quarta-feira, 26 de novembro de 2008

ARTIGO - POLIQUETOS

Olá, sou Izaque Martins de Souza (Isaac), aluno do 5º periodo do curso de Licenciatura
em Ciências Biológicas da Universidade de Uberaba -MG. Quero parabenizar toda equipe pelo excelente
Blog, onde todos amantes da Biologia podem participar. Estou enviando um pequeno artigo de minha
autoria. Este artigo está publicado no meu blog: isaacbio.wordpress.com, onde publico textos de minha autoria
e outros.
Desde já agradeço, se meu texto for publicado nesse conceituado BLOG.
Atenciosamente,
Izaque.

POLIQUETOS

Classe Polychaeta

A classe Polychaeta (cerca de 8000 espécies) é representada por animais marinhos, tais como: Eunice, Neanthus (antigo gênero Nereis), etc. Estes diferem dos oligoquetos em muitos aspectos. As figuras 52 e 53 demonstram as variações de formas de poliquetos.

Os poliquetos apresentam em cada segmento do corpo um par de apêndices laterais carnosos, semelhantes a nadadeiras, chamados parapódios, com muitas cerdas implantadas. Esses apêndices laterais servem para locomoção e também, em algumas espécies, para trocas gasosas. Na região anterior existe uma cabeça bem desenvolvida com um prostômio que contêm olhos, antenas e um par de palpos. A boca situa-se no lado ventral, entre o prostômio e a região pós-oral, chamada peristômio, que é o primeiro segmento verdadeiro. A região não segmentada terminal (o pigídeo) traz o ânus. Porém poucos poliquetas exibem essa estrutura típica. Os diferentes estilos de vida dos vermes dessa classe levaram a graus variáveis de modificação no plano básico.

Esses anelídeos podem ser errantes (movimentos livres) ou sedentários (tubícolas). Os errantes são vermes nadadores, carnívoros caçadores e, portanto, apresentam adaptações para este modo de vida. Os parapódios são bem desenvolvidos, ocorrem apêndices sensoriais. A cabeça é comumente provida de palpos ou outras estruturas para auxiliar a alimentação. A respiração encontrada na classe é geralmente branquial. Os sexos são geralmente separados e o desenvolvimento é indireto com uma larva trocófora (figura 54). Existe também a reprodução assexuada em algumas espécies (brotamento ou regeneração). Os poliquetas têm um alto poder de regeneração. Os tentáculos, palpos e até as cabeças arrancadas por predadores são logo repostos. A epitoquia é um fenômeno reprodutivo característico de muitos poliquetas e especialmente bem conhecido em alguns. Trata-se da formação de um indivíduo reprodutivo pelágico (epítoco) que é adaptado a deixar os buracos, tubos e outras adaptações no fundo. Os segmentos portadores de gametas do epítoco são com freqüência os mais incrivelmente modificados e corpo do verme parece dividir-se em duas regiões acentuadamente diferentes. Geralmente, os poliquetas epítocos nadam para a superfície durante a eliminação de óvulos e espermatozóides. Esse comportamento sincronizado (chamado enxameamento) congrega indivíduos sexualmente maduros em um período relativamente curto, aumentando a probabilidade de fertilização.

Prof. Isaac Martins

Referências: BARNES - CURTIS, H. - FERNANDES, V. - STORER, T.

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