bilhão de anos atrás e seriam verdadeiros "fósseis vivos".

A descoberta, feita por uma equipe de pesquisadores nos Estados Unidos e da Bélgica, pode transformar as teorias sobre quais plantas seriam as precursoras de todas as plantas verdes existentes hoje.

Os estudiosos recolheram amostras de algas que já eram conhecidas e pertenciam a dois gêneros, Palmophyllum e Verdigellas.

Elas foram encontradas a cerca de 200 metros no fundo do mar e, segundo os estudiosos, possuem pigmentos especiais que permitem aproveitar a luz que chega a essa profundidade para fazer a fotossíntese.

Os cientistas foram os primeiros a analisar o genoma dos dois organismos. E foi esta análise que revelou a impressionante origem dessas algas.

As conclusões da equipe foram publicadas na revista científica "Journal of Phycology".

DIFERENTES

As plantas verdes até hoje foram classificadas em dois grandes grupos, ou clados --grupos de espécies com um ancestral comum.

Um deles inclui todas as plantas terrestres e as algas verdes com estruturas mais complexas, conhecidas como carófitas. O outro clado, o das clorófitas, abrange todas as algas verdes restantes.

A maioria dos estudos feitos anteriormente tentou determinar quais plantas antigas deram origem às carófitas, mas houve poucas pesquisas sobre a origem das outras algas verdes.

O cientista Frederick Zechman, da California State University, em Fresno, e sua equipe coletaram e estudaram amostras de Palmophyllum encontradas na região da Nova Zelândia (oceano Pacífico), e Verdigellas da região oeste do Atlântico.

Elas são bastante peculiares, porque embora sejam multicelulares, cada uma de suas células não parece interagir com as outras de forma significativa.

Cada célula está acomodada sobre uma base gelatinosa que pode dar origem a formas complexas, como caules.

Os cientistas analisaram o DNA nas células das algas e concluíram que, em vez de pertencer ao clado das clorófitas, as duas espécies eram, na verdade, de um grupo novo e distinto de plantas verdes incrivelmente antigo.

Algas analisadas têm estrutura celular diferente de outras, e os cientistas acham que elas são tão diferentes, que deveriam ser classificadas em uma ordem própria.

"Ao compararmos essas sequências genéticas aos mesmos genes em outras plantas verdes, descobrimos que essas algas verdes estão entre as primeiras plantas verdes divergentes, ou seriam talvez a primeira linhagem divergente de plantas verdes", disse Zechman à BBC.

Se este for o caso, segundo o cientista, essas algas poderiam ter surgido há um bilhão de anos.

PROGENITORAS DE PLANTAS

Para ele, a descoberta poderia "transformar" a visão que se tem sobre qual planta verde foi a ancestral de todas as que existem hoje.

Até o presente, os cientistas acreditavam que a progenitora das plantas verdes seria uma planta unicelular com uma estrutura em forma de cauda chamada flagelo, que permitia que a planta se movesse na água.

Mas a equipe de Zechman não encontrou flagelos nas algas observadas, o que pode ser uma indicação de que as plantas verdes mais antigas do planeta podem não ter tido flagelos.

Zechman disse que as algas estudadas por sua equipe podem ser qualificadas como "fósseis vivos", embora não se tenha conhecimento da existência de fósseis reais dessas algas.

Sua habilidade de utilizar luz de intensidade baixa permite que cresçam em águas profundas --o que pode ser a chave de sua impressionante longevidade.

Em profundezas como essas, as plantas sofrem menos perturbações provocadas por ondas, variações de temperatura e por predadores herbívoros que poderiam se alimentar delas.

Fonte: BBC BRASIL

Processo Seletivo SENAR – RO (01 vaga para Biólogos)

O Processo Seletivo do SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural/ RO irá selecionar candidatos para provimento das vagas de nível superior.

Biólogos podem concorrrer ao cargo Assistente Técnico - Gerência Técnica.

A remuneração mensla é de R$1.357,42 + Benefícios.

As inscrições são permitidas através do site www.ro.iel.org.br, até o dia 02 de dezembro de 2010.

Mais informações:

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Rock ComCiência: Podcast sobre Ciência e Rock and Roll


Criado em setembro de 2010, o programa Rock ComCiência trata de assuntos relacionados à Ciência, à vida, ao universo e tudo mais ao som do mais puro Rock and Roll. Trata-se de um projeto de divulgação científica do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde do Campus de Rio Paranaíba da Universidade Federal de Viçosa, sob coordenação do professor Rubens Pazza.

Rock ComCiência vai ao ar todos os sábados às 17h30 pela rádio Maximus FM 101,5Mhz de Rio Paranaíba e conta com um blog no qual são disponibilizados os podcasts dos programas anteriores e textos de apoio sobre os temas da semana. Já foram abordados temas básicos sobre ciência, além de biotecnologia, eleições, Douglas Adams, o genoma do rockeiro Ozzy Osbourne e muito mais, sempre com humor e descontração. O objetivo do programa não é ministrar aulas ou palestras pela rádio, mas provocar discussões e levantar questionamentos ao mesmo tempo em que se transmite informações sobre o funcionamento da ciência e sua relação com o cotidiano.

O programa é apresentado pelo coordenador da equipe, prof. Rubens, pelo estudante de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal, Pierre Penteado e pelo estudante de Administração do campus de Rio Paranaíba, André Paiva.

Além da emissora normal, o programa pode ser ouvido ao vivo pelo site www.rockcomciencia.com.br onde também estão disponibilizados os programas anteriores e os textos. As novidades do site podem ser acompanhadas pelo twitter www.twitter.com/rockcomciencia .

I Encontro de Biologia Newton Paiva


No dia 27 de novembro, o curso de Ciências Biológicas irá promover o “I Encontro de Biologia Newton Paiva”. O evento será realizado na unidade Silva Lobo (Av. Silva Lobo, 1.730, Nova Granada), das 8H às 15h30.

As inscrições podem ser feitas na Secretaria das Coordenações da unidade Silva Lobo, até às 12h do dia 26 de novembro. O investimento é de R$ 5 para as palestras e de R$ 10 para o minicurso.

O evento será dividido em duas partes: no turno da manhã, o auditório receberá as palestras “Aplicações da Cultura de Tecidos na Conservação da Biodiversidade”, “Biotecnologia e Meio Ambiente” e “Biofármacos”. No período da tarde, após o intervalo para o almoço, o “I Encontro de Biologia Newton Paiva” realizará os minicursos “As Geotecnologias e os Estudos Ambientais”, “Cultura de Tecidos Vegetais” e “Sistemas de Montagem para Aquários de Corais”.

Mais informações:

MPF questiona licença rápida para explorar minas


O Ministério Público Federal (MPF) acusou o Governo de Minas e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) de descumprirem a Constituição Federal e resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente, acarretando inúmeros danos ambientais sem qualquer controle por parte do Estado. O órgão recomendou, ontem, que o Conselho de Política Ambiental (Copam) - órgão estadual - e o DNPM façam a imediata suspensão da expedição de Autorizações Ambientais de Funcionamento (AAFs) para o setor de mineração e ainda realizem convocação dos empreendedores para o devido licenciamento ambiental.

A recomendação foi dirigida ao Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho. A AAF é uma espécie de licenciamento simplificado que não prevê estudos prévios de impacto ao meio ambiente, assunto que veio à tona após série de reportagens do HOJE EM DIA, iniciada em 7 de julho deste ano.

As AAFs, no caso da mineração, permitem uma extração anual de 300 mil toneladas de minério sem a necessidade de apresentação do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), sob o argumento de que não há impacto ambiental significativo. A legislação estabeleceu que o licenciamento deve ser precedido destes estudos e passar por três fases de aprovação: Licença Prévia, de Instalação e de Operação. Tal procedimento vinha sendo ignorado, conforme o MPF.

O Ministério Público Estadual (MPE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já se manifestaram e classificaram as AAFs como inconstitucionais. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) informou que um grupo de estudos avalia outras formas de licenciamento para a mineração em substituição às AAFs, mas informou que até a tarde de ontem não havia sido notificada oficialmente. O DNPM foi procurado, mas não se posicionou sobre o assunto.

O MPF recomendou ao DNPM a imediata suspensão do andamento dos procedimentos administrativos destinados à concessão, permissão ou autorização de lavra, caso não tenha sido apresentada a licença de instalação. Foi requisitado, ainda, levantamento junto ao DNPM das indevidas concessões ocorridas após 2004, bem como a totalidade das AAFs no Estado de Minas Gerais. O prazo concedido para resposta e envio das informações é de 10 dias úteis. A AAF foi criada pelo governo mineiro em 2004 para agilizar o licenciamento. Ela só existe em Minas Gerais.

MP estadual cobra extinção de autorizações

Desde julho que o Ministério Público Estadual (MPE) intensificou os trabalhos no sentido de extinguir a AAF. O precedente aberto para que o MPE argumentasse em favor do fim deste tipo de licença para mineração ocorreu em 2008 na mina de Várzea do Lopes, do grupo Gerdau, na Serra da Moeda, em Itabirito, região Central de Minas Gerais.

O conglomerado gaúcho solicitou e obteve aprovação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de duas AAFs em áreas contíguas, fracionando o processo de licenciamento e aumentado o impacto ambiental. Foi realizado um acordo, e a Gerdau teve que fazer o licenciamento no modo clássico e ainda depósitos financeiros em juízo como garantia de recuperação da área.

Como a Gerdau aceitou fazer o acordo, abriu uma brecha para que outros empreendimentos fossem obrigados a refazer o licenciamento. Neste sentido, o MPE iniciou diversas investigações para apurar as irregularidades da AAF em empreendimentos minerários.

Duas AAFs foram suspensas após intervenção do MPE. Na Serra do Caraça, em Catas Altas, a Maybach Mineração havia conseguido junto à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) a AAF para explorar minério de ferro dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA).

Em Caeté, a Crusader do Brasil Mineração também teve deferida a AAF para produzir 1 milhão de toneladas de minério de ferro na Serra da Piedade, a dois quilômetros de uma região que tem seu conjunto cultural e paisagístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural Nacional (Iphan).

Fonte: Hoje em Dia

Processo Seletivo IFSULDEMINAS (01 vaga para Professor)

O IFSULDEMINAS - Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sul Minas Gerais abriu processo seletivo simplicado para contratação de professor substituto, pelo período de 06 (seis) meses, na área de Biologia.

As inscrições estarão abertas no período de 19 de novembro de 2010 a 30 de novembro de 2010, nos dias úteis, no seguinte endereço e horários: Na Supervisão Pedagógica, de 7h30 às 10h30 e 13h às 16h30, situada à Praça Tiradentes, 416, Centro, Inconfidentes-MG.

Será admitida a inscrição por terceiros mediante procuração.

A remuneração varia conforme a titulação: entre R$2.124,20 e R$3.672,61.

Mais informações:

Criatório legal de animais silvestres


Ainda é reduzido o número de pessoas que se dispõem a implantar uma unidade mantenedora ou conservacionista de criação e manejo de animais silvestres em cativeiro no interior do Ceará, devidamente legalizada e fiscalizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nesta cidade, na região Centro-Sul, há apenas dois instalados e igual número em processo de legalização. Mesmo assim, o escritório regional do Ibama observa que o número de interessados vem crescendo e vê esses criatórios como importante para a preservação da fauna silvestre.

A tendência atual, segundo o chefe do escritório regional do Ibama, em Iguatu, Fábio Bandeira, é de que cresça o número de criatórios conservacionistas de animais silvestres em cativeiro. A preferência dos criadores é por aves. Nesta cidade, há duas unidades mantenedoras, que se diferenciam do criador conservacionista por não ser permitida a reprodução das espécies.

Legislação ambiental

A implantação de unidades mantenedoras ou conservacionistas tem de seguir as normas previstas na legislação ambiental e regulamentadas na portaria do Ibama, 169, de 2008. O primeiro passo que a pessoa interessada em criar animais silvestres deve fazer é providenciar um cadastro no órgão, a elaboração de projeto arquitetônico e do plano de trabalho, que incluem descrição do imóvel, do ambiente, manejo de alimentação, fonte de água, espécies pretendidas, demonstrar capacidade financeira e orçamento detalhado da obra.

O projeto arquitetônico, de engenharia civil e o plano de trabalho têm de ser elaborados por profissionais. Devem ser apresentados dados biológicos, características do criadouro (piso, aeração, proteção, luz, temperatura, exercício e repouso para os animais) e, também, dados sanitários.

As unidades são acompanhadas por biólogos e por veterinários. A assistência técnica é fundamental. O Núcleo de Fauna do Ibama faz a análise da documentação e ser for aprovada é concedida licença prévia. Depois, em um prazo de 320 dias, a unidade deve estar concluída e passa por vistoria de técnicos do Instituto. Por último, é concedida a licença de operação.

"É quando o proprietário está apto a receber animais apreendidos pela fiscalização do Ibama ou permutados de outros criatórios legalizados", explica a bióloga, Ana Patrícia Oliveira dos Santos. Um profissional devidamente registrado no Conselho Regional de Biologia (CRBio) deve ser contratado para fazer o acompanhamento permanente das unidades e, ainda, um veterinário para realizar visitas periódicas.

A legislação exige ainda a elaboração de relatórios trimestrais e semestrais, com registro de ocorrências, fuga, furto, morte, quantidade e espécies recebidas, doenças. "Em caso de descumprimento o criador poderá sofrer pena e perda do direito de manter a unidade", explica Patrícia Oliveira Santos. "É preciso seguir as normas".

O criadouro conservacionista permite a reprodução de algumas espécies também sob autorização do Ibama e manejo correto. Um percentual é encaminhado para áreas de solturas, e outros permanecem na unidade de origem ou são remanejadas para outros criadouros. Há um controle sobre a quantidade de reprodução, que deve ser compatível com a área.

Em todos, é necessário que seja feita a sexagem, definição do sexo por exame de sangue. Na unidade mantenedora na qual não é permitida a reprodução, machos e fêmeas devem conviver isoladamente para evitar o acasalamento. Mesmo assim, se ocorrer o nascimento de animais, é preciso os devidos cuidados. Até três dias de nascido, o animal deve ser anilhado, para possibilitar registro, monitoramento e evitar tráfego.

Monitoramento

Os animais são acompanhados por biólogos e veterinários que orientam sobre correta alimentação, uso de medicamento, imunização, monitoram mudança, como troca de penas, época reprodutiva, por exemplo. Nos casos de surgimento de doenças, o biólogo solicita a visita do veterinário.

O chefe do escritório do Ibama, Fábio Bandeira, explica que todos os animais em criadouros são anilhados e os técnicos do Núcleo de Fauna fazem com regularidade e surpresa inspeções. "Animais apreendidos e que não têm condições de sobrevivência nas áreas de solturas permanecem em cativeiro", disse Bandeira.

A expectativa do Ibama é que houvesse um maior número de criadouros. O objetivo é a conservação das espécies. "A barreira maior é a questão econômica", admite Bandeira. O custo de construção de uma unidade varia de acordo com o tamanho e o material empregado. Nesta cidade, um criadouro que está em conclusão foi orçado em R$ 60 mil. Há necessidade de contratação de um tratador permanente e um técnico responsável. O Ibama comprova a capacidade financeira do proprietário tendo por base a declaração do Imposto de Renda.

A bióloga Patrícia Oliveira Santos observa que não basta apenas a capacidade financeira ou o simples impulso de manter uma unidade mantenedora ou conservacionista. "É preciso ter vontade, o espírito e a consciência de preservação dos animais, e não o simples desejo de manter aves para enfeites, embelezamento da casa e atração para amigos e visitantes pelo canto e plumagem dos pássaros", contou.

Os criadouros de animais silvestres podem estar instalados em áreas urbanas e rurais. Na área de abrangência do Ibama de Iguatu somente há um de característica comercial, que permite, sob regras e controle, a reprodução e até a comercialização de alguns animais.

As unidades contribuem para a preservação dos animais, ampliarem a consciência ecológica entre os moradores. Bandeira observa que o hábito de criar animais em cativeiro é milenar e remonta desde a época do início da colonização do Brasil. Ao implantar normas que permitem a instalação de criadouros, o Ibama avança na legislação e atende a demanda daqueles que querem criar, proteger e reproduzir espécies. Os pássaros são os mais comuns. Dos seis projetos que estão em andamento na região Centro-Sul, todos são destinados à criação de aves silvestres: canários da terra, graúna, corrupião, arara, papagaio, graúna e tucano.

Conservação
"O Ibama incentiva os criadouros para ajudar na preservação das espécies"
Fábio Bandeira Chefe do escritório do Ibama em Iguatu

"É preciso ter vontade, consciência de preservação e não criar por embelezamento"
Patrícia Oliveira Santos
Bióloga

Fonte: Diário do Nordeste

Novo perigo para condor pode estar no DDT de décadas atrás


Quatro anos atrás, numa cavidade forrada de folhas no tronco de uma sequoia de 60 metros, dois condores da Califórnia fizeram a primeira tentativa de formar um ninho nesta região em mais de um século.

Joe Burnett, renomado biólogo da vida selvagem da Ventana Wildlife Society e principal biólogo do programa de recuperação de condores da Califórnia Central, que estivera monitorando o casal de condores, ficou maravilhado com esse promissor desenvolvimento no esforço para salvar da extinção o maior pássaro dos EUA. Quando essa primeira tentativa de procriação não funcionou, Burnett atribuiu o fracasso à inexperiência dos jovens pássaros. Porém, quando escalou a árvore gigante para examinar o ninho abandonado, ele ficou estarrecido com o que descobriu: a primeira evidência de uma nova dificuldade para o programa de condores.

“Os fragmentos de cascas de ovo encontrados pareciam incrivelmente finos”, disse Burnett. “Eles eram tão finos que precisamos conduzir testes para confirmar que se tratava de um ovo de condor”. Os fragmentos o lembraram dos frágeis ovos de pássaros como o pelicano-marrom e o falcão-peregrino, que foram devastados pelo DDT e hoje recomeçam a aparecer.

A descoberta levantou uma questão perturbadora: poderia o DDT – o pesticida fatal que é proibido nos Estados Unidos desde 1972 – causar problemas reprodutivos nos condores quase quatro décadas depois?

Para descobrir isso, a Ventana Wildlife Society, que gerencia a libertação dos condores da Califórnia Central, coletou o máximo de ovos selvagens que conseguiu. Os poucos casais de reprodução em Big Sur colocam um único ovo a cada dois anos. Biólogos da Ventana desbravam o isolado terreno da região para trocar um ovo selvagem por outro, do programa de criação em cativeiro no zoológico. O desatento casal, então, choca o ovo substituto como se fosse o seu.

Leão marinho
Além disso, os biólogos da Ventana começaram a buscar possíveis novas fontes de DDT. Os condores são comedores de carniça e, nos últimos anos, os pássaros de Big Sur se voltaram ao que era uma importante fonte de alimento, historicamente falando: os mamíferos marinhos. Agora, Burnett suspeita que animais como os leões marinhos da Califórnia podem carregar um perigo oculto aos condores. Mesmo atualmente, a gordura do leão marinho contém altos níveis de DDE, um tóxico subproduto metabólico do DDT.

Os biólogos da Ventana compararam a espessura das cascas de ovos coletadas em Big Sur com aqueles produzidos pelos condores do sul da Califórnia, um grupo que vive a muitas milhas da costa. Os pássaros do sul da Califórnia não se alimentam de mamíferos marinhos, e seus ovos são normais. Burnett afirmou que os ovos de Big Sur são “substancialmente mais finos” do que os ovos dos pássaros do interior, e que indicadores iniciais apontam o DDT como a principal causa do afinamento.

Embora não existam fontes conhecidas de DDT perto de Big Sur, um grande ponto de DDT em sedimentos marinhos perto da costa sul da Califórnia, chamado de Recife de Palos Verdes, atraiu a atenção de Burnett – pois fica próximo a uma área de procriação dos leões marinhos da Califórnia, que comem os peixes da região. Em seguida, os leões marinhos migram costa acima. Centenas desses animais usam uma praia rochosa perto de Big Sur como ponto de parada em sua viagem ao norte. Nos últimos anos, essa “parada” de leões marinhos se tornou o banquete favorito dos condores de Big Sur.

O DDT que polui o Recife de Palos Verdes apareceu há meio século, com a empresa Montrose Chemical Corp. Na época, a Montrose era a maior produtora mundial do que se considerava um “pesticida milagroso”. Segundo Carmen White, gerente do projeto de remediação da Agência de Proteção Ambiental (EPA, da sigla em inglês) para o local, nas décadas de 1950 e 60 a Montrose dispensou seus resíduos de DDT sem tratamento diretamente no sistema de esgotos do Distrito de Saneamento do Condado de Los Angeles. Estima-se que 1,7 mil toneladas tenham se assentado no fundo do mar, onde segue contaminando as águas da costa do Pacífico. A EPA declarou a área como um local do Superfundo, e White está coordenando um projeto para cobrir as partes mais contaminadas com uma camada de areia e lodo em 2012.

Segundo David Witting, biólogo de pesca para a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, a dieta determina como o DDT afeta as diversas espécies. Em 1971, quando as autoridades locais obrigaram a Montrose a interromper suas descargas, Witting afirmou que os pelicanos-marrons e outros pássaros haviam sido duramente atingidos. Os pelicanos estavam se alimentando de pequenos peixes contaminados por DDT, que absorviam o pesticida enquanto nadavam pela superfície próxima à saída do esgoto.

Assim que a Montrose parou de descarregar DDT no esgoto, essa fonte de contaminação desapareceu. “Depois disso os pelicanos-marrons reapareceram de forma bastante rápida”, disse Witting.

James Haas, coordenador do programa de contaminantes ambientais do Serviço de Vida Selvagem e Peixes dos Estados Unidos, apontou que outros pássaros da região que se estão mais acima na cadeia alimentar, como as águias-de-cabeça-branca, continuam sofrendo com o afinamento das cascas de ovos induzido por DDT.

Preocupações a respeito dos condores e do DDT estimularam o Serviço de Vida Selvagem e Peixes a iniciar um novo projeto de um ano para estudar como os mamíferos marinhos poderiam levar DDT da Montrose até a costa californiana. A principal pesquisadora, Myra Finkelstein, da Universidade da Califórnia, também conduz um estudo de quatro anos para investigar fatores de risco e estratégias de gerenciamento para assegurar a sustentabilidade em longo prazo dos condores. Isso inclui não só o DDT, mas também intoxicações causadas pela ingestão de fragmentos chumbo, encontrados na caça a tiros. O envenenamento por chumbo foi um fator significativo na luta dos pássaros contra a extinção, e segue sendo o principal perigo atual aos condores libertados.

Em 2008, graças ao problema do envenenamento por chumbo, a Califórnia decretou uma lei exigindo o uso de munição sem chumbo na região dos condores.

Apesar do chumbo e do crescente problema com DDT, Burnett permanece otimista. Ele tem esperanças de que ações como cobrir os sedimentos marinhos contaminados, além das constantes pesquisas, proporcionarão soluções. Ele aponta que, em 1982, a população de condores da Califórnia estava reduzida a 22 pássaros. Embora os problemas continuem, a recuperação dos condores tem sido uma história de sucesso para a conservação. Hoje existem 380 condores da Califórnia no mundo todo, com a metade desses titãs do céu voando livremente no oeste dos Estados Unidos.

“Há uma luz no fim do túnel”, disse Burnett. “Apenas não sabemos a que distância ela está”.

Fonte: The New York Times

1º Fórum Regional de Biodiversidade e Sustentabilidade


De 25 a 27 de novembro de 2010, O IFMG – Instituto Federal de Minas Gerais - Campus Bambuí irá promover o “ 1º Fórum Regional de Biodiversidade e Sustentabilidade”.

O evento contará com palestras, oficinas e mini-cursos e apresentação de trabalhos.

Mais informações:

Workshop on Environmental, Social and Economic Impacts of Biofuels (November 25, 2010)


The São Paulo Research Foundation (FAPESP), within the scope of its Program for Research on Bioenergy (BIOEN), and BE-Basic (Bio-based Ecologically Balanced Sustainable Industrial Chemistry) are grateful to invite you to The Workshop on Environmental, Social and Economics Impacts of Biofuels.

The workshop has been planned to raise and review topics regarding the impacts of biofuels production and use with the objective of discussing themes and issues that can be studied within the BIOEN and the BE-BASIC Programs.

Date
November 25, 2010

Time
9 am to 5:30pm

Place
Espaço APAS
Rua Pio XI, 1200

Website

This event is free of charge.

Sessions will be presented in English with translation to Portuguese.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Processo Seletivo Lagoa Santa – MG (06 vagas para Professor)

A Prefeitura de Lagoa Santa (MG) abriu Processo Seletivo para o preenchimento de vagas abertas em diversos dos seus setores.

Para inscrever-se, o candidato deverá acessar o endereço eletrônico www.gestaodeconcursos.com.br, até o dia 03 de dezembro de 2010.

O cargo Professor de Ciências possui a remuneração mensal de R$969,77 para 18 aulas semanais.

Mais informações:

Colmeia com rainha forasteira


Em uma colmeia, a sucessora da abelha-rainha será uma de suas descendentes. Pelo menos é o que se imaginava. No entanto, uma pesquisa feita com a Melipona scutellaris, uma espécie da tribo Meliponini que compreende as abelhas sem ferrão, mostra que isso pode não ocorrer.

O trabalho fez parte do doutorado da bióloga Denise de Araujo Alves, defendido e aprovado em agosto e publicado em outubro na revista Biology Letters.

Denise contou com Bolsa de Doutorado Direto da FAPESP e seu estudo esteve inserido no Projeto Temático “Biodiversidade e uso sustentável de polinizadores”, que se realizou no âmbito do Programa Biota-FAPESP e foi coordenado por Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, professora titular em Ecologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).

“O resultado foi surpreendente. Verificamos que, nas colônias nas quais houve substituição natural de rainhas fecundadas, as rainhas substitutas, em alguns casos, não eram oriundas daquela colônia”, disse Vera Lúcia à Agência FAPESP.

A pesquisa trouxe as primeiras evidências de um parasitismo social intraespecífico para colônias de abelhas Meliponini. O primeiro a sugerir a ideia foi o pesquisador holandês Marinus Sommeijer. Em experimentos na Costa Rica e em Trinidad Tobago, chamou-lhe a atenção o elevado número de abelhas-rainhas que nasciam em uma colônia, o que o levou a lançar a hipótese de que algumas poderiam assumir um ninho órfão (sem rainha).

Mas Sommeijer, após um estudo baseado em observações que rainhas saiam vivas das colônias, não levou adiante a investigação e a hipótese ficou sem comprovação.

Denise começou seu trabalho em São Simão (SP), com abelhas do experimento do professor Paulo Nogueira Neto, também do IB-USP. Nessa fase, ela coletou pupas de favos dos ninhos amostrados em diferentes épocas do ano.

Esse material foi submetido a uma análise molecular na Bélgica pelo professor Tom Wenseleers, da Universidade de Leuven. Nos resultados, foram detectadas evidências da existência de rainhas oriundas de outras colmeias.

“Acreditava-se que uma rainha que não assumisse o ninho em que nasceu seria morta logo ao emergir ou sairia com parte das operárias para fundar um novo ninho. Mas o experimento apontou outra possibilidade: ela poderia assumir um ninho órfão”, disse Denise, destacando que a descoberta derrubou também a crença de que a abelha-rainha teria de ser uma descendente de sua antecessora.

Para dar suporte biológico à nova tese, a bióloga aprofundou a investigação. Retirou as rainhas de alguns ninhos mantidos no Laboratório de Abelhas da USP, em São Paulo, e observou-os para ver quem seria a nova rainha.

Primeiro, foi determinado o genótipo parental das pupas da colônia original por meio da técnica de marcadores moleculares de microssatélites. A seguir, após a fecundação da nova rainha, parte de sua asa foi retirada. O material foi submetido à análise de genótipos parentais para indicar o ninho de origem do inseto. Depois, a cria da nova rainha também foi genotipada.

O resultado foi que, em cerca de 25% das substituições das rainhas-mãe, o genótipo das novas crias não coincidiu com o das pupas originais da colmeia, confirmando o parasitismo social intraespecífico.

“Como esse fato foi observado em duas localidades diferentes, São Simão e São Paulo, acreditamos que se trata de um fenômeno comum a esse grupo”, disse Denise.

“No Brasil, relatos de criadores de abelhas sem ferrão também se referem a rainhas virgens andando nas proximidades dos meliponários, mas a sua importância para as colônias órfãs era desconhecida”, afirmou.

Parasitismo intraespecífico – Uma das consequências da descoberta atinge os criadores de abelhas sem ferrão. O protocolo atual de melhoramento genético não considera a possibilidade de uma interferência genética externa por meio da introdução de uma rainha estranha ao ninho.

“Descobrimos que não há como garantir que a linhagem obtida no melhoramento permanecerá constante ao longo das gerações”, observou Denise. Com isso, se um produtor adquiriu uma colmeia com uma linhagem de alta produção de mel, não há garantias de que esses resultados continuarão, pois a colônia está sujeita a receber uma rainha com genótipo diferente.

“Esse estudo abre uma nova linha de pesquisa acadêmica, a de parasitismo intraespecífico, e terá aplicações práticas na genética de populações”, disse Vera Lúcia. Segundo ela, as análises moleculares serão cada vez mais aplicadas na resolução de problemas comportamentais.

“Nossos próximos passos serão no sentido de verificar se esse fenômeno ocorre em todas as abelhas do gênero Melipona”, disse. As abelhas da tribo Meliponini, foco do Projeto Temático coordenado por Vera Lúcia, possuem o ferrão atrofiado. Apenas na região neotropical, que nas Américas vai do México até a Argentina, elas se dividem em mais de 400 espécies já descritas, mas se estima que o número seja bem maior.

“Além disso, essas abelhas são agentes polinizadores muito importantes tanto de espécies vegetais de áreas conservadas como de culturas agrícolas de interesse econômico”, disse.

Fonte: Agência Fapesp