quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

CURSO DE MANEJO SUSTENTÁVEL DE RECURSOS PESQUEIROS


1.INTRODUÇÃO
O Instituto Mamirauá tem a satisfação de convocar os interessados para inscreverem-se no primeiro curso de “Manejo de Recursos Pesqueiros com Base Comunitária”, que será realizado ao longo do mês de março de 2008 em Tefé e nas Reservas Mamirauá e Amanã, no Estado do Amazonas.
O curso será oferecido para pessoas com formação nas mais distintas áreas, mas que já possuam familiaridade com manejo de pesca, com capacidade de incorporação, disseminação e multiplicação de conceitos, práticas e experiências em suas respectivas organizações e em suas sociedades de origem. Será dada prioridade para candidatos oriundos de organizações governamentais ou nãogovernamentais da Amazônia Brasileira, ou que atuem na conservação da
biodiversidade e da sustentabilidade do uso dos recursos pesqueiros.
O curso incluirá várias atividades que envolvem custos. Por este motivo solicita-se que os candidatos, ou suas organizações de origem, custeiem a sua participação. O custo individual será de R$6.000,00 (seis mil reais), que deverão ser pagos no início das atividades do curso. Este valor cobrirá passagens aéreas, hospedagem e alimentação, aulas com instrutores, deslocamentos para campo, seguro durante o período de duração do curso, e material didático. Existe a possibilidade de que o IDSM e seus parceiros ofereçam um número limitado de
bolsas de estudo, após avaliação de cada caso.
Os instrutores deste curso são técnicos, pesquisadores e colaboradores do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) ou de instituições parceiras do IDSM no Brasil, com experiência na questão pesqueira da Amazônia continental. O curso terá uma duração de 26 dias corridos, com aulas diárias, teóricas e práticas, seminários e visitas de campo.
2.ANTECEDENTES
Em 1996 a antiga Estação Ecológica Mamirauá (EEM) foi transformada por decreto do governo do Estado do Amazonas em Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM). Localizada no coração do Estado do Amazonas, esta unidade de conservação foi a primeira de seu tipo no Brasil. Apenas em 2001, com a aprovação do atual Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), esta categoria foi adotada em nível federal.
Este tipo de unidade de conservação tem como objetivo básico promover a conservação da biodiversidade e, ao mesmo tempo, assegurar as condições e os meios necessários para a melhoria da qualidade de vida dos moradores tradicionais locais, através da exploração racional e sustentada dos recursos naturais. A RDSM também objetiva valorizar, conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo dos recursos, desenvolvido por estas populações.
A pesca é uma das atividades tradicionais mais importantes praticadas na Reserva Mamirauá e seus arredores, por conta de sua importância como fonte de alimentação, ocupação da mão-de-obra e geração de renda. Mas esta pesca é bastante peculiar, por se tratar de uma área totalmente localizada em ambiente de várzea. As florestas alagadas por água branca, de grande concentração de sedimentos, se notabilizam por sua riqueza, e grande produtividade. O que se
aplica também aos corpos d’água localizados em seu interior. A RDSM, localizada na confluência dos Rios Solimões e Japurá, possui 1.124.000 hectares totalmente alagados por alguns meses todos os anos. É a maior unidade de conservação de floresta de várzea do país. Neste tipo de ambiente é ser observada uma pesca baseada especialmente na captura de espécies nãomigradoras, ou “sedentárias”, que vivem principalmente nos lagos e canais da várzea. Tais espécies apresentam um alto valor comercial e, em muitas partes da Amazônia, seus estoques já se mostram fortemente deprimidos pela sobreexploração a que estão submetidos.
Por este motivo, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), que faz a co-gestão da Reserva por meio de um convênio com Governo do Estado do Amazonas, criou em 1998 o Programa de Manejo de Pesca (PMP).
Este Programa promove a conservação dos recursos pesqueiros existentes na área, por meio da organização da produção pesqueira local, garantindo a exploração sustentável dos recursos pesqueiros e promovendo a melhoria da qualidade de vida das comunidades ribeirinhas ligadas ao programa. Desde o início da atual década o programa tem seus resultados amplamente divulgados, principalmente pela disseminação de um dos sistemas de manejo mais reconhecidos no momento para a Amazônia, o sistema de manejo da pesca dos pirarucus. Este é um sistema de manejo que demonstra como importantes recursos naturais podem ser utilizados racionalmente, e alcançar, simultaneamente, indicadores positivos de crescimento populacional e de captura sustentada, e indicadores sociais e econômicos. Um número crescente de pescadores se junta a esta iniciativa a cada ano, bem como outros elos da cadeia produtiva da pesca na região. Mas este não é o único manejo de pesca com base comunitária realizado em Mamirauá. É apenas o mais conhecido e o mais bem sucedido deles.
A repercussão destes sistemas de manejo levantou, desde 2002, uma série de demandas pela replicação da experiência em outros locais, ou para outras comunidades fora da área de atuação do IDSM. Tal replicação já tem sido feita em alguns locais. Mas isto se dá de forma incompleta, pela indisponibilidade de agentes multiplicadores.
Na tentativa de atender a esta crescente demanda, e de multiplicar as ações do manejo sustentável de pesca para outros sítios que desenvolvem o conceito de conservação da biodiversidade de modo participativo, o IDSM (juntamente com o Wildlife Conservation Society – WCS, e o apoio da Fundação Moore – GBMF), definiu que a melhor estratégia a ser adotada é a formação de multiplicadores amazônidas. Pessoas que possam captar os principais aspectos destas experiências e aplicá-los em seus respectivos locais de origem, tais multiplicadores poderão exercer um grande impacto na conservação da Amazônia, e na sustentabilidade da pesca de comunidades tradicionais, dentro ou fora de unidades de conservação da região.
3.O CONTEÚDO
Neste curso o IDSM irá retratar a sua experiência de dez anos no manejo de recursos pesqueiros com base comunitária, e também explorar outras possíveis alternativas de manejo sustentável de recursos pesqueiros. Os principais temas cobertos pelo curso serão:
Módulo I – Participação e Envolvimento
1-História socioeconômica da Amazônia Brasileira
2-Gestão participativa
3-Associativismo e cooperativismo
Módulo II – Formas de Uso Comum do Recurso Pesqueiro
4-Uso comum dos recursos pesqueiros
5-Formas de controle social
Módulo III – Instrumentos Para Manejo: Conhecimento, Ciência, Tecnologia e Inovação.
6-Princípios de conservação e teoria do manejo de pesca
7-Princípios biológicos para manejo de pesca
8-Biologia pesqueira
9-Pesquisas que subsidiam o manejo de pesca
10-Teoria de pesca manejada de pirarucus
Módulo IV – Produção e Comercialização
11-Produção e beneficiamento
12-Comercialização
Módulo V – Formas de Manejo Alternativas
13-Peixes ornamentais
14-Pesca esportiva
4.AS INSCRIÇÕES
As inscrições estão abertas entre 22/janeiro/2008 a 15/fevereiro/2008. Os candidatos interessados deverão realizar suas inscrições, apenas por meio eletrônico. Deverão ser enviados ao email cursopesca@mamiraua.org.br os seguintes documentos:
a) Carta de intenção solicitando a inscrição e descrevendo suas atuais atividades, ou aquelas relacionadas com o curso em questão;
b) Duas cartas de referência;
c) Uma declaração dos dirigentes da sua organização de origem concordando com sua participação e atestando a autorização para seu afastamento pelo período do curso;
d) Cópias escaneadas de seus documentos pessoais (carteira de identidade e CPF);
e) Curriculum Vitae resumido;
f) Endereço profissional e residencial, para contato;
g) Declaração (do candidato ou de sua organização de origem) de que pode custear a sua participação no curso.
5.PERFIL DESEJADO DO CANDIDATO
O IDSM selecionará dentre os candidatos que se apresentarem um máximo de 10 alunos em resposta a este Edital. Os candidatos não precisam necessariamente ser especialistas em pesca. Logicamente biólogos, engenheiros de pesca, ou outros profissionais afins podem apresentar alta capacidade de aproveitamento deste curso. Estamos em busca de alunos com alta potencialidade para atuarem como multiplicadores. O candidato ideal deve ter noções claras da atividade pesqueira na Amazônia (sem que esta esteja necessariamente atrelada a um título acadêmico), tenha atuação profissional no manejo da biodiversidade ou no desenvolvimento de comunidades rurais da Amazônia, e que apresente as características de articulação, liderança e desembaraço que lhe permitam fácil atuação junto a comunidades tradicionais amazônicas (ribeirinhos, indígenas, etc.).
6.CALENDÁRIO DA SELEÇÃO
Inscrição – de 22/janeiro/2008 a 15/fevereiro/2008
Divulgação dos selecionados – de 16 a 20/fevereiro/2008
Contato Individual com os Selecionados – de 20 a 23/fevereiro/2008
Início do curso – 03/março/2008.
Informações: lopeskelven@yahoo.com.br e kelven@mamiraua.org.br

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mestrado Univale

Estão abertas até o dia 31 de janeiro as inscrições para o Mestrado em Ciências Biológicas da Universidade Vale do Rio Doce (Univale). Serão oferecidas 14 vagas para o curso, que tem duração de dois anos e área de concentração em “Imunopatologia das Doenças Infecciosas e Parasitárias”.
Para inscrever-se, o candidato deverá preencher a ficha de inscrição disponível no site da Univale (http://www.univale.br/) e levar à Secretaria do Mestrado, localizada no Campus Antônio Rodrigues Coelho, nos horários de 8 às 11 horas e 13 às 17 horas, juntamente com os seguintes documentos:

- Currículo;
- Duas cartas de apresentação;
- Histórico escolar, com comprovante ou declaração de conclusão de curso;
- Comprovante de pagamento da taxa de inscrição.

A seleção será realizada com prova de Inglês e Conhecimentos Gerais, análise de currículo, histórico e documentação e entrevista.
Consulte o conteúdo programático no Edital, disponível no site da Univale. Outras informações podem ser obtidas na Secretaria do Mestrado, pelo telefone (33) 3279-5581, ou pelo e-mail mestradocb@univale.br.
O Campus Antônio Rodrigues Coelho fica na Rua Israel Pinheiro, 2000, bairro Universitário na cidade de Governador Valadares - MG.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Grupo diz ter feito primeiro genoma artificial



Foto: AFP
EDUARDO GERAQUEda Folha de S.Paulo


Nesta toada, a criação de um organismo artificial poderá chegar antes de que se tenha um marco legal definido para tratar do assunto.

Hoje, na revista "Science", a equipe do empresário-pesquisador Craig Venter, seis meses depois do primeiro passo, mostra que é possível sintetizar um genoma em laboratório. Mas ainda falta fazê-lo funcionar dentro de um organismo, o que não será nada fácil.

A busca por esse terceiro passo corre em paralelo com a preocupação de muitos cientistas. Para esse outro grupo, misturar nanotecnologia e biologia pode trazer vários riscos, que estão sendo negligenciados.

"Trata-se de um grande avanço tecnológico, uma vez que os DNAs sintéticos obtidos até então eram de no máximo 32 mil pares de bases", disse à Folha o biólogo Arnaldo Zaha, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

O genoma artificial da bactéria Mycoplasma genitalium, microrganismo sexualmente transmissível que infecta homens e mulheres, tem 582.970 pares de bases (número de duplas dos "tijolos" essenciais do DNA, a adenina, a timina, a citosina e a guanina, conhecidas pelas siglas A, T, C e G).

No ano passado, em junho, o Instituto J. Craig Venter, em Maryland (EUA), havia conseguido transplantar um genoma. Eles usaram duas espécies diferentes do mesmo gênero Mycoplasma no experimento.

"Possivelmente eles vão usar esse transplante para testar o genoma sintético", afirma Zaha, que coordenou um projeto genoma de bactéria no Brasil.


Fonte: Folha Online

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Brasil é 35o em respeito ao meio ambiente

23.01.2008 - 14:15
O Fórum Econômico Mundial em Davos divulgou hoje o índice de atuação ambiental 2008, pelo qual o Brasil aparece em 35º na lista de países que mais respeitam o meio ambiente. A Suíça lidera o índice, elaborado por uma equipe de especialistas das Universidades de Yale e Columbia. A lista ordena 149 países de acordo com 25 indicadores baseados em seis critérios: saúde ambiental, poluição do ar, recursos de água, biodiversidade e habitat, recursos naturais produtivos e mudança climática.
Depois da Suíça vêm Suécia, Noruega, Finlândia e Costa Rica, enquanto os últimos cinco da lista são todos africanos: Mali, Mauritânia, Serra Leoa, Angola e Níger. A Colômbia é, depois da Costa Rica, o país latino-americano mais bem colocado, em nono lugar, na frente de alguns países europeus.
Depois de Costa Rica e Colômbia, os melhores colocados nas Américas são Canadá, Equador, Chile e Panamá, enquanto os piores são Bolívia e Haiti. O Brasil é o oitavo entre os países americanos.
Uma primeira análise dos resultados sugere que a riqueza é um dos fatores determinantes no êxito e na aplicação de políticas de respeito do meio ambiente, embora em cada nível de desenvolvimento alguns países obtenham resultados que excedam significativamente seus similares.
Este é o caso da Costa Rica, que, com suas políticas neste âmbito, conseguiu uma colocação muito acima da Nicarágua, país vizinho, que ocupa o 77º lugar.
Os Estados Unidos ocupam a 39ª colocação no ranking, muito atrás de outros países industrializados, como o Reino Unido (14º lugar) e Japão (21º). Entre os países do continente americano, os Estados Unidos ocupam a 11ª posição.
Segundo o estudo, embora os EUA obtenham boas pontuações em alguns indicadores, sua má atuação quanto à poluição do ar e às emissões de gases do efeito estufa fez com que caíssem muitas posições.
"As medições sobre mudança climática do índice, que colocam os EUA, junto com a Índia e a China, perto do fim da lista mundial, são uma desgraça nacional", afirmou Gus Speth, decano da escola de estudos ambientais de Yale.
O índice se concentra fundamentalmente em dois objetivos: saber como se reduzem os efeitos ambientais na saúde humana e como se promove a vitalidade do ecossistema.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Em busca de pedigree


Uma das matérias publicadas pela revista Carta Capital desta semana é a respeito da genealogia genética. A matéria explica o método da genealogia genética e questiona conceitos como raças e populações. Para quem se interessa pelo assunto, vale conferir a matéria na íntegra na versão impressa da Edição no 479.




Em busca de pedigree
por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa

A procura por origens étnicas dá a partida a um novo segmento no setor da biotecnologia. Mas as raízes pelas quais seus clientes anseiam podem não passar de uma quimera
A análise do genoma humano proporciona diagnósticos mais precisos de doenças genéticas, testes de paternidade, técnicas forenses e a promessa de novas terapias. E a mania da vez: a genealogia genética.
Estima-se que de 600 mil a 700 mil pessoas fizeram testes pessoais de ancestralidade genética até o fim de 2007 e o número cresce em 100 mil por ano. Dependendo da empresa e da amplitude da análise, pode custar de 100 a 1,2 mil dólares. O interessado encomenda o kit, tira uma amostra de células da boca com uma escovinha e a envia à empresa, que responde em dois meses.
De maneira rápida e fácil consegue-se uma espécie de resposta à ansiedade, ou curiosidade, que leva muitos a gastar muito mais tempo e dinheiro a tentar rastrear seus antepassados por métodos genealógicos convencionais e pesquisar cartórios e paróquias. Muitos clientes são afro-americanos em busca de raízes, da etnia da qual seriam descendentes. Informação que leva alguns a formar comunidades com “irmãos de etnia” nos EUA ou na África e fazer doações à pátria dos supostos ancestrais africanos ou à suposta etnia de origem.
É uma busca de “origens” e “identidade”. Mas por que nos genes, em pleno século XXI? Qual a natureza da pergunta, que espécie de resposta é essa e a que ponto isso faz sentido?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Exposição de Humor em DST e AIDS

Foi prorrogado até o dia 28 de fevereiro o I Festival Internacional de Humor em DST e Aids, promovido pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST / AIDS e do Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil (Imag).
Inaugurado em outubro, no Museu da Vida (COC/Fiocruz), o festival exibe os trabalhos finalistas de sua edição original, realizada em Brasília. Entre os cartunistas selecionados, estão representantes de países como Croácia, China, Espanha, Coréia do Sul e Cuba.
O Museu da Vida fica na Av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro. O horário de funcionamento é de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 10h às 16h.
Mais informações pelo telefone (21) 2590-6747.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Havaianas Projeto Tamar


Havaianas e Projeto Tamar se uniram em projeto para criar as sandálias Havaianas Top com estampas do Projeto Tamar.


O produto pode ser adquirido pelo valor de R$33,50 na loja virtual do Projeto Tamar www.projetotamar.org.br/lojavirtual .
O que você acha desta parceria?


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Pena Branca e Xavantinho batizam novo tipo de rã

- "Que trem doido, sô!". O comentário não poderia ser mais legitimamente caipira, mas o espanto do cantor sertanejo Pena Branca é justificado. A frase foi sua primeira reação ao saber que uma nova espécie de anfíbio, uma pequena rã descoberta em Uberlândia, terra natal do músico, tinha ganhado um nome científico em sua homenagem. A Ischnocnema penaxavantinho, com apenas 2 cm de comprimento, foi descrita por uma equipe de cientistas coordenada por um fã de Pena Branca e de seu parceiro e irmão Xavantinho, que morreu em 1999.
"Eu estava devendo isso para eles faz tempo", conta Ariovaldo Antonio Giaretta, biólogo da Universidade Federal de Uberlândia (MG). "Uns dez anos atrás, quando eu morava em Campinas [interior paulista], fui a um show deles e cantei a noite inteira. Mais tarde, consegui ir até o camarim para que eles autografassem um CD que eu tinha e prometi que ia batizar uma perereca que eu estava descrevendo na época com o nome da dupla", explica Giaretta.
O plano acabou não vingando, mas o biólogo diz que ficou com a consciência pesada por não ter cumprido a promessa. "Agora, como essa rã é daqui de Uberlândia, achei que não podia deixar passar a oportunidade", conta Giaretta, que é de Itatiba, no interior paulista. Ele guarda até hoje a caixa do CD autografado pela dupla -- já o disco acabou sendo roubado.
Gogó invejável
Paixão de fã à parte, Giaretta e seus colegas Luciano Oliveira, também de Uberlândia, e Daniel Toffoli, da Universidade Federal do Amazonas, tinham outro motivo para dar nome de cantor à rã. Eles gravaram o canto do animal (um procedimento comum para estudar diferenças entre anfíbios, já que o canto tende a ser único a cada espécie) e viram que ele é muito mais intenso e musicalmente variado que o de seus parentes.
Além da vocalização típica, outros detalhes ajudam a distinguir o pequeno animal como uma nova espécie. Entre eles estão o tamanho (ele é menor que seus parentes, com machos que medem só 1,5 cm e fêmeas de 2 cm), a pele lisa e a falta das chamadas almofadas nupciais nos dedos -- entre alguns anfíbios, essa região áspera de pele ajuda a evitar que o macho escorregue das costas da fêmea na hora do acasalamento.
O animal também destoa da maioria de seus primos próximos porque vive em áreas abertas, de cerrado ou de pasto degradado, enquanto seus parentes preferem florestas tropicais úmidas. "Ele parece agüentar um grau razoável de perturbação ambiental, não creio que esteja ameaçado", diz Giaretta.
No cerrado, o bichinho parece estar adaptado às famosas "veredas" mineiras -- uma vegetação formada por gramíneas, arbustos e palmeiras. Ao contrário dos anfíbios mais conhecidos, a rã nem põe ovos na água nem tem girinos: os ovos são colocados na terra úmida e os filhotes saem deles já completamente formados, com a mesma aparência dos adultos.
Mais surpresasGiaretta diz não ter dúvidas de que descobertas como a sua só devem aumentar nos próximos anos. "Os gringos estão um passo na nossa frente. Com o uso de métodos moleculares [basicamente análises de DNA], estão descobrindo que as diferenças que a gente consegue detectar morfologicamente são muito grandes. Eles estão abismados com a diversidade de anfíbios neotropicais [da parte tropical da América do Sul", afirma ele.
Pena Branca, ainda surpreso com a notícia da homenagem, diz que não sabe se faria uma música em homenagem à nova espécie. "A gente sempre falou das coisas lá de Uberlândia nas nossas músicas. Até já gravamos uma brincadeira sobre o sapo-cururu uma vez", lembra o cantor.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Concurso para Professores 2 - Pernambuco

Outro concurso com várias oportunidades para Biólogos é o da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE:
  • Biologia - Genética (1 vaga)
  • Biologia - Ecologia (2 vagas)
  • Morfologia e Fisiologia Animal - Bioquímica e Biofísica/ Biofísica (1 vaga)
  • Morfologia e Fisiologia Animal - Histologia (1 vaga)
  • Morfologia e Fisiologia Animal - Bioquímica e Biofísica/ Bioquímica (1 vaga)
  • Morfologia e Fisiologia Animal - Fisiologia e Farmacologia/ Fisiologia Humana (1 vaga)
  • Ciência Florestal - Manejo Florestal (1 vaga)

Hoje é o último dia para quem quiser se inscrever. Confira o edital no link: http://www.pciconcursos.com.br/concurso/92156 .

Concurso para Professores - TO

Foram prorrogadas para hoje as inscrições para concurso público do Instituto de Ensino Superior de Porto Nacional - IESPEN, em Tocantins.
Há várias vagas para as quais Graduados em Ciências Bíológicas podem se candidatar, seja para o curso de Medicina, no qual várias disciplinas admitem graduados em qualquer curso da área de saúde, com as devidas especilizações, ou seja para as disciplinas de área básica dos cursos de saúde.
No link http://www.e-concurso.com.br/arquivo/92286.pdf pode ser acessado o documento que contém as exigências de área de formação e titulação mínima.

Os valores da hora/aula para o emprego de Professor(a) de Ensino Superior são os seguintes:
a) Professor(a) de Ensino Superior com diploma de graduação: R$ 12,15 (doze reais e quinze centavos) por hora/aula;
b) Professor(a) de Ensino Superior com diploma de pós-graduação lato sensu: R$ 15,36 (quinze reais e trinta e seis centavos) por hora/aula;
c) Professor(a) de Ensino Superior com diploma de mestrado: R$ 19,15 (dezenove reais e quinze centavos) por hora/aula;
d) Professor(a) de Ensino Superior com diploma de doutorado: R$ 26,17 (vinte e seis reais e dezessete centavos) por hora/aula.

Para inscrições e outras informações, acesse: http://www.iespen.com.br/ .

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Fiocruz envia mais doses da vacina contra a febre amarela para o MS e dobrará produção

Ao contrário do que foi erroneamente divulgado nesta quarta-feira (9/1) pelo Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, e também por outras publicações país afora, a Fiocruz nega que haja necessidade de se promover uma vacinação em massa da população brasileira contra a febre amarela. Só precisam ser vacinados, como lembrou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em entrevista coletiva também nesta quarta-feira, os indivíduos que, por motivos profissionais ou de turismo, viajem para as regiões consideradas de risco para a febre amarela (ver relação abaixo). Temporão tranqüilizou a população e disse que a situação está rigorosamente sob controle, não havendo risco de uma epidemia da doença.

Em função dos problemas atuais relacionados à febre amarela, o Ministério da Saúde (MS) solicitou à Fiocruz que a produção da vacina contra a febre amarela fosse aumentada em 100% — o que alcançará um total de 30 milhões de doses por ano. Para atingir essa marca, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos) da Fundação reprogramou a sua linha de produção para atender a essa demanda. A Fiocruz produz e entrega a vacina para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do MS, que distribui a vacina para todo o país. Anualmente, o PNI vinha solicitando cerca de 15 a 16 milhões de doses. Nesta quarta-feira (9/1) a Fiocruz enviou mais dois milhões de doses do imunizante para o MS.


O MS intensificou a vacinação da população contra a febre amarela em Goiás e no Distrito Federal. O secretário de Vigilância em Saúde do MS, Gerson Penna, afirmou que a medida foi tomada em resposta às mortes de macacos próximos de áreas urbanas. O risco de febre amarela em áreas urbanas, no entanto, está descartado. Segundo Penna, desde 1942 não há registro de febre amarela urbana no Brasil. Todos os casos registrados atualmente são de pessoas que contraíram a doença ao entrar nas matas. “A febre amarela tem uma vacina 99% eficaz. Ela é fabricada pelo Ministério da Saúde, por meio da Fiocruz. É uma doença completamente evitável”, disse o secretário. A vacina é produzida por Biomanguinhos.









Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Licenças Ambientais cresceram 14% em 2007

A reportagem abaixo, extraída da Folha Online, mostra o crescimento das licenças ambientais no último ano. O coordenador de políticas públicas do Greenpeace critica a velocidade desses licenciamentos. Qual é a sua opinião?


da Agência Brasil

Em 2007, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) concedeu 317 licenças ambientais, entre autorizações prévias de instalação e de operação. Os números apontam um aumento de 14% em relação ao ano interior.

A autorização prévia para as obras da usina de Santo Antônio, parte do complexo hidrelétrico do rio Madeira (RO), e a licença de instalação para a transposição de águas do Rio São Francisco foram algumas das mais importantes e polêmicas.

O diretor de licenciamento ambiental do órgão, Roberto Messias Franco, disse que no Ibama há uma "diretriz especial para obras estruturantes" - incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Em 2007 houve uma quantidade grande de demandas e a dificuldade é trabalhar com licenças [ambientais] em uma economia aquecida, com o país crescendo muito, com empresas e o próprio governo precisando ter o desenvolvimento acelerado, mas sem perda de qualidade nas análises".
O coordenador de políticas públicas da organização não-governamental Greenpeace, Sérgio Leitão, criticou a pressão sobre as autorizações ambientais em 2007 e disse que isso gerou uma "deslegitimação" dos técnicos responsáveis pelos processos. Segundo ele, apesar da legislação ambiental que vigora no país, os órgãos ligados à área evitam se opor às determinações do governo.

"Há obras, que devido ao seu impacto, não podem ser licenciadas na velocidade do desejo do presidente da República; elas precisam ter a velocidade da resposta satisfatória que a sociedade demanda", apontou.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Câmara do Rio insiste em veto a uso de animal

O uso de animais em experiências científicas pode ser proibido na cidade do Rio de Janeiro, paralisando a produção de vacinas e medicamentos, além de pesquisas em células-tronco realizadas pela Fiocruz (Fundação Instituto Osvaldo Cruz).
Em sessão extraordinária realizada no último dia 26, a Câmara Municipal derrubou o veto do prefeito Cesar Maia à lei 325/2005, do vereador Cláudio Cavalcanti (DEM) que torna ilegal no município o uso de animais em práticas experimentais.
A lei será promulgada se Cesar Maia não se pronunciar em 48 horas após ser notificado sobre a derrubada do veto. Nesta quarta-feira, sua assessoria informou que a Prefeitura ainda não havia sido notificada.
Ainda de acordo com a assessoria do prefeito, a Procuradoria-Geral do Município deverá pedir a inconstitucionalidade da lei ao órgão especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Cavalcanti não foi encontrado ontem para comentar o assunto.Pesquisador da UFRJ (Universidade federal do Rio de Janeiro) e da SBBF (Sociedade Brasileira de Biofísica), Marcelo Moraes afirma que boa parte da produção científica no Rio será interrompida caso a lei entre em vigor.