sexta-feira, 29 de outubro de 2010

III Seminário Hospitais Saudáveis - SHS 2010


O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM e a organização não governamental Saúde Sem Dano (Health Care Without Harm), cumprindo sua função de promover o debate, o aprimoramento profissional e institucional e o enriquecimento técnico-científico, têm a satisfação de convidá-lo a participar do “III Seminário Hospitais Saudáveis – SHS 2010”.

Em sua terceira edição, o evento deste ano terá como tema central: “O profissional de saúde comprometido com a segurança e a sustentabilidade da assistência”.

O propósito deste seminário é contribuir para o desenvolvimento de conhecimentos científicos, bem como divulgar de experiências e práticas bem sucedidas desenvolvidas por estabelecimentos de saúde. Será uma valiosa oportunidade para a troca de conhecimentos relacionados à proteção do meio ambiente, prevenção de eventos adversos a pacientes e trabalhadores, gerenciamento de riscos e de projetos socioambientais.

Durante os dias 11 e 12 de novembro, haverá apresentações de mais de vinte convidados brasileiros e estrangeiros que debaterão temas relevantes e atuais, como riscos químicos e biológicos para os trabalhadores da saúde, gestão de resíduos e efluentes, edifícios verdes, impactos ambientais e sustentabilidade. Serão seis mesas redondas e uma conferência, compostas por especialistas renomados, abordando aspectos científicos, conceituais, legais e políticos, seguidos de relatos de experiências práticas em serviços de saúde. Todas as mesas incluirão debates com participação do público, composto por cerca de 400 gestores, pesquisadores e profissionais de saúde de diversas regiões do Brasil.

Mais informações:

Grupo de biólogos estuda biodiversidade do Pantanal de Corumbá


Diferentes ambientes do Pantanal de Corumbá estão sendo pesquisados por um grupo de 20 biólogos recém-formados – sete da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e os demais de outras instituições de ensino do país. Eles participam do curso de pós-graduação em Ecologia e Conservação, oferecido anualmente pela UFMS, e que, além da formação, estimula trabalhos científicos em um bioma ainda pouco conhecido.

Acompanhados de professores da UFMS e de outras universidades, como a Unicamp, e de pesquisadores da Embrapa Pantanal, os biólogos são submetidos a uma maratona de tarefas diárias. Coletam e analisam material no meio ambiente, realizam estudos rápidos, apresentados oralmente e por escrito, e aprendem a metodologia de projetos científicos. Muitos destes estudos são publicados em livro.

O grupo iniciou o curso na fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal, na subregião da Nhecolândia, onde conheceu um ambiente castigado pela seca. Na semana passada, os levantamentos da biologia da planície ocorreram em uma das regiões de maior relevância em biodiversidade: a Serra do Amolar. Os alunos visitaram a Reserva Particular do Patrimônio Natural Eliezer Batista, da EBX, empresa do empresário Eike Batista.

Mais estudos

A unidade de conservação de 12 mil hectares (antiga fazenda Novos Dourados, distante 190 km por água ao norte de Corumbá), criada em 2008, foi aberta à pesquisa científica e pela primeira vez recebe o curso da UFMS. Foi uma das fases mais profícuas da capacitação, segundo o coordenador e professor Erich Fischer, pela riqueza biológica da região, onde ocorrem influências da Amazônia, Chaco e Cerrado.

“A Serra do Amolar é particular, é um cenário diferente, com diques marginais, morraria, floresta. Esse ambiente estimula a criatividade e compromisso dos alunos em aprofundar o conhecimento da biologia dos organismos do Pantanal e suas características ambientais”, afirma Fischer. Segundo ele, o curso contribui para ampliar o interesse científico sobre o bioma, em especial no campo da conservação e seus desafios.

Fonte: Correio do Estado

PALEO 2010 - PR/SC


A PALEO é uma reunião anual incentivada pela Sociedade Brasileira de Paleontologia que visa congregar pesquisadores, estudantes e interessados na área de Paleontologia, sendo organizada simultaneamente e de forma independente em várias regiões do Brasil.

Assim, a PALEO 2010 PR/SC, representativa dos estados do Paraná e Santa Catarina, será realizada pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) em Cascavel, Paraná, nos dias 09 e 10 de dezembro.

O evento terá atividades voltadas para pesquisadores e para o público em geral, tais como palestras e apresentações de resultados de pesquisas científicas.

A data limite para envio de resumos é 08 de novembro.

Mais informações:

Concurso Público Timbiras – MA (01 vaga para Biólogos e 03 vagas para Professor)

Iniciaram as inscrições para o concurso público da Prefeitura Municipal de Timbiras (MA).

O cargo Analista Ambiental possui a remuneração mensal de R$1.500,00.

O cargo professor de Ciências - zona rural possui o salário de R$1.124,55.

É possível se inscrever nos endereços www.fsadu.org.br ou www.sousandrade.org.br, até o dia 15 de novembro de 2010.

A realização da prova objetiva está agendada para o dia 05 de dezembro de 2010.

Mais informações:

Mini-curso Recuperação de Áreas Degradadas - 2ª Turma


No dia 20 de novembro de 2010 (sábado), de 8h às 18h, irá ser realizado em Belo Horizonte (MG) a 2ª Turma do mini-curso de Recuperação de Áreas Degradadas.

A aula acontecerá no Auditório do IMA - Instituto Mineiro de Agropecuaria (Av. dos Andradas, 1.220 - Centro).

O mini-curso é organizado pela Universidade Federal de Viçosa e será ministrado pelo Dr. Walter Antônio Pereira Abrahão.

Mais informações:

FAPESP e FAPERJ lançam chamada sobre mudanças climáticas


A FAPESP e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) lançam chamada de propostas para seleção de projetos de pesquisa cooperativos e intercâmbio de pesquisadores e estudantes em áreas de pesquisa ligadas às mudanças climáticas globais.

Podem apresentar propostas pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior ou pesquisa, públicas ou privadas, no Estado de São Paulo e no Estado do Rio de Janeiro.

Os projetos de pesquisa conjuntos deverão criar conhecimento científico e formar competências e alianças estratégicas em áreas relacionadas ao tema mudanças climáticas globais, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Espera-se que os projetos de pesquisa incentivem a implementação de projetos inovadores de pesquisa, envolvendo estudantes de nível superior, e que seus resultados gerem publicações de artigos científicos e propriedade intelectual.

As propostas selecionadas serão cofinanciadas pela FAPESP e pela FAPERJ. Aplicam-se todas as normas da FAPESP às propostas apresentadas por pesquisadores vinculados a instituições sediadas em São Paulo e, da FAPERJ às propostas apresentadas por pesquisadores vinculados a instituições sediadas no Rio de Janeiro.

Entre os temas de interesse da chamada estão as Consequências das mudanças climáticas globais no funcionamento dos ecossistemas, com ênfase em biodiversidade e nos ciclos de água, carbono e nitrogênio, Balanço de radiação na atmosfera, aerossóis, gases-traço e mudanças dos usos da terra e Dimensões humanas das mudanças climáticas globais.

Serão selecionados até 30 projetos de pesquisa. A FAPESP e a FAPERJ reservam até R$ 2,5 milhões cada uma para a chamada, totalizando R$ 5 milhões.

As propostas devem ser submetidas à FAPESP como Auxílios Regulares à Pesquisa com duração de até 24 meses e à FAPERJ como Projetos Específicos com duração de até dois anos. Um mesmo pesquisador só poderá submeter uma proposta. As propostas deverão ser encaminhadas até 04 de fevereiro de 2011.

As missões de intercâmbio de pesquisadores e estudantes poderão totalizar 60 dias por pessoa por ano de duração do projeto.

Mais informações sobre a chamada:

Fonte: Agência FAPESP

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Curso Agenda Ambiental na Administração Pública


O Instituto Mineiro de Engenharia Civil irá promover em Belo Horizonte o curso Agenda Ambiental na Administração Pública.

O objetivo é oferecer aos participantes conhecimentos práticos e teóricos sobre a inserção de critérios socioambientais em ações administrativas e operacionais na administração Pública, instituindo a certificação Responsabilidade Socioambiental e o Marketing ecológico em órgãos públicos.

A palestrante do curso é a Bióloga Maria Cristina da Silva, registrada do CRBio04.

As aulas acontecerão no CREA-MG (Av. Alvares Cabral, 1.600 - B. Santo Agostinho), entre os dias 22 a 25 de novembro de 2010.

Terão descontos as inscrições feitas até o dia 10 de novembro de 2010.

Mais informações:

Curso Manutenção e Manejo de Aves em Cativeiro

(clique na imagem para amplia-la)

Palestrante
Msc. Rodrigo H. F. Teixeira
Médico Veterinário do Zôo de Sorocaba - SP
Mestre em Biologia Animal

Data
06 e 07 de novembro de 2010

Programação do Sábado
Biologia e manejo de aves em cativeiro
Conceitos de manejo, nutrição e alojamento de aves selvagens
Manejo e conteção física de aves - Prática
Métodos e coleta de material biológico e envio ao laboratório - Prática
Programação do Domingo
Visita ao Zoológico

Local
PARQUE ZOOLÓGICO MUNICIPAL QUINZINHO DE BARROS
ZOOLÓGICO DE SOROCABA – S.P
Rua Teodoro Kaisel, nº. 883 – Vila Hortência – Sorocaba – SP

Transporte
Para os interessados no curso que residem em Belo Horizonte (MG), a Biogalápagos fretou um ônibus que sairá da capital mineira, na sexta-feira, dia 05 de novembro, às 20h30.

Mais informações

OPINIÃO: Dilma, Serra e o meio ambiente


Muitas críticas têm sido feitas à ausência de debates nesta campanha sobre temas realmente relevantes para o país. Para quem considera a questão ambiental a mais importante entre todas as questões nacionais, o desconforto é ainda maior: o assunto tem sido praticamente ignorado pelos candidatos à presidência. Apesar da presença de Marina Silva na disputa, o tema só tem sido tratado de forma superficial e os graves problemas ambientais sob os quais estamos imersos não são abordados com seriedade. Principalmente nesse segundo turno, Dilma e Serra vão além: disputam quem é o maior defensor do aprofundamento do modelo de desenvolvimento predatório vigente.

Ambos se dizem ambientalistas, mas não explicam como pretendem resolver o grande dilema atual, que opõe crescimento econômico e preservação do meio ambiente. Em outras palavras, nenhum dos candidatos admite ser contra a preservação da natureza, mas ao mesmo tempo louvam e incentivam a aventura irresponsável do Pré-Sal, onde gastaremos trilhões na arriscada empreitada de tentar tirar petróleo de uma região do mar profundo nunca antes explorada, onde as chances de acidentes como o ocorrido no Golfo do México são muito grandes.

Vale lembrar a contradição de que Lula e Dilma, antes da descoberta do pré-sal, defendiam pelo mundo as maravilhas do etanol e diziam que deveríamos abrir mão do petróleo "em nome da defesa do meio ambiente" e para "reduzir a emissão de CO2″. De uma hora para a outra eles se esqueceram de toda essa conversa e Lula diz que o petróleo do Pré-Sal é uma "dádiva de Deus". Outra questão fundamental e ignorada é a necessidade urgente de mudança da matriz energética brasileira para fontes realmente renováveis, como a eólica e a solar.

Apesar da ligação do PT com os movimentos ambientalistas nos anos 1980 e 1990, uma vez na presidência, a obstinação de Lula com o crescimento do PIB sempre esmagou qualquer apelo ambiental que ousou cruzar seu caminho. Ele sempre exigiu taxas de crescimento chinesas, não importando como nem a que custo. Entre todos os expoentes do governo federal, talvez Dilma seja a pessoa que melhor representa este tipo de visão. A forma como o governo passou e continua passando por cima da lei para impor a construção de usinas hidrelétricas na Amazônia, como a de Belo Monte – com o principal objetivo de criar a infra-estrutura necessária para alimentar a devastadora atividade mineradora na região –, é apenas uma entre as muitas formas de ilustrar essa postura radical.

Quanto a Serra, sua trajetória, o histórico de seu partido no poder e seu discurso atual deixam claro seu alinhamento ou até mesmo um aprofundamento deste tipo de visão de Dilma e Lula. Apesar de algumas medidas ambientais periféricas porém interessantes quando no governo de São Paulo, pesa também contra o tucano a desastrosa gestão das Unidades de Conservação paulistas e o "fator Xico Graziano", secretário do Meio Ambiente de Serra quando governador e o nome mais provável para o ministério, que é um defensor obstinado e declarado dos interesses do agronegócio.

Apesar de meu desencanto, declaro aqui meu voto em Dilma no segundo turno, principalmente por acreditar que ela dará continuidade a um modelo de gestão que está alimentando mais e melhor os brasileiros famintos e tirando milhões da miséria. Mas é preciso ir muito além de simplesmente aumentar o poder aquisitivo do povo. É necessária a aplicação de estratégias paralelas de educação para o consumo e restrições severas à produção e venda dos produtos que mais agridem a natureza.

Quem busca informação sabe que esse incentivo ao consumo desenfreado é insustentável sob qualquer análise. Ter como objetivo que cada brasileiro consiga atingir o padrão de consumo da classe média gastadora é uma caminhada rumo ao precipício se a meta de elevar o padrão de consumo da multidão de pobres não vier acompanhada de um profundo questionamento sobre como se dará a sustentação deste crescimento.

É preciso de um lado pensar o quê será produzido e vendido. Isso inclui a análise dos recursos naturais necessários (se são nocivos, tóxicos, considerar as reservas ainda disponíveis – uma vez que todos são finitos) e o tipo de processo necessário, uma vez que alguns são muito mais agressivos que outros (consumo de água e energia, poluição das águas). Na outra ponta, é necessário pensar, antes de definir que produtos terão sua produção e venda incentivada, o tempo de vida útil e o que vai acontecer quando forem descartados: se poderão ser reciclados, se têm elementos tóxicos em sua composição etc.

Resumindo: antes de incentivar o consumo pura e simplesmente, é primordial pensar de que forma exatamente esse crescimento do consumo se dará, definindo que bens serão prioritariamente consumidos e o que acontecerá com eles quando forem para o lixo.

Não há argumentos que justifiquem esse incentivo cego ao consumo. Não podemos aceitar que a melhora das condições de vida da população excluída represente o esgotamento e a contaminação ainda maior dos recursos naturais dos quais todos nós, pobres, remediados e ricos, dependemos para nossa sobrevivência.

Se esse esgotamento se confirmar, terá sido perdido todo o eventual bem conquistado por um governo de origem popular – que tem sido inovador em diversos aspectos, mas não no ambiental. O que ficará para a história neste caso não terá sido a mão estendida para os excluídos, mas sim a oportunidade perdida de mudar a tempo o rumo, antes do desastre.

Se faltar essa sensibilidade, os governantes do início do milênio serão lembrados nos livros de história do futuro por terem sido incapazes de fazer a leitura correta dos desafios que a época em que viveram exigiam deles. Especialmente os políticos que terão governado este cantinho (ainda) verde do planeta.

Fonte: Portal EcoDebate

Processo Seletivo Projeto Nº 6596-X GEO/PETROBRAS (05 vagas para Biólogos)

O Projeto Nº 6596-X GEO/PETROBRAS, financiado pela Petrobras e cadastrado na UFRGS/FAURGS, irá contratar 05 Biólogos através de processo seletivo simplificado.

O salário varia entre R$3.060,00 e R$2.295,00 (conforme a jornada de trabalho).

Caga cargo poussui uma atribuição diferente:

BIÓLOGO I – Realizar recuperação de conodontes em lâminas; realizar identificação taxonômica; realizar análise bioestratigráfica e paleoambiental; confeccionar relatórios.

BIÓLOGO II – Confeccionar lâminas palinológicas; realizar o reconhecimento de microfósseis de parede orgânica; realizar análise bioestratigráfica e paleoambiental; confeccionar relatórios.

BIÓLOGO III – Realizar acompanhamento na recuperação de fusulinídeos em lâminas; identificar taxonômica; realizar análise bioestratigráfica e paleoambiental; confeccionar relatórios.

O Projeto é relacionado a Micropaleontologia das bacias do Amazonas e Solimões e ao refinamento biocronoestratigráfico da seção pensilvaniana e permiana.

As inscrições serão efetuadas, exclusivamente, na Sede da FAURGS, Setor de Concursos, 3º andar, localizada na Av. Bento Gonçalves, 9500, prédio 43.609, Bairro Agronomia, Campus do Vale, UFRGS, Porto Alegre/RS, no período 27 de outubro a 10 de novembro de 2010 (em dias úteis), das 9h às 17h.

O processo seletivo será feito por meio de até três modalidades de avaliação: Prova de Títulos, Análise de Curriculum Vitae Documentado, Entrevista.

Mais informações:
http://migre.me/1PoPn

2º Workshop Clima e Recursos Naturais 2010 nos Países de Língua Portuguesa


O 2º Workshop Clima e Recursos Naturais 2010 (WSCRA10) nos Países de Língua Portuguesa será realizado entre os dias 15 e 19 de novembro no Instituto Politécnico de Bragança, Portugal.

O encontro visa a continuar as discussões iniciadas em 2008 durante o 1º WSCRA. A edição de 2010 terá como tema “Estratégias para o estabelecimento de serviços de informação climática na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”.

Um dos principais objetivos do workshop é estabelecer um Centro Internacional de Investigação Climática e Aplicações para os países de língua portuguesa e África.

Mais informações:

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Curso Preparatório para cargo de Professor de Biologia do Concurso Público da Prefeitura de BH


Conhecido inicialmente como Curso BMW, o Pleno Preparatório (www.soupleno.com.br) reúne uma trajetória de quase 21 anos de aprovação em concursos públicos.

A empresa irá realizar um curso preparatório específico para o cargo de Professor de Biologia do concurso da Prefeitura de Belo Horizonte (http://migre.me/1L9yy).

As aulas acontecerão de 17 de novembro de 2010 a 09 de fevereiro de 2011, toda quarta-feira (2 turmas: manhã e noite).

O Pleno fica localizado no mesmo prédio da sede do CRBio04 (Avenida Amazonas, 298, 11º andar, Centro).

Mais informações:

1ª SABIO - Semana Acadêmica de Biologia do IFGoiano - Campus Rio Verde


A coordenação do curso de Biologia do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) Campus Rio Verde e o Centro Acadêmico de Ciências Biológicas (CACIB) estão fazendo os últimos ajustes para realização da 1ª Semana Acadêmica de Biologia que irá acontecer entre os dias 03 e 05 de novembro.

Na programação estão previstas palestras e oficinas envolvendo assuntos variados. As inscrições estão sendo feitas na sala de coordenação do curso de Biologia.

Informações pelo telefone: (64) 3620 5632 ou pelo site www.1sabio.blogspot.com

Concurso Público Pederneiras – SP (02 vagas para Biólogos + Cadastro de Reserva)

Estão abertas as inscrições para concurso público da Prefeitura de Pederneiras (SP), que visa atender demanda de servidores locais.

O cargo destinado a Educador Ambiental possui 02 vagas disponíveis.

O salário base é R$1.272,26, acrescido de vale-transporte (R$84,92) e vale-compra (250,00).

A jornada de trabalho é de 30 horas semanais.

As inscrições podem ser feitas nos sites www.pederneiras.sp.gov.br e www.aptarp.com.br, até o dia 05 de novembro de 2010.

Mais informações:

Fórum debate estudos do mar


Apesar do grande potencial da costa brasileira, a pesquisa em biologia marinha e ecologia ambiental carece muito de estudos”, disse Maria José Soares Mendes Giannini, pró-reitora de Pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e conselheira da FAPESP.

A declaração foi feita durante o 2º Fórum Internacional de Ciência Oceânica – Cooperação Internacional entre Instituições Francesas, realizado nos dias 25 e 26 na Reitoria da Unesp, na capital paulista.

O evento reuniu pesquisadores brasileiros e franceses para discutir a implantação do Instituto de Estudos Avançados do Mar – Um olhar para o pré-sal.

Os participantes apresentaram resultados de pesquisas e discutiram temas relacionados à biologia marinha, bioprospecção de algas e genômica marinha, entre outros aspectos ligados às ciências do mar.

“Vínhamos discutindo a criação de um instituto do mar em workshops anteriores, com o objetivo de levantar áreas de competência da Unesp. Com o anúncio da descoberta de petróleo no pré-sal, o instituto se tornou ainda mais importante”, disse Maria Giannini à Agência FAPESP.

O instituto terá uma área de 5 mil m² em São Vicente (SP) e reunirá mais de cem especialistas dos diversos campi da Unesp nas áreas de geologia, aquicultura, meio ambiente e ecologia, recursos naturais e pesca. Além dessas, serão incluídas duas novas áreas: uma ligada ao direito e legislação marinha e outra à gestão portuária.

Para o projeto do instituto, o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de parceria com a Unesp, repassará recursos da ordem de R$ 25 milhões, destinados à aquisição de equipamentos para pesquisas. A Unesp deverá entrar com outros R$ 10 milhões.

O prédio central terá cinco andares e duas estruturas que servirão para as áreas de geologia e aquicultura. “A ideia é que até o fim do segundo semestre de 2011 essas duas partes estejam concluídas para poder receber os equipamentos”, disse a pró-reitora.

Os estudos em genômica serão beneficiados com a aquisição de uma plataforma de análise genética de alta capacidade, que processa automaticamente informações contidas nos genes. Também será adquirido um microscópio de força atômica, capaz de distinguir átomos de diferentes elementos químicos.

A Unesp anunciou também para 2011 a criação do curso de MBA em gestão portuária, a partir de um acordo com o programa Erasmus Mundus. “A ideia é criar um curso de pós-graduação stricto sensu em ciências do mar”, disse Wagner Vilegas, do Instituto de Química da Unesp de Araraquara, que coordenou a apresentação dos trabalhos no fórum.

“O primeiro fórum foi com pesquisadores alemães. Discutimos com eles principalmente a parte de geologia, recursos de gás, óleo e petróleo. Receberemos em novembro uma comitiva da Holanda para lançar oficialmente o curso em gestão portuária. Eles têm uma tradição forte nessa área”, disse. Outros encontros estão previstos.

Fonte: Agência FAPESP

Japão oferece US$ 2 bi para proteger biodiversidade


O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, anunciou nesta quarta-feira, dia 27 de outubro, que o Japão doará dois bilhões de dólares nos próximos três anos aos países em desenvolvimento para proteger a biodiversidade, uma iniciativa saudada pelo Brasil, porta-voz destas nações.

"Vamos lançar uma iniciativa para apoiar os esforços dos países em desenvolvimento, para que elaborem suas estratégias nacionais e as apliquem", disse Naoto Kan no discurso de abertura da sessão ministerial da 10ª Conferência do Convênio sobre a Diversidade Biológica (CDB), que acontece em Nagoya.

"Concederemos uma ajuda de de dois bilhões de dólares, em três anos, a partir de 2010", garantiu o premier japonês.

A questão da ajuda financeira aos países em desenvolvimento é um dos pontos chave da negociação que chegará ao fim na sexta-feira.

Os outros temas cruciais são a instituição de metas globais para 2020 (percentual de áreas protegidas na terra e no mar, por exemplo) e a aprovação de um acordo sobre as condições de acesso das indústrias do hemisfério norte aos recursos genéticos dos países do sul.

Os representantes de 193 países estão reunidos desde 18 de outubro em Nagoya para tentar concluir acordos sobre os três pontos.

Apesar de uma nova espécie ser descoberta a cada três dias na Amazônia, a perspectiva de desaparecimento desta biodiversidade preocupa o mundo científico reunido no Japão.

Mas apesar dos delegados presentes em Nagoya afirmarem ter consciência da ameaça, as negociações estão bloqueadas pelas habituais disputas entre países ricos e pobres, que já frustraram em grande parte as discussões na ONU sobre a luta contra a mudança climática.

Neste sentido, o anúncio do Japão acalmou os ânimos, mesmo sem a divulgação de detalhes sobre o destino do dinheiro e quanto consistirá em ajuda direta e quanto em empréstimos.

O Brasil, que se tornou o porta-voz dos países emergentes, elogiou a oferta do Japão.

"É uma boa notícia", declarou à AFP a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

"Para nós, no Brasil, é muito importante destacar que novos fundos, dinheiro adicional, são absolutamente importantes para a nova fase (das negociações)", acrescentou.

A ministra afirmou na terça-feira que as negociações internacionais sobre a biodiversidade em Nagoya devem resultar imperativamente em um acordo para conter a biopirataria.

Já a ONG Greenpeace, que faz parte da sociedade civil presente nas discussões, destacou que a oferta do Japão estimula as oportunidades de um acordo em Nagoya.

"É um grande início que o Japão apresente números concretos para proteger a vida na Terra", afirmou à AFP o diretor do Greenpeace Wakao Hanaoka.

Fonte: AFP

Lista de espécies ameaçadas está crescendo e mais depressa

No mapa, áreas mais escuras do globo representam as com maior espécies ameaçadas

O número de espécies ameaçadas está crescendo e o planeta está perdendo biodiversidade ainda mais depressa do que antes. Foi o que constatou um grupo de pesquisadores que analisou dados de 25.780 espécies de vertebrados. Do total, um quinto está sob ameaça e a cada ano 52 espécies de mamíferos, pássaros e anfíbios se aproximam mais uma categoria da categoria de espécies ameaçadas, de acordo com dados da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

A boa notícia é que o número poderia ser ainda pior se não fossem as medidas de conservação. Pesquisadores estipulam em 18% pior. O estudo foi apresentado hoje (26) na 10.ª Conferência das Partes (COP-10) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) em Nagoya, no Japão e será publicado na próxima edição do periódico científico Science.

“Nosso estudo mostra que os esforços de conservação não foram em vão, eles estão fazendo uma diferença notável. Sem esses esforços as perdas teriam sido ainda maiores”, disse por telefone ao iG Ana Rodrigues, do centro do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), na França, e que participou do estudo.

Para Ana, o problema não é menores esforços para a conservação, “na verdade eles aumentaram”. A questão é o aumento das ameaças como perda de habitat, exploração das espécies, espécies invasoras, que também aumentaram.

“O aumento da população mundial combinado com o aumento do consumo per capita, como o consumo de carne por exemplo, faz com que haja cada vez mais pressão sobre os ecossistemas naturais em geral e as florestas em particular, como na Amazônia”, diz.

O pior lugar é o Sudeste Asiático. Ironicamente, as perdas estão relacionadas com a exploração do óleo de palma – usado na produção de biocombustível –, madeira, arroz e também na caça. Partes da América Central, Andes, Austrália também experimentaram a perda acentuada, em particular devido ao impacto do fungo mortal, chamado quitridiomicose, sobre anfíbios. A maioria dos casos é reversível, mas em 16% dos casos eles resultaram em extinção, afirmam pesquisadores.

Nem tudo é perda

O estudo destaca 64 mamíferos, aves e anfíbios que tiveram o número de espécimes aumentado devido a medidas de conservação. Isto inclui três espécies que estavam extintas na natureza e já foram introduzidos novamente, como o condor da California (Gymnogyps californianus) e o furão (Mustela nigripes) e o cavalo selvagem (Equus ferus), na Mongólia.

Os esforços de conservação têm sido bem sucedido, principalmente, em casos de combate à espécies exóticas invasoras em ilhas. A população do pássaro Copsychus sechellarum aumento de menos de 15 aves, em 1965, para 180, em 2006. Nas ilhas Maurício, outras seis recuperações de aves em estado crítico, inclusive o falcão maurício (Falco punctatu) cuja população aumentou de apenas quatro aves, em 1974, para quase mil.

No Brasil, as boas histórias ficam por conta da recuperação do mico-leão-dourado (Leontopithecus Rosália), Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), Mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii) e a Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari).

Ana antecipa estudo que ainda precisa ser finalizado e publicado, em que dados são apresentados por país. “O Brasil é a grande estrela. Quanto mais se tem mais se tem a perder e o Brasil está conseguindo preservar suas espécies”.

Fonte: IG - Último Segundo

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Concurso Público Brumadinho - MG (01 vaga para Biólogos)

A Prefeitura Municipal de Brumadinho (MG) irá realizar concurso público para provimento de vagas.

Será admitida a inscrição via internet, no endereço www.magnusconcursos.com.br, solicitada entre os dias 03 e 14 de janeiro de 2011.

O cargo Analista da Administração I - Biólogo possui remuneração mensal de R$1.982,20.

Mais informações:

Dia Darwin – “Origens”


O Dia Darwin é um simpósio anual que acontece no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB-UFMG). Este ano, o simpósio terá o tema ”Origens” e também contará com palestras de jornalistas e educadores dedicados à divulgação e ensino de Evolução no Brasil.

O evento acontecerá nos dias 24 e 25 de novembro de 2010 e será realizado nos períodos da manhã e tarde.

Terão descontos as inscrições feitas até o dia 05 de novembro de 2010.

Mais informações:

Prêmio Álvaro Alberto 2010


O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou a edição 2010 do Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia.

A premiação é concedida a pesquisadores que se destaquem pela realização de obra científica ou tecnológica de reconhecido valor para o progresso da sua área de atuação. A premiação consiste de diploma, medalha e R$ 150 mil.

Resultado de uma parceria entre o Ministério da Ciência e Tecnologia, o CNPq e a Fundação Conrado Wessel, o prêmio é concedido anualmente em sistema de rodízio. A cada ano o prêmio contempla uma grande área do conhecimento. A área contemplada nessa edição será a das Ciências da Vida.

Uma comissão de especialistas será designada para indicar os nomes dos candidatos e encaminhar a lista, contendo de quatro a seis nomes, ao CNPq.

Mais informações:

Emprego Analista de Meio Ambiente, Curvelo – MG


A V&M Florestal, empresa do grupo V&M Tubes, tem como principal finalidade a produção de carvão vegetal a partir de suas florestas plantadas, para suprir a V&M do Brasil com todo o carvão vegetal consumido no processo de produção de aço.

A empresa irá contratar Biólogo para trabalhar como Analista de Meio Ambiente.

O candidato deve ter especializações, pós ou MBA na área ambiental, ter experiência de no mínimo 05 anos e possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) B.

O local de atuação é em Curvelo (MG).

Mais informações:

Concurso Público AGEVAP – RJ (05 vagas para Biólogos)

Foi divulgado o edital para Concurso Público da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul – AGEVAP, onde as diversas vagas serão providas em Regime Celetista.

As inscrições devem ser realizadas através do endereço eletrônico www.dexter.net.br, entre os dias 29 de outubro e 16 de novembro de 2010.

Biólogos podem concorrer ao cargo de Gerente de Recursos Hídricos. O local de atuação é em Resende (04 vagas) e Seropédica (01 vaga).

O salário é R$4.483,00.

É necessário experiência mínima de 6 meses em áreas correlatas ao cargo.

Os candidatos poderão realizar as provas nas cidades de Volta Redonda e Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro). O dia marcado para a aplicação é 05 de dezembro de 2010.

Mais informações:

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Um benefício da fidelidade


Por Fernando Reinach - O Estado de S.Paulo

Do ponto de vista evolutivo, o número de descendentes deixados por cada indivíduo é a única medida de seu sucesso. A razão é simples. Se na média esse número for menor que um, a espécie se extingue; se for maior, ela se expande. Todas as espécies compartilham esse objetivo numérico, mas a estratégia utilizada para atingi-lo varia. Algumas, como os camarões, produzem milhões de ovos, que são abandonados ao sabor dos mares na esperança de que alguns sobrevivam. Em outras espécies, a fêmea se responsabiliza por garantir a sobrevivência dos poucos filhotes, enquanto o macho busca fertilizar o maior número possível de fêmeas. Em algumas, pai e mãe trabalham juntos para garantir a sobrevivência da cria. Quando há colaboração entre os pais, é fácil entender a motivação: o filhote transmite para gerações futuras os genes de cada progenitor.

Mas como explicar que em algumas espécies irmãos e tios ajudam a criar um recém-nascido? Eles não deveriam se preocupar em deixar seus próprios descendentes, passando seus genes para a próxima geração? Esse aparente paradoxo, resolvido em 1964 pelo biólogo e matemático W. D. Hamilton, justifica o aparente altruísmo de tios e irmãos e explica o surgimento de agrupamentos sociais entre animais. Hamilton propôs que tios e irmãos, ao ajudarem a criar os parentes, aumentam as chances de seus próprios genes passarem para as gerações seguintes. Isso porque irmãos e tios carregam parte dos genes presentes nos filhotes que ajudam a criar. Afinal, eles compartilham os mesmos pais ou os mesmos avós com os filhotes nos quais investem seus esforços.

Mas, se a explicação de Hamilton está correta, é de se esperar que um irmão "prefira" cuidar de irmãos gerados pelos mesmos pais, com os quais compartilha 50% do genes, que de um meio-irmão. Se um dos pais é infiel ou promíscuo e o filhote é somente um meio-irmão - e, portanto, compartilha somente 25% dos genes -, o "incentivo" para ajudar a criá-lo é menor. Com base nesse raciocínio, Hamilton propôs que a colaboração na criação dos filhotes deveria ser muito mais frequente em espécies em que ocorre a fidelidade conjugal. Agora, um estudo detalhado em 267 espécies de pássaros confirmou a teoria de Hamilton.

Para cada uma das 267 espécies, foi estudado o comportamento do grupo na criação dos filhotes. Em algumas, somente o pai ajudava a mãe. Em outras, irmãos e tios também ajudavam a alimentar os filhotes no ninho. Nos casos extremos, como os Corcorax melanorhamphos, os filhotes simplesmente morrem de fome se os pais não forem auxiliados pelos parentes. De uma forma ou de outra, em aproximadamente 10% das espécies de pássaros os pais contam com a ajuda dos parentes.

Além de determinar o comportamento social de cada espécie, os cientistas fizeram testes de paternidade por DNA nas famílias de cada espécie para determinar o grau de fidelidade conjugal. Espécies nas quais todos os filhotes, mesmo de diferentes ninhadas, possuíam os mesmos pais foram classificadas como fiéis. Quando a porcentagem de filhotes de pais diferentes aumentava, a espécie era classificada em grupos de promiscuidade crescente.

Finalmente, os cientistas puderam correlacionar o grau de fidelidade de cada espécie com a sua estrutura social. Essa comparação, feita nas 267 espécies, demonstra que, à medida que aumenta a infidelidade, diminui a quantidade de ajuda que os pais recebem dos parentes na criação dos filhos. Isso significa que fidelidade e ajuda da família estão correlacionadas e provavelmente têm uma relação causal.

Quando uma espécie adota a fidelidade conjugal, os parentes passam a ter uma vantagem reprodutiva se ajudarem a criar os filhotes. Por outro lado, ao abrir mão do direito de procriar com diversos machos, a fêmea está colocando todos os seus ovos na mesma cesta: se o macho tiver genes piores, eles estarão em todos os seus filhos. O equilíbrio entre a estratégia da fidelidade, na qual a fêmea conta com a ajuda dos parentes, mas sacrifica a liberdade sexual, e a estratégia promíscua, na qual a fêmea possui a vantagem da diversidade de machos, mas sacrifica a ajuda da familiar, é tênue. Tanto assim que as duas estratégias são amplamente utilizadas pelos pássaros.

O interessante é que esse mesmo comportamento, disfarçado e encoberto pelas convenções sociais, pode ser observado nas sociedades humanas. Basta lembrar das malvadas madrastas retratadas em muitas histórias infantis.

Dieta do pai pode afetar saúde de futura filha, diz estudo


O fato de o pai abusar do consumo de alimentos gordurosos pode aumentar o risco de que suas filhas sejam concebidos com maior propensão para a diabete e a obesidade, diz estudo realizado na Austrália e publicado na edição desta semana da revista Nature.

Até agora sabia-se que os pais obesos ou diabéticos têm risco maior de transmitir esses problemas para os filhos, mas esta é a primeira vez que se encontra um indício científico que um fator não genético - a dieta paterna - pode desencadear processo diabético na descendência.

Cientistas da Universidade de Nova Gales do Sul submeteram ratos machos a uma dieta de alto conteúdo de gordura, o que causou problemas de obesidade e tolerância à glucose, que transmitiram aos descendentes do sexo feminino gerados com fêmeas normais.

Os cientistas encontraram, nos filhotes, anomalias nas células beta do pâncreas, encarregadas de produzir insulina, hormônio que controla o nível de açúcar no sangue.

Segundo Margaret Morris, que chefiou o estudo, o risco de desenvolver diabete pode ser similar no caso de filhotes machos, embora o estudo só tenha analisado fêmeas.

Em comentário que acompanha o artigo, o biólogo Michael Skinner, da Universidade de Washington, considera a descoberta surpreendente, já que normalmente alterações nas células comuns do corpo não afetam as células germinativas - no caso do macho, os espermatozoides - e, portanto, não teriam como passar para a geração seguinte.

Skinner especula que a dieta poderia ser um fator ambiental que afeta a expressão dos genes, e não o material genético em si, durante a formação dos espermatozoides.

Fonte: Efe

Capital do Pará tem apenas 15% da vegetação original, indica estudo


Uma pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi mostra que Belém, capital do Pará, já perdeu 85% de sua vegetação original. O estudo, que utilizou imagens de satélite, foi feito por Surama Munhoz, com orientação do pesquisador e biólogo Leandro Ferreira.

Qual foi a principal conclusão do estudo?

Que Belém não é a capital verde da Amazônia. A partir de imagens de alta resolução do satélite Iconos, concluímos que sobrou somente 15% da vegetação original em Belém. Dos fragmentos que restaram, vários são pequenos, estão muito degradados e são ameaçados pelo crescimento desordenado.

Qual é o impacto da redução da mata para a biodiversidade?

Quanto menores os fragmentos de vegetação, mais difícil é a sobrevivência da biodiversidade da região.

É possível avaliar em quanto tempo a vegetação desaparecerá, se nada for feito?

Se continuar nesse ritmo e se não houver intervenção do Estado, entre 10 e 15 anos a vegetação acabará. A maior ameaça é a ocupação desordenada. As pessoas não têm onde morar e invadem áreas importantes ecologicamente. Por isso, vamos encaminhar os resultados do estudo para as autoridades.

E como é possível preservar?

Uma das maneiras é criar parques e reservas nas áreas verdes. E melhorar a situação dos já existentes. O Parque Ambiental de Belém, por exemplo, não tem nenhuma estrutura, existe praticamente só no papel. O Parque Ambiental do Utinga ainda possui um anfiteatro, mas não tem trilhas interpretativas, que poderiam atrair escolas, nem quiosques para comprar alimentos.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo

BR-262 vai se tornar rodovia ecológica dentro do Pantanal


A Superintendência do Ibama em Mato Grosso do Sul acaba de licenciar as obras de ampliação da BR-262 no trecho dentro do Pantanal, que vai de Anastácio até Corumbá.

As obras estão em andamento e com as condicionantes estabelecidas pelo núcleo de licenciamento do Ibama de MS este vai ser o trecho mais ecologicamente correto de uma rodovia asfaltada dentro do estado de Mato Grosso do Sul, e o primeiro no país com esse tipo de exigência feita pelo Ibama.

Vão ser feitas 100 passagens subterrâneas para os animais ao longo da pista, localizadas em trechos críticos de passagens de animais pela pista (já estudados pelo biólogo Wagner Fisher da UFMS e levantados por um estudo de impacto ambiental que o Ibama exigiu do DNIT e foi realizado pela Embrapa Pantanal e pelo próprio biólogo. Calcula-se que mais de 8 mil animais são atropelados nas rodovias de MS a cada ano.

Além das passagens subterrâneas sinalizadas e com alambrados para direcionamento dos animais para elas, a rodovia terá recomposição total da vegetação ciliar com espécies nativas ao longo de todo o trecho em questão.

A rodovia terá sinalização especial com redutores de velocidade, monitoramento especial da PRF e sinalização especial em placas de que se trata de uma rodovia ecológica que atravessa um trecho especial de área de preservação permanente e um bioma específico que é o Pantanal e que precisa ser preservado e se ter um cuidado especial com sua fauna e flora.

Um trecho de 26 km na região do Buraco das Piranhas vai ter cercas especiais com inclinação de 30 graus para que os animais não atravessem a pista.

Este trecho vai ter cerca especial porque é normalmente alagado e cheio de animais por causa da presença da água e, portanto, não dá para ter passagem subterrânea.

Ali vão ser instalados sinais sonoros e armadilhas fotográficas que vão servir para o monitoramento dos atropelamentos na pista e para pesquisas no local.

Para David Lourenço, superintendente do Ibama em Mato Grosso do Sul, toda a rodovia vai ser liberada para se tornar um laboratório de pesquisas para educadores ambientais e biólogo, já que se trata de uma rodovia que corta o bioma Pantanal num trecho “quase totalmente preservado e que exige cuidados especiais, por isso as nossas condicionantes serem dessa ordem”, diz ele.

O Ibama também cobrou que o DNIT exija das construtoras recursos para programas de educação ambiental a serem implementados em toda essa região, dirigidos para as comunidades locais. Todas as passagens para os animais vão poder ser também utilizadas pelos produtores rurais que estão locallizados nessas regiões para manejo de seus rebanhos.

A licença foi assinada pelo presidente do Ibama, Abelardo Bayama, com base nos estudos exigidos pelo núcleo de licenciamento ambiental do Ibama MS

Fonte: Diario Online

Concurso Público Caraguatatuba - SP (01 vaga para Biólogos e 10 vagas para Professor)

Saiu o edital para concurso público da Prefeitura de Caraguatatuba (SP).

Existe apenas 01 vaga disponível para o cargo Biólogo (salário de R$1.627,17).

O cargo Professor de Ciências possui vencimento mensal de R$1.498,55 e 10 vagas disponíveis.

As inscrições devem ser feitas até o dia 08 de novembro de 2010, através do site www.fadems.org.br .

Mais informações:

Concurso Público Professor Belo Horizonte - MG (77 vagas para Biólogos)

A Prefeitura de Belo Horizonte (MG) lançou edital para provimento de cargos públicos efetivos.

Para inscrever-se, o candidato deverá acessar o endereço eletrônico www.fumarc.org.br - link correspondente ao “Concurso Público PBH – ÁREA DA EDUCAÇÃO – Edital 02/2010” durante os dias 21 de dezembro de 2010 e 21 de janeiro de 2011.

O cargo Professor Municipal de Ciências e Biologia possui vencimento mensal de R$1.473,76. A jornada de trabalho é de 22 horas e 30 minutos semanais.

São 70 vagas destinadas para ampla concorrência e 07 disponíveis para candidatos com deficiência.

O concurso constará de duas etapas: Prova Objetiva de Múltipla Escolha e Redação (dia 20 de fevereiro de 2011) e Prova de Títulos.

Mais informações:

II Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia (ENGA)


O II Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia (ENGA) irá ser realizado entre os dias 11 e 16 de novembro de 2010 em Aldeia Velha, distrito do município de Silva Jardim (RJ).

O evento pretende fomentar intercâmbios entre grupos e comunidades, onde as reflexões e discussões sobre temas como: Segurança Alimentar e Saúde, Cultura popular e tradicional, Sustentabilidade na Agricultura, Economia Solidária e Integração Social, contribuam para a realidade da comunidade local e das experiências agroecológicas da região onde o evento será realizado.

Durante os 05 dias de convivência serão realizados espaços de troca de saberes com instalações pedagógicas, visitas e mutirões nas experiências da região, uma feira agroecológica e cultural nas ruas de Aldeia Velha, além de espaços para reflexões e discussões focadas em temas relacionados ao envolvimento sustentável, cooperativismo e associativismo rural, educação diferenciada, extensão rural, economia solidária e inclusão social, sementes, plantas medicinais, sistemas agroflorestais, agricultura urbana, fontes renováveis de energia, bioconstruções, gênero, soberania alimentar e saúde integral.

Terão descontos as inscrições feitas até o dia 05 de novembro.

Maiores informações:

Economia Verde: Tendências Internacionais e Oportunidades para o Estado de São Paulo


O Estado de São Paulo tem estabelecido, pela Política Estadual de Mudanças Climáticas, a meta de 20% de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) até o ano de 2020, com base nas emissões de 2005. Portanto, a migração do modelo de desenvolvimento do Estado para uma economia de baixo carbono tornou-se fundamental como estratégia para o futuro.

Pensando nisso, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo idealizou a Bolsa Internacional de Negócios da Economia Verde - BINEV com o objetivo de apresentar uma proposta de desenvolvimento que busca instituir novos vetores de crescimento econômico, novas fontes de empregabilidade e soluções consistentes para a melhoria da qualidade ambiental.

Destaques:

Conferência Internacional da Economia Verde
Realização de palestras, mostra de tecnologias, mostra de cases, sobre os temas: agricultura e florestas, construção civil sustentável, energias renováveis, indicadores, instrumentos econômicos, saneamento ambiental, tecnologias verdes, transportes sustentáveis e turismo.

Bolsa de Negócios
Durante o evento, os participantes poderão contar com esta área destinada à realização de reuniões e apresentação de projetos para pesquisadores, investidores, empreendedores, empresários, bancos de fomento e Governo do Estado, de origem nacional e internacional. O agendamento das reuniões pode ser feito pelo Fórum da Economia Verde (online) ou durante o evento.

Área de exposição
Durante todo o evento da Bolsa Internacional de Negócios da Economia Verde haverá stands de empresas ligadas ao mercado de Economia Verde. Além disso, haverá o espaço denominado “Governo de Portas Abertas”, onde os participantes poderão fazer consultas às ações do Governo do Estado de São Paulo e tirar dúvidas a respeito de incentivos fiscais, facilidades de financiamento, áreas prioritárias de investimento, projetos de incentivo ao desenvolvimento de mercados setoriais, licenciamento ambiental, entre outros.

Mais informações:

Destruição de rios e lagos ameaça saúde e alimentos, diz ONU


Danos causados aos rios, pântanos e lagos ameaçam desestabilizar a diversidade das espécies de peixes de água doce, apresentando um risco à segurança alimentar, nutrição de pessoas e rendimentos do setor, informou um relatório apoiado pela ONU nesta sexta-feira.

Rios e lagos são a fonte de 13 milhões de toneladas de peixe ao ano em uma indústria que emprega 60 milhões de pessoas, segundo um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep) e do Centro Mundial do Peixe.

Peixes de água doce também são importantes para a nutrição, principalmente na África e em partes da Ásia, por fornecerem micronutrientes como vitamina A, cálcio, ferro e zinco, acrescentou o relatório.

Esses fatores, segundo o estudo, aumentam o risco para os seres humanos da destruição de ecossistemas de água doce e há urgência em protegê-los da poluição, das mudanças climáticas, sobrepesca e construção de usinas hidrelétricas.

O relatório foi divulgado paralelamente à reunião da ONU que está sendo realizada entre os dias 18 e 29 de outubro em Nagoya, no Japão. A reunião tem como objetivo pressionar governos e empresas a contribuírem mais no combate ao acelerado desaparecimento de espécies de animais e plantas.

Apesar de a produção pesqueira ter aumentado na Ásia e na África nos últimos 40 anos, a pesca em outras regiões nivelou e em alguns casos, tem sofrido queda, principalmente devido aos danos ambientais, segundo o relatório.

Fonte: Reuters

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Concurso Público Professor Monsenhor Paulo – MG (03 vagas para Biólogos)

O concurso público da Prefeitura de Monsenhor Paulo (MG) irá contratar 03 profissionais para o cargo Professor de Ciências.

O salário é R$908,36 e a jornada de trabalho é de 24 horas semanais.

Acessando o endereço www.ambasp.org.br, será possível realizar a inscrição (até 28 de outubro de 2010).

Para mais informações, clique aqui

Concurso Público Professor Fundação de Educação de Niterói – RJ (14 vagas para Biólogos)

Estão abertas, até o dia 29 de outubro de 2010, as inscrições para o concurso público da FME – Fundação Municipal de Educação de Niterói/RJ.

Existem 14 vagas disponíveis para o cargo Professor de Ciências Físicas e Biológicas – Atuação nos 3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos.

Os admitidos deverão cumprir jornada de 16 horas semanais, tendo a remuneração de R$ 1.164,39.

Informações e inscrições:

Livro mostra 150 insetos mais surpreendentes


O entomologista Richard Jones reuniu no livro Extreme Insects 150 insetos com características especiais, entre eles o mais brilhante, o mais pontual, o mais cabeludo, o mais empanturrado e o mais afrodisíaco.

Os insetos representam três quartos de todas os animais identificados na Terra e, apesar do tamanho pequeno, tem uma enorme importância. Com exceção das calotas polares, todos os ecossistemas terrestres são colonizados por eles.

O livro publicado pela editora Harper Collins traz fotos impressionantes e informações curiosas sobre espécies como a mariposa Stauropus fagi, cuja lagarta parece uma lagosta e é considerada o inseto mais feio do mundo.

O besouro fantasma Asbolus verrucosus é descrito pelo entomologista como o objeto mais branco encontrado na natureza, muito mais branco que dentes ou leite. A cor do besouro serviria de camuflagem quando o inseto está sobre o fungo do qual se alimenta.

Outro besouro que ganhou espaço no livro foi o Lytta vesicatoria, conhecido por suas características afrodisíacas desde os tempos da Grécia e Roma antigas. Suas secreções contém a substância cantaridina, que causa ereções prolongadas, mas também pode levar à morte. Uma dose fatal pode ser extraída de um único espécime.

Na publicação, o inseto classificado como o mais empanturrado do mundo é a formiga pote-de-mel. Ela acumula néctar no abdômen, que incha de forma impressionante. A reserva de alimento é uma forma de lidar com as dificuldades de se viver no deserto.

O livro também dá destaque para o inseto com a mais incomum forma de expansão de território: o mosquito Aedes albopictus, transmissor da dengue. Ele se espalhou do Sudeste Asiático para a América do Sul e África através do comércio de pneus usados. Os pneus acumulam água da chuva, onde os mosquitos se procriam.

O autor buscou identificar as estranhas maneiras em que a forma e a função dos insetos se adaptam para lidar com as pressões extremas da luta pela sobrevivência em um mundo perigoso e competitivo.

Fonte: BBC Brasil

OPINIÃO: O que é desmatar


Por Maurício Gomide Martins

Está atualmente a humanidade, por intermédio de seus insensíveis e prejudiciais "donos do mundo", derrubando as árvores que caracterizam as matas naturais ainda existentes, principalmente na Amazônia, oeste de África e Grandes Ilhas do sudeste asiático. A ilha de Borneo, por exemplo, está praticamente sem cobertura florestal, e seu animal símbolo, o orangotango, hoje sobrevive em parques de proteção biológica.

Essas ações, de caráter empresarial e individual, de formas contínuas, furiosas e mortíferas, são impelidas por um enganoso objetivo máximo da vida, miragem gerada na estrutura econômica da atual civilização: ganância a qualquer custo.

E os governos irresponsáveis dessas regiões fingem que combatem tão odioso procedimento, mas por efetivas ações dão-lhe suporte para que os agentes prossigam nessa prática destrutiva. Tudo justificado pela glória de impulsionar seus países rumo ao progresso material, sustentado no aumento de ganhos gerais dos governos, dos políticos, dos parasitas sociais, do sistema econômico individualista, das atividades paralelas. Numa só palavra: desenvolvimento.

O que é uma mata? Não é apenas um aglomerado de árvores. Não é somente o solo potencialmente agriculturável. Não é uma fonte inesgotável de ganhos. Uma mata é um mundo. Sim, é um conjunto harmonioso que sustenta a vida. Assim como o planeta Terra é um mundo para a humanidade, uma mata é um mundo para seus habitantes. Ali está, em equilíbrio perfeito, uma existência imensa de seres vivos, dos quais as árvores são seu suporte e garantia de vida. Ali há vida. Ali há um mundo de biodiversidade.

Biodiversidade é uma palavra síntese que abarca todos os seres naquele mundo, desde o mais simples até os mais complexos. É um conjunto de vidas em perfeito e sadio equilíbrio natural. A parte mais visível e sustentáculo desse habitat são as árvores, mas também fonte imediata de lucros obtidos por ações danosas e sujas com a dor, sofrimento e sangue vegetal. Nesse morticínio, quebra-se a corrente da biodiversidade de um bioma e o plano geral do planeta, pois as partes globais são interdependentes. O desequilíbrio climático atual é, entre outras, conseqüência dessas tragédias íntimas.

Como sabemos, a vida se alimenta da própria vida, de forma harmoniosa, equilibrada e sustentável. Essa cadeia de existência começa com a essencial atividade dos vegetais, que recebem a energia vital do Sol, necessária à produção da fotossíntese, esse milagre da transformação de energia em matéria viva. É a comunhão sagrada entre a Terra e o Sol. É um ato de doação de vida. Os primitivos humanos tinham suas razões para cultuar o Sol.

Os vegetais são os desbravadores do planeta, são os portais por onde entram todas as demais condições de vivência. Nesse mundo ecológico a que nos referimos inicialmente, vivem os animais de todos os tipos, os insetos, os pássaros, os fungos, as bactérias, uns dependentes dos outros. Todas essas vidas são partes inter-relacionadas para a manutenção do equilíbrio do sistema a que chamamos meio ambiente.

Plantações extensas de eucalipto não têm biodiversidade; não têm vida. Não constituem um habitat, um mundo. São apenas ferramentas de ganho, formando um conjunto artificial, transitório e infértil.

Quando os brutamontes destroem as árvores, arrancando suas raízes, limpando o solo para plantio, desequilibram e destroem um mundo inteiro. E não restam muitos mundos desse tipo no planeta. A vida está perdendo suas oportunidades de afirmação para o lucro materialista, inglório, antinatural e formador de desertos.

Recentemente, um "sábio" deputado apresentou um projeto de lei, no qual constava que os proprietários de terras poderiam destruir suas matas desde que, posteriormente à realização dos seus objetivos econômicos, recompusesse a área destruída com o plantio de árvores. Ele não tem a mínima consciência desse mundo a que nos estamos referindo. Árvores são fontes de alimento e a membrana protetora que garante um ecossistema, isto é, um mundo que requereu milhões de anos para encontrar seu próprio equilíbrio vivencial. Não são os humanos os seres mais importantes do planeta; são as plantas, grandes e pequenas, base da vida. Todos os demais dependem delas na realização de um ciclo vivencial que demorou milhões de anos para se firmar.

Desmatar não é somente assassinar árvores; é destruir e tornar estéril todo um mundo.

Fonte: EcoDebate

Projeto autoriza desconto no IR de gastos com reflorestamento


O Projeto de Lei 7224/10, do deputado Homero Pereira (PR-MT), que autoriza pessoas físicas e jurídicas a deduzirem, do imposto de renda, gastos com projetos de reflorestamento e de preservação do meio ambiente, está sendo analisado pela Câmara.

O deputado autor da lei considera que "além de promover a preservação ambiental, a iniciativa vai fomentar a geração de empregos e renda". O desconto não exclui e nem reduz outros benefícios, abatimentos e benefícios em vigor hoje.

De acordo com a proposta, a dedução será de até 10% do imposto. O direito à dedução deverá ser previamente reconhecido pela Delegacia da Receita Federal da jurisdição do contribuinte. A Receita ficará encarregada de fiscalizar a aplicação do incentivo fiscal.

O contribuinte que efetuar as deduções será responsável por irregularidades resultantes dos projetos executados. Na hipótese de fraude ou desvio de recursos, o projeto estabelece que uma multa deverá ser aplicada no contribuinte, correspondente ao dobro do valor da vantagem recebida.

O PL 7224/10 está apensado ao PL 5974/05, que já foi aprovado nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta tramita em urgência (regime de tramitação que dispensa prazos e formalidades regimentais, para que a proposição seja votada rapidamente). Nesse regime, os projetos tramitam simultaneamente nas comissões - e não em uma cada de vez, como na tramitação normal.

Para tramitar nesse regime é preciso a aprovação, pelo Plenário, de requerimento apresentado por: 1/3 dos deputados; líderes que representem esse número ou 2/3 dos integrantes de uma das comissões que avaliarão a proposta.

Fonte: Envolverde

Mapeamento do DNA de peixes do São Francisco ajuda a identificar pesca predatória


Um estudo que está sendo realizado no Rio São Francisco pode ajudar no seu repovoamento e no combate à pesca predatória. Pesquisadores estão isolando e cadastrando o DNA de todas as espécies de peixes existentes no Velho Chico. Para que o mapeamento do DNA seja feito, basta, por exemplo, um pedaço de barbatana do peixe, para detectar o código genético e comparar com o de peixes nativos do rio.

“Se você está procurando identificar uma amostra de peixe que só ocorre na bacia do Rio São Francisco, nós podemos dizer se ela pertence a essa espécie ou é uma espécie de outra bacia”, explica o biólogo e pesquisador Bruno Brasil.

O mapeamento do DNA já está ajudando policiais a identificarem pesca predatória, crime ambiental muito comum no Rio. Fiscais do meio ambiente já autuaram um mercado que vendia dourado de tamanho menor que o permitido no Brasil. O DNA do peixe comprovou que a pesca era do São Francisco, e não do Rio Paraguai, como o comerciante afirmava.

“O que acontece muito: ‘Da onde veio esse peixe?’, ‘Não, veio da Bahia.' 'Não, veio do Rio Grande do Sul.' 'Não, veio...’. Agora, não, agora nós sabemos se o peixe veio da nossa bacia ou não. E autuar em cima de ciência, não apenas achando”, fala o engenheiro de pesca e fiscal da IEF-MG, José Vanderval de Melo Junior.

No repovoamento do Velho Chico, o DNA ajuda a identificar peixes de espécies nativas que já estavam desaparecendo em alguns trechos do rio: “Ele já teve morto. Ele agora está vivo, tem muito peixe, a gente vê o movimento do peixe no rio. Tem que cuidar”, fala o pescador Lourival da Costa.

Alerta para BH

Em Belo Horizonte, o cuidado na hora de comprar peixes deve ser reforçado. Lourival da Costa, pescador que sempre viveu às margens do Velho Chico, afirma que dos peixes, o mais procurado, o que mais tem valor, é o surubim. Porém, o peixe que é o predileto no gosto do consumidor, nem sempre é o oferecido no mercado.

Pesquisadores da UFMG analisaram 60 amostras de peixes vendidos em Belo horizonte, como o surubim. “Nenhuma das amostras correspondia ao surubim verdadeiro, e o mais interessante é que 54% das amostras, especialmente as amostras de filés, não correspondiam nem sequer a peixes do mesmo gênero. Nós encontramos inclusive peixes de origem marinha”, conta a professora veterinária e pesquisadora Denise Andrade de Oliveira.

Fonte: AMDA

Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas de MG (Fhidro)


O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) já está recebendo propostas de projetos dos interessados no Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro), para o exercício de 2011. As propostas devem ser protocoladas até o dia 15 de novembro para análise do Igam.

O Fhidro é um fundo público estadual que financia programas e projetos que promovam a racionalização do uso e a melhoria dos recursos hídricos em aspectos qualitativos e quantitativos, inclusive aqueles relacionados à prevenção de inundações e o controle da erosão do solo.

Neste ano, R$ 30 milhões estão disponíveis para investimentos em projetos que contemplem ações voltadas para o cadastro de usuários de recursos hídricos, sistemas de informações sobre recursos hídricos, recuperação de nascentes, áreas de recarga hídrica, áreas degradadas e revegetação de matas ciliares, saneamento, convivência com a seca e outras demandas espontâneas que estejam dentro da propostas legais referidas ao fundo.

Mais informações:

Estudo mostra que destruição ambiental no mundo soma mais de US$ 2,5 trilhões


A destruição de ativos da natureza, como florestas e pântanos, causa perdas anuais de ao menos US$ 2,5 trilhões no mundo.

A cifra, que supera em quase US$ 1 trilhão o PIB do Brasil, foi citada em um projeto financiado pela Comissão Europeia e apresentado nesta quarta-feira em Nagoya, Japão, durante conferência da Unep, a agência de meio ambiente da ONU.

"The Economics of Ecosystems and Biodiversity" (Teeb) é um estudo de dois anos cujo objetivo é mostrar o valor econômico de florestas, água, solo e corais, bem como os custos ocasionados pela perda desses recursos.

O líder do projeto, Pavan Sukhdev, pediu que "o valor dos serviços da natureza se torne visível" e influencie negócios e decisões adotados pelos países.

Seu relatório afirma que os custos de proteger a biodiversidade e os ecossistemas é mais baixo do que o custo "de permitir que eles mingúem", e artigo no site do projeto diz que "estamos vivendo do capital da Terra; precisamos aprender a viver dos juros".

Brasil e Índia

Outra conclusão é a de que a conservação tem papel importante na redução da pobreza, pois "florestas e outros ecossistemas contribuem para a sobrevivência de lares rurais empobrecidos".

Os líderes do projeto disseram que alguns países estão dando os primeiros passos para levar o valor da natureza em consideração ao adotar políticas públicas, e citam Brasil e Índia como exemplos.

"A abordagem do Teeb é útil para fazer com que (diferentes setores da sociedade) entendam as implicações da perda da biodiversidade e do retorno de investimentos (por conta da) conservação dessa biodiversidade", disse à BBC News Bráulio Dias, secretário de biodiversidade e florestas do Ministério do Meio Ambiente brasileiro, presente no evento em Nagoya.

Sukhdev disse que 27 países da América Latina e da África pediram à agência ambiental da ONU ajuda para tornar suas economias mais "verdes".

Cidades

O cálculo do valor de ecossistemas específicos foi aplicado pelo Teeb em cidades como Campala e Nova York.

Em Campala, capital de Uganda, estimativa de 1999 dava conta que o pântano Nakivubo valia entre US$ 1 milhão e US$ 1,75 milhão ao ano, por sua habilidade em purificar o esgoto da cidade.

Segundo o relatório, o cálculo fez com que fossem abandonados planos de drenar o pântano. No entanto, ao longo do tempo o Nakivubo perdeu suas capacidades, e em 2008 foi necessário um projeto para restaurar o local.

"O caso de Uganda mostra que, enquanto a valoração de serviços do ecossistema em geral fortalece argumentos para proteger o capital natural, por si só ela não previne que sejam tomadas decisões que degradem esses serviços", diz o estudo do Teeb.

Mas essa valoração "estimulou a implementação de normas que premiam os responsáveis por proteger" o ecossistema.

Um caso citado ocorreu em Nova York, onde autoridades pagam donos de terras em uma área montanhosa perto da cidade para que estes adotem técnicas agrícolas mais avançadas.

O objetivo é impedir que nutrientes da terra sejam escoados para rios locais, o que demandaria a construção de custosas estações de tratamento de água.

O incentivo aos agricultores custa entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, enquanto o valor estimado de uma nova estação de tratamento de água é de US$ 6 bilhões a US$ 8 bilhões.

E Curitiba é citada no relatório como "exemplo" positivo de cidade que expandiu seus parques urbanos com o objetivo de prevenir inundações e oferecer espaço recreativo aos seus cidadãos. Estes contam com, "em média, 50 m² de espaço verde cada um, um dos maiores índices da América Latina".

Fonte: BBC Brasil