quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Biólogo organiza Expedição a Ilha da Queimada Grande


Considerado um dos maiores santuários ecológicos do planeta, a Ilha da Queimada Grande com seus poucos mais de 430 mil metros quadrados é o berço natural de uma espécie única, cujo estudo vem intrigando os cientistas há muitas décadas. Soberana, imponente e mundialmente famosa, a Jararaca-ilhoa é a “rainha” absoluta da ilha tendo sido protagonista de uma infinidade de reportagens e documentários, tanto á nível científico como jornalístico.

Estudos envolvendo evolução, biologia, bioquímica e, principalmente, genética são imprescindíveis sobre a população da ilha e constitui um patrimônio exclusivo da pesquisa brasileira.Para a ciência a Ilha da Queimada Grande é o habitat de uma serpente não encontrada em nenhum outro local do planeta. Um animal fascinante de hábitos e comportamentos diferenciados e que, desafiando os prognósticos, continua ainda, rainha de seu território: a Bothropoides insularis. Conhecida popularmente como Jararaca-ilhoa ela provavelmente conquistou seu ambiente nos últimos 17 mil anos quando o mar regrediu, por duas vezes, unindo a Ilha ao continente por uma vasta extensão de areia e vegetação.

A Galápagos Centro de Educação Ambiental e Consultorias Ltda em parceria com o Instituto Vital Brazil e a Casa de Vital Brazil, está realizando uma expedição a Ilha da Queimada Grande, situada no litoral sul do Estado de São Paulo, que pela primeira vez terá não a “famosa” serpente como objetivo principal.

A Expedição “Súditos da Rainha” visa mostrar exatamente o outro lado, fará uma viagem fotográfica direcionada às diferentes espécies que vivem na ilha, quase desconhecidas, e que dão sustentação a cadeia ecológica que mantêm a jararaca-ilhoa.

Curso Propagação de Plantas Ornamentais


A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - ABES irá organizar nos dias 19 e 20 de novembro, em Belo Horizonte (MG), o curso de Propagação de Plantas Ornamentais.

As aulas serão ministradas na Rua São Paulo, 824, 14º andar, Centro.

As inscrições devem ser feitas até o dia 10 de novembro de 2010.

Mais informações:
cursos@abes-mg.org.br

Processo Seletivo Vitória – ES (Cadastro de Reserva)

A Prefeitura de Vitória realizará Processo Seletivo Simplificado para formação de quadro reserva destinado a contratação temporária de profissionais.

O cargo Técnico em Educação Ambiental - Área de Atuação: Biologia possui remuneração mensal de R$2.120,66.

A convocação dos aprovados será conforme a necessidade do Município de Vitória.

A inscrição será recebida somente nos dias 13, 14 e 15 de outubro de 2010, no Ginásio Jones dos Santos Neves, à Rua Coronel Schwab Filho, em Vitória (ES). Caso o próprio candidato não possa comparecer poderá enviar representante, desde que munido de procuração.

Mais informações:

Imagem de milhares de arraias vence prêmio de fotografia ambiental


Uma impressionante foto de um conglomerado sem precedentes de arraias no litoral do México deu ao fotógrafo alemão Florian Schulz o título de fotógrafo ambiental do ano concedido pela Chartered Institution of Water and Environmental Management (CIWEM). A competição fotográfica, que está em seu quarto ano, recebeu mais de 4.500 imagens de fotógrafos de 97 países.

O fotógrafo alemão Florian Schulz explica como conseguiu tirar a foto vencedora:

"Durante uma expedição aérea pela costa mexicana, eu me deparei com algo que nunca tinha visto antes. Nem mesmo o piloto do avião, que está acostumado a pilotar pela área pelos últimos 20 anos, havia visto algo parecido. Quando sobrevoávamos a área procurando por baleias, uma grande mancha negra no mar chamou nossa atenção.

Quando chegamos perto, descobrimos o que era: um grande conglomerado de arraias. O grupo era muito coeso e navegava na mesma direção. Eu pesquisei o que significava o fenômeno, mas ninguém foi capaz de explicar.

Após essa observação única, percebi que há muitas maravilhas dos oceanos que ainda precisamos entender. O nosso conhecimento dos mares é tão limitado que eu só esperamo que a gente consiga estudá-lo a tempo, antes que a poluição e a pesca excessiva coloque um fim aos fenômenos".

Veja as fotos vencedoras em outras categorias no site do Daily Telegraph

Fonte: Revista Galileu

Curso de Agrofloresta Sucessional


O curso de Agrofloresta Sucessional (nos moldes de Ernst Götsch) será ministrado por Patrícia Vaz, no Vale do Matutu, Aiuruoca, sul de Minas Gerais, de 04 a 07 de novembro de 2010.

A agrofloresta reúne técnica, filosofia e ecologia em uma mesma prática. É destinada não apenas aos que vivem ou produzem no campo, mas a todos aqueles que buscam reconexão e conhecimento com a natureza.

E o Vale do Matutu é uma atração extra, com suas belezas naturais e calma da Mantiqueira.

Mais informações:

II Seminário de Ciências Forenses


O IPEBJ – Instituto Paulista de Estudos Bioéticos e Jurídicos (www.ipebj.com.br) está com as incrições abertas para o II Seminário de Ciências Forenses, que será realizado nos dias 22 e 23 de outubro de 2010, na Unidade Central do Centro Universitário Barão de Mauá, Ribeirão Preto (SP).

O evento contará com a participação de renomados profissionais para discutirem temas atuais e importantes, com o objetivo de prover conhecimentos de novas tecnologias e atualizações científicas na busca da identificação humana, ajudando a justiça a desvendar crimes.

Mais informações:

Mini-curso Recuperação de Áreas Degradadas


No dia 19 de novembro de 2010 (sexta-feira), de 8h às 18h, irá ser realizado em Belo Horizonte (MG) o mini-curso de Recuperação de Áreas Degradadas.

A aula acontecerá na Rua Sergipe, 1.087, 3º andar, Savassi.

O mini-curso é organizado pela Universidade Federal de Viçosa e será ministrado pelo Dr. Walter Antônio Pereira Abrahão.

Terão descontos as inscrições feitas até o dia 05 de novembro.

Mais informações:

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção


As plantas são tão ameaçadas pelo risco de extinção como os mamíferos, de acordo com uma análise global realizada por instituições europeias. O estudo revelou que uma em cada cinco espécies de plantas no mundo corre risco de extinção.

A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção, com os resultados da análise realizada pelo Royal Botanic Gardens de Kew e pelo Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido, e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), foi divulgada nesta terça-feira (28/9), na capital inglesa.

O estudo, considerado uma das principais bases para a conservação, revelou a verdadeira extensão da ameaça às plantas do mundo, estimadas em cerca de 380 mil espécies.

Cientistas das três instituições realizaram avaliações a partir de uma amostra representativa de plantas de todo o mundo, em resposta ao Ano Internacional da Biodiversidade das Nações Unidas e às Metas de Biodiversidade – 2010.

Os resultados anunciados deverão ser considerados na Cúpula da Biodiversidade das Nações Unidas, que reunirá governos em meados de outubro em Nagoia, no Japão, com o objetivo de estabelecer novas metas.

Alguns dos dados revelados pelo estudo:

- Cerca de um terço das espécies (33%) da amostra é conhecida em grau insuficiente para permitir uma avaliação de conservação. Isso demonstra a escala da tarefa de conservação que será enfrentada por botânicos e cientistas – muitas plantas são tão pouco conhecidas que não é possível saber se estão ou não em perigo.
- De quase 4 mil espécies que foram cuidadosamente avaliadas, mais de um quinto (22%) foi classificado como ameaçado.
- Plantas são mais ameaçadas que aves, tão ameaçadas como mamíferos e menos ameaçadas que anfíbios e corais.
- Gimnospermas – o grupo vegetal que inclui as coníferas – são o grupo mais ameaçado.
- O habitat mais ameaçado são as florestas tropicais, como a Amazônia.
- A maior parte das plantas ameaçadas é encontrada nos trópicos.
- O processo mais ameaçador é a perda de habitat induzida pelo homem, em especial a conversão de habitats naturais para uso da agricultura.

Mais informações:
www.kew.org/plants-at-risk

Fonte: Agência FAPESP

Canadá oferece bolsas de pós-graduação


O governo do Canadá abriu inscrições para o Programa Vanier de Bolsas de Pós-Graduação, voltado a estrangeiros interessados em realizar pesquisa nas áreas de ciências sociais e humanas, ciências naturais, engenharia e saúde.

As inscrições para 2011 poderão ser feitas até o dia 20 de outubro. Nesta edição do programa são oferecidas vagas em 52 universidades canadenses. O valor da bolsa é de 50 mil dólares canadenses anuais por um período de até três anos.

Para participar do programa os candidatos devem ter cursado até 20 meses do curso de doutorado com média satisfatória e não ter recebido anteriormente nenhuma bolsa do programa Vanier.

Os candidatos devem, em primeiro lugar, escolher entre uma das 52 universidades parceiras para participar da seleção.

A avaliação será feita a partir do desempenho acadêmico e profissional do candidato, por meio dos resultados acadêmicos, prêmios e distinções, programa de estudo e contribuições potenciais para o avanço do conhecimento, experiências profissionais e acadêmicas relevantes, envolvimento com a comunidade, publicações, apresentações em conferências e cartas de recomendação.

O programa é uma iniciativa de três agências de fomento à pesquisa no Canadá: o Conselho de Pesquisa em Ciências Sociais e Humanas, o Conselho de Pesquisa em Ciências Naturais e Engenharia e os Institutos de Pesquisa em Saúde do Canadá.

Mais informações:

Concurso Público Técnico-Administrativo UFG (07 vagas para Biólogos)

Saiu o edital para concurso público da Universidade Federal de Goiás - UFG, designado a seleção de pessoal para cargos técnico-administrativo, tais como: Biólogo (02 vagas); Técnico de Laboratório/Área: Análises Clínicas (01 vaga); Técnico de Laboratório/Área: Biologia (04 vagas).

O local de atuação é na cidade de Goiânia.

A remuneração mensal é de R$2.989,33.

As inscrições devem ser feitas entre os dias 30 de setembro e 21 de outubro de 2010, em www.cs.ufg.br .

Mais informações:

terça-feira, 28 de setembro de 2010

VII SEBIO


A Semana Acadêmica da Biologia - SEBIO, é um evento anual realizado desde 2004 pelos acadêmicos do 3º ano do Curso de Ciências Biológicas da FEPI – Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá.

A SEBIO visa contribuir para discussão e integração entre alunos de ensino básico, graduação e pós-graduação com a comunidade de Itajubá e região.

O evento promove a reunião de professores, pesquisadores, consultores e outros profissionais que atuem na área Biológica e ambiental.

A VII SEBIO, que será realizada de 04 a 09 de outubro de 2010 no Auditório Professor Antônio Benedito Rosa, FEPI , Av. Dr. Antônio Braga Filho, 687 – Bairro Varginha Itajubá - MG, tem como tema o “Ano Internacional da Biodiversidade ”. O evento deste ano permitirá a divulgação técnico-científica de projetos desenvolvidos, exposição de artes e materiais relacionados às Ciências Biológicas, alem de proporcionar aos alunos da instituição e de outras faculdades e universidades da região, a oportunidade de divulgar suas pesquisas mais recentes e fomentar o contato com novos profissionais e pesquisadores, por meio de palestras, mesa redonda e mini cursos, e principalmente, adquirir conhecimento.

Mais informações:

Corredor Ecológico no Vale do Paraíba recupera áreas degradadas


A região deve ganhar nos próximos dez anos um Corredor Ecológico que pretende recuperar 150 mil hectares de áreas na Mata Atlântica

Acredita-se que no início do século XX, o estado de São Paulo tinha 80% de seu território ocupado pela vegetação, porém o intenso processo de industrialização e os ciclos antropogênicos de café, cana e pastagem devastaram a maior parte do território. O estado conhecido como um grande centro econômico do Brasil, também possui altos índices de degradação ambiental, assim, em busca de reverter o quadro, a região do Vale do Paraíba, situada no leste do estado, deve ganhar nos próximos dez anos um Corredor Ecológico que pretende recuperar 150 mil hectares de áreas degradadas na Mata Atlântica, o que corresponde a 150 mil campos de futebol.

O termo Corredor Ecológico foi adotado pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que institui os critérios sobre as Unidades de Conservação (UCs), estabelecida pela Lei no 9.985 de 18 de julho de 2000. A Lei conceitua UCs como um “espaço territorial e seus recursos ambientais, (...), com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção”.

A intenção é que o Corredor Ecológico, formado pelas Unidades de Conservação interligadas, possibilite a dispersão de espécies animais e vegetais, a recolonização de áreas devastadas e a ampliação de área de trabalho das populações da região contribuindo assim o desenvolvimento econômico.

O projeto, além de ajudar o produtor rural que se localiza próximo as áreas a serem reflorestadas, também o incentiva à ações sustentáveis por meio da conscientização. A lei defende a preservação da natureza e a define como “o manejo do uso humano da natureza, compreendendo a preservação, a manutenção, a utilização sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural, para que possa produzir o maior benefício, em bases sustentáveis, às atuais gerações”.

Entretanto, o jornal Estadão, publicado dia 19 de setembro, disse que para atingir o objetivo de recuperação e desenvolvimento das áreas, um estudo sobre a região foi realizado envolvendo informações sobre malha viária, condições de drenagem do solo, forma de relevo e áreas urbanas. O professor da Unesp Silvio Simões, um dos coordenadores do projeto explica que "O plantio de árvores nativas deve considerar a disposição do corredor na paisagem e seus aspectos ambientais, sócio-institucionais e culturais. Caso contrário, temos como resultado florestas que não vingam".

Fonte: Instituto Brasileiro de Florestas

"Transferência" de animais salva felinos na Flórida


Há 15 anos, biólogos transferiram oito suçuaranas do Texas para o sul da Flórida, com a intenção de impulsionar a reprodução da comunidade de animais, que estava seriamente ameaçada. Agora, 15 anos depois, estudos genéticos que a transferência mais do que compensou.

Os cientistas criaram uma surpreendentemente árvore genealógica do grupo atual, para provar que a mistura genética não só deixou a população maior, como também mais saudável – oferecendo apoio para este tipo de conservação, em um momento em que biólogos se esforçam para salvar habitats de espécies raras em todo o mundo. O estudo foi publicado na edição de sexta-feira da revista científica Science.

“Os resultados mostram que é possível ter impacto positivo nestas espécies ameaçadas de extinção por meio de restauração genética”, disse o co-autor do estudo David Onorato, da Comissão de Conservação de Vida Selvagem da Flórida.

De fato, muitos dos leões e tigres remanescentes no meio selvagem que vivem em pequenos grupos, onde a consaguinidade pode ameaçar a saúde dos animais, assim como ameaçou as suçuaranas na Flórida, podem se beneficiar por semelhante “resgate genético”, disse Stuart Pimm, biólogo conservacionista da Universidade de Duke.

"O que essa experiência tem mostrado é que, enquanto você não deixar para muito tarde, é possível salvar algumas destas populações", disse Pimm, acrescentando que a transferência de suçuaranas, leões e tigres não é tarefa das mais fáceis.

Milhares destas suçuaranas vaguearam uma vez o sudeste dos Estados Unidos, mas seu habitat foi diminuindo gradualmente. Atualmente, os animais vivem entre Miami e Naples, Flórida.

Nos anos 1990, havia apenas 20 ou 25 animais adultos. O pequeno número isolou os felinos e cortou qualquer possibilidade de contato com outras espécies de suçuaranas que circulavam no oeste. A consanguinidade estava causando defeitos genéticos como baixos níveis de testosterona, má qualidade do sêmen, buracos no coração, testículos ectópicos, assim como cauda tortas. Em suma, eles precisavam de sangue novo.

Há agora um número estimado de 100 suçuaranas na Flórida, mesmo assim, os animais continuam ameaçados de extinção.

O novo estudo detalhou, pela primeira vez, a variedade genética que acompanhou a recuperação da população na Florida. A equipe de Onorato comparou amostras obtidas de 591 suçuaranas entre 1978 e 2009, para controlar a mudança do patrimônio genético.

Cinco das oito suçuaranas que foram importadas do Texas em 1995, rapidamente se reproduziram e nasceram 15 filhotes - a primeira de várias gerações de híbridos do Texas e da Florida responsável pela recolonização da região - e os números crescentes de híbridos se mostraram mais resistentes, conforme mostra o estudo.

Além da Flórida, um parque na África do Sul tentou uma importação semelhante de 16 leões, como resultado resultando foi o aumento da reprodução, embora não ocorrendo um salto no número da população tão população e imediato.

Fonte: IG

Fazendas ajudam biólogos a mapear fauna em zona rural do Xingu


Onde há soja e gado, pode haver também uma rica biodiversidade. Por estranha que pareça, essa é a conclusão do trabalho do biólogo Oswaldo de Carvalho Júnior, do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).

O cientista está realizando, desde o começo do ano, um mapeamento dos animais de médio e grande porte que vivem em quatro grandes fazendas nas cabeceiras do rio Xingu, no Mato Grosso - uma delas do tamanho do município de São Paulo.

Segundo Carvalho Júnior, a riqueza de fauna nas florestas dessas fazendas é grande. Para ele, as propriedades privadas são essenciais para a conservação da biodiversidade, pois grande parte da mata hoje está nessas áreas.

EM PARCERIA

O grupo de Carvalho Júnior desenvolveu uma metodologia que conta com a colaboração de quem vive o dia a dia das florestas.

Tradicionalmente, o monitoramento de animais é feito por meio de censos. Os cientistas percorrem trilhas nas florestas e coletam sinais da presença dos bichos.

O biólogo do Ipam resolveu complementar essa metodologia e produziu um livreto que distribui nas fazendas estudadas. O material tem imagens de 25 mamíferos, como onça-pintada e tamanduás, e suas pegadas.

A partir daí, os pesquisadores visitam as fazendas para verificar, com os funcionários, quais animais ou pegadas foram notificadas, e em quais circunstâncias.

A colaboração tem funcionado, e os pesquisadores estão conseguindo ampliar seu conhecimento sobre a fauna. "Fazer isso sem os funcionários das fazendas seria impossível", diz o biólogo.

PROJEÇÃO

Mas essa é a primeira etapa do trabalho. "Uma coisa é identificar os bichos na região, usando o que sobrou de mata [cerca de 60% da floresta original] como refúgio. Outra é entender qual é o futuro desses bichos", explica.

O biólogo pretende eleger cinco espécies para avaliar suas populações futuras, inclusive considerando possíveis variações no tamanho da floresta. A ideia é projetar a densidade atual em cenários da região para saber qual será a população desses animais em 50 anos.

"Isso significa descobrir se a espécie vai continuar sobrevivendo ou se estará extinta localmente", explica.

Fonte: IG

Profissionais da Fiocruz coletam animais silvestres para pesquisa de leishmaniose em Florianópolis


Desde domingo, profissionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entre cientistas, biólogos e veterinários estão em Florianópolis para coletar animais silvestres e descobrir a fonte de infecção dos mosquitos que passaram a leishmaniose para quatro cães entre julho e início de setembro no Canto dos Araçás, na Lagoa da Conceição, no Leste da Ilha de Santa Catarina.

A equipe, que também conta com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado e de Florianópolis, montou dois laboratórios na região onde houve a contaminação. Os animais silvestres são capturados, identificados e as amostras de sangue e tecidos são coletados para verificar se há a infecção.

De acordo com o zoólogo Paulo D'Andrea do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, até o fim da tarde desta segunda-feira foram capturados nove bichos — número considerado alto pelos especialistas. Ele conta ainda que foram identificadas duas espécies de roedores e uma ou duas de cuíca.

— O nosso trabalho é descobrir a fonte de contaminação dos mosquitos, quantos e quais animais — explica o biólogo especialista em zoonoses.

Pelo menos 200 armadilhas foram montadas na floresta. Elas serão recolhidas na sexta-feira. As amostras de sangue serão encaminhadas para o RJ, onde passarão novamente por análise.

Os animais empalhados (taxidermizados) serão encaminhados para algum museu do país. Segundo Paulo, o prazo médio da conclusão do relatório após a coleta de material no campo é de um mês.

Fonte: Diário Catarinense

Concurso Público Professor UNIPAMPA – RS (01 vaga para Biólogos)

A Universidade Federal do Pampa - Unipampa abriu concurso público com o intuito de suprir vagas existentes em cargos de professor efetivo.

Há 01 vaga para a área de Biologia. É necessário que o candidato tenha mestrado.

A remuneração mensal é de R$4.651,59.

A inscrição deve ser feita pelo site www.unipampa.edu.br/portal/concursos, até o dia 25 de outubro de 2010.

Mais informações:
http://migre.me/1qeWx

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Japão discutirá rumos do mundo


De 18 a 29 de outubro, em Nagoya, no Japão, nova reunião da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) - que nasceu no Rio de Janeiro, em 1992 - discutirá caminhos para tentar reverter o atual quadro de perda da biodiversidade no mundo, que é, junto com mudanças climáticas, a maior "ameaça à sobrevivência da espécie humana", segundo o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan. Já estamos consumindo pelo menos mais de 30% de recursos naturais acima da capacidade de reposição do nosso planeta, diz o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. E isso contribui decisivamente para o desaparecimento progressivo das espécies em terra e no mar - o que significa a perda de pelo menos US$ 2 trilhões anuais, segundo recente congresso científico em Curitiba.

O biólogo norte-americano Edward Wilson, considerado a maior autoridade nesse campo da biodiversidade, diz que conhecemos 280 mil espécies de plantas das 320 mil que se estima existirem; 6.830 anfíbios (25% do total estimado); só 16 mil nematódeos em 15 milhões; e 900 mil insetos de 5 milhões. Ao todo, há entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de espécies catalogadas, mas elas podem ser de 10 milhões a 15 milhões. Numa tonelada de terra fértil pode haver 4 milhões de bactérias. Na boca humana são 700 (Eco 21, maio de 2010). Num de seus livros, Wilson, que é o maior especialista conhecido em formigas, diz que estas dominarão o nosso planeta, porque já são alguns quatrilhões de indivíduos; e no espaço de uma geração humana (20 anos) as formigas se reproduzem 20 vezes.

Há outros dados impressionantes. O comércio mundial de recursos naturais em 2008 já chegava a US$ 3,7 trilhões, seis vezes mais que em 2002, um quarto do comércio total, diz a Organização Mundial do Comércio (Estado, 24/7). A Rússia lidera, por causa do petróleo. E os Estados Unidos lideram as importações, com 15,2% do total. Só o comércio mundial de medicamentos derivados de plantas está em torno de US$ 250 bilhões/ano, segundo o biólogo Thomas Lovejoy. E o Brasil tem lugar destacado entre os detentores de biodiversidade - entre 15% e 20% do total mundial. São 103.870 espécies animais conhecidas; 41.121 espécies incluindo vegetais, fungos e algas; 9.101 espécies marinhas; e quase 2.600 espécies de peixes de água doce, das quais 800 ameaçadas de extinção (a bacia mais ameaçada é a do Paraná). O valor anual dessa biodiversidade brasileira é calculado em US$ 2 trilhões.

Mas a perda da biodiversidade no mundo é assombrosa - entre US$ 2 trilhões e US$ 4,5 trilhões anuais (até três vezes o PIB brasileiro), segundo especialistas que participaram das discussões em Curitiba. "Estamos sentados num baú de ouro e não sabemos o que fazer com ele", diz o secretário de Biodiversidade no Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias (Estado, 2/9). Por falta de apoio financeiro e político, comenta ele, "estamos queimando a biodiversidade" (curiosamente, no dia 16/9, em que o presidente da República e a ministra do Meio Ambiente lançavam em Brasília um plano de ações para o Cerrado - para ampliar a fiscalização, reduzir o desmatamento e evitar as queimadas -, faltou energia três vezes durante a cerimônia, porque queimadas no Cerrado brasiliense interromperam a transmissão).

O Brasil pretende mostrar em Nagoya que está atento à questão. Tem 310 áreas federais e 374 estaduais de conservação. Mas faltam recursos e pessoal para cuidar bem delas. Na Amazônia, quase 13% do território são terras indígenas - o melhor caminho para conservar a biodiversidade, segundo relatórios científicos nacionais e internacionais. Mas essas áreas também têm sido invadidas. Em 26,7% das áreas de conservação são permitidas algumas atividades, como ecoturismo, manejo de recursos naturais e até agricultura (Estado, 3/9).

A reunião de Nagoya terá três eixos principais: 1) Como evitar o colapso de estoques pesqueiros, perda de espécies na Amazônia e processos de extinção provocados por espécies invasoras; 2) fluxos financeiros para ajudar países mais pobres a proteger grandes áreas importantes para a biodiversidade; 3) novas regras internacionais para "acesso transparente" a recursos biológicos, assegurando que países e comunidades detentores desses recursos recebam uma parte dos benefícios de sua exploração. Em 2002 os 193 países signatários da convenção já se haviam comprometido a reduzir as perdas até 2010. Não aconteceu. "Agora é tudo ou nada", diz o secretário executivo da convenção, Ahmed Djoghlaf. A "exploração em excesso ameaça o mundo, alerta o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. De fato, há estudos indicando ameaças à sobrevivência de 520 milhões de pessoas por causa do esgotamento próximo de estoques pesqueiros em 65% das águas marítimas.

Não será fácil em Nagoya. O terceiro ponto - "acesso transparente" -, principalmente, envolve uma discussão até aqui sem saída entre governos, comunidades, cientistas e empresas. No Brasil vigora uma medida provisória (2.986, de 2001) que tentou disciplinar a questão. Os Ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia vêm discutindo um novo texto. Cientistas acusam ambientalistas, comunidades tradicionais e indígenas de impedir o acesso a espécies. Os acusados retrucam que nunca obtêm participação na exploração de produtos obtidos a partir das pesquisas acadêmicas. Cientistas argumentam que desenvolver uma droga a partir de espécies da biodiversidade chega a exigir até uma década de pesquisa, investimentos de até US$ 1 bilhão.

Seja como for, o mundo está alarmado. A Noruega já criou um banco de sementes em montanhas geladas próximas ao Ártico, que tem sido chamada de "cofre do juízo final". No Brasil, a referência é o Centro de Pesquisas em Recursos Genéticos e Biotecnologias (Cenargen), da Embrapa, com acesso a 671 espécies. No mundo já são 1.500 bancos.

É por essas coisas que passa o futuro humano. Por isso é bom prestar a atenção em Nagoya.

Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo

XXXV Congresso da Sociedade Brasileira de Imunologia


Data: 03 a 06 de novembro de 2010

Realização: Sociedade Brasileira de Imunologia

Local: Porto Alegre (RS)

Mais informações: www.imuno2010.com.br

Curso Tópicos de Biologia Marinha

Realização: Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo

Período: 17 a 23 de janeiro de 2011.

Dirigido a graduados e graduandos em Ciências Biológicas, que desejem complementar seus conhecimentos na área da biologia marinha.

Pré-requisito: Ser graduado ou graduando em Ciências Biológicas e ter sido aprovado nas disciplinas de zoologia dos invertebrados, botânica de criptógamas e ecologia básica. As aulas e atividades programadas levam em consideração que o aluno tem o conhecimento prévio do conteúdo destas disciplinas.

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III Fórum da Terra - "Transição para a Economia de Baixo Carbono frente às Mudanças Globais do Clima"


O objetivo do III Fórum da Terra é apresentar o cenário, fomentar as discussões e promover debates que levem aos participantes uma visão global do contexto atual e futuro do mercado de carbono e mudanças globais do clima, da questão da economia de baixo carbono e do papel da educação ambiental.

O evento será realizado no dia 25 de novembro de 2010 (quinta-feira) na FIRJAN - Auditório Cinelândia/RJ.

As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo e-mail: forumdaterra@saberglobal.com.br

Mais informações:

3º Congresso Brasileiro de Biotecnologia


A Sociedade Brasileira de Biotecnologia – SBBiotec, realizará o 3º Congresso Brasileiro de Biotecnologia, entre os dias 12 a 15 de outubro de 2010, no Centro de Convenções do Hotel Vila Galé, na cidade de Fortaleza - Ceará.

O evento espera catalisar o processo de interação entre pesquisadores nacionais e internacionais de renome bem como a interação universidade-empresa.

Para mais informações, clique aqui

Governo lança consulta pública de Plano de Produção e Consumo Sustentáveis


Nos próximos três anos, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai trabalhar em conjunto com diversos atores para promover mudanças em nossos padrões de produção e consumo. Os atuais padrões logo não serão compatíveis com os limites físicos do planeta e o Brasil precisa estar preparado. Para isso, o MMA pretende mexer até nas prateleiras dos supermercados.

Um conjunto de ações articuladas que prometem uma revolução nas relações de consumo no Brasil entra em consulta pública no site do MMA de 21 de setembro até 11 de novembro de 2010. Em estrita consonância com novos marcos legais, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e as resoluções do Conama, o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) quer colocar na mesma mesa atores importantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil para mostrar que responsabilidade socioambiental dá lucro e ajuda a mover o país em direção ao desenvolvimento sustentável.

"Vamos convocar a sociedade! A ideia é sair da zona do conforto e agir imediatamente", avisa a secretária da Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, responsável também pela campanha Saco é um Saco, que já retirou dos supermercados 800 milhões de sacolas plásticas potencialmente nocivas ao meio ambiente. Como foi formulado, o Plano é um "guarda-chuva" de programas governamentais e ações do setor privado e da sociedade civil previstas e em curso, uma agenda positiva para mostrar os esforços que o governo e a sociedade estão fazendo. A ideia central do Plano é a articulação entre essas iniciativas, de maneira a fomentar a mudança para padrões mais sustentáveis de produção e consumo.

O novo plano está disponível para contribuições durante o período de consulta pública, que durará 45 dias, no site www.mma.gov.br/ppcs. "A vida das pessoas vai ser afetada diretamente, por isso pedimos que elas participem, por meio de suas organizações da sociedade civil, empresas e órgãos públicos", solicita Samyra. As sugestões serão analisadas pelo Comitê Gestor do Plano e podem fazer parte do documento final, que estará pronto ainda este ano. O Plano pretende que o consumo consciente deixe de ser visto como "alternativo" e passe de segmento de mercado à regra geral.

Com seis prioridades selecionadas para o primeiro ciclo, previsão de prazos e sob constante acompanhamento, o plano está previsto para ser implementado em três anos (2011-2013). As prioridades inicialmente selecionadas são: educação para o consumo sustentável, construções sustentáveis, agenda ambiental na administração pública (A3P), varejo e consumo sustentáveis, compras públicas sustentáveis e aumento da reciclagem de resíduos sólidos.

O PPCS é fruto da constatação de que o consumidor brasileiro está cada vez mais atento à questão da sustentabilidade. Pesquisas de diversos institutos revelam que, se pudesse escolher, considerando preço e qualidade, o brasileiro preferiria produtos que não agridem o meio ambiente. Samyra reconhece as dificuldades em estabelecer novos padrões de produção e consumo, mas acredita que com informações suficientes e produtos chegando às prateleiras dos supermercados a preços acessíveis e com responsabilidade ambiental comprovada, as mudanças podem começar no curto prazo.

É esta a análise que faz com que a espinha dorsal do Plano seja a articulação entre os diversos setores da sociedade brasileira para ampliar o mercado de produtos sustentáveis e promover a mudança de hábitos de consumo.

Serviço:
Consulta Pública do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis: www.mma.gov.br/ppcs
Endereço eletrônico institucional: ppcs@mma.gov.br

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Caatinga pede socorro


Hoje reconhecidamente um dos biomas mais ricos do Brasil, a caatinga do semiárido nordestino é também o menos protegido: só 2% de sua área se encontram em unidades de preservação.

Das 5.344 espécies de plantas registradas na região, cerca de 320 são endêmicas - ou seja, restritas somente àquele bioma.

O lembrete foi feito na 62ª reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), realizada em julho último em Natal, no Rio Grande do Norte.

Os biólogos Maria Regina Vasconcellos, da Universidade Federal da Paraíba; Ana Maria Harley, da Universidade Federal do Espírito Santo; e Miguel Rodrigues, da Universidade de São Paulo, apresentaram dados de pesquisas para explicar a biodiversidade - especialmente botânica - das caatingas brasileiras e mostrar por que elas devem ser preservadas.

Pelo fato de a caatinga ter condições climáticas muito particulares - como chuvas irregulares -, as espécies botânicas adaptadas ao semiárido também são muito características. Suas árvores são em grande parte caducifólias, ou seja, suas folhas caem durante o período seco para evitar a perda de água.

A família mais presente na caatinga é a de plantas leguminosas. "São 320 espécies divididas em 86 gêneros", aponta Harley.

Considerada até o final dos anos 1980 um bioma de pouca biodiversidade, a caatinga tem hoje 45% de sua área alterados pelo homem, segundo Vasconcellos. "Esse reconhecimento tardio de sua riqueza natural, aliado a um índice ainda baixo de preservação, gera perda de diversidade biológica e também fenômenos como a desertificação", alerta a bióloga.

Desmatamento - Atividades que mais impactam o bioma da caatinga são o desmatamento (para lenha), queimadas e a criação de caprinos, que colaboram para o desaparecimento de espécies herbáceas, elemento de maior diversidade biológica da região. Grande parte dessas plantas aparece apenas durante os dois ou três meses de chuva, o que revela sua fragilidade naquele bioma.

Para conter essa rápida devastação, Vasconcellos sugere um trabalho nas escolas focado na valorização da caatinga. " Também temos tentado fazer valer a proteção ambiental nas RPPN (Reservas Particulares do Patrimônio Natural), uma vez que a maior parte da área da caatinga está localizada em fazendas e sítios", comenta.

Fonte: Ciência Hoje

Concurso Público Técnico Administrativo UFRN (01 vaga para Biólogos)

Foi publicado o edital para concurso público da UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com vistas ao provimento de cargos no quadro permanente da instituição.

Biólogos podem se candidatar para o cargo de Restaurador/Objetos de Arte e Peças de Museu.

O vencimento básico é de R$2.989,33, podendo ser acrescido de vantagens, benefícios e adicionais previstos na legislação.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.comperve.ufrn.br, entre os dias 1º e 24 de outubro de 2010.

Mais informações:

I Congreso Latinoamericano de Conservación de la Biodiversidad


De 22 a 26 de novembro de 2010, irá acontecer na cidade de San Miguel de Tucumán (Argentina) o I Congreso Latinoamericano de Conservación de la Biodiversidad.

O evento será composto por simpósios, mini-cursos e conferências.

Mais informações:

VI Congresso Brasileiro sobre Crustáceos


O VI Congresso Brasileiro sobre Crustáceos será realizado na cidade de Ilhéus, estado da Bahia, de 07 a 10 de novembro de 2010.

O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Carcinologia e será sediado no Hotel Praia do Sol.

O Congresso contará com mini-cursos, simpósios, mesas redondas e conferências.

Mais informações:

Simpósio Prosa Rural: Protegendo a Biodiversidade em Propriedades Particulares

No dia 28 de outubro de 2010 (quinta-feira), de 14h às 16h, irá acontecer em Juiz de Fora o Simpósio Prosa Rural: Protegendo a Biodiversidade em Propriedades Particulares.

O evento faz parte da XXXIII Semana de Biologia da Universidade Federal de Juiz de Fora e será realizado em parceria do Grupo Flora Original - Consultoria em Meio Ambiente.

O tema do Simpósio é Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), de grande interesse tanto para o estudante de biologia quanto para proprietários de terras.

Mais informações:

XXVI Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Protozoologia


De 25 a 27 de outubro de 2010, irá acontecer em Foz do Iguaçu (PR) a XXVI Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Protozoologia.

O evento contará com apresentações orais, oficinas e mini-conferências.

Mais informações:

9º Seminário Brasileiro de Tecnologia Enzimática


O 9º Seminário Brasileiro de Tecnologia Enzimática (Enzitec 2010) será realizado entre os dias 10 e 12 de novembro no Rio de Janeiro (RJ).

O evento reunirá pesquisadores e técnicos e focará no aprimoramento dos processos industriais visando a preservação ambiental e a redução do consumo energético.

A tecnologia enzimática tem um papel importante na geração de processos de produção limpos pela aplicação de enzimas industriais em diversos segmentos, como o de alimentos, têxtil, papel e celulose e biocombustíveis.

O evento será realizado no hotel Sheraton-Barra, na avenida Lucio Costa, 3150, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Mais informações:
www.enzitec2010.com.br

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

1º Curso de Licenciamento Ambiental em Patos de Minas (MG)


A empresa Verde Água Consultoria Ambiental (www.verdeeagua.com.br) e a UNIPAM (www.fepam.br) estão organizando o 1º Curso de Licenciamento Ambiental em Patos de Minas (MG).

As aulas serão ministradas somente aos sábados, de 13h às 17h e começarão no dia 23 de outubro de 2010.

O curso é teórico-prático e voltado para profissionais que desejam trabalhar com consultorias, projetos e licenciamentos ambientais.

Mais informações pelos telefones (34) 3823-0180/3823-0352/9976-1451 e pelo link http://migre.me/1nJoO

Concurso Público Professor UFRN (01 vaga para Biólogos)

A UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte abriu concurso público que irá contratar professores.

O cargo de professor Adjunto para a área de Zoologia Geral possui remuneração mensal de R$7.333,67.

A inscrição deve ser feita presencialmente até o dia 22 de outubro de 2010, das 08h às 11h e das 14h às 17h, no Campus de Natal/RN.

Mais informações:

Concurso Público Técnico Administrativo UFRGS (02 vagas para Biólogos)

Iniciaram as inscrições para o concurso público da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, cujas admissões se darão mediante Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Federais.

Existem 02 vagas disponíveis para o cargo de Biólogo. O salário é de R$2.989,33.

A inscrição ficará disponível entre os dias 28 de setembro e 22 de outubro de 2010, através do site www.faurgs.ufrgs.br .

Mais informações:

3ª Seleção PAP 2010 ZooSP


A Fazenda do Zoológico de São Paulo, em Araçoiaba da Serra, convida Agrônomos, Biólogos, Gestores Ambientais e demais profissionais de outras áreas de nível superior compatíveis com atividades de Educação Ambiental e Gestão Ambiental, formados há não mais de 02 anos, com registro no respectivo Conselho de Classe e estágio ou trabalho comprovado na área, para participarem do 3º Processo Seletivo/2010 PAP, a cumprir sem vínculo empregatício, atividade de Aprimoramento Profissional Nível I, na área de “Educação Ambiental e Monitoria aplicada à Gestão Ambiental”.

Aos selecionados pelos critérios determinados, serão outorgadas “Bolsas de Aprimoramento” no valor de R$1.000,00 para nível I e de R$ 1.150,00 para nível II.

O Regulamento do PAP e as Normas do 3º Processo Seletivo/2010 na íntegra são fornecidos no site: www.zoologico.sp.gov.br

Ecossistemas, eleições e debate sobre o futuro


Por Luis Felipe Cesar

Agência Brasil informa: Cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro dependem de recursos fornecidos diretamente pelo meio ambiente, como nutrientes do solo e água. A informação está no estudo A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês), vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que será divulgado na íntegra em outubro, na Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP-10), em Nagoya, no Japão.

Os dados parecem motivadores para a construção de uma governança que tenha na sustentabilidade dos ecossistemas o seu eixo central e poderão ser utilizados para fortalecer iniciativas fundamentadas neste princípio. No entanto, 10% refletem apenas os recursos fornecidos diretamente pelo meio ambiente. Se considerarmos o conjunto de fatores que constituem o clima constatamos que outros recursos, mais identificados como serviços ambientais, elevarão em muito esse tímido percentual. A simples (complexa) regularidade do período de secas e chuvas e a manutenção de gradientes de temperatura razoáveis, por si só, são determinantes para todo o processo de vida e de produção da sociedade. Ainda assim, somente agora os serviços ambientais começam a receber alguma valoração. E quanto valem?

O valor das condições que a Terra e sua Biosfera oferecem para a vida de todos os seres e, logicamente, da humanidade, pode ser estimado se calcularmos quanto custaria reproduzir tais condições no planeta Marte, por exemplo. Criar atmosfera respirável, água disponível, temperatura suportável, umidade adequada, vegetais e animais para alimento - apenas para citar os aspectos materiais mais densos, quanto custaria? Além disso, outros recursos também são fundamentais para o bem estar e a saúde tais como biodiversidade, paisagens restauradoras e espaços de lazer, esporte, aventura, cultura e arte.

O período eleitoral possibilita, ou deveria possibilitar, o aprofundamento do debate sobre o futuro que desejamos e como construí-lo sem impedir a vida e o bem estar de nossos filhos, netos e todos os que ainda virão. A sustentabilidade da base ecossistêmica é pré-requisito para todas as demais sustentabilidades que hoje se pronunciam tão facilmente nos muitos discursos de ocasião.

Fonte: AMDA

Sustentabilidade no mar


A halicondrina B é um composto anticâncer de origem marinha. Para se obter 350 miligramas da substância no ambiente natural é preciso coletar 1 tonelada de esponjas da espécie Lissodendoryx, na qual a halicondrina é encontrada.

Por conta disso, um trabalhado de bioprospecção mal planejado pode simplesmente provocar a extinção da espécie, o que já aconteceu localmente com esponjas em algumas regiões da costa europeia.

O exemplo foi usado pelo professor Renato Crespo Pereira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), para ilustrar a importância de se planejar a exploração sustentável da biodiversidade marinha.

Pereira proferiu a palestra “Compostos bioativos de organismos marinhos: como prospectar e preservar esse potencial” no Workshop sobre Biodiversidade Marinha: Avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado nos dias 9 e 10 de setembro na sede da FAPESP, na capital paulista.

A despeito de todas as dificuldades, o pesquisador afirma que o Brasil não pode deixar de explorar seus biomas marinhos. “O país já se encontra bem atrás de outros na exploração da biodiversidade dos oceanos. Países da Oceania, da Ásia, da Europa e da América do Norte apresentam atividade de pesquisa muito mais intensa em seus sistemas costeiros”, disse.

Segundo ele, as condições adversas presentes nos oceanos, como as variações de temperatura, que vão de registros negativos até 350º C, e de pressões, que variam de uma a mil atmosferas, fazem dos mares o ambiente propício para o desenvolvimento de metabólitos secundários extremamente complexos e sem paralelo nos ambientes terrestres.

Substâncias que combatem fungos, bactérias e inflamações são alguns exemplos de produtos que vieram do mar e que justificam a intensificação das pesquisas marinhas no país, que ainda são incipientes. “Justamente por estar começando nesse trabalho de prospecção marinha é que o Brasil deve começar a pensar nos rumos que quer tomar”, afirmou.

Para o professor da UFF, há uma série de questões que devem ser levadas em conta para balizar a maneira de se explorar os recursos oceânicos, especialmente o fato de a natureza conseguir suprir a demanda da ciência e, posteriormente, de mercado por aquela substância.

Pereira ilustrou com o caso da descoberta de uma alga encontrada somente em uma ilha brasileira. “Devemos nos perguntar: vale a pena fazer toda uma pesquisa a respeito dela para depois ver que não há algas suficientes para suprir a indústria?”, colocou.

Antes mesmo de se iniciar uma pesquisa de compostos bioativos marinhos seria preciso verificar se a natureza tem condições de fornecer a matéria-prima em quantidade necessária. “Muitas vezes não encontramos o suficiente nem mesmo para os testes de bioatividade, o que dizer então da utilização comercial em maior escala”, alertou.

Reprodução em laboratório

Pereira afirma ser necessário olhar o processo como um todo a fim de não realizar pesquisas em vão ou que acabem provocando impactos perigosos como a extinção de espécies.

“Se conhecemos o gargalo, às vezes é melhor começar a pesquisa por ele, ou seja, primeiro desenvolver métodos de reprodução daquele organismo marinho para depois testar os seus compostos”, disse.

Alternativas interessantes, segundo o professor da UFF, seriam investimentos em pesquisas em genômica e proteômica que desenvolvam o cultivo de organismos marinhos. Esses trabalhos ajudariam a reproduzir em laboratório moléculas e organismos de interesse científico e comercial.

“A bioprospecção brasileira deve considerar vários objetivos: conservar a biodiversidade, promover o manejo sustentável dos organismos para a fabricação de produtos naturais e, é claro, encarar a biodiversidade como um valioso recurso econômico para o país”, disse.

Fonte: Agência FAPESP

Congresso Internacional de Reciclagem debate temas importantes do setor


A 5ª edição da Exposucata - Feira e Congresso Internacional de Negócios da Indústria da Reciclagem, maior evento do setor da América Latina, que será realizado entre os dias 28, 29 e 30 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes (SP), reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater importantes temas que contribuam para o desenvolvimento da cadeia reciclagem no país.

A abertura do Congresso Internacional, dia 28 às 10h, terá como tema a recém aprovada Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com uma visão sobre quais eram os objetivos desta lei e o que de fato foi sancionado. Em seguida, um painel com executivos de entidades da cadeia de reciclagem (Abrelpe, Inesfa, Abividro) e da OAB-SP vai debater como a PNRS pode alavancar os negócios do setor, entre outros temas.

O 5º Congresso Internacional de Negócios da Indústria da Reciclagem integra a programação da EXPOSUCATA 2010 e acontece simultaneamente à feira de negócios.

Veja a programação completa do ciclo de palestras e debates no site:

Empresas não recuam mesmo com crise econômica


Cada vez mais empresas estão buscando oportunidades comerciais relacionadas ao carbono e relatando suas ações através do Carbon Disclosure Project (CDP), que abrange mais de 500 investidores com US$ 64 trilhões em ativos

Em seu décimo relatório, o CDP questionou mais de 4,7 mil das maiores empresas mundiais, incluindo as 500 maiores companhias públicas parte do FTSE Global Equity Index Series (Global 500), buscando informações sobre as ações efetivas em direção a uma economia de baixo carbono, muito além da simples divulgação de seus números.

As maiores empresas do mundo demonstraram que as mudanças climáticas continuam na agenda corporativa, exigindo atenção e alocação de recursos adequados mesmo antes de qualquer exigência legal e em meio a crise econômica, demonstrou o CDP 2010.

Este ano a taxa de resposta das empresas do Global 500 continuou alta, em 82% (410 empresas), o que segundo o relatório, escrito pela consultoria PricewaterhouseCoopers, é impressionante dada a crise econômica e o clima de incertezas políticas.

As respostas indicam que houve uma mudança da ênfase em uma abordagem dominada pelo risco para outra que abrange oportunidades, sendo que nove em cada dez empresas identificam "oportunidades significativas" resultantes das mudanças climáticas, como novos produtos "verdes" e resiliência climática.

As estratégias empresariais de 48% dos questionados já incluem a questão das mudanças climáticas e o gerenciamento do carbono, sendo que 85% disse ter o assunto sob responsabilidade da diretoria ou outro nível executivo. Para este último critério, 68% das empresas brasileiras questionadas responderam positivamente.

Dada a ausência de garantias regulatórias resultante do Acordo de Copenhague, um número significativos, 56% das empresas, demonstrou claramente se engajar no incentivo dos legisladores para implementar ou fortalecer diretrizes que levem a mitigação ou adaptação às mudanças do clima. Entre as brasileiras este número foi de 66%.

“Impulsionados pelas oportunidades de redução de custos energéticos, garantia da oferta de energia, proteção dos negócios em relação aos riscos das mudanças climáticas e da reputação prejudicada, geração de renda e continuidade competitiva, o gerenciamento do carbono continua a subir como uma prioridade estratégica para muitas empresas”, explicou o CEO do CDP Paul Dickinson.

O CDP lançou este ano o Carbon Performance Leadership Index (CPLI), uma nova classificação de desempenho que identifica as empresas líderes no gerenciamento dos riscos e exposição ao carbono, entre elas está a Siemens, no topo, seguida do Deutsche Post, BASF, Bayer, Samsung entre outras. Estas companhias apresentaram compromissos estratégicos, governança, comunicação com os stakehoders e acima de tudo, redução de emissões, de acordo com o CDP.

Além disso, dois índices baseados nas informações do CDP foram lançados, o FTSE CDP Carbon Strategy Index series e o Markit Carbon Disclosure Leadership Index.

A qualidade das informações relatadas pelas empresas também mostrou uma melhora significativa. A nota média do Carbon Disclosure Leadership Index (CDLI) aumentou de 84 em 2009 para 91 em 2010. Como esperado, a maioria dos líderes em desempenho também está à frente do CDLI.

Dentre as companhias que não responderam o questionário estão principalmente as chinesas (8 das 12), hong kong (12 das 16), mexicanas (3 de 4), polonesas (3 de 3), russas (8 de 10) e singapurenses (4 de 5). Alguns exemplos são o Banco da China, Amazon.com, Sberbank, Alcon e Visa.

Brasil

A Vale foi a única empresa brasileira listada entre as cinco pertencentes aos países que não têm metas sob o Protocolo de Quioto com melhor nota, as outras foram a Samsung e a Posco da Coréia do Sul e Anglo Platinum e Sasol da África do Sul.

O país registrou um nível razoável de retorno ao CDP, sendo que 72% das oitenta empresas questionadas responderam à pesquisa. Em se tratando de redução das emissões, apenas 23% têm metas e 57% diz estar agindo para reduzi-las.

Quanto ao quadro regulatório, 61% das empresas brasileiras enxerga riscos e 78% oportunidades. Apenas 28% dos respondentes verifica independentemente alguma parte das informações referentes às emissões do Escopo 1 e Escopo 2. Os escopos são termos utilizados sob o GHG Protocol para categorizar emissões diretas e indiretas de gases do efeito estufa.

Fonte: Instituto Carbono do Brasil

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ministra recebe homenagem do Conselho Federal de Biologia

Em seu discurso, Izabella Teixeira disse que o profissional da área precisa estar preparado para lidar com as questões ambientais e influenciar as políticas públicas do setor.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, foi homenageada nesse sábado (18/9) pelo Conselho Federal de Biologia. Izabella, que é bióloga registrada do CRBio-04, em seu discurso fez um balanço da política ambiental brasileira e dos desafios previstos para os próximos anos. Ela destacou o papel da biologia no cenário e ressaltou que as escolas devem estar preparadas para a nova realidade. Na avaliação da ministra, o profissional da área precisa estar preparado para lidar com as questões ambientais e influenciar as políticas públicas do setor.

"Formular políticas públicas significa ter avaliação e negociação", defendeu a ministra. Ela propôs um novo perfil para o biólogo, capaz de dar conta dos novos desafios. O papel da área ambiental, segundo ela, depende do poder de negociar interesses na área econômica e social. Para ela, "não basta dizer não" depois de uma avaliação de especialista. "Às vezes porque vem muita gente dizendo sim e acaba ganhando", segundo ela, por faltar disposição para negociar.

Falando aos biólogos na sede do Conselho da categoria, em Brasília, ela avaliou que o País tem uma importância ímpar quando se trata da questão ambiental. Para ela, esse "é o grande desafio do Brasil".

Izabella disse que é preciso "ampliar" o debate e buscar uma linguagem clara, para que toda a sociedade compreenda e possa influenciar as tomadas de decisões políticas em relação ao meio ambiente. Ela lembrou que todas as lideranças mundiais no setor procuram o Brasil na qualidade de interlocutor e de protagonista nas questões de meio ambiente. "Estamos entre os países mais importantes em meio ambiente", avaliou.

O Plano Nacional de Mudanças Climáticas, para ela, é o que trouxe o reconhecimento mundial. "Fizemos o que nenhum outro país do mundo fez: nosso dever de casa", disse ao destacar que o Brasil assumiu metas ousadas, ao transformar em lei a proposta de reduzir suas emissões em até 39%, até 2020, apresentada na última conferência do Clima, em Copenhagen, na Dinamarca, em 2009.

Nos próximos anos, segundo prevê Izabella, a agenda ambiental tende a ocupar espaços cada vez maiores. Como exemplo, citou a biotecnologia e biopirataria. Ela informou que já solicitou ao novo secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a abertura de um amplo debate sobre a biodiversidade. A pauta internacional prevista para ser aprovada em Nagoya, no Japão, em outubro, na 10ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, será a base dos entendimentos internos. "As metas da ONU para 2020 têm que ser debatidas no Brasil, para que daí saia uma agenda brasileira para a biodiversidade", destacou.

Ela lembrou, também, os "mais de 400 projetos de lei" que tramitam no Congresso propondo alterações na legislação ambiental e a polêmica em torno da reforma do Código Florestal. Segundo avalia, as informações sobre esse assunto não chegam de forma clara à sociedade. Por isso, defendeu "uma nova linguagem", citando o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, que só chegou à agenda das políticas públicas depois que simplificou o discurso. É preciso, segundo disse, abrir espaços para conversar com todos os setores.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Ciclo de Palestras: Ciência, Tecnologia e Inovação Dr. José Oswaldo de Siqueira


O Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Alberto Duque Portugal, e o Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - Fapemig, Mário Neto Borges, convidam para a palestra “Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento: Avanços, Tendências e Desafios” a ser proferida pelo Diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde - DABS/CNPq, Prof. Dr.José Oswaldo de Siqueira, em sessão extra do "Ciclo de Palestras: Ciência, Tecnologia e Inovação".

Na ocasião, serão abordados os avanços na Política, Organização e Fomento em C &T; as tendências imediatas da pesquisa (foco, estratégias, agência de fomento, projetos, instrumentos, mecanismos, parcerias e colaborações): Os principais desafios a serem enfrentados.

As inscriçõpes devem ser feitas pelo e-mail ciclodepalestras@tecnologia.mg.gov.br (Assunto: Ciclo de Palestras).

Serviço
Ciclo de Palestras: Ciência, Tecnologia e Inovação Dr. José Oswaldo de Siqueira
Data: 01 de outubro de 2010 - sexta-feira
Horário: 10h
Local: Auditório Carlos Ribeiro Diniz
Fapemig – Rua Raul Pompéia, 101 – 12º andar. São Pedro.
Belo Horizonte – MG

I Workshop Internacional sobre Enchentes Urbanas


O I Workshop Internacional sobre Enchentes Urbanas, realizado pela Fundação UNESCO – HidroEX, será realizado entre os dias 17 e 19 de novembro de 2010, na Casa do Folclore, em Uberaba (MG).

O objetivo deste evento é auxiliar profissionais, pesquisadores, estudantes e membros das esferas do governo, ligados à prevenção, controle e mitigação de enchentes urbanas a desenvolver um plano estratégico para superar os impactos de larga escala causados pelas inundações nas cidades brasileiras que crescem num ritmo cada vez maior.

Mais informações:

Concurso Público Cia. de Saneamento de Alagoas - CASAL (02 vagas para Biólogos)

Abriram as inscrições para o concurso público da Companhia de Saneamento de Alagoas - CASAL, que objetiva recrutamento de candidatos.

O cargo Biólogo possui remuneração mensal de R$1.934,62. São 02 vagas disponíveis, uma para livre concorrência e outra destinada a deficientes.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.copeve.ufal.br, até o dia 15 de outubro de 2010.

A prova objetiva está marcada inicialmente para o dia 14 de novembro de 2010.

Mais informações:

Concurso Público Professor Unipampa – RS (03 vagas para Biólogos)

A Universidade Federal do Pampa - Unipampa abriu oncurso público visando admitir pessoal para vagas de Professor.

Biólogos podem se candidatar para as seguintes áreas do conhecimento:

- Biotecnologia Animal;

- Análise e Purificação dos Compostos Orgânicos Aplicados a Biotecnologia;

- Ecologia e Conservação da Biodiversidade.

Todas as vagas exigem doutorado do candidato.

A remuneração varia entre R$4.651,59 e R$7.333,67.

A inscrição está aberta no endereço www.unipampa.edu.br/portal/concursos, até o dia 25 de outubro de 2010.

Mais informações:

Um novo olhar sobre a economia


Por Luciano Martins Costa, para o Observatório da Imprensa

A edição desta semana da revista Época deve ser guardada como um exemplar histórico: pela primeira vez, um veículo da chamada grande imprensa brasileira aborda a questão do valor econômico da biodiversidade, sem condicionantes, tratando-a como eixo principal de uma mudança no modelo econômico vigente.

Alguns jornais e outras revistas, como a CartaCapital, chegaram a tratar do assunto, em edições especiais. Mas CartaCapital trafega em pista paralela à da imprensa predominante, que é uniformemente conservadora e fiel a uma matriz ideológica homogênea – tem um acordo editorial com a agência Envolverde e não se caracteriza pelo viés chamado de neoliberal.

A reportagem de Época tem o mérito de colocar a questão da exploração dos recursos naturais sob uma ótica diferente daquela adotada até aqui pela imprensa quando fala de economia e negócios. Até então, a regra tem sido tratar do assunto de forma marginal, como uma alternativa meio exótica, paralela ao sistema econômico.

Mudanças no modelo

Época reconhece que a economia tradicional "começou a adotar as preocupações dos ambientalistas" e procura estabelecer um valor para os recursos naturais. Cita exemplos de cidades, como Extrema, no sul de Minas, onde proprietários rurais recebem pagamento em dinheiro para não desmatar as áreas próximas de nascentes. Nessas fontes nasce a água que alimenta o sistema Cantareira, a principal reserva de abastecimento da cidade de São Paulo.

A revista do Grupo Globo se aproxima, assim, do conceito de economia verde que constitui um dos fundamentos teóricos da sustentabilidade.

Os cálculos sobre o valor econômico da biodiversidade são conhecidos pelos especialistas desde pelo menos 1997, quando o economista americano Robert Constanza fez uma avaliação do patrimônio ambiental do planeta. Depois se seguiram o Relatório Stern, do ex-ministro britânico Nicholas Stern, sobre o impacto econômico das mudanças climáticas, e muitos outros estudos.

Apesar de alguns aspectos subjetivos, atualmente o cálculo dos chamados serviços ambientais é quase uma rotina em muitos empreendimentos. Só não vinha entrando no noticiário econômico por falta de visão dos editores.

A iniciativa de Época, embora demonstre a lentidão da chamada grande imprensa diante das novas tendências, é um passo importante no sentido de transformar os jornais e revistas em aliados na educação de empresários, governantes e da sociedade em geral para a necessidade de mudanças no modelo econômico predador e para um consumo mais consciente.

Motor da evolução


O trabalho do cientista australiano John Mattick tem contribuído para derrubar paradigmas tradicionais da genética. Segundo o professor da Universidade de Queensland, em Brisbane, a programação genética dos organismos multicelulares foi essencialmente mal compreendida durante os últimos 50 anos.

O equívoco, conta, residia no pressuposto de que a maior parte da informação era codificada em proteínas por meio do RNA, cujo papel seria reduzido à transcrição desses dados.

As pesquisas coordenadas por Mattick, no entanto, ligaram o RNA não-codificador de proteínas à evolução de organismos complexos, à diversidade biológica e à cognição, contribuindo para o desenvolvimento do campo da epigenética – o estudo da parcela de 99% do genoma que não codifica proteínas.

O cientista, que já publicou mais de 180 artigos, esteve no Brasil durante o 56º Congresso Brasileiro de Genética, no Guarujá (SP), onde apresentou, no dia 17 de setembro, a conferência “O papel central do RNA regulatório na evolução e no desenvolvimento humano”.

Em entrevista concedida à Agência FAPESP, Mattick destacou que o RNA não-codificador de proteínas – até há pouco tempo conhecido como “DNA lixo” – tem um papel regulatório tão importante que pode ser comparado a um software que controla todo o sistema dos organismos complexos.

Agência FAPESP – O senhor afirma que passamos, nos últimos anos, por uma grande mudança de paradigma, que está transformando completamente a forma como entendemos a genética desde a descoberta da estrutura do DNA. O que mudou na genética?
John Mattick – O que realmente mudou tudo, na minha opinião, foram duas descobertas. A primeira é a surpreendente observação de que o número de genes não é muito diferente entre animais muito simples – um verme do solo, como o Caenorhabditis elegans, por exemplo – e humanos. Todos temos aproximadamente o mesmo número de genes convencionais codificadores de proteínas. E a maior parte desses genes é muito semelhante, tem funções parecidas e codifica o mesmo tipo de proteínas.

Agência FAPESP – Por que essa descoberta foi tão intrigante?
Mattick – Foi uma descoberta chocante, porque, antes dela, o dogma central da biologia molecular dizia que os genes estavam no DNA, eram expressos por algum tempo no código temporário do RNA e, então, eram traduzidos em proteínas, que executavam as tarefas no sistema. Assim, esperava-se que os humanos tivessem muito mais genes e muito mais proteínas do que um verme, por exemplo. Mas isso não ocorre. Temos uma variação maior de proteínas, mas, essencialmente, o mesmo número e o mesmo tipo de genes que esses animais muito simples. No entanto, há uma enorme diferença de complexidade entre um verme – que tem menos de 1 milímetro de comprimento e alguns milhares de células – e um humano, com mais de 100 trilhões de células. Trata-se de um plano celular muito mais complexo, principalmente ao se levar em conta o funcionamento do cérebro. Mas temos o mesmo número de genes, o que indica fortemente que deve haver outro tipo de informação capaz de resultar na construção de algo tão mais complexo.

Agência FAPESP – E qual foi a segunda descoberta?
Mattick – Foi uma segunda surpresa, coerente com a primeira: a maior parte dos genes presentes no genoma humano não codifica proteína alguma. Parecia ser puro entulho genético – foi chamado de “DNA lixo”. Mas o que é necessário para fazer um organismo mais complexo, como o humano, está sendo transmitido pelo RNA, não pela proteína. Antes disso, todo mundo pensava que o RNA era só um intermediário temporário entre o gene e a proteína.

Agência FAPESP – Esse era o dogma central?
Mattick – Sim, o DNA é transcrito pelo RNA e copiado na proteína. Esse é o dogma e ele está certo: o DNA faz RNA e alguns RNAs fazem proteína. Esse é o fluxo de informação. O erro é que se pensava que a maior parte da informação do RNA fluía pela proteína. Mas parece que, nos humanos, apenas uma quantidade muito pequena das informações vai para a proteína. A maior parte vai ao RNA. E, agora, estamos conseguindo evidências de que esse RNA está envolvido em regulações muito mais sofisticadas do sistema. Então, para entender como os humanos são programados, temos que pensar não apenas em termos de proteínas, que são componentes mecânicos do sistema. Por trás, há uma arquitetura altamente sofisticada que permite decidir quais componentes devem ser expressos e as mais diversas funções.

Agência FAPESP – O senhor compara os sistemas regulatórios do RNA a um sistema computacional avançado.
Mattick – Sim. Podemos fazer uma analogia com um sistema sofisticado que é o Boeing 777. Seus componentes mecânicos já eram conhecidos há 50 anos: motores, jatos, aerofólios, bombas hidráulicas e assim por diante. Mas há um mundo de diferenças entre um avião feito em 2010 e outro de 1960, quando os computadores ainda não eram populares e não se usavam fibras ópticas. Os objetos mais sofisticados na nossa sociedade se tornam cada vez mais ricos em informação. E essa informação que está codificada em computadores é transmitida por fibras e fios, que não são precisamente componentes mecânicos, mas sim aparatos de transmissão. Portanto, ir de um objeto simples para outro mais complexo não é apenas uma questão de fazer novos componentes, mas de expandir os sistemas de controle e a arquitetura, no caso dos aviões, para que os componentes funcionem de modos cada vez mais sofisticados.

Agência FAPESP – Estamos começando a vislumbrar que há algo a mais do que os componentes que são observados?
Mattick – Sim. Se você mostrasse uma aeronave moderna a um engenheiro aeronáutico de 1960, ele seria capaz de entender como ela voa, mas não poderia entender como funciona. Ele precisaria ver sobre o solo, separado do avião, as centenas de quilômetros de fibras ópticas que ele usa, para ter uma ideia. Porque, em 1960, a transmissão digital de informação em alta velocidade não era uma realidade. Então, é como se a biologia ou a evolução tivessem descoberto o caminho dos sistemas digitais de controle de comunicação 1 bilhão de anos antes do esperado. Estamos só começando a perceber isso.

Agência FAPESP – O senhor mencionou em sua palestra no Congresso Brasileiro de Genética que o papel de regulação do RNA é particularmente importante no cérebro. Por quê?
Mattick – As enzimas que fazem a edição de RNA – processo que modifica a sequência de nucleotídeos do RNA mensageiro em relação à sequência de DNA que o codifica – expandiram-se muito durante a evolução dos vertebrados, em especial dos mamíferos e primatas. A edição de RNA ocorre em praticamente todos os tecidos, mas é particularmente ativa no cérebro – e é aproximadamente 30 vezes mais intensa no cérebro humano do que no do rato. Talvez a edição de RNA seja a conexão entre o genoma e o ambiente e sua expansão foi criticamente importante para a evolução da plasticidade e dos mecanismos de aprendizagem e memória. A regulação do RNA parece ser central não apenas para o desenvolvimento, mas também para a capacidade de alterar plasticamente a informação genética codificada.

Agência FAPESP – Quando começaram as descobertas que possibilitaram essa quebra de paradigmas?
Mattick – Comecei a publicar sobre isso em 1994, mas foi há cerca de dez anos que essa informação realmente começou a circular. Em parte, devido à descoberta dos micro-RNAs regulatórios, mas principalmente graças ao Projeto Genoma Humano. Porque todo mundo esperava que o homem tivesse mais genes do que um verme. E não foi o caso. Então, começamos a descobrir que o RNA tinha muito mais importância do que se supunha. Essa revolução vem ocorrendo nos últimos dez anos, mas a maior parte das pessoas envolvidas com a biologia molecular ainda está considerando essa releitura. É algo ainda revolucionário, mas que está sendo cada vez mais aceito.

Agência FAPESP – Qual a consequência dessa mudança de rumo? O que muda na ciência?
Mattick – Acho que o que muda realmente é a ideia simplista de como a genética funciona. Ficamos muito mais sofisticados. É um pouco como ter mudado da física newtoniana para a física relativista – embora essa não seja uma analogia muito boa. Mas, de certo modo, é como se o mundo da programação genética ficasse muito mais sofisticado, complexo e diferente do que pensávamos. Ainda trabalhamos com moléculas, com DNA e com proteínas. Mas o RNA é o grande personagem hoje. Todo mundo pensava que ele era só um intermediário temporário entre o “disco rígido” e a proteína. Mas as pessoas vão começar a considerar que o RNA não é apenas um intermediário e entender que ele é o motor computacional da célula e do desenvolvimento. É também o motor computacional do cérebro. Assim, uma vez que entendermos esse princípio, poderemos começar a explorá-lo.

Agência FAPESP – Como estudar uma genética que assume tamanha complexidade?
Mattick – Algumas pessoas dizem que, com essas descobertas, a genética está ficando complicada demais. Acho que nunca vamos conseguir entender um sistema a menos que entendamos sua complexidade, pelo menos no plano conceitual. Assumindo a complexidade dos princípios, poderemos começar a fazer perguntas que vão mais adiante e trabalhar sobre o que está de fato ocorrendo. Então, é realmente mais complicado, mas o primeiro passo é entender que de fato é mais complicado. E o segundo passo é buscar um meio para explorar esse novo espaço.

Agência FAPESP – Isso tudo muda a maneira de fazer perguntas científicas?
Mattick – Não mudam as questões, mas muda a maneira como vamos procurar por respostas. As grandes questões continuam sendo como o desenvolvimento funciona e como o cérebro funciona. As perguntas ainda são as mesmas. Mas acho que agora temos uma plataforma muito mais bem formada para começar a responder essas perguntas. Há todo um mundo cuja existência nem suspeitávamos. Estamos só começando. Levaremos um longo tempo para sair desse ponto, mas o primeiro passo conceitual é muito importante e ele está sendo dado neste exato momento.

Fonte: Agência FAPESP